Fechando o ano de 2012, decidi postar uma lista com 50 filmes cults que comentei no blog durante estes quase cinco anos.
Clicando sobre o filme que tiver curiosidade em conhecer, você acessará a postagem original com a resenha.
Agradeço a todos que visitaram o blog durante 2012, desejo um Feliz Ano Novo repleto de saúde, paz e realizações.
Agora sairei de férias durante alguns dias, mas no próximo ano continuarei a escrever e comentar sobre cinema.
1 - O Agente da Estação
2 - Conflitos Internos
3 - O Hospedeiro
4 - Pi
5 - The Corporation & Roger e Eu
6 - O Tempo e a Maré
7 - Subway
8 - Raízes do Mal
9 - A Caverna
10 - A Fortuna de Ned
11 - Domingo Sangrento
12 - Asas do Desejo
13 - O Silêncio do Lago
14 - Edifício Master
15 - A Onda
16 - Abismo do Medo
17 - Lunar
18 - Navigator - Uma Odisseia no Tempo
19 - Sinédoque, Nova York
20 - Paradise Now
21 - Matewan - A Luta Final
22 - O Banheiro do Papa
23 - Terra de Ninguém
24 - Segunda-Feira ao Sol
25 - Na Captura dos Friedmans
26 - I.D. - Fúria nas Arquibancadas
27 - O Caso Alzheimer
28 - Incêndios
29 - Monstros
30 - São Paulo S/A
31 - Once Brothers - A História de Vlad Divac & Drazen Petrovic
32 - Não Amarás & Não Matarás
33 - Katyn
34 - 13 - O Jogador
35 - Crimes Temporais
36 - Caminho da Liberdade
37 - A História Oficial
38 - Momentos Decisivos
39 - Síndromes e um Século
40 - Fora da Jogada
41 - Cela 211
42 - A Maldição do Lago
43 - Uma Noite Sobre a Terra
44 - Swingers - Curtindo a Vida
45 - O Portal do Paraíso
46 - Primer
47 - Líbano
48 - Aura
49 - Rio Congelado
50 - Histórias Mínimas
segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
domingo, 30 de dezembro de 2012
Third Watch - Parceiros da Vida
Third Watch (Third Watch, EUA, 1999 a 2005)
Criadores - Edward Allen Bernero & John Wells
Elenco - Michael Beach, Kim Raver, Jason Wiles, Skipp Sudduth, Coby Bell, Anthony Ruivivar, Molly Price, Eddie Cibrian, Chris Bauer, Tia Texada, Amy Carlson, Nia Long, Bobby Cannavale.
O colega Léo do blog Bússola do Terror comentou em seu espaço sobre as carreiras de Anthony Ruivivar e Coby Bell. Estas postagens me deram a ideia de escrever sobre "Third Watch", série em que os dois atores participavam.
A série passou completa no canal Warner e parte dela nas madrugadas do SBT como o título de "Parceiros da Vida".
A série teve seis temporadas e mostrava o dia a dia de bombeiros, policiais e paramédicos que trabalhavam em Nova York. O roteiro inovou ao juntar os três tipos de profissionais na mesma série, desta forma tendo de trabalhar com um elenco grande e várias histórias em cada episódio.
O acerto dos roteiros era misturar a vida pessoal e profissional dos personagens, mostrando principalmente como as pressão das três profissões interferiam nos relacionamentos familiares e amorosos, além da saúde física e psicológica de cada um.
As duas primeiras temporadas fizeram sucesso, que duplicou na terceira temporada lançada após os atentados de 11 de Setembro. As consequências da tragédia foram exploradas pelos roteiristas e produtores, tanto nas tramas, como nos locais onde aconteciam a ação.
A quarta temporada seguiu ainda com bons roteiros que apresentavam histórias interessantes, porém a partir deste ponto "Third Watch" passou a sofrer com problemas comuns a muitas séries. Alguns personagens começaram a sair, o primeiro foi Bobby Cannavale que largou a série no final da segunda temporada. Depois foi a vez de Amy Carlson que havia substituído o próprio Cannavale. Na penúltima temporada a coisa desandou, os roteiristas começaram a criar histórias fantasiosas, até mesmo alguns episódios sobre um grupo de jovens que se achavam vampiros. Os roteiristas também usaram o artifício de criar doenças e tragédias com personagens e seus familiares, o que transformou as duas últimas temporadas quase em dramalhão. Eddie Cibrian, Kim Raver e Michael Beach também abandonaram a série antes do final.
Os personagens principais eram divididos entre os paramédicos Monte Parker (Michael Beach) e seu parceiro canalha Carlos Nieto (Anthony Ruivivar), a bela Kim (Kim Raver) e Bobby (Bobby Cannavale) depois substituído por Alex (Amy Carlson). Os policiais eram Faith (Molly Price) e seu parceiro esquentado Bosco (Jason Wiles), o veterano John Sullivan (Skipp Sudduth) e o jovem Tyrone (Coby Bell). Já os bombeiros tinham o também canalha Jimmy (Eddie Cibrian), que vivia brigando com a ex-esposa, a paramédica Kim. O elenco era completado por bombeiros de verdade que participavam principalmente das cenas de ação.
Foi uma série inovadora que começou muito bem, teve seu auge com a ajuda da tragédia de 11 de Setembro, mas que não soube manter a qualidade das histórias e acabou de uma forma bem inferior ao início promissor.
Criadores - Edward Allen Bernero & John Wells
Elenco - Michael Beach, Kim Raver, Jason Wiles, Skipp Sudduth, Coby Bell, Anthony Ruivivar, Molly Price, Eddie Cibrian, Chris Bauer, Tia Texada, Amy Carlson, Nia Long, Bobby Cannavale.
O colega Léo do blog Bússola do Terror comentou em seu espaço sobre as carreiras de Anthony Ruivivar e Coby Bell. Estas postagens me deram a ideia de escrever sobre "Third Watch", série em que os dois atores participavam.
A série passou completa no canal Warner e parte dela nas madrugadas do SBT como o título de "Parceiros da Vida".
A série teve seis temporadas e mostrava o dia a dia de bombeiros, policiais e paramédicos que trabalhavam em Nova York. O roteiro inovou ao juntar os três tipos de profissionais na mesma série, desta forma tendo de trabalhar com um elenco grande e várias histórias em cada episódio.
O acerto dos roteiros era misturar a vida pessoal e profissional dos personagens, mostrando principalmente como as pressão das três profissões interferiam nos relacionamentos familiares e amorosos, além da saúde física e psicológica de cada um.
As duas primeiras temporadas fizeram sucesso, que duplicou na terceira temporada lançada após os atentados de 11 de Setembro. As consequências da tragédia foram exploradas pelos roteiristas e produtores, tanto nas tramas, como nos locais onde aconteciam a ação.
A quarta temporada seguiu ainda com bons roteiros que apresentavam histórias interessantes, porém a partir deste ponto "Third Watch" passou a sofrer com problemas comuns a muitas séries. Alguns personagens começaram a sair, o primeiro foi Bobby Cannavale que largou a série no final da segunda temporada. Depois foi a vez de Amy Carlson que havia substituído o próprio Cannavale. Na penúltima temporada a coisa desandou, os roteiristas começaram a criar histórias fantasiosas, até mesmo alguns episódios sobre um grupo de jovens que se achavam vampiros. Os roteiristas também usaram o artifício de criar doenças e tragédias com personagens e seus familiares, o que transformou as duas últimas temporadas quase em dramalhão. Eddie Cibrian, Kim Raver e Michael Beach também abandonaram a série antes do final.
Os personagens principais eram divididos entre os paramédicos Monte Parker (Michael Beach) e seu parceiro canalha Carlos Nieto (Anthony Ruivivar), a bela Kim (Kim Raver) e Bobby (Bobby Cannavale) depois substituído por Alex (Amy Carlson). Os policiais eram Faith (Molly Price) e seu parceiro esquentado Bosco (Jason Wiles), o veterano John Sullivan (Skipp Sudduth) e o jovem Tyrone (Coby Bell). Já os bombeiros tinham o também canalha Jimmy (Eddie Cibrian), que vivia brigando com a ex-esposa, a paramédica Kim. O elenco era completado por bombeiros de verdade que participavam principalmente das cenas de ação.
Foi uma série inovadora que começou muito bem, teve seu auge com a ajuda da tragédia de 11 de Setembro, mas que não soube manter a qualidade das histórias e acabou de uma forma bem inferior ao início promissor.
sábado, 29 de dezembro de 2012
This is England '86
This is
England ’86 (This is England ’86, Inglaterra, 2010) – Nota 8
É uma interessante visão de época, tendo como de pano fundo os jogos da seleção inglesa na Copa do Mundo.
Direção –
Shane Meadows & Tom Harper
Elenco –
Thomas Turgoose, Vicky McClure, Joe Gilgun, Andrew Shim, Rosamund Hanson,
Stephen Graham, Jo Hartley, Andrew Ellis, Michael Socha, Chanel Cresswell,
Danielle Watson, Johnny Harris.
Esta sequência do longa de 2006 foi produzida em formato de
minissérie com quatro capítulos e se passa em 1986 durante a Copa do Mundo do
México, três anos após os acontecimentos do longa original.
O grupo de amigos
skinheads continua unido, mas precisam enfrentar novos problemas que surgem com
a vida adulta. O casal Woody (Joe Gilgun) e Lol (Vicky McClure) passam por uma
crise, tanto pela imaturidade dele, quanto pela volta do pai de Lol, situação
que deixa a jovem revoltada por ter sido abusada pelo sujeito. O garoto Shaun
(Thomas Turgoose) que se afastou do grupo após um crime no final do longa
anterior, hoje cresceu e sua mãe (Jo Hartley) deseja que ele consiga um
emprego, porém o jovem acaba reencontrando os amigos e se reaproximando de Smell
(Rosamund Hanson).
Várias outras situações envolvendo problemas de
relacionamento, sexo e violência ocorrem com os personagens do grupo, num roteiro
que enfoca o drama destas pessoas que são filhos de trabalhadores pobres e que
tentam ter uma vida diferente dos pais, mesmo que isso não seja nada fácil.
O
filme original cita a diferença entre os skinheads que cultuam a rebeldia ao
sistema e aqueles que se transformaram em neonazistas, porém aqui o foco
principal está no drama de cada personagem.
É uma interessante visão de época, tendo como de pano fundo os jogos da seleção inglesa na Copa do Mundo.
sexta-feira, 28 de dezembro de 2012
Mutação & A Relíquia
Mutação (Mimic, EUA, 1997) – Nota 7
Direção
– Guillermo Del Toro
Elenco
– Mira Sorvino, Jeremy
Northam, Josh Brolin, Giancarlo Gianinni, Alexander Goodwin, Charles S. Dutton,
F. Murray Abraham, Norman Reedus.
Quando
uma doença disseminada por baratas mata diversas crianças em Nova York, os
cientistas Susan Tyler (Mira Sorvino) e Peter Mann (Jeremy Northam) após muitas
experiências conseguem desenvolver um novo tipo de barata que colocada em
contato com os insetos normais os matam. Após três anos, a doença está
controlada, porém as baratas criadas em laboratorio continuam a se desenvolver
sozinhas, gerando insetos mutantes gigantes que começam a devorar humanos.
Susan e um grupo de pessoas resolvem descer nos subterrâneos da cidade para
localizar e destruir a ameaça.
Esta ficção com roteiro de filme B foi a estreia
do mexicano Guillermo Del Toro em Hollywood e ele não decepciona. Mesmo sem
grande preocupação com interpretações, o filme se sustenta pelas violentas
cenas de ação e o clima de suspense criado pelos cenários sujos dos esgotos de
Nova York, além das assustadoras criaturas.
É o típico filme de terror sem
pretensões, que diverte os fãs do gênero.
A Relíquia (The Relic, EUA, 1997) – Nota 6
Direção –
Peter Hyams
Elenco –
Penelope Ann Miller, Tom Sizemore, Linda Hunt, James Whitmore, Clayton Rohner.
Uma peça antiga encontrada na selva é enviada para o Museu
de Nova York, porém ela traz consigo um perigoso vírus. Quando ocorre uma
misteriosa morte no local, o detetive Vincent D’Agosta (Tom Sizemore) se torna
o responsável pela investigação e logo entra em conflito com a pesquisadora
Margo Green (Penelope Ann Miller). Outras mortes ocorrem e mesmo assim os
responsáveis pelo museu decidem manter uma festa de reinauguração no local, situação
que poderá se transformar em tragédia.
Com uma trama simples e uma dupla de
protagonistas sem muito carisma, o veterano diretor Peter Hyams tenta prender a
atenção do espectador utilizando o cenário do museu como suspense, tendo apoio
de bons efeitos especiais criados pelo falecido mestre Stan Winston.
O
resultado é uma diversão apenas razoável.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
Lanterna Verde
Lanterna Verde (Green Lantern, EUA, 2011) – Nota 5
Direção –
Martin Campbell
Elenco –
Ryan Reynolds, Blake Lively, Peter Sarsgaard, Mark Strong, Tim Robbins, Jay O.
Sanders, Taika Waititi, Angela Bassett, Mike Doyle, Jon Tenney, Temuera
Morrison.
No planeta Oa vivem os guardiões do espaço chamados de
Lanterna Verde. Quando um inimigo conhecido como Parallax escapa e começa a
matar os guardiões e destruir planetas, um dos seus alvos é Abin Sur (Temuera
Morrison), que foge ferido e chega à Terra. Abin Sur usa um anel que deverá
escolher um novo guardião quando da sua morte. O anel acaba escolhendo o piloto
de caças Hal Jordan (Ryan Reynolds), um sujeito rebelde e ao mesmo tempo
inseguro em virtude de não ter superado a morte do pai (Jon Tenney), que também
era piloto.
Meu conhecimento sobre o universo do personagem Lanterna Verde se
resume a participação no antigo desenho “Super Amigos”, ou seja, não tenho como
analisar se a adaptação foi fiel ou não aos quadrinhos, porém como cinema o
filme é ruim, com certeza um dos piores bancados pela DC Comics. A impressão é que
a única preocupação foi com a parte técnica, principalmente no quesito de
mostrar o planeta Oa, deixando de lado história e personagens.
O roteiro além
de ser totalmente clichê tem furos absurdos. A família do personagem principal
desaparece da trama após uma festa, o herói aparece numa determinado situação
sem explicação alguma, como se adivinhasse o local da ação, além do péssimo desenvolvimento
dos personagens.
A princípio Ryan Reynolds parecia ser o cara certo para o
herói rebelde e um pouco arrogante, papel comum em sua carreira, porém aqui sua
apatia e falta de expressão são claras. A presença de Blake Lively é apenas um
enfeite de beleza e até o bom ator Tim Robbins entra numa fria em um papel
ruim.
É estranha a direção preguiçosa de Martin Campbell, que fez ótimo “007
Cassino Royale” e aqui parece interessado apenas na grana que ganhou para
comandar o longa. Para completar, ainda temos o inevitável gancho no final para
quem sabe uma continuação.
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Como Água Para Chocolate
Como Água Para Chocolate (Como Agua Para Chocolate, México,
1992) – Nota 8
Direção – Alfonso Arau
Elenco – Lumi Cavazos, Marco Leonardi, Regina Torné, Mario
Ivan Martinez, Ada Carrasco, Yareli Arizmendi, Claudette Maillé.
No início do século passado durante a Revolução Mexicana, a
jovem Tita (Lumi Cavazos) é a mais nova de três irmãs, que por uma tradição
familiar, sua mãe (Regina Torné) exige que a garota não se case para cuidar
dela até morrer. Quando o jovem Pedro (Marco Leonardi) pede a mão de Tita em
casamento, a mãe oferece sua outra filha, Rosaura (Yareli Arizmendi). Pedro
aceita a proposta com o objetivo de ficar perto de Tita, mesmo que seja casado
com a irmã. A tristeza de Tita pela situação faz com que ela direcione seu amor
para os deliciosos pratos mexicanos que prepara para a família e assim tenta
manter viva sua ligação com Pedro.
Baseado no livro de Laura Esquivel, este
drama romântico utiliza toques surrealistas para contar uma complicada de
história de amor passada numa época e num local onde a sociedade obrigava a
mulher a ser submissa. A localização da trama nesse contexto social é um dos
pontos principais para se aceitar a história, que brinca ainda com o absurdo em
algumas cenas, como na sequência inicial do choro no parto da mãe da Tita ou a emoção que consome os personagens após uma refeição preparada por Tita,
principalmente sua irmã Gertrudis (Claudette Maillé).
Quanto ao elenco, o
destaque é a sensível interpretação de Lumi Cavazos, que acerta o tom nos
momentos emotivos e principalmente no amadurecimento da personagem durante o
filme. Por outro lado, seu parceiro, o italiano Marco Leonardi é o ponto fraco,
tanto no personagem que se mostra apático no contexto da trama, como na
interpretação sem emoção alguma do ator.
O filme fez muito sucesso na época e
deixou a impressão de que o ator mexicano Alfonso Arau tinha potencial para se
tornar um grande diretor, porém seus trabalhos posteriores foram apenas
razoáveis.
Como curiosidades, na época Arau era casado com a escritora Laura
Esquivel, o que facilitou a adaptação do livro e além disso, sua decisão de
dirigir em muito foi por causa do estigma que carregou na carreira de ator
durante os anos que dividiu seus trabalhos entre o México e Holywood. Nos filmes
americanos Arau recebia convites apenas para papéis de bandido, ele teve
participações em séries como “Gunsmoke”, “Bonanza” e “Miami Vice”, além de
filmes como “Tudo Por Uma Esmeralda” e “Os Três Amigos”. Após este trabalho
como diretor, Arau abandonou a carreira de ator em Hollywood.
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
Menino Maluquinho
Menino Maluquinho (Brasil, 2004) – Nota 6
Direção – Helvecio Ratton
Elenco – Samuel Costa, Patrícia Pillar, Roberto Bomtempo,
Luiz Carlos Arutin, Hilda Rebello, Vera Holtz, Tonico Pereira, Othon Bastos.
No final dos anos sessenta, Maluquinho (Samuel Costa) é um
garoto que vive com os pais (Patrícia Pillar e Roberto Bomtempo) e divide seu
tempo entre a escola e as brincadeiras com os amigos de sua rua. Extremamente
esperto, Maluquinho inventa brincadeiras e apronta traquinagens inofensivas com
todos. Em contrapartida terá de lidar com problemas como a separação dos pais e
a morte do avô (Luiz Carlos Arutin).
Baseado no famoso personagem do cartunista
Ziraldo, esta adaptação para o cinema rendeu um longa que tem como pontos
positivos a alegria do menino Samuel Costa no papel título e principalmente a
homenagem a uma época bem diferente da atual, quando as crianças brincavam nas
ruas sem medo de violência, não existiam videogames ou computadores e brincadeiras como jogo de pião, taco e amarelinha divertiam a garotada.
Ziraldo
nasceu em Caratinga, interior de Minas e com certeza utilizou sua memórias
infância para criar o personagem.
O resultado é um longa simples voltado para
as crianças.
segunda-feira, 24 de dezembro de 2012
Os Fantasmas Contra Atacam & O Grinch
Os Fantasmas Contra Atacam (Scrooged, EUA, 1988) – Nota 7
Direção –
Richard Donner
Elenco –
Bill Murray, Karen Allen, Bobcat Goldwaith, John Glover, John Forsythe, Carol
Kane, Robert Mitchum, David Johansen, Michael J. Pollard, Alfre Woodard.
O executivo de tv Frank Cross (Bill Murray) é um sujeito
arrogante, ranzinza e que odeia o Natal. Ele trata pessimamente seus
funcionários que preparam um especial de tv para a véspera do Natal. Para
surpresa de Frank, o fantasma do seu falecido sócio Lew (John Forsythe) aparece
e o avisa para mudar suas atitudes, caso contrário terá um final de vida
extremamente infeliz. Lew diz ainda que na noite de Natal, Frank receberá a
visita de três fantasmas, o do seu passado, do presente e do futuro.
O diretor
Richard Donner se baseou livremente no conto de Charles Dickens e transportou o
personagem Scrooge para os dias atuais, onde o sujeito sofre nas mãos dos
fantasmas que mostram toda sua vida. O fantasma do passado é representando por
um maluco motorista de taxi (David Johansen), o do presente é uma fada (Carol
Kane) e o do futuro uma espécie de monstro que encarna a morte. O resultado é divertido com uma boa
mensagem no final.
Como curiosidade, o sucesso de “Os Caça-Fantasmas” e a
presença de Bill Murray nos dois filmes, fez com que a distribuidora brasileira
traduzisse o título para confundir o público e muitos acabaram acreditando que
o longa seria um continuação do filme citado.
O Grinch (How
the Grinch Stole Christmas, EUA, 2000) – Nota 6,5
Direção –
Ron Howard
Elenco –
Jim Carrey, Taylor Momsen, Jeffrey Tambor, Christine Baranski, Bill Irwin,
Molly Shannon, Clint Howard, Anthony Hopkins.
Num povoado onde todos adoram o Natal, o Grinch (Jim Carrey)
é uma criatura que odeia a data e vive isolado nas montanhas em virtude de um
trauma do passado. Quando a garotinha Cindy (Taylor Momsen) o encontra, ela que
também não entende o porquê da agitação do Natal, acaba convidando a criatura
para passar a data no povoado, porém a decisão causará um novo problema.
Baseado no livro do Dr. Seuss, este longa narrado por Anthony Hopkins, tem a direção de Ron Howard que alterou alguns pontos da
história para agradar também aos adultos, o que resultou num divertido
passatempo todas as idades, principalmente pela direção de arte que lembra os
filmes de Tim Burton e também pela presença carismática de Jim Carrey debaixo
de uma maquiagem pesada.
domingo, 23 de dezembro de 2012
Com Amor, Liza & Incrível Obsessão
Com Amor, Liza (Love Liza, Alemanha / EUA / França, 2002) –
Nota 6,5
Direção –
Todd Louiso
Elenco –
Philip Seymour Hoffman, Kathy Bates, J. D. Walsh, Stephen Tobolowsky, Sarah
Koskoff
O webdesigner Wilson Joel (Philip Seymour Hoffman) fica
perdido após o suicídio da esposa. Sem entender o porquê, Joel não tem coragem
de abrir a carta que a esposa deixou. Esta situação complicada faz com que Joel
deixe de lado amigos e trabalho, além de começar um inusitado vício de cheirar
gasolina, combustível que ele também utiliza no aeromodelismo, outra fato novo
em sua vida. O único laço que Joel consegue manter é com a sogra (Kathy Bates),
que faz de tudo para que ele abra a carta e descubra qual mensagem a esposa
deixou.
Este curioso drama independente foi a estreia na direção do ator Todd
Louiso, figura conhecida por participações em seriados de tv e que teve como papel
mais conhecido o de amigo de John Cusack e Jack Black em “Alta Fidelidade”.
Aqui ele conta uma história extremamente triste, sobre como uma tragédia afeta
a vida das pessoas, tendo como ponto principal a atuação de Hoffman como o
sujeito que após perder a esposa parece vagar angustiado pelo mundo, como se
estivesse totalmente dopado.
Não é uma história fácil e a estranha narrativa
também pode não agradar a todos, mas vale a sessão para quem gosta de
personagens que sofrem pela perda de um amor.
Incrível Obsessão (Owning Mahowny, Canadá, 2007) – Nota 7
Direção –
Richard Kwietniowski
Elenco –
Philip Seymour Hoffman, Minnie Driver, John Hurt, Maury Chaykin, Ian Tracey, K.
C. Collins, Sonja Smits.
Dan Mahowny (Philip Seymour Hoffman) é um gerente de banco considerado
funcionário de confiança pelos superiores. Aparentemente uma pessoa correta e
reservada, na verdade Dan é viciado em apostas. Quando sua situação financeira
afunda, a compulsão de Dan o faz desviar dinheiro do banco para apostar, o que
a princípio não gera consequência alguma, mas aos poucos o faz entrar num
buraco sem saída.
Este pouco conhecido longa é baseado na história real de umas
da maiores fraudes bancárias da história do Canadá e tem na interpretação de
Hoffman o ponto principal. Ele cria um personagem que aparenta ser ingênuo e
solitário, mas na verdade esconde sua compulsão por trás desta máscara.
É um
filme pequeno, simples e com uma solução triste, porém esperada.
sábado, 22 de dezembro de 2012
Vida de Balconista
Vida de Balconista (Brasil, 2009) – Nota 7,5
Direção – Cavi Borges & Pedro Monteiro
Elenco – Mateus Solano, Gregório Duvivier, Paula Braum,
Miguel Thiré, Alamo Facó, Renata Tobelem.
Cavi Borges é dono de uma conhecida locadora no Rio de
Janeiro que começou a produzir curtas em meados da década passada. Com
incentivo de uma operadora de celulares, ele dirigiu vários curtas com o
personagem “Mateus – O Balconista”, um atendente de locadora que precisa ter
jogo de cintura para tratar clientes de todos os tipos. O sucesso da série fez
com que Cavi se juntasse a Pedro Monteiro e com uma pequena verba conseguisse
transformar as histórias em um longa.
O filme se passa durante um dia na locadora
onde Mateus conversa direto com a câmera fazendo comentários irônicos sobre os
estranhos frequentadores do local. Cavi se baseou em histórias e personagens
que passaram por sua locadora durante mais de uma década. Mateus precisa ajudar
um cinéfilo indeciso, tem de
lidar com um cliente caloteiro, com outro que curte filmes de sacanagem, com um
sujeito chato que reclama e não aluga filme algum, com uma jovem fã do Van
Damme e até com um fiscal picareta.
Os pontos altos são interpretação de Mateus
Solano, que faz caras e bocas que resumem bem seus sentimentos ao lidar com
personagens engraçados e até patéticos, além de alguns diálogos deliciosos
sobre cinema, principalmente sobre Tarantino, uma das inspirações do filme que
rende uma divertida cena de sonho do personagem principal.
O longa foi todo
filmado com câmera digital utilizando uma lente angular, que a princípio deixa
uma sensação estranha, como se estivéssemos vendo imagens de uma câmera de
segurança, mas se torna perfeita com o desenrolar do filme e aproveita bem o pequeno
cenário da locadora.
Divertido e sem pretensão, o filme é um exemplo de como a
frase “uma ideia na cabeça e uma câmera na mão” está mais atual do que nunca.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2012
Bombas - Comédias Ruins - Parte I
Desta vez na sessão Bombas, destaco em críticas rápidas dez comédias que não cumprem seu papel de fazer o espectador rir.
São filmes repetidos a exaustão na tv aberta durante os anos noventa, geralmente nas sessões da tarde.
São filmes repetidos a exaustão na tv aberta durante os anos noventa, geralmente nas sessões da tarde.
As Incríveis Perípecias do
Ônibus Atômico (The Big Bus, EUA, 1976) – Nota 5
Direção – James Frawley
Elenco – Joseph Bologna, Stockard Channing, John Beck, Rene Auberjonois,
Ned Beatty, Bob Dishy, José Ferrer, Ruth Gordon, Harold Gould, Larry Hagman,
Sally Kellerman, Richard Mulligan, Lynn Redgrave, Stuart Margolin.
Um cientista (Joseph Bologna)
constrói uma ônibus movido a energia nuclear e para provar que sua invenção
funciona com segurança, parte para uma viagem sem paradas entre Nova York e
Denver, porém uma série de sabotagens pelo caminho põe em risco o sucesso da
viagem, inclusive uma bomba é colocada no veículo. O longa é uma sátira aos
filmes catástrofe que faziam sucesso na época e aos road movies, com algumas
sequências engraçadas e nada mais que isso. A curiosidade é o elenco recheado
de rostos conhecidos da época.
A Incrível Mulher que Encolheu
(The Incredible Shrinking Woman, EUA, 1981) – Nota 5,5
Direção – Joel Schumacher
Elenco – Lily Tomlin, Charles Grodin, Ned Beatty, Henry Gibson, Elizabeth
Wilson, Pamela Bellwood, John Glover.
Uma dona de casa (Lily
Tomlin) ao misturar vários produtos de limpeza começa a diminuir de tamanho até
ficar minúscula. Seu marido (Charles Grodin) fica desesperado e tenta a todo
custo descobrir como reverter o
processo. Ele encontrará ajuda em um excêntrico cientista (Henry Gibson). Este
foi o primeiro longa para o cinema de Joel Schumacher, que escolheu refilmar um
clássico B dos anos cinquenta chamado “O Incrível Homem que Encolheu”. O
resultado é apenas razoável, com efeitos especiais que envelheceram e algumas
boas piadas a cargo de Lily Tomlin.
Wacko – Uma Comédia Maluca (Wacko, EUA, 1982) – Nota 2
Direção –
Greydon Clark
Elenco –
Joe Don Baker, Stella Stevens, George Kennedy, Julia Duffy, Scott McGinnis.
O sucesso de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu” gerou
vários longas que seguiam o estilo de paródia e dos que assisti, este “Wacko”
com certeza é um dos piores. A trama tem como protagonista um detetive (Joe Don
Baker) que não dorme nunca e que tem como objetivo descobrir quem é o
“Assassino do Cortador de Grama”. Este fio de história é o início de um filme
bizarro, com cenas absurdas parodiando filmes de sucesso da época como “O
Exorcista”, “A Profecia” e “Alien”, porém sem a mínima graça.
Loucademia de Combate (Combat High, EUA, 1986) – Nota 4
Direção – Neal Israel
Elenco –
Keith Gordon, Wallace Langham, Robert Culp, Elya Baskin, George Clooney, Danny
Nucci, Jamie Farr.
Dois jovens delinquentes (Keith Gordon e Wallace Langham)
são condenados a cumprir pena de um ano numa academia militar. Esta comédia
para tv que segue o estilo criado por “Loucademia de Polícia”, transfere a ação
para o exército e consegue ser ainda mais fraca. O filme tem algumas
curiosidades: O diretor Neil Israel no ano anterior comandou o engraçado “A
Última Festa de Solteiro” com Tom Hanks e depois de vários filmes ruins, seguiu
carreira na tv. O protagonista com cara de nerd Keith Gordon abandonou a carreira
de ator e se tornou um bom diretor em filmes como “Noites Calmas” e “A Guerra
do Chocolate” e até em episódios do seriado “Dexter”. Já Wallace Langham que
hoje é figura carimbada em séries de tv, aqui assinava ainda como Wally
Ward.
Agente Zero Zero Nada (The
Trouble with Spies, EUA, 1987) – Nota 4
Direção – Burt Kennedy
Elenco – Donald Sutherland, Ned Beatty, Ruth Gordon, Lucy Gutteridge,
Michael Hordern, Robert Morley, Gregory Sierra.
Um espião inglês (Donald
Sutherland) é enviado para Ibiza com o objetivo de investigar o desaparecimento
de outro espião. Num hotel de luxo ele se envolverá com os estranhos clientes e
sofrerá algumas tentativas de assassinato. Esta tentativa de parodiar os filmes
de James Bond é um desperdício do talento de Sutherland e não provoca riso
algum. O falecido diretor Burt Kennedy era especialista em westerns, o que
mostra que sua escolha para dirigir uma paródia foi um grande equivoco.
Elvira, a Rainha das Trevas (Elvira:
Mistress of the Dark, EUA, 1988) – Nota 5
Direção – James Signorelli
Elenco – Cassandra Peterson,
W. Morgan Sheppard, Daniel Green, Jeff Conaway.
Elvira (Cassandra Peterson) é
a apresentadora de um programa de terror trash que recebe como herança de um
tia distante uma mansão numa pequena cidade. O objetivo de Elvira é vender a
mansão, porém um tio (W. Morgan Sheppard) também quer sua parte na herança.
Além disso, sua figura exótica espanta os moradores do local. A personagem
Elvira surgiu em um programa de tv e teve algum sucesso, principalmente pelos
seios enormes, o que resultou nesta comédia totalmente trash, com piadas sobre
terror e sexo.
Deu a Louca nas Federais (Feds,
EUA, 1988) – Nota 4,5
Direção – Dan Goldberg
Elenco – Rebecca DeMornay, Mary Gross, Ken Marshall, Fred Dalton Thompson,
Tony Longo.
Uma advogada (Mary Gross) e
uma ex-militar (Rebecca DeMornay) se inscrevem no curso para agente do FBI e
precisam passar por um duro treinamento, além de enfrentar o machismo dos
colegas de curso. O roteiro tem até uma premissa curiosa, utilizando personagens
que são opostas, onde uma seria o cérebro e a outra os músculos, porém tudo vai
por terra em virtude do roteiro cheio de clichês, os diálogos idiotas e as
cenas de ação forçadas. Rebecca DeMornay ainda fez carreira, já Mary Gross não
vingou, assim como o ator Ken Marshall que havia protagonizado a ficção cult
“Krull” e depois desapareceu.
Um Detetive do Outro Mundo (Second
Sight, EUA, 1989) – Nota 4
Direção – Joel Zwick
Elenco – John Larroquette, Bronson Pinchot, Bess Armstrong, Stuart Pankin,
James Tolkan.
O detetive Wills (John
Larroquette) é contratado por uma freira (Bess Armstrong) para localizar uma
menina desaparecida, ao mesmo tempo terá de trabalhar com o excêntrico Bobby
(Bronson Pinchot), um sujeito que recebe um espírito que ajuda em suas
investigações. Esta comédia paranormal foi uma tentativa frustrada de utilizar
a fama na época de John Larroquette (“Night Court”) e Bronson Pinchot (“Primo
Cruzado”) que eram astros de seriados de tv.
A Casa Maluca (Madhouse, EUA, 1990) – Nota 4
Direção – Tom Ropelewski
Elenco –
John Larroquette, Kirstie Alley, Alison La Placa, Jessica Lundy, Bradley Gregg,
Dennis Miller, John Diehl, Robert Ginty.
O casal Bannister (John Larroquette e Kirstie Alley) precisa
lidar com parentes que chegam para visitar sua casa e que decidem passar alguns
dias no local, além de vizinhos complicados e problemas de trabalho. Outra
comédia que utilizou atores de seriados de tv e fracassou merecidamente, tendo uma
história que ao invés de fazer rir, chega a irritar o espectador em algumas
sequências.
Por Que Eu?
(Why Me? EUA, 1990) – Nota 5,5
Direção –
Gene Quintano
Elenco –
Christopher Lambert, Christopher Lloyd, Kim Greist, J. T. Walsh, Michael J.
Pollard, Tony Plana, John Hancock.
Dois ladrões (Christopher Lambert e Christopher Lloyd) roubam
uma antiga joia do tesouro Bizantino e juntos com a namorada do primeiro (Kim
Greist) acabam perseguidos pela polícia, a CIA, terroristas e até agentes
turcos. O longa mistura perseguição, correria e comédia numa típica sessão da
tarde. Por escolhas ruins como esta, a carreira do astro Christopher Lambert
afundou.
quinta-feira, 20 de dezembro de 2012
Loucos de Amor & 28 Dias
Loucos de Amor (She’s So Lovely, EUA, 1997) – Nota 6
Direção –
Nick Cassavetes
Elenco –
Sean Penn, Robin Wright Penn, John Travolta, Harry Dean Stanton, Debi Mazar,
James Gandolfini, Gena Rowlands, Talia Shire, Burt Young.
Eddie Quinn (Sean Penn) e sua esposa Maureen (Robin Wright
Penn) vivem uma confusa relação regada a sexo, drogas e bebidas. Quando Eddie
desaparece por alguns dias, Maureen que estava grávida pede ajuda a um vizinho
(James Gandolfini), porém os dois começam a beber e o sujeito tenta estuprá-la.
Quando Eddie retorna para casa e descobre o que houve, ele mata o vizinho e
acaba preso.
Dez anos depois, Maureen está casada com Joey (John Travolta) e tem três filhas,
sendo a mais velha filha de Eddie. Maureen largou o vicio e vive feliz, porém
sua vida vira de ponta cabeça quando Eddie sai da prisão e reaparece em sua
vida.
Este longa é um drama pesado sobre amor entre duas pessoas instáveis que
acreditam terem nascido uma para outra, mesmo que juntas vivam um verdadeiro inferno.
Mesmo com Sean Penn tendo boa interpretação novamente num papel de desajustado,
infelizmente isso para segurar o filme, que em boa parte se torna exagerado,
com sequências que se transformam em melodrama.
28 Dias (28 Days, EUA, 2000) – Nota 6
Direção – Betty Thomas
Elenco – Sandra Bullock, Viggo Mortensen, Dominique West,
Elizabeth Perkins, Steve Buscemi, Azura Skye, Diane Ladd, Reni Santoni, Jean
Marianne Baptiste.
A colunista de jornal Gwen Cummings (Sandra Bullock) leva
uma vida louca. Adora festas e bebidas sem pensar nas consequências. Quando por
diversão Gwen decide roubar uma limusine no casamento da irmã (Elizabeth
Perkins) e se envolve num acidente, o fato faz com que ela aceite se internar numa clínica de
reabilitação para um tratamento de vinte e oito dias onde terá de enfrentar seu
problema e aprender a obedecer regras.
Numa análise rápida o filme pode lembrar o clássico “Um Estranho no Nome”, em
virtude dos excêntricos coadjuvantes internados na clínica, mas longe de ser um
drama pesado, o longa tem uma história batida sobre mudança de comportamento que utiliza todos os clichês do gênero, inclusive inserindo um interesse romântico no personagem de Viggo Mortensen.
Simples, correto e totalmente descartável, é o tipo de filme para assistir e
esquecer rapidamente.
quarta-feira, 19 de dezembro de 2012
Tetro
Tetro (Tetro, EUA / Argentina, 2009) – Nota 7
Direção – Francis Ford Coppola
Elenco – Vincent Gallo, Alden Ehrenreich, Maribel Verdú,
Klaus Maria Brandauer, Rodrigo De la Serna, Silvia Pérez, Leticia Brédice, Sofia
Gala, Mike Amigorena, Carmen Maura.
O jovem Bennie (Alden Ehrenreich) chega de navio a Buenos
Aires para reencontrar o irmão Angelo (Vincent Gallo) após muitos anos de
separação. Bennie é bem recebido pela doce Miranda (Maribel Verdú), namorada de
seu irmão, porém o instável Angelo, que agora quer ser chamado de Tetro (seu
sobrenome é Tetrocini) parece não aceitar a presença do jovem.
Angelo abandonou
os Estados Unidos para viver um ano em outro local com o objetivo de escrever
um livro, porém não mais retornou ao país e cortou laços com a família,
principalmente com o pai, o famoso maestro Carlo Tetrocini (Klaus Maria
Brandauer).
Coppola se inspirou em sua própria vida familiar para escrever o
roteiro, sendo que ele teve uma
convivência difícil com o irmão e foi testemunha da rivalidade entre seu
pai e tio (aqui também interpretado por Brandauer) que eram músicos.
Coppola
não trabalhava com roteiro próprio desde “A Conversação” em 1976 e parece ter
desanimado do trabalho de diretor após os fracos “Jack” e “O Homem que Fazia
Chover”. Sua volta a direção foi no pequeno “Velha Juventude”, longa que eu ainda não
conferi, mas este trabalho seguinte está muito mais para o cinema independente
do que para as grandes produções que costumava comandar.
A história é simples e
tem até um pequena surpresa no final, além de ter como ponto positivo a bela
fotografia em preto e branco (apenas as sequências em flashback são em cores) que
mostra o bairro pobre da Boca na Argentina como um local de cultura. Mesmo sem
indicar o ano em que se passa a trama, fica a sensação de estarmos nos anos
cinquenta.
Os destaques do elenco são Maribel Verdú (“E Sua Mãe Também”),
Rodrigo De la Serna (“Diários de Motocicleta”) e Letícia Brédice (“Nove
Rainhas”), os dois últimos como atores de uma pequena trupe teatral composta
por amigos de Angelo.
O jovem Alden Ehrenreich não atrapalha, mas por outro
lado é difícil engolir o estilo Vincent Gallo de atuar. Procuro não ter
preconceitos com atores ou atrizes, mas o sujeito é um mala que em todo filme
exagera no estilo dramático, querendo se mostrar cool e rebelde.
O interessante
é mesmo ver o outrora grande Francis Ford Coppola, sujeito de um ego enorme,
dirigindo um filme pequeno.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
Sal de Prata
Sal de Prata (Brasil, 2005) – Nota 6
Direção – Carlos Gerbase
Elenco – Maria Fernanda Cândido, Camila Pitanga, Marcos
Breda, Bruno Garcia, Janaína Kremer, Júlio Andrade, Nelson Diniz, Maitê
Proença.
Rudi Veronese (Marcos Breda) é um cineasta que tenta fazer
carreira, mas tem grande dificuldade para conseguir filmar seus roteiros. Durante
uma discussão sobre regras para um concurso de curta metragens, Rudi sofre um
ataque do coração e morre.
Sua namorada Cátia (Maria Fernanda Cândido) é uma
executiva de finanças que nunca se interessou a fundo pelo trabalho de Rudi,
porém após a morte do sujeito, ela encontra alguns roteiros no computador do
namorado, fato que desperta a atenção de outros cineastas amigos de Rudy. Curiosa,
Cátia começa a ler os roteiros e encontra situações que acreditam terem sido
inspiradas na sua relação com Rudi, além de passar a desconfiar que ele tinha
um caso com a atriz Cassandra (Camila Pitanga), ao mesmo tempo em que ela
própria era amante de Valdo (Bruno Garcia), um cineasta famoso. Aos poucos,
Cátia passa a confundir sua vida com os roteiros do namorado.
A premissa do
roteiro escrito pelo próprio Gerbase é quase uma homenagem aos candidatos a
cineastas, que sofrem com a falta de dinheiro para transformar seus roteiros em
filmes, além de discutir em algumas sequências a transformação do cinema em
película para a era digital, fato que diminui os custos e facilita o caminho
para jovens cineastas finalizarem seus trabalhos.
É interessante também a
situação da descoberta do roteiro do falecido, que é visto com entusiamos pelos
amigos, mas que logo desistem do projeto. Um deles prefere fazer comerciais
para ganhar a vida e o outro é um sujeito que não tem controle algum do
dinheiro.
O ponto falho é a tentativa de mostrar o filme dentro do filme,
transformando as cenas do roteiro lido por Cátia em sequências na mente da personagem,
misturando com a montagem de um longa capitaneado por Cátia através das
cenas filmadas pelos cineastas amigos de Rudi , fatos que resultam numa parte
final confusa e pretensiosa. Além disso é complicado aceitar a mudança de
comportamento de Cátia, que a princípio não entende nada de cinema, mas no
final se transforma em cineasta.
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