sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Super Size Me - A Dieta do Palhaço

Super Size Me – A Dieta do Palhaço (Super Size Me, EUA, 2004) – Nota 7
Direção – Morgan Spurlock
Documentário com Morgan Spurlock

O então desconhecido Morgan Spurlock escolheu um curioso tema para seu primeiro documentário e se transformou na própria cobaia do seu experimento. 

Para comprovar os efeitos maléficos do excesso de consumo de fast food, Morgan decidiu encarar um desafio: Durante trinta dias ele faria todas as suas refeições no McDonald’s, sendo obrigado a ainda a aceitar o tamanho grande dos produtos quando estes fossem oferecidos. Antes de começar a maratona, Morgan passou por exames com vários especialistas e detectou que sua saúde estava boa, porém após os trinta dias de excessos, o quadro mudou consideravelmente, para pior, é claro. 

O resultado da experiência era mais do que esperado, o que vale são outras questões envolvidas. Morgan com certeza viu nesta loucura a chance de conseguir uma carreira, o que deu certo, já que o documentário fez sucesso e abrir as portas para novos trabalhos. Como o McDonald’s é uma espécie de Papa dos fast foods, a escolha da empresa foi de extrema inteligência. A marca por si só já chamaria atenção em virtude do marketing agressivo que a empresa pratica, fato que Morgan utilizou a seu favor e que transformou num marketing negativo para empresa, que foi obrigada a fazer alterações no seu cardápio, mesmo que tenham sido mais ações para minimizar o prejuízo da marca do que para melhorar a qualidade da comida. 

O documentário em si é apenas interessante, as poucas citações fora da questão do McDonald’s são uma comparação da alimentação oferecida entre duas escolas, uma particular e outra para jovens delinquentes, fato que apresenta uma resposta diferente do que se poderia imaginar e alguns comentários sobre como o marketing influencia as pessoas a consumir, principalmente os jovens, sem se importar com a qualidade do está sendo oferecido. 

Como curiosidade um pouco sinistra, Morgan coloca algumas batatinhas fritas do McDonald’s em um pote fechado e após semanas elas continuam intactas. É melhor nem imaginar o tipo de conservante utilizado naquelas batatas e qual a reação daquilo no organismo humano.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013

Ardida Como Pimenta & Sete Noivas Para Sete Irmãos


Ardida como Pimenta (Calamity Jane, EUA, 1953) – Nota 7
Direção – David Butler
Elenco – Doris Day, Howard Keel, Ally Ann McLerie, Philip Carey, Dick Wesson, Paul Harvey.

Na cidade do oeste americano chamada Deadwood, Jane Calamidade (Doris Day) se veste e age como homem, enfrentando índios e contando vantagem para os homens. Após uma confusão no pequeno teatro da cidade, ela promete trazer para um próximo show uma atriz famosa e para isso viaja até Chicago atrás da moça. Por engano, a camareira da atriz, Katie Brown (Ally Ann McLerie) se faz passar pela estrela e viaja com Jane até a pequena Deadwood para se apresentar. No local, ela despertará a paixão de Wild Bill Hickok (Howard Keel) e do Tenente Gilmartin (Philip Carey) e também o ciúme de Jane que é apaixonada pelo Tenente. 

O longa é um faroeste musical romântico, que mistura tiros, paixões e música de forma agradável e tem na interpretação de Doris Day outro ponto forte. Ela canta e dança em sequências bem coreografadas. 

Um filme simpático até para quem não é fã de musicais.

Sete Noivas Para Sete Irmãos (Seven Brides for Seven Brothers, EUA, 1954) – Nota 7,5
Direção – Stanley Donen
Elenco – Howard Keel, Jane Powell, Jeff Richards, Russ Tamblyn, Tommy Rall, Julie Newmar.

Adam Pontipee (Howard Keel) é o mais velho de sete irmãos que vivem em uma cabana nas montanhas. Num certo dia, Adam decide ir para a cidade comprar mantimentos, utensílios e encontrar uma esposa. Ele consegue convencer Milly (Jane Powell) pra ser sua esposa, porém não conta que tem seis irmãos. Ao descobrir a verdade, Milly tenta domesticar os rústicos irmãos, até incentivá-los a arrumarem esposas, nem que tenham de sequestrar garotas. 

Dois anos após comandar o clássico “Cantando na Chuva” em parceira com Gene Kelly, o diretor Stanley Donen utilizou seu talento para criar este western musical inusitado, com coreografia do grande Michael Kidd. As sequências musicas estão entre as melhores do cinema, misturando história de amor e comédia na medida certa. 

Como curiosidade, o jovem Russ Tamblyn seria um dos protagonistas de outra musical sensacional, o clássico “Amor, Sublime Amor”.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Colateral

Colateral (Collateral, EUA, 2004) – Nota 7,5
Direção – Michael Mann
Elenco – Tom Cruise, Jamie Foxx, Jada Pinkett Smith, Mark Ruffalo, Peter Berg, Bruce McGill, Irma P. Hall, Barry Shabaka Henley, Richard T. Jones, Klea Scott, Javier Bardem, Debi Mazar.

O motorista de táxi Max (Jamie Foxx) sonha em conseguir dinheiro para montar um pequeno negócio, por isso encara todo tipo de passageiro pela noite de Los Angeles. Quando o acaso faz com que Vincent (Tom Cruise) entre em seu carro, Max não imagina como sua vida irá mudar naquela noite. Parecendo um executivo, Vincent contrata Max para levá-lo a cinco locais diferentes, porém o pobre taxista não imagina que o sujeito é um assassino profissional que precisa eliminar algumas pessoas durante poucas horas. 

A qualidade técnica dos trabalhos de Michael Mann é sempre fantástica e aqui não é diferente. Ele capta com perfeição uma Los Angeles enorme e fria, bem diferente da cidade dos sonhos que na maioria das vezes é mostrada pelos filmes de Hollywood. 

A premissa também é ótima, resultando numa primeira hora de filme muito boa, que apresenta os personagens e logo cria um embate entre o sonhador Max, um sujeito que ainda acredita na bondade e o gelado Vincent, que vê o ser humano como descartável. Esta diferença de personalidades gera ótimos diálogos, inclusive alguns que chegam a ser filosóficos. A parte final do longa já segue o estilo comum ao gênero, perdendo um pouco da originalidade inicial. 

No geral é um drama policial acima da média, que tem ainda ótimas interpretações de Jamie Foxx e Tom Cruise.

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Argo

Argo (Argo, EUA, 2012) – Nota 8,5
Direção – Ben Affleck
Elenco – Ben Affleck, Bryan Cranston, Alan Arkin, John Goodman, Victor Garber, Tate Donovan, Clea DuVall, Scoot McNairy, Rory Cochrane, Christopher Denham, Kerry Bishé, Kyle Chandler, Chris Messina, Zeljko Ivanek, Titus Welliver, Bob Gunton, Philip Baker Hall, Keith Szarabajka, Richard Kind, Richard Dillane.

Em 1979, o Irá estava à beira de uma guerra civil. O país tinha como líder o xá Reza Pahlevi, um ditador que estava no poder desde 1941 e que apenas em 1953 saiu do Irá após perder eleições para Mohammad Mosaddeq, mas logo retornou com apoio americano e derrubou Mosaddeq, dando continuidade a seu governo de terror. Na época, Pahlevi está muito doente, situação que ajudou a crescer uma revolução popular comandada à distância pelo Aiatolá Khomeini que vivia exilado na França. 

Neste contexto, no final de 1979, os revolucionários invadiram a embaixada americana tomando os funcionários como reféns, porém seis americanos conseguiram fugir e se esconder na casa do embaixador canadense (Victor Garber). O governo americano precisava tentar retirar estas seis pessoas antes que os revolucionários descobrissem que elas haviam fugido, porém não sabiam como fazer. 

Em meio a várias teorias, surge o agente da CIA Tony Mendez (Ben Affleck) que após ver na tv um dos filmes da série “O Planeta dos Macacos”, sugere que o governo financie uma falsa produção de um filme canadense e que ele vá até o Irã como sendo chefe de uma equipe de filmagens para resgatar os americanos. 

Para o negócio dar certo, Mendez pede ajuda a seu amigo, o maquiador John Chambers (John Goodman) vencedor do Oscar pelo clássico “O Planeta dos Macacos”, que aceita e ainda convence um velho produtor (Alan Arkin) a participar do esquema. 

Por mais absurda que pareça, esta história é verdadeira e com exceção do personagem de Arkin, todos os outros participaram da ação que ficou em segredo por quase vinte anos, vindo a público apenas no final dos anos noventa quando o então presidente Bill Clinton liberou os documentos. 

Depois dos ótimos “Medo da Verdade” e “Atração Perigosa”, Ben Affleck confirma seu talento na direção ao comandar uma trama que em alguns momentos pode parecer engraçada, mas que segue numa crescente de tensão até a sequência final no aeroporto, que prende o espectador na cadeira e até lembra (mesmo com conteúdo bem diferente), a assustadora sequência em que o personagem de Brad Davis é preso pelo polícia turca no aeroporto em “O Expresso da Meia-Noite”. 

A ótima montagem e a trilha sonora valorizam ainda mais a narrativa, além da ótima reconstituição das cenas reais que são comparadas com fotos nos créditos finais. 

A mão de Affleck estava tão boa que até mesmo sua interpretação convence, onde vale destacar ainda o ótimo Bryan Cranston (da série “Breaking Bad”) como seu chefe e os veteranos Alan Arkin e John Goodman que fazem o contraponto mais leve na trama. 

O resultado é um belo longa que mistura drama político com suspense de modo exemplar.     
      

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Chattahoochee & Spider


Chattahoochee (Chattahooche, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Mick Jackson
Elenco – Gary Oldman, Dennis Hopper, Frances McDormand, Pamela Reed, Matt Craven, M. Emmet Walsh, Ned Beatty, Richard Portnow.

Em 1955, Emmett Foley (Gary Oldman) é um veterano da Guerra da Coréia que ao voltar para casa sofre de trauma profundo. Ele provoca um incidente com o intuito de ser morto pela polícia, mas não consegue, mesmo tentando o suicídio em seguida. Ao se recuperar, ele é internado numa hospital psiquiátrico no condado de Chattahooche na Flórida, onde precisar enfrentar os maus tratos cometidos por médicos e enfermeiras, que transformam o local num inferno tão horroroso quanto a guerra. 

O roteirista James Hicks se baseou na história de um sujeito chamado Chris Calhoun, que passou por situação semelhante ao do personagem de Oldman e seu depoimento fez com que ocorressem várias mudanças na forma de tratamento de pacientes psiquiátricos na Flórida. 

O filme tem como ponto principal a interpretação de Oldman, que cria um sujeito sofrido e traumatizado que ainda busca forças para tentar mudar seu destino. Vale destacar também Dennis Hopper como outro paciente, personagem em que ele não deve ter tido problemas para interpretar, já que era um maluco na vida real. 

O filme em si é pesado e um pouco lento, perdendo ainda pontos ao ser comparado com o semelhante “Um Estranho no Ninho”, clássico de Milos Forman.

Spider (Spider, Canadá, 2002) – Nota 6,5
Direção – David Cronenberg
Elenco – Ralph Fiennes, Miranda Richardson, Gabriel Byrne, Lynn Redgrave, John Neville, Bradley Hall, Gary Reineke.

Durante muitos anos, Spider (Ralph Fiennes) viveu num hospital psiquiátrico, até que recebe alta e volta para o bairro em Londres onde viveu quando criança. Estranho e solitário, o local faz com que ele comece a relembrar sua infância e acreditar que seu pai (Gabriel Byrne) assassinou a mãe (Miranda Richardson) e depois trouxe uma prostituta para viver em sua casa (também Miranda Richardson). 

O diretor David Cronenberg novamente apresenta uma história pesada e no mínimo esquisita, tendo como personagem principal um sujeito perturbado que vive no seu próprio mundo de fantasia. Ralph Fiennes encarna bem o personagem atormentado e consegue segurar este estranho e curioso filme.

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Inversão

Inversão (Brasil, 2010) – Nota 5,5
Direção – Edu Felistoque
Elenco – Alexandre Barillari, Giselle Itié, Rodrigo Brassoloto, Tadeu di Pietro, Rubens Caribé, Wander Wildner, Marisol Ribeiro, Francisco Carvalho, Eduardo Silva.

Dividido em duas narrativas, este longa peca pelo exagerado visual, contém um excesso de cortes, várias tomadas desfocadas e as imagens invertidas, que na mente do diretor servem para confirmar a inversão de valores que o roteiro tenta mostrar. 

A trama se passa em 2006, quando o Estado de São Paulo sofria com os ataques de uma organização criminosa e no embalo da crise, um grupo planeja o sequestro de um empresário, porém a ação dá errado, os criminosos tentam mudar o local do cativeiro e acabam perdidos no meio da floresta após um acidente com um pequeno avião. Em paralelo, o caso é entregue para uma delegada novata (a fraca atriz Marisol Ribeiro), que recebe ajuda de uma dupla de policiais malandros (Rodrigo Brassoloto e o roqueiro Wander Wildner). 

O roteiro não apresenta surpresas, mas apenas isso não seria problema caso o diretor optasse por uma narrativa mais simples. Sua escolha em querer dar uma cara moderna ao filme atrapalha bastante o resultado. O elenco também não é dos melhores, com destaque apenas para o corpo de Giselle Itié, já que os demais personagens são no mínimo canastrões.

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Filmes Antigos - Tema Segunda Guerra Mundial

O Expresso de Von Ryan (Von Ryan’s Express, EUA, 1965) – Nota 7
Direção – Mark Robson
Elenco – Frank Sinatra, Trevor Howard, Sergio Fantoni, Brad Dexter, Adolfo Celi, Raffaella Carrá, Edward Mulhare, James Brolin.

Duranta a Segunda Guerra, num momento em que o exército alemão já mostrava fraqueza, o Coronel Joseph L. Ryan (Frank Sinatra) tem seu caça abatido atrás das linhas inimigas e se torna prisioneiro em um campo de concentração. No local, o Coronel ganha o apelido de Von Ryan, o que a princípio o irrita, mas aos poucos percebe que pode unir os soldados aliados para tentar uma fuga. Junto com o oficial inglês Eric Fincham (Trevor Howard), Ryan planeja utilizar um trem que passa próximo ao campo para escapar. 

Seguindo o estilo do clássico “Fugindo do Inferno” de John Sturges, o diretor canadense Mark Robson com menos recursos e tendo apenas com Sinatra como astro, apoiado pelo inglês Trevor Howard, cria um bom filme sobre fuga, que diverte sem maiores pretensões.

A Batalha de Anzio (Lo Sbarco di Anzio, EUA / França / Espanha / Itália, 1968) – Nota 7,5
Direção – Edward Dmytryk
Elenco – Robert Mitchum, Peter Falk, Earl Holliman, Reni Santoni, Mark Damon, Arhur Kennedy, Giancarlo Giannini, Patrick Magee, Robert Ryan.

Quando os aliados desembarcam em Anzio na Itália, o objetivo principal seria avançar para atacar os nazistas, porém um General (Arthur Kennedy) decide construir uma espécie de fortaleza no local para se defender dos nazistas. Sua ideia não é bem aceita por um Capitão (Peter Falk) e também por um correspondente de guerra (Robert Mitchum), que acreditam que a decisão fará com os soldados sejam cercados pelos nazistas, fato que ocorre e transforma a região num sangrento palco de batalha. 

Baseado numa história real, o filme se sustenta pelas ótimas cenas de ação e pelo elenco recheado de bons atores como Mitchum, Fak, Kennedy e o veterano Robert Ryan. Como curiosidade, por ser um produção multinacional, grande parte do elenco de apoio é formado por atores italianos. 

A Defesa do Castelo (Castle Keep, EUA, 1969) – Nota 7
Direção – Sydney Pollack
Elenco – Burt Lancaster, Peter Falk, Patrick O’Neal, Jean Pierre Aumont, Astrid Hereen, Tony Bill, Bruce Dern, Scott Wilson, Michael Conrad, James Patterson.

Na região da Antuérpia, durante a Segunda Guerra Mundial, um esquadrão de soldados americanos liderados pelor major Abraham Falconer (Burt Lancaster usando um tapa-olho) se refugia no castelo de um rico conde (Jean Pierre Aumont), que basicamente dá abrigo em troca de segurança para ele, sua esposa (Astrid Hereen) e sua valiosa coleção de obras de arte. Os americanos passam a defender o castelo do ataque de soldados nazistas que estão saqueando toda a região. 

É um longa eficiente, com algumas boas cenas de ação e uma trama diferente dos filmes comuns sobre a Segunda Guerra. As curiosidades são o roteiro que tenta criar um triângulo amoroso entre Major, Conde e sua esposa e principalmente ter na direção Sydney Pollack, especialista em dramas, aqui comandando seu único longa com o tema guerra.

A Fuga dos Homens Pássaros (The Birdmen, EUA, 1971) – Nota 7
Direção – Philip Leacock
Elenco – Doug McClure, Rene Auberjonois, Richard Basehart, Chuck Connors, Max Baer Jr, Tom Skerritt, Paul Koslo, Don Knight.

O Coronel Morgan Crawford (Chuck Connors) é enviado para resgatar um cientista (Rene Auberjonois) prisioneiro dos nazistas. Ele consegue resgatar o homem, porém em seguida os dois são capturados por outra patrulha alemã. Como o cientista conhece segredos dos aliados, ele esconde sua identidade dos nazistas. A dupla é levada para um castelo que fica à beira de uma montanha nos Alpes Suiços, onde nem mesmo os outros prisioneiros conhecem a verdade identidade do cientista. Como o local é difícil acesso, a única forma de escapar é voando, o que outro prisioneiro, o Major Harry Cook (Doug McClure) planeja fazer ao construir um planador improvisado. O fato desagrada ao Coronel Crawford, causando um conflito entre os dois oficiais que estão presos. 

Esta produção feita para a tv é um dos clássicos da extinta Sessão da Dez do SBT, porém o fato não diminui o interesse na trama bem contada e no curioso plano de fuga, ponto principal da história. Como curiosidade, Doug McClure e Chuck Connors eram astros da tv americana, McClure foi co-protagonista da série “O Homem da Virginia” ao lado de James Drury por nove temporadas nos anos sessenta e Connors estrelou “O Homem do Rifle” entre 1958 e 1963. Além disso, Richard Basehart que interpreta aqui o oficial nazista, era famoso pela série “Viagem ao Fundo do Mar”.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Quando Chega a Escuridão

Quando Chega a Escuridão (Near Dark, EUA, 1987) – Nota 7
Direção – Kathryn Bigelow
Elenco – Adrian Pasdar, Jenny Wright, Lance Henriksen, Bill Paxton, Jenette Goldstein, Tim Thomerson, Joshua Miller, Marcie Leeds.

Numa pequena cidade do meio-oeste americano, o jovem Caleb (Adrian Pasdar) flerta com a desconhecida Mae (Jenny Wright), sem saber que a garota é uma vampira. Mae morde Caleb, que começa a passar a mal e se vê obrigado a participar de uma gangue de vampiros com quem Mae vive. O líder da gangue é Jesse (Lance Henriksen), que tem ainda o violento Severen (Bill Paxton), Diamondback (Jenette Goldstein) e o garoto Homer (Joshua Miller). Caleb passa a se alimentar do sangue de Mae, já que não tem coragem de matar, situação que faz com seus “colegas de viagem” o pressionem para que ele se torne um assassino. Ao mesmo tempo, o pai de Caleb, o veterinário Loy (Tim Thomerson) sai pelas estradas à procura do filho. 

Este foi o primeiro trabalho de Kathryn Bigelow (Oscar por “Guerra ao Terror”) que chamou atenção do público e se torno um pequeno cult, mesmo com vários defeitos. Os acertos são a narrativa que lembra o estilo de um western misturado com terror sangrento ao estilo dos anos oitenta, além do clima estranho pontuado pela ótima trilha sonora do conjunto de música eletrônica Tangerine Dream.  

O longa peca um pouco pelo exagero nas interpretações, apesar de parecer algo planejado e pelas soluções um pouco forçadas na parte final. Vale destacar a sequência em que os vampiros invadem um bar, que rapidamente lembra o posterior “Um Drink no Inferno”. 

Apesar de ter chamado a atenção do púbico que gosta de terror, o filme não chegou a fazer sucesso por ter sido ofuscado pelo ótimo “Os Garotos Perdidos“ de Joel Schumacher, que apresentava uma trama semelhante e ainda tinha uma melhor produção, um elenco carismático e inseria pitadas de comédia na medida certa. 

Uma curiosidade sobre “Quando Chega a Escuridão” está no elenco, que trazia Lance Henriksen, Bill Paxton e Jenette Goldstein, o mesmo trio que trabalhou com James Cameron no ano anterior em “Aliens – O Resgate”. Henriksen e Paxton também tiveram pequenos papéis no primeiro “O Exterminador do Futuro”. Para completar, Cameron que na época era casado com a produtora Gale Anne Hurd, logo se separou e em 1989 se casou com Kathryn Bigelow, com quem viveu por dois anos até trocá-la por Linda Hamilton.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Nem Trens Nem Aviões & Fama Para Todos


Nem Trens Nem Aviões (No Trains No Planes , Holanda / Bélgica, 1999) – Nota 7
Direção – Jos Stelling
Elenco – Dirk van Dijck, Ellen Ten Damme, Herni Garcin, Kees Prins, Gene Bervoets, Peer Mascini, Katja Schuurman.

Em um bar na Holanda, vários personagens interagem durante um dia tendo ao centro o estranho Gerard (Dirk van Dijck), que diz estar se preparando para viajar para Itália e assim resolve deixar um presente para cada amigo do bar. A atenção maior de Gerard está na prostituta Paula (Ellen Ten Damme), que por outro lado fica interessada apenas quando descobre que Gerard é irmão de um famoso cantor brega (Gene Bervoets), com quem ele não conversa há anos. 

O dono do bar é o mal humorado Jacques (Henri Garcin) que precisa cuidar da filha rebelde e tem como clientes um casal entediado que apenas bisbilhota a vida alheia, uma sujeito pervertido que canta todas as mulheres, o garçom idoso e atrapalhado, além de um alemão picareta metido a galã. 

O diretor holandês Jos Stelling se tornou queridinho da crítica em meados dos anos oitenta ao comandar dois trabalhos considerados cults, “O Ilusionista” e “O Homem da Linha”, porém estranhamente ficou dez anos sem dirigir até fazer “O Holandês Voador” em 1995 e ser recebido com críticas ruins. Ainda não tive oportunidade de ver estes trabalhos para ter uma opinião. 

Este “Nem Trens Nem Aviões” começa dando a impressão de ser uma comédia maluca, utilizando na engraçada sequência inicial a clássica música “It’s a Heartache” na voz de Bonnie Tyler, grande sucesso nos anos oitenta, porém o desenrolar da trama mistura toques dramáticos com algumas sequências engraçadas e tristes ao mesmo tempo, chegando a um final bem diferente do que se esperava no início do longa. 

É no mínimo um filme diferente indicado para o cinéfilo curioso.

Fama Para Todos (Iedereen Beroemd!, Bélgica / Holanda / França, 2000) – Nota 7
Direção – Dominique Deruddere
Elenco – Josse de Pauw, Eva Van Der Gucht, Werner de Smedt, Thekla Reuten, Victor Low.

Jean (Josse de Pauw) é um compositor frustrado que tenta realizar o sonho de ser famoso através da jovem filha Marva (Eva Van Der Gucht). Mesmo a filha não levando jeito para cantar e sendo olhada com preconceito por ser gordinha, Jan a leva para vários programas de calouros onde a garota fracassa. Desesperado pelo sonho, Jean decide sequestrar Debbie (Thekla Reuten), a cantora jovem mais famosa do país, para pedir como resgate que sua filha cante na tv

Esta pequena produção mistura drama e comédia num roteiro que parece absurdo, mas que no fundo faz uma crítica ao desejo de sucesso a qualquer preço dos dias atuais, onde muitos acreditam que a felicidade é ser famoso, esquecendo que a vida oferece muito mais. 

O longa fez algum sucesso e chegou a concorrer ao Oscar de Filme Estrangeiro representando a Bélgica.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Sete Psicopatas e um Shih Tzu

Sete Psicopatas e um Shih Tzu (Seven Psichopaths, Inglaterra, 2012) – Nota 7,5
Direção – Martin McDonagh
Elenco – Colin Farrell, Sam Rockwell, Christopher Walken, Woody Harrelson, Tom Waits, Zeljko Ivanek, Abbie Cornish, Olga Kurylenko, Linda Bright Clay, Brendan Sexton III, Kevin Corrigan, Long Nguyen, Harry Dean Stanton, Michael Pitt, Michael Stuhlbarg, Gabourey Sidibe.

O inglês Martin McDonagh estreou na direção com o divertido “Na Mira do Chefe”, que misturava história policial, violência, comédia e um filme sendo rodado dentro do filme. Nesta nova produção ele transporta a ação de Bruges na Bégica para Los Angeles e aumenta a dose de violência e absurdos. 

O personagem principal é o roteirista Marty (Colin Farrell), um irlandês alcoólatra que precisa escrever um filme sobre assassinos (Os Sete Psicopatas do título), mas ao mesmo tempo deseja criar uma história com alguma mensagem. Seu melhor amigo é o ator desempregado Billy (Sam Rockwell), que decide ajudá-lo de uma forma inusitada, colocando um anúncio no jornal procurando psicopatas para contarem suas histórias. O maluco Billy vive de sequestrar cães e devolver para os donos em troca de recompensa. Neste “serviço”, ele conta com a ajuda de Hans (Christopher Walken), que usa o dinheiro para pagar o tratamento da esposa doente. A situação fica ainda mais louca quando Billy sequestra o Shih Tzu do bandido Charlie (Woody Harrelson), um psicopata que é apaixonado pelo cão de estimação. 

Assim como em “Na Mira do Chefe”, o roteiro de McDonagh utiliza a metalinguagem ao misturar o desenvolvimento do roteiro de Billy com os psicopatas que surgem no filme, criando algumas sequências que beiram o nonsense. É o tipo de filme em que o espectador deve entrar no clima proposto pelo diretor e aceitar os personagens estranhos e marcantes que lembram os trabalhos de Guy Ritchie. 

Por sinal, um dos grandes destaques é o elenco. Reunir especialistas em personagens estranhos como Sam Rockwell, Christopher Walken, Woody Harrelson e o hilário cantor Tom Waits como um psicopata que carrega um coelho e procura a mulher amada já valem a sessão. 

Vale destacar ainda o sinistro diálogo entre dois assassinos interpretados por Michael Pitt e Michael Stuhlbarg (atores da série “Boardwalk Empire”) na curiosa e violenta sequência inicial.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

007 Somente Para Seus Olhos

007 Somente Para Seus Olhos (For Your Eyes Only, Inglaterra, 1981) – Nota 7
Direção - John Glen
Elenco – Roger Moore, Carole Bouquet, Topol, Lynn Holly Johnson, Julian Glover, Cassandra Harris, Lois Maxwell, Desmond Llewellyn.

Após um aparente acidente no mar, um sistema de comunicação para lançamento de mísseis é danificado. O governo britânico envia um oceanógrafo que acaba assassinado, mas sua filha Melina (Carole Bouquet) sobrevive. O assassino roubou o artefato e fugiu. James Bond (Roger Moore) é chamado para investigar o caso e chega até a Espanha onde estaria o ladrão. No local, Bond encontra Melina que deseja vingar a morte do pai. As pistas levarão Bond até a Itália, onde cruzará com um contrabandista (Topol) e um empresário grego (Julian Glover) que podem estar envolvidos com o crime. 

Este foi o quinto filme de Roger Moore como Bond e faz parte da fase em que os longas da série recebiam as piores críticas, pois mesmo com tramas complexas, a narrativa misturava piadinhas cínicas com cenas ação as vezes exageradas. Mesmo com os defeitos apontados pela crítica, o filme agrada aos fãs de Moore como Bond. 

A clássica cena de abertura desta vez relembra o filme “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, o único protagonizado por George Lazenby. O filme começa com James Bond visitando o túmulo de sua esposa que fora assassinada naquele filme e em seguida acaba sendo atacado por Blofeld, um dos seus inimigos mais famosos. 

Como informação, a atriz Cassandra Harris que faz aqui uma Bond Girl, foi casada com Pierce Brosnan, futuro 007 e faleceu jovem no início dos anos noventa.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Anjos da Noite & Anjos da Noite: A Evolução


Anjos da Noite (Underworld, Alemanha / Inglaterra / EUA / Hungria, 2003) – Nota 7,5
Direção – Len Wiseman
Elenco – Kate Beckinsale, Scott Speedman, Michael Sheen, Shane Brolly, Bill Nighy, Sophia Miles, Robbie Gee, Wentworth Miller.

A vampira Selene (Kate Beckinsale) pertence a um grupo que caça lobisomens (no filme chamados de Lycans). Durante um confronto, Selene percebe que os lobisomens estão perseguindo um humano (Scott Speedman), fato estranho, já que o interesse dos lobisomens em humanos seriam apenas como alimentação. Selene se aproxima do jovem que chama Michael Corvin e aos poucos descobre que existe um segredo milenar por trás das atitudes dos lobisomens. Para complicar ainda mais, Michael foi mordido por um lobisomem e pode se transformar a qualquer momento. 

Misturando as cenas de ação ao estilo “Matrix” com o universo de “Blade”, o diretor Len Wiseman cria um divertido e agitado longa de ficção que utiliza ainda personagens clássicos do cinema como vampiros e lobisomens com uma roupagem moderna. O roteiro tem furos e algumas atuações são exageradas, mas é superior em comparação aos filmes atuais do gênero. O destaque do elenco é a pequena mais importante participação do veterano Bil Nighy com o soturno vampiro Viktor.

Como curiosidade, na época a atriz Kate Beckinsale vivia com o ator Michael Sheen e durante a produção do filme o trocou pelo diretor Len Wiseman. 

Anjos da Noite: A Evolução (Underworld: Evolution, EUA, 2006) – Nota 7
Direção – Len Wiseman
Elenco – Kate Beckinsale, Scott Speedman, Tony Curran, Shane Brolly, Derek Jacob, Bill Nighy, Steven Mackintosh.

Selene (Kate Beckinsale) está procurando Marcus (Tony Curran), o rei dos vampiros que foi acordado após hibernar por séculos, porém Marcus e Viktor (Bill Nighy) desejam matar Selene. Ao mesmo, Michael Corvin (Scott Speedman) deseja ajudar Selene, por quem está apaixonado, mas ela não confia no rapaz em virtude dele ser híbrido, sendo metade lobisomem. 

Esta sequência novamente apresenta um roteiro com furos e alguma novidade ao mostrar um pouco do início da rivalidade entre vampiros e lobisomens. Estas falhas no roteiro são compensadas pelo ritmo frenético e as ótimas cenas de ação. No elenco vale destacar novamente Kate Beckinsale, por sua beleza e por se mostrar a vontade no papel da heroína e o sempre competente Bill Nighy como o vampiro Viktor. 

O filme tem outras duas sequências que ainda não conferi: A parte três “A Rebelião” e quatro “Despertar”. 

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Sem Segurança Nenhuma

Sem Segurança Nenhuma (Safety Not Guaranteed, EUA, 2012) – Nota 7,5
Direção – Colin Trevorrow
Elenco – Aubrey Plaza, Mark Duplass, Jake Johnson, Karan Soni, Jenice Bergere, Kristen Bell, Jeff Garlin, Mary Lynn Rajskub.

Corre na internet uma história sobre um jornalista que teria publicado em 1997 como piada e uma espécie de pesquisa maluca, um anúncio dizendo que procurava um parceiro para uma viagem no tempo. Dizem que até hoje o sujeito recebe correspondências sobre o assunto na caixa postal que ele divulgou no anúncio. Partindo desta história, o desconhecido roteirista Derek Connolly escreveu o roteiro deste simpático longa, que a princípio pode parecer uma comédia idiota, mas que no desenrolar da trama se revela uma história bem mais profunda do que aparenta. 

A protagonista da trama é a jovem Darius (Aubrey Plaza de “Tá Rindo do Que?”), uma tímida estagiária que trabalha numa revista e acaba se interessando em participar de uma matéria sobre o tal anúncio que fica a cargo do jornalista Jeff (Jake Johnson), um sujeito cínico e mulherengo que na verdade pretende encontrar um velho amor da época de colégio que mora na cidade onde foi postado o anúncio da viagem no tempo. Junto com a dupla segue o estagiário Arnau (Karan Soni), um nerd de origem indiana que tem grande dificuldade em se comunicar. 

Chegando no local, eles descobrem que o homem do anúncio é Kenneth (Mark Duplass), um sujeito paranóico que trabalha num supermercado. Logo, Darius se aproxima de Kenneth para ganhar sua confiança e acaba criando um forte ligação com ele, descobrindo que os dois tem várias coisas em comum. 

O bom roteiro é valorizado pelo elenco, a jovem Aubrey Plaza acerta no tom da personagem que é ao mesmo tempo triste, tímida e sincera, criando um tipo de humor diferente, que em alguns momentos lembra a “Juno” de Ellen Page do filme homônimo. O desconhecido Mark Duplass está bem como o sujeito meio maluco e Jake Johnson como o cínico que no fundo procura o amor. 

Esta produção é mais um exemplo de como o cinema independente é importante no cenário atual e muito mais original que a maioria das grandes produções.    

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Bombas - Atores Famosos, Filmes Ruins - Parte III

Os quatro filmes que comento aqui além de serem ruins, são obras praticamente esquecidas. Cada um destes filmes podem ser considerados um grande erro na carreira dos envolvidos.

Diabolique (Diabolique, EUA, 1996) – Nota 5
Direção – Jeremiah Chechik
Elenco – Sharon Stone, Isabelle Adjani, Chazz Palminteri, Kathy Bates, Spalding Gray, Allen Garfield, Adam Hann Byrd, Donal Logue.

Numa escola no interior dos Estados Undidos, o diretor Guy Baran (Chaz Palminteri) é casado com Mia (Isabelle Adjani), a quem humilha sem piedade na frente de outras pessoas. Para piorar, Guy tem um caso com uma professora da escola, Nicole (Sharon Stone), que também não está feliz com o modo como é tratada pelo amante. Por incrível que pareça, esposa e amante se unem para matar o sujeito. Uma investigadora (Kathy Bates) é designada para investigar o caso, que começa a ficar ainda mais estranho quando o corpo da vítima desaparece. 

Este longa é uma refilmagem do clássico francês “As Diabólicas” de Henry George Clouzot, filme que ainda não assisti. Mesmo sem ter como comparar, fica claro a fragilidade desta versão, muito pelo roteiro e a fraca direção, que entrega uma narrativa frouxa com sequências de suspense previsível, além da péssima interpretação da bela Isabelle Adjani, que passa o filme inteiro com expressão de assustada. Mesmo com Sharon Stone no auge da beleza e as presenças de competentes coadjuvantes como Chazz Palminteri e Kathy Bathes, o longa não se sustenta.

Momento do Destino (A Time of Destiny, EUA, 1988) – Nota 5
Direção – Gregory Nava
Elenco – William Hurt, Timothy Hutton, Melissa Leo, Francisco Rabal, Concha Hidalgo, Megan Follows, Frederick Coffin, Stockard Channing.

O jovem Jack (Timothy Hutton) namora Josie (Melissa Leo), filha de imigrantes bascos que não aceitam o rapaz. Quando ele é convocado para lutar na Segunda Guerra, Josie o procura para se despedir e acaba perseguida pelo pai (Francisco Rabal) que morre em um acidente. Inconformado com a morte do pai, Martin (William Hurt), o irmão de Josie, planeja como vingança matar o cunhado nos campos de batalha da Itália. 

Este dramalhão dirigido por Gregory Nava (“Selena”) é inspirado numa ópera de Verdi, porém se perde no roteiro ralo e nas fracas interpretações, até mesmo de bons atores como Wiliam Hurt e Timothy Hutton. O resultado foi um merecido fracasso. 

O 4º Anjo (The Fourth Angel, Inglaterra / Canadá, 2001) – Nota 5
Direção – John Irvin
Elenco – Jeremy Irons, Forest Whitaker, Charlotte Rampling, Jason Priestley, Brionny Glassco, Lois Maxwell, Ian McNeice.

O jornalista Jack Elgin (Jeremy Irons) trabalha demais e até mesmo as férias são planejadas de acordo com sua vida profissional. Ele decide passar as férias na Índia com as esposa e os três filhos (duas garotas e um menino) para passear e também trabalhar em um matéria para seu jornal. Uma inesperada situação ocorre quando o avião em que eles viajam é sequestrado e sua esposa e as duas filhas acabam assassinadas. Jack fica revoltado quando dois dos terroristas são soltos por uma manobra política e assim decide fazer justiça com as próprias mãos. 

Não existe bom ator que salve um longa com roteiro ruim nas mãos de diretor sem talento. Jeremy Irons e Forest Whitaker até tentam passar credibilidade a história, que a partir da metade se transforma num filme de espionagem sobre vingança apresentando uma trama totalmente inverossímil, chegando até uma absurda sequência final. 

A única curiosidade é ver a falecida atriz Lois Maxwell em um papel diferente da Miss Moneypenny que tantas vezes interpretou nos filmes de 007. 

Trauma (Trauma, Inglaterra, 2004) – Nota 5,5
Direção – Marc Evans
Elenco – Colin Firth, Mena Suvari, Naomie Harris, Kenneth Cranham, Tommy Flanagan, Brenda Fricker.

Numa noite chuvosa, Ben (Colin Firth) sofre um acidente de automóvel onde morre sua esposa Elisa (Naomie Harris). Ao acordar do coma após o acidente, Ben tenta se recuperar do trauma, primeiro procurando o psiquiatra que o atendia quando criança após ele perder os pais, depois mudando de apartamento e ainda procurando o velho amigo Tommy (Tommy Flanagan) para trabalhar. Extremamente abalado, ele começa a ter visões da esposa morta e após fazer amizade com uma vizinha (Mena Suvari) e visitar uma vidente (Brenda Fricker), tudo fica ainda mais complicado, pois ele passa a acreditar que possa ter assassinado uma famosa cantora que foi encontrada morta no mesmo dia do seu acidente e com quem sua esposa trabalhava. 

O longa tem um roteiro que tenta surpreender o espectador mostrando aos poucos o que realmente aconteceu naquele dia, porém a história é confusa, com pelo menos duas reviravoltas forçadas. Além disso, as cenas de alucinação do personagem de Colin Firth não convencem. 

A história do sujeito sem memória que pode ser um assassino, já foi contada de forma bem melhor em outras oportunidades.