Nova York Contra o Crime (NYPD Blue, EUA, 1993 a 2005)
Criadores - Steven Bochco & David Milch
Elenco - Dennis Franz, Jimmi Smits, David Caruso, Kim Delaney, James McDaniel, Gordon Clapp, Nicholas Turturro, Bill Brochtrup, Henry Simmons, Sharon Lawrence, Jacqueline Obradors, Mark Paul Gosselaar, Ricky Schroder, Garcelle Beauvois, Esay Morales, Gail O'Grady.
O produtor Steven Bochco por duas vezes mudou o estilo dos seriados policiais americanos. Seu primeiro acerto foi com "Hill Street Blues", uma série que foi ao ar de 1981 a 1987 e se passava numa delegacia de um bairro pobre e violento de Nova York. Bochco utilizou como cenário uma cidade que era bem diferente da atual Nova York cheia de glamour e gente endinheirada. Na época a cidade sofria verdadeiramente com a violência.
Quando "Hill Street Blues" terminou, Nova York estava mudando, principalmente pela geração de riqueza de Wall Street, que teve seu auge e transformou Manhattan em um local para a elite. Após alguns outros seriados que não vingaram, Bochco lançou em 1993 seu maior sucesso, a série "Nova York Contra o Crime", que mostrava o dia a dia e os dramas pessoais de um esquadrão de detetives que investigavam homicídios em uma delegacia no coração de Manhattan.
Diferente de "Hill Street Blues", a série chegou praticamente na mesma época em que o prefeito Rudolph Giuliani lançou seu programa "Tolerância Zero", que endurecia o tratamento da polícia contra os criminosos e isso é notado na forma mais profissional com que os personagens enfrentam o crime, inclusive na vestimenta. Se em "Hill Street Blues" os policiais se vestiam de qualquer maneira, os novos detetives estavam sempre de terno, gravata e barba feita.
A série fez grande sucesso na primeira temporada, que tinha como protagonistas os detetives John Kelly (David Caruso) e Andy Sipowicz (Dennis Franz). Com tudo encaminhado para uma segunda temporada de ainda mais sucesso, o ator David Caruso resolveu abandonar o barco acreditando que poderia se tornar um astro de cinema, mas acabou caindo do cavalo. Caruso estrelou dois filmes policiais interessantes, "O Beijo da Morte" de Barbet Schroeder e "Jade" de William Friedkin, porém foram dois fracassos. Com a carreira no cinema quase destruída, Caruso voltou para a telinha na fracassada série "Michael Hayes" e conseguiria ter sucesso novamente apenas a partir de 2002 com a franquia "CSI Miami".
Steven Bochco e os demais produtores de "Nova York Contra o Crime" provavelmente não acreditaram que o veterano Dennis Franz pudesse segurar a série como protagonista principal, já que seu personagem apesar de honesto, era uma ex-alcoólatra, violento com os bandidos, preconceituoso e quase racista, que sempre batia de frente com o tenente interpretado pelo ator negro James McDaniel.
Para substituir Caruso, Bochco chamou Jimmi Smits, que trabalhara em outra série de sucesso dele, a trama policial "L.A. Law". Smits ficou na série por quatro temporadas, por sinal as de mais sucesso da série, mas também foi mordido pelo mosquito do cinema, abandonou o trabalho para tentar se tornar astro e assim como Caruso se deu mal. Seu papel mais conhecido é de coadjuvante na segunda trilogia "Star Wars".
Percebendo que o personagem de Dennis Franz já era bem aceito pelo público, Bochco mudou o pensamento e resolveu chamar para parceiro do policial, o jovem Ricky Schroder que era conhecido pelo papel do menino filho de Jon Voight em "O Campeão" de Franco Zefirelli. Schroder ficou na série por três temporadas, mas nunca convenceu como o policial confuso, cheio de problemas emocionais.
Em 2001, o fôlego da série já não era o mesmo. Além da saída de dois protagonistas em anos anteriors, alguns coadjuvante importantes como Nicholas Turturro e James McDaniel saíram junto com Schroder. A partir deste ano os roteiristas começaram exagerar um pouco nos dramas pessoais, como doenças, filhos, problemas de depressão e mortes, perdendo o foco e quase transformando a série policial apenas em drama.
A última fase que vai de 2001 até 2005, coloca como parceiro de Dennis Franz o jovem Mark Paul Gosselaar, que fora um astro adolescente da série "Saved By the Bell". Mesmo sem muito carisma, Gosselaar foi melhor que Schroder e fez até uma boa dupla com Franz.
Dennis Franz e o coadjuvante Gordon Clapp foram os únicos que trabalharam em todas as temporadas e como curiosidade, após o final da série o astro Denniz Franz se aposentou. Ele que fez quase toda sua carreira em séries policiais, teve aqui seus anos de glória onde ganhou vários prêmios. Seu papel mais importante no cinema foi como coadjuvante em "Cidade dos Anjos".
No total foram doze temporadas que apesar de não manter o mesmo nível na fase final, ela deixou sua marca e criou um estilo de investigação utilizado até hoje nas séries policiais.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
segunda-feira, 30 de janeiro de 2012
As Duas Faces da Lei
As Duas Faces da Lei (Righteous Kill, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Jon Avnet
Elenco – Robert De Niro, Al Pacino, Carla Gugino, John
Leguizamo, Donnie Wahlberg, Curtis “50 Cent” Jackson, Brian Dennehy, Trilby
Glover, Melissa Leo, Alan Blumenfeld, Oleg Taktarov.
A veterana dupla de policiais Turk (Robert De Niro) e
Rooster (Al Pacino) estão à caça de um serial killer que age como vigilante,
assassinando bandidos. A questão é que no início do longa vemos uma gravação
onde o personagem de De Niro conta sua versão da história para corregedoria,
deixando claro que o roteiro reserva alguma surpresa para o final.
Infelizmente
a realização comandada pelo diretor Jon Avnet (do bom “Tomates Verdes Fritos” e
do fraco “88 Minutos”) é previsível e não faz jus a tão esperada reunião de De
Niro e Pacino, desta vez juntos na maioria das cenas, diferente de “O Poderoso
Chefão II” e “Fogo Contra Fogo”.
O roteiro cheio de clichês cria uma dupla de
policiais rivais (John Leguizamo e Donnie Wahlberg), uma policial fogosa (Carla
Gugino), um chefe amigo (Brian Dennehy) e uma reviravolta final com uma péssima
explicação.
O carisma da dupla de protagonistas salva parte do filme, que no
geral tem cara de episódio de seriado de tv.
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Tobruk & Tora! Tora! Tora!
Tobruk
(Tobruk, EUA, 1967) – Nota 6
Direção –
Arthur Hiller
Elenco –
Rock Hudson, George Peppard, Nigel Green, Guy Stockwell, Jack Watson.
Um grupo de soldados ingleses liderados pelo Coronel Harker
(Nigel Green) tem a missão de chegar a cidade de Tobruk na África para destruir
uma reserva de combustível em poder dos nazistas. Para chegar ao local, os
soldados ingleses viajarão disfarçados de prisioneiros dos nazistas, que serão
“interpretados” por judeus de origem alemã que lutam contra Hitler. A idéia não
agrada ao Major Craig (Rock Hudson) que acredita ser uma missão suicida, enquanto
o alemão Capitão Bergman (George Peppard) vê a missão como uma chance de acabar
com o avanço nazista na África.
Infelizmente esta aventura de guerra pela
África não convence. Algumas cenas de ação são interesssantes, porém o ritmo
lento, o elenco que parece não se empenhar e a direção pesada de Arthur Hiller
resultam num filme sem alma. Hiller que começou na tv, mostrou em filmes
posteriores (“O Expresso de Chicago” por exemplo) que sua especialidade era a comédia.
Tora! Tora! Tora! (Tora! Tora! Tora!, EUA / Japão, 1970) –
Nota 6
Direção –
Richard Fleischer, Kinji Fukasaku & Toshio Masuda
Elenco –
Martim Balsam, Soh Yamamura, Joseph Cotten, Tatsuya Mihashi, E. G. Marshall,
James Whitmore, Takahiro Tamura, Eijiro Tono, Jason Robards.
Esta curiosa produção nipo-americana dirigida a seis mãos,
tenta mostrar os fatos que antecederam a declaração de guerra do Japão aos
Estados Unidos na Segunda Guerra Mundial, finalizando com o ataque a Pearl
Harbor.
São praticamente dois longas, um totalmente japonês mostrando as
maquinações políticas entre os oficiais japoneses a favor e contra a entrada na
guerra e o lado americano dirigido pelo competente Richard Fleischer (“20.000
Léguas Submarinas”), mostra como a inteligência americana sabia que o ataque
poderia acontecer, mas não tinha certeza da data.
É interessante entender como a demora
nas informações era comum naquela época e pelo roteiro do filme (não sei se
todos os fatos mostrados aqui são reais) mostra como estes atrasos
influenciaram no ataque, que poderia ter sido evitado, pelos dois lados por
sinal.
Apesar do interesse histórico, o filme é lento e são tantos personagens
em cena que o longa se torna cansativo, melhorando apenas na meia-hora final
quando acontece o ataque, que foi muito bem filmado.
quarta-feira, 25 de janeiro de 2012
127 Horas
127 Horas (127 Hours, EUA / Inglaterra, 2010) – Nota 7,5
Direção – Danny Boyle
Elenco –
James Franco, Kate Mara, Amber Tamblyn, Treat Williams, Kate Burton, Clémence
Poésy.
Neste longa baseado na história real de Aron Ralston (James
Franco), que em 2003 ficou mais de cinco dias preso numa fenda e um canyon no
deserto de Utah, o diretor Danny Boyle consegue prender a atenção do espectador
através de imagens, utilizando poucos diálogos, principalmente em mais de uma
hora de filme em que apenas o personagem de James Franco contracena sozinho e
narra sua luta pela vida para uma câmera manual.
O desempenho de Franco (que
concorreu ao Oscar, o filme concorreu ainda a outras cinco categorias) também é um dos destaques, já que seu personagem precisa
carregar o filme praticamente sozinho. Outro destaque são as belas paisagens naturais
do deserto de Utah.
Por ser apenas um fio de história, em algumas partes o
filme parece cansativo, porém a direção de Danny Boyle é ágil e criativa ao
transformar os pensamentos do personagem de Franco em imagens, algo que ele
utilizava como força mental para continuar vivo.
O resultado é uma história de
força, tanto física quanto psicológica, de alguém obrigado a passar por uma
situação extrema.
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
A Hipocrisia da Lei das Sacolinhas de Plástico
Peço desculpas novamente para mudar o assunto do blog e comentar a lei que entrará em vigor amanhã aqui em São Paulo e que proíbe os estabelecimentos comerciais de fornecer sacolinhas plásticas aos clientes.
A lei que já existe em algumas cidades no Brasil com restrições, aqui em São Paulo não deixará pedra sobre ou pedra, ou melhor, sacola sobre sacola.
A grande mídia está trabalhando a favor da lei como se fosse a salvação do meio ambiente, enquanto os chamados "ambientalistas" e os "ecochatos" estão tendo orgasmos, porém a lei está muito longe de ser a ideal, além de passar a conta para a população, como sempre acontece.
Sem precisar pensar muito, sabemos que todos os custos de um estabelecimento são repassados para o preço das mercadorias. Como os hipermercados não poderão fornecer as sacolinhas, não precisarão comprá-las e por consequência extinguirão está despesa. O correto seria diminuir o preço das produtos, pelo menos da cesta básica, mas isso não acontecerá, pois nada sobre o assunto é citado na lei.
A segunda hipótese, pensando apenas um pouquinho mais, chegaríamos a conclusão que os hipermercados deveriam fornecer algo para substituir as sacolinhas de plástico, como por exemplo sacolinhas biodegradáveis, porém isso também não irá acontecer, pois não existe obrigação alguma citada na lei.
Na verdade o que ocorrerá é que os mesmos hipermercados venderão as sacolinhas biodegradáveis e as sacolas comuns de pano como "defensores do meio ambiente", aumentando ainda mais suas vendas e se livrando de uma despesa. Está claro que a lei teve um apoio incondicional dos grandes grupos que controlam os hipermercados e o pior é que o governo e a prefeitura da capital de SP estão utilizando o fato como propaganda de um governo sustentável ou algo do gênero, se esquecendo das consequências.
Os políticos não levaram em conta que praticamente 100% da população utiliza estas sacolinhas para dispensar o lixo, que por sinal continuará sendo produzido normalmente. Alguém acredita que grande parte da população que recebe baixos salários ou está desempregada comprará sacos de lixo? Lógico que não, a primeira consequência será o aumento do lixo dispensado de qualquer maneira, seja em caixas de papelão ou até mesmo direto nas ruas ou córregos, como já acontece.
Outra consequência é o número enorme de pessoas que tem cães e os levam para se aliviar na rua. Sem as sacolinhas de plástico, qual a proporção de pessoas que comprarão algum tipo de saco para pegar a sujeira dos cães na rua?
Não sou especialista no assunto, mas qualquer leigo sabe que deveriam ser construídas pelo governo usinas de compostagem e reciclagem de lixo, porém não existe vontade política porque provavelmente isso não daria voto. Com o lixo separado adequadamente e várias usinas funcionando, seria o fim dos lixões a céu aberto, além da reutilização de vários materiais, mas nada disso existe. Até mesmo a reciclagem que é tão comentada nos últimos dez anos, praticamente inexiste em São Paulo. Não existe a coleta seletiva e os condomínios que tentam fazer este trabalho, não tem para onde levar o lixo separado, uma vergonha.
Se realmente houvesse vontade política para melhorar o meio ambiente, os governos multariam e até fechariam as indústrias que jogam seu lixo direto nos rios, como o Tietê que é uma verdadeira lástima de tanta sujeira, tomariam alguma atitude contra os milhares de carros novos que saem das fábricas direto para as ruas diariamente aumentando a poluição do ar, não dariam alvará de construção para milhares de condomínios que estão aumentando a densidade populacional exageradamente em alguns bairros e junto piorando o trânsito, aumentando o fluxo de pessoas (prestadores de serviços, comércios) e a produção de lixo.
Finalizando, vejo como um vilão muito pior que as sacolinhas, as famigeradas garrafas pet. Cresci nos anos oitenta quando as bebidas ainda eram vendidas em garrafas de vidro que eram retornáveis, porém os "grandes gênios da administração" resolveram cortar os custos do transporte de retorno das garrafas, além de funcionários e maquinários utilizados para lavagem destas garrafas e transformaram as garrafas pet em solução. Novamente não pensaram no que fazer com estas garrafas após o consumo do conteúdo.
Talvez a próxima lei seja multar as pessoas que jogarem alguma garrafa pet no lixo.
Para quem quiser ler uma mensagem interessante sobre as diferenças do ontem e do hoje sobre consumo, visite o blog abaixo, de onde peguei emprestada a foto da postagem.
A lei que já existe em algumas cidades no Brasil com restrições, aqui em São Paulo não deixará pedra sobre ou pedra, ou melhor, sacola sobre sacola.
A grande mídia está trabalhando a favor da lei como se fosse a salvação do meio ambiente, enquanto os chamados "ambientalistas" e os "ecochatos" estão tendo orgasmos, porém a lei está muito longe de ser a ideal, além de passar a conta para a população, como sempre acontece.
Sem precisar pensar muito, sabemos que todos os custos de um estabelecimento são repassados para o preço das mercadorias. Como os hipermercados não poderão fornecer as sacolinhas, não precisarão comprá-las e por consequência extinguirão está despesa. O correto seria diminuir o preço das produtos, pelo menos da cesta básica, mas isso não acontecerá, pois nada sobre o assunto é citado na lei.
A segunda hipótese, pensando apenas um pouquinho mais, chegaríamos a conclusão que os hipermercados deveriam fornecer algo para substituir as sacolinhas de plástico, como por exemplo sacolinhas biodegradáveis, porém isso também não irá acontecer, pois não existe obrigação alguma citada na lei.
Na verdade o que ocorrerá é que os mesmos hipermercados venderão as sacolinhas biodegradáveis e as sacolas comuns de pano como "defensores do meio ambiente", aumentando ainda mais suas vendas e se livrando de uma despesa. Está claro que a lei teve um apoio incondicional dos grandes grupos que controlam os hipermercados e o pior é que o governo e a prefeitura da capital de SP estão utilizando o fato como propaganda de um governo sustentável ou algo do gênero, se esquecendo das consequências.
Os políticos não levaram em conta que praticamente 100% da população utiliza estas sacolinhas para dispensar o lixo, que por sinal continuará sendo produzido normalmente. Alguém acredita que grande parte da população que recebe baixos salários ou está desempregada comprará sacos de lixo? Lógico que não, a primeira consequência será o aumento do lixo dispensado de qualquer maneira, seja em caixas de papelão ou até mesmo direto nas ruas ou córregos, como já acontece.
Outra consequência é o número enorme de pessoas que tem cães e os levam para se aliviar na rua. Sem as sacolinhas de plástico, qual a proporção de pessoas que comprarão algum tipo de saco para pegar a sujeira dos cães na rua?
Não sou especialista no assunto, mas qualquer leigo sabe que deveriam ser construídas pelo governo usinas de compostagem e reciclagem de lixo, porém não existe vontade política porque provavelmente isso não daria voto. Com o lixo separado adequadamente e várias usinas funcionando, seria o fim dos lixões a céu aberto, além da reutilização de vários materiais, mas nada disso existe. Até mesmo a reciclagem que é tão comentada nos últimos dez anos, praticamente inexiste em São Paulo. Não existe a coleta seletiva e os condomínios que tentam fazer este trabalho, não tem para onde levar o lixo separado, uma vergonha.
Se realmente houvesse vontade política para melhorar o meio ambiente, os governos multariam e até fechariam as indústrias que jogam seu lixo direto nos rios, como o Tietê que é uma verdadeira lástima de tanta sujeira, tomariam alguma atitude contra os milhares de carros novos que saem das fábricas direto para as ruas diariamente aumentando a poluição do ar, não dariam alvará de construção para milhares de condomínios que estão aumentando a densidade populacional exageradamente em alguns bairros e junto piorando o trânsito, aumentando o fluxo de pessoas (prestadores de serviços, comércios) e a produção de lixo.
Finalizando, vejo como um vilão muito pior que as sacolinhas, as famigeradas garrafas pet. Cresci nos anos oitenta quando as bebidas ainda eram vendidas em garrafas de vidro que eram retornáveis, porém os "grandes gênios da administração" resolveram cortar os custos do transporte de retorno das garrafas, além de funcionários e maquinários utilizados para lavagem destas garrafas e transformaram as garrafas pet em solução. Novamente não pensaram no que fazer com estas garrafas após o consumo do conteúdo.
Talvez a próxima lei seja multar as pessoas que jogarem alguma garrafa pet no lixo.
Para quem quiser ler uma mensagem interessante sobre as diferenças do ontem e do hoje sobre consumo, visite o blog abaixo, de onde peguei emprestada a foto da postagem.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
Operação França II
Operação França II (French Connection II, EUA, 1975) – Nota
7,5
Direção – John Frankenheimer
Elenco –
Gene Hackman, Fernando Rey, Bernard Fresson, Phillippe Leotard, Ed Lauter, Jean
Pierre Castaldi.
Após deixar o traficante francês Alain Charnier (Fernando
Rey) escapar no final do clássico “Operação França”, o detetive Popeye Doyle
(Gene Hackman) segue para Marselha na França para tentar capturar o sujeito. Logo,
o choque cultural é inevitátel entre o estilo do policial americano que faz suas
regras e o correto chefe de polícia francês Barthelemy (Bernard Fresson).
Diferente do original que era sensacional como filme de ação, esta continuação
é mais voltada para o drama, inclusive com uma sequência em que o personagem de
Hackman é seqüestrado é obrigado pelos bandidos a usar heroína, porém não falta
uma boa perseguição a pé pelas ruas de Marselha.
O longa foi um dos que começaram a
moda das continuações e provavelmente este foi um dos motivos de ter sido
massacrado pela crítica, que ao invés de analisar como um novo filme, acabou
comparando com o original.
Mesmo inferior ao original, o filme é competente e
mostra o talento e profissionalismo do falecido John Frankenheimer, que fez uma
bela carreira, mesmo que alguns de seus filmes tenham recebido críticas ruins,
como este caso.
O personagem Popeye Doyle voltaria as telas em um telefilme de
1986 sendo interpretado por Ed O’Neill.
domingo, 22 de janeiro de 2012
Amor e Outras Drogas
Amor e Outras Drogas (Love & Other Drugs, EUA, 2010) –
Nota 7,5
Direção – Edward Zwick
Elenco –
Jake Gyllenhaal, Anne Hathaway, Oliver Platt, Hank Azaria, Josh Gad, Gabriel
Macht, Judy Greer, George Segal, Jill Clayburgh, Kate Jennings Grant, Katheryn
Winnick, Peter Friedman.
Em 1996, Jamie Randall (Jake Gyllenhaal) é a ovelha negra da
família. Largou a faculdade de medicina e não para em emprego algum. Sua vida
muda quando seu irmão Josh (Josh Gad) consegue para ele um emprego de vendedor
de medicamentos. Jamie começa a trabalhar em parceria com o veterano Bruce
(Oliver Platt) e rapidamente mostra ser um vendedor nato.
Numa de suas visitas
a um renomado médico (Hank Azaria), Jamie conhece Maggie (Anne Hathaway) uma jovem que sofre do
Mal de Parkinson e logo os dois se sentem atraídos. A relação que começa de
forma casual, se torna séria e também complicada em virtude da doença de
Maggie.
Apesar do diretor Edward Zwick não ser do tipo que gosta de arriscar, o
filme é competente em virtude do bom roteiro (do diretor em parceira com
Charles Randolph) que conta uma história de amor complicada sem apelar para o
dramalhão e cria uma sub-trama interessante sobre a indústria dos medicamentos.
Somos apresentados a um mercado onde é o que menos importa é o ser humano, o
que vale para os vendedores é conquistar os médicos com festas, mulheres e
bebidas, para que eles receitem o seu medicamento.
O roteiro foca também na
briga da época entre Prozac e Zoloft, medicamentos indicados para distúrbios
psicológicos e logo em seguida no Viagra, que se transformou em campeão de
vendas, uma verdadeira mina de ouro para o laboratório Pfizer e no filme para o
personagem de Gyllenhaal.
Como curiosidade, Jake Gyllenhaal e Anne Hathaway repetem
o papel de casal que fizeram em “O Segredo de Brokeback Mountain”, porém num
contexto bem diferente.
O resultado é um longa que mistura bem drama com
pitadas de comédia, principalmente em relação as disputas no mercado de
medicamentos, que apesar de sérias, são mostradas de forma irônica e até melancólica em alguns momentos.
sábado, 21 de janeiro de 2012
Vivendo na Corda Bamba
Vivendo na Corda Bamba (Blue Collar, EUA, 1978) – Nota 7
Direção –
Paul Schrader
Elenco –
Richard Pryor, Harvey Keitel, Yaphett Kotto, Ed Begley Jr, Cliff De Young, Lane
Smith.
Numa fábrica de automóveis em Detroit, três operários
cansados dos baixos salários e de serem enganados pelo sindicato, resolvem
roubar um cofre dentro da sede do próprio sindicato.
O trio é formado por Zeke
(Richard Pryor), casado e pai de três filhos, Jerry (Harvey Keitel), também
casado, tem dois filhos e mantém um segundo emprego num posto de gasolina para
completar a renda e o terceiro amigo é Smokey (Yaphett Kotto), um
ex-presidiário que gosta de curtir a vida com drogas e mulheres. As
conseqüências da execução do plano serão complemente diferentes dos que eles
imaginavam e afetará a vida de cada um e de suas famílias.
Analisando a
escolha do comediante Richard Pryor para um dos papéis principais, junto com as
primeiras sequências do filme, principalmente um discussão entre ele e um
sindicalista (Lane Smith), temos a impressão de que a história seguiria para o
lado da comédia, inclusive com a forma em que o plano de roubo é criado e
executado, porém a partir daí o roteiro muda o rumo, focando temas fortes e
ainda atuais, como a corrupção dos sindicatos, o conluio entre sindicalistas e patrões
e principalmente os meios utilizados para manter os empregados sempre dependentes
destas duas instituições, fazendo-os acreditar que não existe outra saída, senão
aceitar as regras e se calar.
Paul Schrader ficou famoso com o roteiro de “Taxi Driver” que abriu as portas de Hollywood para que ele se tornasse também diretor e este filme acabou sendo sua estréia.
Hoje o estilo do filme pode parecer datado, assim
como o início um pouco frouxo, mas a segunda parte vale como uma forte crítica
social sobre poder, corrupção e trabalho.
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Controle da Informação
Hoje mudarei o foco do blog e deixarei de escrever sobre um agradável tema como cinema, para comentar as consequências das polêmicas Lei SOPA e PIPA (chamadas de anti-pirataria na internet e de direitos autorais) que serão votadas agora dia 24 no congresso americano.
Para forçar a barra e assustar os responsáveis por sites que o governo americano rotulou de "piratas", ontem o FBI fechou o site Megaupload e decretou a prisão de seus acionistas. Não tenho como entrar no mérito sobre as questões financeiras e fiscais do site, porém está atitude é apenas a ponta de um iceberg que se chama "controle da informação".
Nunca no mundo a informação teve tanto valor como nos dias atuais e também nunca ela foi tão divulgada em quantidade e rapidez como agora. Um fato importante ocorre na Rússia e na mesma hora o mundo inteiro recebe a informação pela internet, o que se torna praticamente impossível ser manipulada. Lógico que os grandes veículos e os governos levam sua versão ao grande público, mas um número cada vez maior de pessoas acessam sites, blogs e mídias sociais para analisar outras versões do mesmo fato e entender o que realmente houve.
A votação destas leis estão sendo veiculadas como uma luta contra a pirataria, mas na realidade atingirão em cheio sites de compartilhamento (sejam arquivos, vídeos, fotos, informações) e gigantes como Google, Facebook, You Tube e Wikipedia, que disponibilizam acesso gratuito a milhões de internautas que fazem pesquisas, trocam informações e até mesmo propaganda de seus trabalhos. Com as leis aprovadas, estes gigantes para manter a quantidade de acessos terão de oferecer conteúdo (músicas, vídeos, filmes, fotos) legalizado, sendo obrigados a pagar valores altos de direitos autorais e por consequência repassar os custos aos usuários, que terão de pagar para ter acesso.
O controle de informação se torna o controle econômico. Quem tem a informação cobrará um valor, o que afastará um número imenso de pessoas de ter acesso. Você pode pensar, as pessoas deixarão de baixar vídeos, filmes e fotos, mas as notícias continuaram lá. A questão é a grande maioria das pessoas acessa a internet por diversão, principalmente os jovens. Se eles não tiverem acesso ao que gostam, com certeza o interesse nas notícias diminuirá.
As leis não impedirão a pirataria de rua, que por sinal ganhará força. A maioria destes jovens que não terão acesso ao que desejam na net, voltarão a adquirir filmes, vídeos e shows na rua, como faziam há dez anos quando baixar um filme era quase impossível em virtude da baixa velocidade da internet.
Finalizando, esta situação é um processo de elitização (pretendo escrever sobre o tema em outro post), pois quanto menor a quantidade de pessoas com acesso as informações, maior é a facilidade dos governos, políticos e corporações manipularem o povo. Este controle da internet já existe em muitos países da África e da Ásia, além de outros espalhados pelo mundo como Cuba e Albânia.
Para forçar a barra e assustar os responsáveis por sites que o governo americano rotulou de "piratas", ontem o FBI fechou o site Megaupload e decretou a prisão de seus acionistas. Não tenho como entrar no mérito sobre as questões financeiras e fiscais do site, porém está atitude é apenas a ponta de um iceberg que se chama "controle da informação".
Nunca no mundo a informação teve tanto valor como nos dias atuais e também nunca ela foi tão divulgada em quantidade e rapidez como agora. Um fato importante ocorre na Rússia e na mesma hora o mundo inteiro recebe a informação pela internet, o que se torna praticamente impossível ser manipulada. Lógico que os grandes veículos e os governos levam sua versão ao grande público, mas um número cada vez maior de pessoas acessam sites, blogs e mídias sociais para analisar outras versões do mesmo fato e entender o que realmente houve.
A votação destas leis estão sendo veiculadas como uma luta contra a pirataria, mas na realidade atingirão em cheio sites de compartilhamento (sejam arquivos, vídeos, fotos, informações) e gigantes como Google, Facebook, You Tube e Wikipedia, que disponibilizam acesso gratuito a milhões de internautas que fazem pesquisas, trocam informações e até mesmo propaganda de seus trabalhos. Com as leis aprovadas, estes gigantes para manter a quantidade de acessos terão de oferecer conteúdo (músicas, vídeos, filmes, fotos) legalizado, sendo obrigados a pagar valores altos de direitos autorais e por consequência repassar os custos aos usuários, que terão de pagar para ter acesso.
O controle de informação se torna o controle econômico. Quem tem a informação cobrará um valor, o que afastará um número imenso de pessoas de ter acesso. Você pode pensar, as pessoas deixarão de baixar vídeos, filmes e fotos, mas as notícias continuaram lá. A questão é a grande maioria das pessoas acessa a internet por diversão, principalmente os jovens. Se eles não tiverem acesso ao que gostam, com certeza o interesse nas notícias diminuirá.
As leis não impedirão a pirataria de rua, que por sinal ganhará força. A maioria destes jovens que não terão acesso ao que desejam na net, voltarão a adquirir filmes, vídeos e shows na rua, como faziam há dez anos quando baixar um filme era quase impossível em virtude da baixa velocidade da internet.
Finalizando, esta situação é um processo de elitização (pretendo escrever sobre o tema em outro post), pois quanto menor a quantidade de pessoas com acesso as informações, maior é a facilidade dos governos, políticos e corporações manipularem o povo. Este controle da internet já existe em muitos países da África e da Ásia, além de outros espalhados pelo mundo como Cuba e Albânia.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
A História Oficial
A História Oficial (La Historia Oficial, Argentina, 1985) –
Nota 8
Direção – Luis Puenzo
Elenco – Norma Aleandro, Hector Alterio, Chunchuna
Villafane, Hugo Arana, Guillermo Battaglia.
Em 1983, a Argentina estava passando por um processo de
redemocratização. Os militares que governaram o país com mão de ferro estavam
saindo do poder e vários argentinos que estavam fora do país após serem
perseguidos, resolveram voltar.
Neste cenário, o casal Alicia (Norma Aleandro)
e Roberto (Hector Alterio) vivem com uma filha de cinco anos que foi adotada de
forma não-oficial. Roberto é um executivo que trabalha numa empresa comandada
por um militar de alta patente e num certo dia trouxe o bebê para casa sem
maiores explicações. Alicia que não podia ter filhos, aceitou a situação, porém
agora quando sua amiga Ana (Chunchuna Villafane) volta ao país e insinua que a menina
pode ser filha de alguma mulher que fora assassinada durante a ditadura, Alicia
resolve descobrir quem é a mãe verdadeira, para desagrado de Roberto.
Este
ótimo drama venceu o Oscar de Filme Estrangeiro e tem a seu favor ter sido
produzido numa época em que os horrores da ditadura argentina ainda estavam
vindo à tona e a população exigia punição aos responsáveis, além da abertura
dos documentos sobre os milhares de desaparecidos.
O casal principal é mostrado
com uma típica família burguesa, com o marido sendo conivente com os abusos dos
poderosos para poder lucrar e a esposa fechando os olhos para a
situação, até que algumas situações a fazem despertar para a verdadeira
situação do país.
Destaque para a casal principal, que voltaria a atuar juntos
quase vinte anos depois em “O Filho da Noiva”.
O sucesso do filme fez o diretor
Luis Puenzo ser convidado a comandar o drama “Gringo Velho” em Hollywood, um
filme razoável que foi detonada pela crítica. Já sua filha Lucia Puenzo dirigiu
o sensível drama “XXY”.
quarta-feira, 18 de janeiro de 2012
O Assassino em Mim
O Assassino em Mim (The Killer Inside Me, EUA / Suécia /
Inglaterra / Canadá, 2010) – Nota 7,5
Direção –
Michael Winterbottom
Elenco –
Casey Affleck, Kate Hudson, Jessica Alba, Ned Beatty, Elias Koteas, Tom Bower,
Simon Baker, Bill Pullman, Brent Briscoe, Liam Aiken, Matthew Maher, Jay R.
Ferguson, Ali Nazary.
Numa pequena cidade do Texas, o sub-xerife Lou Ford (Casey
Affleck) é respeitado e considerado o substituto do veterano xerife Bob Maples
(Tom Bower), que vê no rapaz quase um filho. Com pouco o que fazer na cidade,
Lou recebe a missão de visitar a prostituta Joyce (Jessica Alba) e ver a
possibilidade da moça sair da cidade, já que o filho do sujeito mais rico do
local está apaixonado pela moça.
O que seria um pequeno favor, muda
completamente a vida do rapaz, que se sente atraído pela jovem e inicia uma
forte relação de sexo violento, despertando em Lou um lado desconhecido que
afetará a vida de várias pessoas da cidade, principalmente de sua noiva, a fogosa
Amy (Kate Hudson) e se transformará em tragédia.
Este interessante drama é
baseado em livro de Jim Thompson (autor de “Os Imorais” levado ao cinema por
Stephen Frears) e tem como pontos principais a interpretação de Casey Affleck,
perfeito como o sujeito aparentemente normal que se torna um assassino frio e
as ousadas cenas de sexo entre ele, Kate Hudson e Jessica Alba. Por sinal,
ousar nas cenas de sexo é especialidade do diretor inglês Winterbottom, vide “9
Canções”.
Winterbottom acerta na condução da história, mostrando aos poucos a
loucura silenciosa que toma conta do personagem de Affleck, com pequenos
flashbacks que explicam um o distúrbio, deslizando apenas pouco antes do
final, com um pequena reviravolta um pouco forçada.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Antes de Partir
Antes de Partir (The Bucket List, EUA, 2007) – Nota 7,5
Direção – Rob Reiner
Elenco –
Jack Nicholson, Morgan Freeman, Sean Hayes, Beverly Todd, Rob Morrow, Alfonso
Freeman, Rowena King.
O mecânico Carter (Morgan Freeman) descobre que tem câncer e
acaba sendo internado para tratamento. Ao mesmo tempo, o milionário Edward
(Jack Nicholson) desenvolve a mesma doença e se torna companheiro de quarto de
Carter.
A questão é que Edward é o dono do hospital, mas aceita dividir o
quarto por uma questão de propaganda, já que ele sempre alegava que os quartos
deveriam ser duplos. Com pensamentos, valores e vida completamente diferentes
entre si, a dupla vai se tornanda amiga, até que aparece a idéia de viajarem o
mundo juntos e cumprirem uma lista de sonhos antes de morrer.
Histórias com
personagens sofrendo de alguma doença séria tendem a ser depressivas, porém o
grande acerto deste simpático filme de Rob Reiner é enfocar que a vida pode ser
melhor, mesmo nos piores momentos temos de ser otimistas e seguir nossos
sonhos.
A jornada da dupla, mesmo com alguns clichês, é interessante ao dar
ênfase a amizade, sem apelar para o dramalhão, além de ter bons diálogos entre
Nicholson e Freeman.
É um filme sensível que deve ser assistido com otimismo.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
Assassino à Preço Fixo - 1972 e 2011
Assassino
a Preço Fixo (The Mechanic, EUA, 1972) - Nota 7,5
Direção – Michael Winner
Elenco – Charles Bronson, Jan Michael Vincent, Keenan Wynn, Jill Ireland.
Direção – Michael Winner
Elenco – Charles Bronson, Jan Michael Vincent, Keenan Wynn, Jill Ireland.
Arthur Bishop
(Charles Bronson) é um assassino profissional que trabalha para uma organização
criminosa. Um dia ele recebe a missão de matar se mentor e amigo Harry (Keena
Wynn). Após concluir a missão, ele se aproxima do filho de Harry, o jovem Steve
(Jan Michael Vincent) e começa a lhe ensinar o ofício de matar.
Este filme foi
a primeira parceria entre o astro Charles Bronson e o diretor Michael Winner,
que dois anos depois fariam seu maior sucesso, o clássico “Desejo de Matar”e
ainda duas sequências deste filme e outro longa policial chamado “Jogo Sujo”.
Os destaques do longa são a relação quase de pai e filho entre Bronson e Jan
Michael Vincent e o roteiro inteligente do também diretor Lewis John Carlino,
que cria sequências interessantes de assasssinatos, até o final surpresa.
Assassino a Preço
Fixo (The Mechanic, EUA, 2011) - Nota 7,5
Direção – Simon West
Elenco – Jason Statham, Ben Foster, Donald Sutherland,
Tony Goldwyn, Mini Andem.
O assassino Arthur
Bishop (Jason Statham) trabalha para uma organização especializada em eliminar pessoas
por dinheiro. Quando Arthur recebe a missão de assassinar seu mentor, o
veterano Harry (Donald Sutherland), ele fica em dúvida mas cumpre o acordo. No
enterro, o filho de Harry, o encrenqueiro Steve (Ben Foster) se aproxima de
Arthur para aprender o ofício, sem saber que seu pai fora assassinado pelo
amigo.
A grande diferença em relação ao original está nas cenas de ação.
Naquele filme Bronson usava a criatividade para cometer os assassinatos, sem a
correria e a adrenalina desta nova versão.
Se o roteiro do original era melhor,
principalmente pelo final bem bolado, que como já era esperado foi modificado
aqui, este tem a seu favor as cenas de ação bem filmadas, principalmente a
sequência dentro do hotel.
Para completar, Jason Statham repete o papel do herói carrancudo,
sua especialidade e Ben Foster o de sujeito desajustado.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Ponto de Vista
Ponto de Vista (Vantage Point, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção –
Pete Travis
Elenco –
Dennis Quaid, Matthew Fox, Forest Whitaker, Bruce McGill, Edgard Ramirez, Said
Taghmaoui, Ayelet Zurer, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, William Hurt, James
LeGros, Eduardo Noriega, Richard T. Jones, Holt McCallany.
O Presidente Americano (William Hurt) está prestes a fazer
um discurso em uma praça na cidade de Salamanca na Espanha, quando é atingido
por dois tiros, seguidos da explosão de uma bomba. O fato é mostrado diversas
vezes, por ângulos diferentes e através de vários personagens presentes ao
local. Temos o agente de segurança (Dennis Quaid) que carrega um trauma, um
turista (Forest Whitaker), uma equipe de filmagens, entre outros personagens.
Os vários pontos de vista do atentado são apresentados como um quebra-cabeças
que monta aos poucos toda a história.
O filme foi detonado pela crítica, mas
apesar de algumas falhas no roteiro, principalmente na parte final, o longa
cumpre o que promete com boas cenas de ação e suspense que prendem a atenção do
espectador.
Muitos criticaram as várias repetições da cena inicial, porém eu
considero interessante em virtude de mostrarem pequenas respostas a cada nova
visão da cena.
O elenco recheado de nomes famosos tem como principal destaque
Forest Whitaker, num importante papel de coadjuvante que aproveita muito bem o seu tempo
na tela.
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