sexta-feira, 1 de março de 2013

Campanha de Incentivo à Leitura

O amigo Gilberto do blog Gilberto Cinema ofereceu este selo de incentivo à leitura.

Os convidados a participar da campanha devem:

1 - Indicar quantos livros quiser, sobre qualquer assunto.

2 - Indicar outros blogs para participar da campanha.

Para não fugir do tema do blog, indicarei dois livros imperdíveis sobre cinema.


1001 Filmes Para Ver Antes de Morrer

Este livro contém resenhas escritas por críticos diversos para 1001 filmes importantes da história do cinema.

O filmes estão divididos por ano, com textos sucintos e pessoais.

Uma verdadeira viagem pela história do cinema.



Como a Geração de Sexo, Drogas e Rock N'Roll Salvou Hollywood

Esta sensacional obra conta as grandes mudanças ocorridas em Hollywood iniciadas no final dos anos sessenta, a partir do clássico "Bonnie & Clyde - Uma Rajada de Balas", até o fracassado "O Portal do Paraíso" em 1980.

O autor conta detalhes de bastidores das produções de Coppola, Scorsese, William Friedkin, Spielberg, Warren Beatty e vários outros diretores, atores e produtores que transformaram completamente o cinema americano.

Os blogs indicados para o selo são:

Cinema & Literatura

Cinema Pipoca Cult

Gonga e a 7º Arte

Brazilian Movie Guy

Cinema, a Arte da Emoção

Pipoca com Guaraná


quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

João Saldanha

João Saldanha (Brasil, 2012) – Nota 7,5
Direção – André Iki Siqueira & Beto Macedo
Documentário

Este documentário conta a trajetória de João Saldanha, uma das figuras mais polêmicas do jornalismo esportivo brasileiro. Sem papas na língua, brigão e comunista, Saldanha além de jornalista foi também técnico de futebol, tendo sido campeão carioca em 1957 dirigindo o Botafogo, seu time de coração e também foi o responsável pela montagem da seleção brasileira tricampeã do mundo em 1970 no México. A passagem de Saldanha pela seleção é provavelmente o ponto principal do documentário. 

Em 1966, a seleção brasileiro fez uma péssima campanha na Copa do Mundo da Inglaterra e passou a ser bombardeado por todos os lados. Saldanha era um dos maiores críticos, principalmente da antiga CBD (Confederação Brasileira de Desportos), que era comandada a mão de ferro por João Havelange. O esperto Havelange, pensando em deixar de ser o alvo das críticas, de forma surpreendente convidou Saldanha para dirigir a seleção, que também estranhamente aceitou o convite. 

O trabalho de Saldanha foi impecável, conseguiu montar um belo time que venceu todas as partidas nas eliminatórias e transformou o Brasil em grande favorito, porém o seu sucesso passou a ameaçar o governo militar do General Médici. O pensamento do governo era ver Saldanha fracassar, mas quando perceberam a possibilidade do país ser campeão sendo dirigido por um comunista, eles acionaram a chamada “imprensa marrom”, as bocas de aluguel que começaram a criar pequenos fatos e deturpar notícias para enfraquecer Saldanha, que acabou sendo demitido poucos meses antes da Copa, dando lugar a um conhecido amigo dos poderosos, Zagallo, sujeito que jamais entraria em conflito com os superiores. 

Esta situação infelizmente continua comum nos dias atuais, mesmo vivendo numa democracia, a força da mídia levanta ou derruba uma pessoa de acordo com seus interesses. No jornalismo esportivo atual vemos diariamente “especialistas” defendendo ideias absurdas em favor dos interesses de seu empregador ou do seu time do coração. Saldanha foi um ícone numa época em que ainda existia o jornalista por ideologia, que tinha opinião própria e não se preocupava em agradar alguém em troca de algo, seguir manuais de redação ou linha editorial.  

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Tudo Sobre Minha Mãe

Tudo Sobre Minha Mãe (Todo Sobre Mi Madre, Espanha / França, 1999) – Nota 7,5
Direção – Pedro Almodovar
Elenco – Cecilia Roth, Marisa Paredes, Candela Peña, Antonia San Juan, Penelope Cruz, Rosa Maria Sardá, Fernando Fernan Gomez, Fernando Guillen, Eloy Azorin. 

Manuela (Cecilia Roth) é mãe do jovem Esteban (Eloy Azorin), que deseja ser escritor e por este motivo registra tudo sobre seu relacionamento com a mãe. Quando eles vão assistir a uma peça de teatro no aniversário de Esteban, um acidente ocorre quando o garoto deseja pegar o autógrafo da atriz principal da peça, Huma Rojo (Marisa Paredes) e ele acaba falecendo. 

Sem saber o que fazer da vida, Manuela decide ir embora de Madrid e voltar para Barcelona, onde tenta reencontrar o pai do seu filho. Manuela acaba reencontrando um amigo, o travesti Agrado (Antonia San Juan) e se envolve na vida da freira Rosa (Penelope Cruz), que passa por um momento difícil. Além disso, Manuela também se aproxima da atriz Huma e descobrirá que o sucesso na carreira não é garantia de felicidade. 

Não sou fã de novelas, considero um tipo de programa ultrapassado que tem objetivos comerciais no pior sentido possível, que são conseguir audiência, vender produtos e ditar moda, sem contar que os dramas são exagerados e na maioria das vezes difundem a ideia de que o mundo é dividido entre o bem e o mal, sem meio termo. 

Comentei este fato para citar que o cinema de Almodovar bebe na fonte dos dramalhões das novelas, porém sua habilidade em desenvolver personagens, muitas vezes bizarros e sintetizar interessantes histórias de vida em pouco menos de duas horas é digna de aplausos. 

A trama de “Tudo Sobre Minha Mãe” seria uma novela das piores nas mãos de um canal de tv, porém Almodovar consegue entreter o público de cinema mostrando gravidez indesejada, conflitos entre mãe e filha, drogas, doenças e tragédias de uma forma peculiar e original. 

Neste filme vale ainda destacar as belas atuações de Marisa Paredes, da argentina Cecilia Roth e de Antonia San Juan interpretando um travesti. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

O Declínio do Império Americano & As Invasões Bárbaras


O diretor canadense Denys Arcand ficou conhecido mundialmente quando o longa "O Declínio do Império Americano" concorreu ao Oscar de Filme Estrangeiro em 1987. O filme não venceu, mas Arcand se tornou um queridinho da crítica, fazendo em seguida bons trabalhos como "Jesus de Montreal" e "Amor e Restos Humanos".

Arcand voltaria ao Oscar para vencer com "As Invasões Bárbaras", uma continuação do filme de 1987.

Aqui comento estes dois filmes, trabalhos diferenciados recheados de diálogos afiados e com uma interessante visão do diretor em relação ao ciclo da vida e as relações humanas.

O Declínio do Império Americano (Le Déclin de L’Empire Américain, Canadá, 1986) – Nota 7,5
Direção – Denys Arcand
Elenco – Dominique Michel, Dorothée Berryman, Louise Portal, Pierre Curzi, Rémy Girard, Yves Jacques, Geneviéve Rioux, Daniel Briére, Gabriel Arcand.

Numa casa de campo na beira de um lago, quatro amigos intelectuais passam a tarde preparando um jantar e conversando sobre a vida, seus amores, traições e principalmente sexo. Enquanto isso, quatro mulheres estão numa academia conversando sobre os mesmos temas. No final do dia todos se juntam para o jantar, onde em meio a discussões filosóficas, alguns segredos vem à tona. 

Clássico cult dos anos oitenta, este longa do canadense Denys Arcand é falado em francês e tem como ponto principal os diálogos afiados que mostram todo o cinismo, egoísmo e falhas de caráter do ser humano, principalmente no quesito das relações amorosas. 

O título do longa é o mesmo de um livro escrito por uma das personagens, que pode também ser comparado ao declínio das relações estáveis, já que nos anos oitenta o individualismo começava a se tornar cada vez mais forte.

As Invasões Bárbaras (Les Invasions Barbares, Canadá, 2003) – Nota 7,5
Direção – Denys Arcand
Elenco – Rémy Girard, Stéphanne Rousseau, Marie Josée Croze, Marina Hands, Dorothée Berryman, Johanne Marie Tremblay, Yves Jacques, Louise Portal, Dominique Michel.

Dezesseis anos após o filme original, o diretor Denys Arcand reencontra seus personagens em outro estágio da vida. Se no filme anterior eles estavam no auge da carreira e da vida sexual, aqui todos estão entrando na terceira idade e desta vez a trama coloca como personagem principal o mulherengo Rémy (Rémy Girard), que tem uma doença terminal e pede para a ex-esposa Louise (Dorothée Berryman) chamar os velhos amigos. Rémy também precisa se acertar com o filho Sébastien (Stéphanne Rosseau), que ao contrário do pai que era professor, ele se tornou executivo do mercado financeiro. Um interessante conflito se cria entre os ideais de vida do velho acadêmico e o pragmatismo financeiro do filho. 

É curioso também ver como se desenvolveram os outros personagens. Temos o mulherengo (Pierre Curzi) que se casou com uma jovem e agora tem dois filhos pequenos e as amigas Diane (Louise Portal) e Dominique (Dominique Michel) que continuam trocando de amantes, mas que no fundo sentem-se sozinhas. 

O ponto principal aqui é mostrar as consequências de nossos atos nas relações amorosas, relacionamento com filhos e amigos, com uma pitada ainda do chamado conflito de gerações e as diferenças entre o passado e a modernidade, inclusive nos valores. 

As invasões bárbaras do título se referem aos ataques de 11 de Setembro e também as mudanças de valores das últimas décadas, onde a utopia de esquerda representada por Rémy e seus amigos intelectuais deu lugar ao capitalismo frio e selvagem representado por Sébastien.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Estômago

Estômago (Brasil, 2007) – Nota 7,5
Direção – Marcos Jorge
Elenco – João Miguel, Fabiula Nascimento, Babu Santana, Carlo Briani, Zeca Cenovicz, Paulo Miklos.

Raimundo Nonato (João Miguel) chega em São Paulo vindo da Paraíba sem conhecer pessoa alguma e dinheiro algum no bolso. Ele entra na lanchonete de Zulmiro (Zeca Cenovicz), come duas coxinhas e como não tem como pagar, acaba sendo obrigado a lavar pratos, mas pelo menos consegue um quarto para dormir. 

A partir daí, Nonato passa a trabalhar como cozinheiro e aprende a fazer coxinhas que se tornam o sucesso do local. Além disso, Nonato sente-se atraído pela prostituta Íria (Fabiula Nascimento), que é extremamente gulosa. Em paralelo, a narrativa mostra Nonato chegando a cadeia, sem explicar qual crime ele cometeu, onde aos poucos ganha a confiança do dono da cela, o bandido Bujiu (Babu Santana), através da comida que ele prepara. 

Este curioso longa foi uma agradável surpresa graças ao desempenho do ator João Miguel, que ficou conhecido por “Cinema, Aspirinas e Urubus” e aqui comprova seu talento ao criar um sujeito ao mesmo tempo simplório, ingênuo em alguns aspectos, mas inteligente ao conquistar as pessoas através de sua habilidade na cozinha. 

As duas narrativas seguem até o final onde conheceremos o crime que levou Nonato para cadeia, fato em si sem muitas surpresas, porém um detalhe é sinistro, se revelando uma pérola do humor negro. 

Como curiosidade, a atriz Fabiula Nascimento se entrega a algumas cenas ousadas que muitas atrizes se negariam a fazer, principalmente a sequência do striptease na boate.

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Por Uma Boa Briga & Veia de Lutador


Por Uma Boa Briga (Play It to the Bone, EUA, 1999) – Nota 5
Direção – Ron Shelton
Elenco – Woody Harrelson, Antonio Banderas, Lolita Davidovich, Tom Sizemore, Lucy Liu, Richard Masur, Robert Wagner, Willie Garson, Aida Turturro.

Cesar (Antonio Banderas) e Vince (Woody Harrelson) são dois pugilistas fracassados que recebem uma proposta irrecusável, lutarem na preliminar de uma luta de Mike Tyson em Las Vegas. Os dois aceitam e resolvem viajar juntos de carro até o local, mesmo sendo rivais, inclusive porque Cesar namora Grace (Lolita Davidovich), ex-namorada de Vince. Lógico que Grace viajará junto e a dupla terá de aceitar suas diferenças em prol do dinheiro da luta. 

O diretor e roteirista Ron Shelton é especialista em filmes sobre esporte, tendo já comandado bons longas sobre beisebol (“Sorte no Amor” e “Cobb – A Lenda”), golfe (“O Jogo do Amor”) e basquete (“Homens Brancos Não Sabem Enterrar”), porém aqui ele erra feio. O roteiro não cria empatia alguma na dupla de boxeadores derrotados, sendo que na primeira hora durante a viagem quase nada de interessante acontece. Mesmo com a luta entre os amigos no final sendo muito bem filmada, a sequência acaba sendo insuficiente para transformar num bom filme.

Veia de Lutador (Fighting, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Dito Montiel
Elenco – Channing Tatum, Terrence Howard, Zulay Henao, Luis Guzman, Roger Guenveur Smith, Brian White, Michael Rivera, Flaco Navaja, Peter Anthiny Tambakis.

O jovem Shawn McArthur (Channing Tatum) veio do Alabama para Nova York e para sobreviver trabalha vendendo produtos na rua. Após se meter em uma confusão e mostrar ser bom de briga, Shawn recebe uma oferta do vigarista Harvey (Terrence Howard). O sujeito diz que ele pode ganhar cinco mil dólares participando de uma luta clandestina. Precisando de dinheiro, Shawn aceita a oferta e se envolve num mundo violento onde acontecem apostas altas. 

O diretor Dito Montiel estreou com o elogiado “Santos e Demônios”, um longa autobiográfico que ainda preciso conferir, porém seus dois trabalhos seguintes não se sustentam. O mais recente, o policial “Anti-Heróis” é decepcionante e este “Veia de Lutador” que foi seu segundo trabalho também deixa a desejar. Os três filmes citados tem Channing Tatum no elenco. 

A premissa aqui é boa, mostrar o mundo das lutas clandestinas, porém o desenrolar da trama é repleto de clichês, desde os dramas do passado dos personagens, passando pelas coincidências forçadas, chegando até a luta final entre os inimigos. Apesar dos desempenhos dignos de Channing Tatum e Terrence Howard, o resultado é um filme abaixo do potencial da história. 

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Benny & Joon - Corações em Conflito

Benny & Joon – Corações em Conflito (Benny & Joon, EUA, 1993) – Nota 7,5
Direção – Jeremiah Chechik
Elenco – Johnny Depp, Mary Stuart Masterson, Aidan Quinn, Julianne Moore, Oliver Platt, Dan Hedaya, CCH Pounder, Joe Grifasi, William H. Macy.

O mecânico Benny (Aidan Quinn) é o preocupado irmão mais velho de Joon (Mary Stuart Masterson), uma jovem que tem um distúrbio mental e dificuldade para conviver com outros pessoas por ser agressiva em alguns momentos e por preferir se isolar em outros. Quando Benny participa de uma partida de pôquer com amigoss, ele acaba apostando e perdendo, sendo obrigado a pagar a aposta. Ele precisará hospedar em sua casa por algum tempo o sobrinho de um amigo, porém Benny não imaginava encontrar o estranho Sam (Johnny Depp). Ao mesmo tempo em que ele se assusta com as atitudes de Sam, sua irmã fica encantada pelo rapaz, o que provocará ciúme em Benny.

Este sensível longa mistura comédia, drama e história de amor na medida certa, valorizado principalmente pela ótima atuação de Johnny Depp, que se inspirou em Chaplin e Buster Keaton para criar o sujeito especialista em mímicas que se apaixona pela jovem problemática. Outro ponto positivo é a trilha sonora, com destaque para a canção “I’m Gonna Be (500 Miles)” da dupla escocesa “The Proclaimers”. 

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Bombas - Filmes de Ficção B - Parte II

O gênero ficção é um dos que mais rendem filmes ruins. Já comentei sobre alguns por aqui e agora cito mais cinco produções de péssima qualidade.

A Rebelião Final (Rising Storm, EUA, 1989) – Nota 3
Direção – Francis Schaeffer
Elenco – Zach Galligan, Wayne Crawford, June Chadwick, Elizabeth Keifer, John Rhys Davies.

Em 2099, os Estados Unidos vivem uma ditadura comandada por um reverendo e seu exército. Neste contexto, os irmãos Gage (Zach Galligan e Wayne Crawford) vivem de pequenos golpes e de transportar imigrantes ilegais do México. Quando eles cruzam com duas irmãs (June Chadwick e Elizabeth Keifer) que estão em busca de antiguidades valiosas, os irmãos aceitam ajudá-las nas busca entre troca de parte do valor, porém terão de enfrentar ainda os soldados do reverendo. 

Esta fraquissima ficção B é falsa desde os figurinos estranhos, passando pelos cenários sem charme algum, até os péssimos elenco e roteiro. A única curiosidade é ter como protagonista Zach Galligan, que ficou conhecido pelo sucesso de “Gremlins” e depois desapareceu em papéis ruins como este aqui. 

O Portal do Tempo (Beastmaster 2: Trough the Portal of Time, EUA, 1993) – Nota 3,5
Direção – Sylvio Tabet
Elenco – Marc Singer, Wings Hauser, Kari Wuhrer, Sarah Douglas, James Avery, Robert Z’Dar.

Na Idade Média, durante uma batalha, o príncipe Dar (Marc Singer) entra em uma caverna para perseguir seu inimigo Arklon (Wings Hauser), porém o local na verdade é um portal do tempo que os leva para Los Angeles nos dias atuais, onde Arklon tentará explodir uma bomba atômica. 

Sequência do longa cult “O Senhor das Feras” (ou “O Príncipe Guerreiro”), esta produção com um roteiro totalmente absurdo, tenta utilizar a criatividade na mudança de cenário para tentar driblar a falta de orçamento, mas falha completamente. 

Marc Singer teve alguma fama nos anos oitenta ao estrelar “O Senhor das Feras” e principalmente pelo papel na minissérie original “V – A Batalha Final”, mas não conseguir se firmar e se tornar figura carimbada em filmes B, assim como o vilão Wings Hauser, pai do ator Cole Hauser.

Agentes da Sombra (The Shadow Men, EUA, 1997) – Nota 2
Direção – Timothy Bond
Elenco – Eric Roberts, Sherilyn Fenn, Dean Stockwell, Brendon Ryan Barrett.

Um casal (Eric Roberts e Sherilyn Fenn) viaja de carro com seu filho pequeno quando são ofuscados por um luz intensa. Eles acordam horas depois sem saber o que ocorreu. Logo, o casal começa a ter pesadelos com alienígenas e ao mesmo tempo passa a ser perseguido por estranhos homens de preto. A única saída parece ser a ajuda de um escritor de ficção científica (Dean Stockwell).

Esta ficção vagabunda tentou capitalizar com o sucesso do ótimo “Homens de Preto”, utilizando a lenda urbana destes personagens para criar uma péssima trama de ficção, com cenas constrangedoras de tão ruins. Um caso a parte é a carreira de Eric Roberts, irmão mais velho de Julia Roberts. Nos anos oitenta ele chegou a ser famoso e até concorreu ao Oscar de Coadjuvante pelo papel em “Expresso para o Inferno”, mas sabe-se lá porque, a partir dos anos noventa ele se tornou um operário do cinema, aceitando papel em todo tipo de filme, desde o sensacional “Batman – O Cavaleiro das Trevas” até longas horrorosos como este. Até hoje consta participação de Eric Roberts em 270 filmes, um absurdo para um ator que já foi promissor e que ainda tem apenas 56 anos.

Fragmentos do Passado (Fugitive Mind, EUA, 1999) – Nota 4
Direção – Fred Olen Ray
Elenco – Michael Dudikoff, Heather Langenkamp, Michele Greene, David Hedison, Ian Ogilvy, Gil Gerard, Barry Newman, Chick Vennera, Gabriel Dell, Judson Scott.

Um engenheiro (Michael Dudikoff) tem a vida virada de ponta cabeça quando homens invadem sua casa e o sequestram, ao que parece com ajuda de sua esposa (Michele Greene). O sujeito passa por uma sessão de lavagem cerebral e se torna um assassino, porém aos poucos começa a ter flashes do seu passado e descobre ter sido utilizado como cobaia numa experiência de uma agência secreta do governo. 

O filme é ruim, a trama fraca e o elenco recheado de canastrões, como o “American Ninja” Michael Dudikoff e Heather Langenkamp que tem como papel principal seu trabalho nos três melhores filmes da série “A Hora do Pesadelo”. 

O diretor Fred Olen Ray é um caso a parte. Ele iniciou a carreira nos anos oitenta produzindo e dirigindo filmes vagabundos de ficção, terror e policial direto para vídeo e lucrou com a explosão do VHS na época. Quando o mercado decaiu, ele passou a produzir longas erótico soft, do estilo que passam na madrugada dos canais a cabo. Sua marca é sempre a péssima qualidade.

Terror em Alcatraz (New Alcatraz, EUA, 2001) – Nota 4
Direção – Phillip J. Roth
Elenco – Dean Cain, Elizabeth Lackey, Mark Sheppard, Dean Biasucci, Craig Wasson, Grand L. Bush, Greg Collins, Richard Tanner, Dana Ashbrook

Um presidio de segurança máxima construído no Alasca recebe detentos do mundo inteiro, porém quando descobrem por acaso uma gigantesca cobra enterrada e congelada no local, a Dr. Jessica (Elizabeth Lackey) convida seu ex-marido, o Dr. Robert Trenton (Dean Cain) para ajudar na análise da criatura. Lógico que a situação sairá do controle e todos (administradores, guardas e prisioneiros) terão de lutar para tentar sobreviver. 

Este terror de baixo orçamento é outra bola fora do canastrão Dean Cain, famoso pela série de tv “Lois e Clark”, que no cinema está relegado a pequenos papéis de vilão em seriados ou protagonista de filmes vagabundos como este. 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Conspiração Americana

Conspiração Americana (The Conspirator, EUA, 2010) – Nota 7
Direção – Robert Redford
Elenco – James McAvoy, Robin Wright, Kevin Kline, Tom Wilkinson, Evan Rachel Wood, Justin Long, Danny Huston, Colm Meaney, James Badge Dale, Alexis Bledel, Norman Reedus, Johnny Simmons, Toby Kebbell, Stephen Root, David Andrews, Chris Bauer, Jim True Frost, Shea Whigham.

Quando o presidente Abraham Lincoln é assassinado em 1865, os militares rapidamente prendem um grupo de homens acusados do crime e uma mulher, Mary Surratt (Robin Wright), a dona da pensão onde os conspiradores se encontravam. O advogado indicado para defender Mary é o senador sulista Reverdy Johnson (Tom Wilkinson), que na primeira sessão percebe que a mulher está praticamente condenada. 

Como os conspiradores eram do sul dos Estados Unidos e assassinaram Lincoln por causa da unificação do país, Reverdey acreditava que sua defesa seria vista como um afronta ao governo e por isso Mary não teria chances. Ele praticamente obriga o jovem advogado Frederick Aiken (James McAvoy) a defender a mulher. Aiken era um herói da guerra e por este fato poucos entendiam porque ele aceitou defender uma mulher acusada de conspirar contra o país. Mesmo não acreditando em Mary de início, Aiken decide fazer seu melhor e logo descobre que a verdade não é tão clara como parece, fato que transforma sua luta em algo pessoal. 

O astro Robert Redford sempre foi um sujeito politicamente ativo, tendo abordado uma questão social no quase esquecido “Rebelião em Milagro” e por outras duas vezes tocado em questões que mostram uma América bem diferente do país que se conclama defensor da justiça. Em “Quiz Show” ele dissecou um dos maiores escândalos da tv americana, fato ocorrido numa época em que o público acreditava muito mais na tv do que nos dias atuais. Em 2007 ele abordou a política de guerra do presidente Bush no pouco visto “Leões e Cordeiros”, que mesmo não sendo um grande filme, solta farpas contra o governo, o exército e a mídia. 

Neste “Conspiração Americana”, Redford foi buscar a história nos bastidores de um dos fatos mais conhecidos do país, o assassinato de Lincoln, porém seu foco estava voltado para o julgamento de cartas marcadas comandado pelo governo, manipulado pelo Secretário de Defesa vivido por Kevin Kline, que pode ser comparado com as atitudes de Bush durante as invasões ao Iraque e Afeganistão. Nos dois casos existe um discurso semelhante, utilizando frases como “defender a segurança do país” e “o fato precisa servir de exemplo”, além do filme mostrar os presos detidos em péssimas condições (igual Guantanamo), o julgamento militar e a atitude do personagem de Aiken, que deseja defender as liberdades individuais que foram suprimidas no caso dos suspeitos e também distorcidas nas ações do governo Bush. 

O filme em si é até frio em alguns momentos e com um excesso de diálogos, mas vale por colocar em discussão a questão de quando a justiça na realidade se torna vingança. 

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Prisioneiro da Grade de Ferro

O Prisioneiro da Grade de Ferro (Brasil, 2004) – Nota 7,5
Direção – Paulo Sacramento
Documentário

O complexo do Carandiru foi o maior presídio da América Latina até ser desativado em 2002. Este documentário foi produzido durante os últimos meses antes do fechamento do local e tem como um dos pontos principais ter sido filmado em grande parte pelos próprios detentos. O diretor Paulo Sacramento deixou um câmera com alguns detentos, que filmaram praticamente todo o local, inclusive em horários como a madrugada, conseguindo mostrar ao espectador como funcionava e como viviam os presos naquele verdadeiro inferno. 

O local que ficou conhecido mundialmente pelo chamado “Massacre do Carandiru” em 1992 e depois pela versão para o cinema do livro de Drauzio Varela, que foi dirigido por Hector Babenco, era uma cidade com regras próprias, muitas delas criadas pelos próprios presos para tentar manter alguma ordem em meio ao caos, o abandono e a falta de condições para se viver. 

A câmera na mão dos detentos captou todo o tipo de situação e abriu caminho para vários presos darem seus depoimentos. Vemos o pessoal que organizava os jogos de futebol, os lutadores de boxe, os estrangeiros reclamando de estarem abandonados, os cultos com os detentos que se tornaram evangélicos, o precário atendimento médico prestado ainda por Drauzio Varela, as diversas alas, entre elas a dos homossexuais e o maldito Pavilhão 9, além dos negócios feitos pelos presos, que utilizavam cigarro como moeda de troca, sem contar verdadeiras aulas de como produzir drogas e destilar cachaça, crimes que vários detentos cometiam dentro do local debaixo das vistas grossas das autoridades. 

Sem entrar no mérito de como deve ser tratado um presidiário ou o tipo de pena para cada crime, um local como o Carandiru era um depósito de pessoas, uma verdadeira escola do crime que tinha de acabar. O depoimento de um detento que virou pastor mostra bem a falência do sistema. Ele citava que após a criação da famosa facção criminosa, a vida do preso melhorou e a violência no local praticamente acabou, ou seja, este grupo tomou o lugar que seria das autoridades. 

Finalizando, quem vive ou conhece São Paulo e viajou de metrô passando ao lado do Carandiru quando este existia, jamais vai esquecer as roupas e panos pendurados nas grades dos enormes pavilhões e a fila de visitantes que se formava em frente ao local aos domingos.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Madrugada dos Mortos

Madrugada dos Mortos (Dawn of the Dead, EUA / Canadá / Japão / França, 2004) – Nota 7,5
Direção – Zack Snyder
Elenco – Sarah Polley, Ving Rhames, Jake Webber, Mekhi Phifer, Ty Burrell, Michael Kelly, Kevin Zegers, Jayne Eastwood, Matt Frewer.

Numa cidade de Wisconsin, zumbis famintos começam a atacar as pessoas que tentam fugir desesperadamente. Algumas pessoas conseguem se esconder dentro de um Shopping Center, entre elas a enfermeira Ana (Sarah Polley) e o policial Kenneth (Ving Rhames). A princípio o lugar parece ser um oásis no meio do inferno, com uma provisão de comida e abrigo onde os zumbis parecem não conseguir invadir. Porém aos poucos começam as desavenças entre as diferentes pessoas do grupo, situação que se torna crítica quando o perigo da invasão dos zumbis é iminente. 

O longa é uma refilmagem de “O Despertar dos Mortos”, que George Romero dirigiu em 1978 como sendo uma continuação do clássico “A Noite dos Mortos Vivos”, que por sinal foi refilmado em 1990 por Tom Savini. Desta forma está entendido porque este filme de Zack Snyder não tenta explicar como começou o ataque dos zumbis, pois na teoria ele seria uma continuação do longa de 1990. 

Apesar de Romero ser um ícone do gênero zumbi, esta refilmagem e tão boa quando o original de 1978, apresentando bons efeitos especiais, maior orçamento e cenas de ação e suspense que prendem a atenção até o final. 

Romero dirigiu em 1985 “O Dia dos Mortos”, que foi refilmado em 2008, o que completaria a trilogia original e as suas refilmagens, porém o velho Romero não abandonou o tema e nos últimos anos dirigiu três outros filmes: “Terra dos Mortos” de 2005, “Diário dos Mortos” de 2007 e “A Ilha do Mortos” em 2009. 

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Tudo Pelo Poder

Tudo Pelo Poder (The Ides of March, EUA, 2011) – Nota 7
Direção – George Clooney
Elenco – Ryan Gosling, George Clooney, Philip Seymour Hoffman, Paul Giamatti, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Jeffrey Wright, Max Minghella, Jennifer Ehle, Gregory Itzin, Michael Mantell.

Stephen Meyers (Ryan Gosling) é o assessor de comunicação da campanha do governador Mike Morris (George Clooney) que disputa as prévias do Partido Democrata para escolha do candidato a presidente. Enquanto seu oponente é um homem conservador, Mike se mostra a favor da liberdade e das inovações, fatos que fazem com que Stephen acredite no aparente idealismo do sujeito. 

Os problemas começam quando Paul Zara (Philip Seymour Hoffman), chefe da campanha do governador, busca conseguir com que um senador picareta (Jeffrey Wright) aceite apoiar a campanha, porém ele não sabe que o político já se acertou com o outro candidato, que prometeu um cargo caso seja eleito. Ao mesmo tempo, Tom Duffy (Paul Giamatti), organizador da campanha do outro candidato, procura Stephen para tentar fazer o jovem mudar de lado. No meio deste jogo de intrigas, Stephen ainda se envolve com uma bela estagiária (Evan Rachel Wood), sem saber que a jovem esconde um segredo que pode mudar a eleição. 

O filme se passa durante poucos dias quase todo em Iowa, local considerado chave para o candidato vencer as prévias e mostra toda a sujeira por trás dos sorrisos falsos e dos discursos vazios dos políticos em época de eleição. George Clooney sempre foi um defensor do Partido Democrata, mas aqui deixa transparecer nas entrelinhas sua decepção com o governo Obama, que assim como o personagem Mike Morris, Obama aparentava independência, mas pouco cumpriu do que prometeu após ser eleito. 

Mesmo utilizando personagens fictícios, o roteiro escrito por Clooney, seu sócio Grant Heslov e o escritor Beau Willimon, claramente mostra que a política não é lugar para idealistas e que somente metendo as mãos e os pés na lama é possível ser eleito. 

O ponto negativo é a frieza da narrativa, não sei se por escolha de Clooney ou mesmo pela história onde o que vale é o poder, em muitas passagens parece faltar emoção, deixando um certo vazio no espectador. 

A trama sempre atual sobre sujeiras na política e o ótimo elenco que tem ainda a bela Marisa Tomei como uma repórter interesseira, tinha tudo para resultar num filme melhor.

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Sem Vestígios & Killshot


Sem Vestígios (Untraceable, EUA, 2008) – Nota 6,5
Direção – Gregory Hoblit
Elenco – Diane Lane, Billy Burke, Colin Hanks, Joseph Cross, Mary Beth Hurt, Peter Lewis.

Jennifer Marsh (Diane Lane) é uma agente do FBI que trabalha na divisão que investiga crimes virtuais. Num certo dia, ela recebe uma informação para rastrear um site que convidada pessoas para matar. A princípio alguém coloca no site um coelho que é envenenado e morre. O que parece atitude de um idiota, logo se torna séria quando o sujeito coloca no ar uma homem preso a uma máquina ao vivo e que a cada acesso ao site, a máquina funciona mais rápido com o objetivo de matar a pessoa. Jennifer tem a ajuda de sua parceiro Dowd (Colin Hanks) e do policial Eric Box (Billy Burke), porém a inteligência do psicopata o deixa sempre um passo à frente da investigação. 

O diretor Gregory Hoblit começou a carreira como um dos produtores da ótima série “Hill Street Blues” e depois migrou para o cinema se especializando em suspenses, tendo dirigido longas como “Um Crime de Mestre” e “Possuídos”. Aqui ele novamente consegue impor seu estilo, principalmente em dois terços do filme, porém como o roteiro é totalmente esquemático, na parte final o diretor não conseguir fugir dos clichês do gênero. 

A premissa é boa, ao mostrar ao vivo os crimes pela internet, colocando os visitantes do site como cúmplices dos crime, ao mesmo tempo fazendo uma crítica a curiosidade mórbida do público que adora assistir tragédias. 

No final é um razoável, previsível e esquecível longa. 

Killshot – Tiro Certo (Killshot, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – John Madden
Elenco – Diane Lane, Mickey Rourke, Thomas Jane, Joseph Gordon Levitt, Rosario Dawson, Hal Holbrook.

Armand “Blackbird” Degas (Mickey Rourke) é um assassino profissional de origem indígena que não costuma deixar testemunha alguma viva. Por acaso, o jovem delinquente Richie Nix (Joseph Gordon Levitt) tenta assaltar Blackbird e acaba se tornando seu parceiro. Richie arma um golpe para extorquir um rico corretor de imóveis, porém um desencontro faz com que a dupla transforme o casal Colson em testemunha. A esposa Carmen (Diane Lane) e o marido Wayne (Thomas Jane) estão em crise, mas precisam se unir para fugir da dupla de assassinos. 

Baseado num livro de Elmore Leonard, craque em tramas policiais, este longa tem uma interessante premissa e a curiosa ideia de colocar como assassino um sujeito de origem indígena, porém a direção de atores e o roteiro não são dos melhores. 

Mickey Rourke e Diane Lane convencem nos seus papéis, já Joseph Gordon Levitt tem uma interpretação exagerada e Thomas Jane parece estar no piloto automático, além do desperdício de Rosario Dawson num papel mal desenvolvido. 

Após o bom início, a trama se mostra simples e sem novidades, chegando a um final mais do que previsível.

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Django Livre

Django Livre (Django Unchained, EUA, 2012) – Nota 8,5
Direção – Quentin Tarantino
Elenco – Jamie Foxx, Christoph Waltz, Leonardo DiCaprio, Kerry Washington, Samuel L. Jackson, Walton Goggins, Dennis Christopher, James Remar, James Russo, Don Johnson, Franco Nero, Tom Wopat, Don Stroud, Russ Tamblyn, Amber Tamblyn, Bruce Dern, M. C. Gainey, Cooper Huckabee, Doc Duhame, Jonah Hill, Lee Horsley, Michael Parks, John Jarratt, Quentin Tarantino, Robert Carradine, Tom Savini, Michael Bowen, Ted Neeley.

Dois anos antes do início da guerra civil americana, o escravo Django (Jamie Foxx) está sendo levado pelo seus novos donos quando é resgatado pelo caçador de recompensas Dr. King Schultz (Christoph Waltz), um alemão que era dentista e trocou de profissão para caçar bandidos, matá-los e receber as recompensas. Schultz deseja que Django o ajude a encontrar três irmãos que ele não conhece, mas que valem uma boa recompensa. Logo, os dois se tornam amigos e sócios, com Django tendo o objetivo de reencontrar sua mulher, a bela Broomhilda von Schaft (Kerry Washington), que foi comprada pelo milionário Calvin Candie (Leonardo DiCaprio). A dupla decide armar um complicado golpe para conseguir a liberdade de Broomhilda, sem que Calvin perceba que está sendo enganado. 

Este novo trabalho de Tarantino é um bela homenagem ao chamado “Western Spaghetti”, filmes italianos que copiavam o clássico gênero. Tarantino pegou emprestado o título de um do clássico italiano estrelado por Franco Nero, que tem uma ponta aqui, mas criou uma história completamente diferente, basicamente uma trama sobre liberdade, vingança e amor. Como é normal nas obras de Tarantino, a violência é forte, porém perfeita dentro do contexto da trama, com destaque para os tiroteios na parte final, que claramente faz uma homenagem ao estilo de Sam Peckinpah, com balas explodindo nos corpos e sangue jorrando para todos os lados. 

O elenco está ótimo, Jamie Foxx está perfeito como o ex-escravo orgulhoso, Leonardo DiCaprio faz bem um vilão almofadinha, mas os destaques são Samuel L. Jackson, envelhecido pela maquiagem e interpretando um ex-escravo puxa-saco do personagem de DiCaprio e principalmente o incrível Christoph Waltz, que rouba todas as cenas como o alemão bom de lábia e de armas. 

Não se pode deixar de citar as pequenas participações de atores interessantes e alguns até esquecidos, fato comum nos filmes de Tarantino. Para o cinéfilo com mais idade ou que gosta de filmes antigos, aqui se diverte com vários rostos conhecidos. Temos Don Johnson da série “Miami Vice” como um fazendeiro, Walton Goggins de “The Shield” como um pistoleiro racista, a dupla de eternos vilões James Remar e James Russo, Tom Wopat da série “Os Gatões” (The Dukes of Hazzard) e até o aposentado Ted Neeley que foi o protagonista da versão hippie sobre Jesus Cristo, o musical “Jesus Cristo Superstar”.  

O resultado é uma diversão de primeira qualidade.