quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

1 Mês, 31 Filmes

O amigo Silvano dos blogs Discurso Humanista e Cinema Detalhado me convidou para participar deste meme, onde o objetivo é listar um filme de minha preferência para cada dia do mês de acordo com a lista abaixo.

Não vai ser fácil cumprir o prazo, mas não deixarei de participar.

As categorias do Meme Um Mês, 31 Filmes são:

Dia 1 - Filme da Minha Vida
Dia 2 - Melhor sequência inicial e melhor sequência final
Dia 3 - Sessão da tarde Inesquecível 
Dia 4 - Melhor diretor 
Dia 5 - Atriz e ator preferidos 
Dia 6 - Com o coração na boca (melhor suspense/terror)
Dia 7 - Comédia-tonta-que-não-prejudica-os-neurônios
Dia 8 - Filme Cebola (mais triste de todos)
Dia 9 - Filme mais romântico 
Dia 10 - Guilty pleasure
Dia 11 - Melhor drama
Dia 12 - Melhor Ano da História do Cinema
Dia 13 - Maior roubada cinematográfica
Dia 14 - Batendo Papo (melhor diálogo)
Dia 15 - Melhor Horizonte (Fotografia inesquecível)
Dia 16 - Melhor-Durão-Que-No-Fundo-É-Coração-Mole
Dia 17 - Brasileirão
Dia 18 - Melhor Animação
Dia 19 - O melhor Faroeste
Dia 20 - Melhor comédia romântica
Dia 21 - Preto no Branco (Melhor Noir)
Dia 22 - So you think you can dance (melhor musical) 
Dia 23 - Melhor DR
Dia 24 - Melhor par romântico 
Dia 25 - Meu Vilão Favorito nos Filmes 
Dia 26 - Unha e Carne (Melhor Amizade)
Dia 27 - Porrada (melhor cena de violência) 
Dia 28 - Quente e Úmido (melhor sequência de sexo)
Dia 29 - Saída pela Esquerda (melhor sequência de perseguição)
Dia 30 - Nunca mais (filme mais traumático)
Dia 31 - Minha Vida em 3 sequências

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

007 - O Espião Que Me Amava

007 – O Espião Que Me Amava (The Spy Hwo Loved Me, Inglaterra, 1977) – Nota 8
Direção – Lewis Gilbert
Elenco – Roger Moore, Barbara Bach, Curt Jurgens, Richard Kiel, Caroline Munro, Bernard Lee, Lois Maxwell, Desmond Llewellyn.

Alguns submarinos nucleares britânicos e soviéticos foram roubados. O serviço secreto inglês envia James Bond (Roger Moore) ao Egito para seguir uma pista, acreditando que alguém estaria vendendo as rotas marítimas destes submarinos em um microfilme. No Egito, Bond cruza com a espiã soviética Anya Amasova (Barbara Bach, ex-mulher de Ringo Star) e juntos passam pela Itália e Áustria até encontrarem o vilão Stromberg (Curt Jurgens). 

O longa foi um dos maiores sucessos da série, conta com Roger Moore no auge do personagem e teve até três indicações ao Oscar (Direção de Arte, Trilha Sonora e Canção). É também o primeiro filme após a separação dos produtores Harry Saltzman, que passava por problemas financeiros e pessoais e Albert R. Broccoli, que passou a ser o dono da série até sua morte. Hoje a produção está nas mãos de sua filha, Barbara Broccoli. 

A produção teve outros problemas, como as mudanças que os roteiristas fizeram na história, que ficou bem diferente do livro de Ian Fleming. Este atraso acarretou a saída do diretor Guy Hamilton, que foi o responsável pelos dois filmes anteriores da série com Roger Moore, além de dois outros com Sean Connery. Em seu lugar entrou Lewis Gilbert, que havia dirigido “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes”, longa com Conney no papel principal. 

Como todos os filmes de Roger Moore no papel de Bond, este também tenta cenas que chegam a ser engraçadas, graças ao estilo irônico de Moore e algumas cenas de ação exageradas, como a perseguição inicial nos Alpes, que termina com Bond pulando num penhasco e abrindo um paraquedas com a bandeira do Reino Unido.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Anaconda & Serpentes a Bordo


Anaconda (Anaconda, EUA / Brasil / Peru, 1997) – Nota 7
Direção – Luis Llosa
Elenco – Jennifer Lopez, Ice Cube, Jon Voight, Eric Stoltz, Jonathan Hyde, Owen Wilson, Kari Wuhrer, Vincent Castellanos, Danny Trejo.

Uma equipe viaja para Amazônia com o objetivo de filmar um documentário sobre uma tribo. Eles contratam Paul Sarone (Jon Voight) como guia, porém não sabem que o sujeito na verdade deseja capturar a temível cobra sucuri (Anaconda do título), levando o grupo para uma caçada mortal. 

Filmado na Amazônia (parte no Brasil e parte no Peru), o filme utiliza todos os clichês do gênero terror vindo da natureza, com direito a piadinhas infames e cenas violentas. O ponto principal sem dúvida é o elenco recheado de rostos conhecidos, com Jennifer Lopez como a gostosona sem medo, o carrancudo Ice Cube, Eric Stoltz como o intelectual e o vilão totalmente canastrão interpretado por Jon Voight. 

Não sendo  levado a sério, o filme é uma boa sessão para os fãs do gênero.

Serpentes a Bordo (Snakes on a Plane, EUA, 2006) – Nota 5,5
Direção – David R. Ellis
Elenco – Samuel L. Jackson, Julianna Margulies, Nathan Phillips, Rachel Blanchard, Flex Alexander, Lin Shaye, Sunny Mabrey, Lin Shaye, Keith Dallas.

O agente do FBI Neville Flynn (Samuel L. Jackson) é encarregado de escoltar Sean Jones (Nathan Phillips de “Wolf Creek”) durante um vôo do Havaí para Los Angeles. Sean foi testemunha de uma execução e acabou sendo obrigado a confirmar em juízo. A situação fica ainda pior, pois o mandante do assassinato consegue colocar uma caixa repleta de cobras venenosas dentro do avião. 

Este longa de terror trash se transformou em cult antes mesmo de ser filmado. A história vazou na internet junto com o nome de Samuel L.Jackson para ser o protagonista e rapidamente cresceu a expectativa dos fãs do gênero. 

O resultado é quase uma sátira aos filmes de terror, com o irregular diretor David R. Ellis abusando da violência ao mostrar os ataques da cobras, mesmo que utilizando efeitos especiais que lembram produções B. Ele fez filmes melhores como “Premonição 2’ e “Celular – Um Grito de Socorro”, porém a produção citada aqui está mais próxima do péssimo “Premonição 4”. 

Como curiosidade, fica claro que Samuel L. Jackson se divertiu tanto nas filmagens como na promoção do filme, o que ajudou muito no relativo sucesso do trabalho, mesmo que o resultado não sendo grande coisa.  

domingo, 11 de dezembro de 2011

Assassinato Por Morte

Assassinato Por Morte (Murder by Death, EUA, 1976) – Nota 8
Direção – Robert Moore
Elenco – Peter Sellers, David Niven, Peter Falk, Alec Guinness, James Coco, Eileen Brennan, Elsa Lanchester, Maggie Smith, Nancy Walker, Estelle Winwood, James Cromwell, Richard Narita.

O milionário Lionel Twain (o escritor Truman Capote) convida os maiores detetives do mundo para um encontro em sua mansão. Quando todos estão reunidos para o jantar, Lionel informa que os convidou para uma desafio. Eles terão de desvendar um crime, que seria a morte do próprio Lionel Twain. Quem descobrir o assassino, receberá um milhão. O problema é que aos poucos cada um descobre que todos tem algum problema com Lionel e qualquer um pode ser o assassino. 

Esta deliciosa sátira aos filmes de detetive reúne um grande elenco em papéis que foram baseados em famosos detetives do cinema e da literatura. Temos Peter Sellers como um detetive chinês satirizando Charlie Chan, Peter Falk como Sam Diamond (satirizando Sam Spade), David Niven e Maggie Smith seriam Nick e Nora Charles, a dupla criada por Agatha Christie, que também inspirou os personagens de James Coco (Poirot) e Elsa Lanchester (Miss Marple), tendo ainda o grande Alec Guinness como o hilário e assustador mordomo cego. 

A história se passa em apenas uma noite repleta de situações engraçadas, com um final inteligente que se casa perfeitamente com o ótimo roteiro do dramaturgo Neil Simon.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Che - Parte I

Che – Parte I (Che: Part One, França/Espanha/EUA, 2008) – Nota 8
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – Benicio Del Toro, Demian Bichir, Santiago Cabrera, Catalina Sandino Moreno, Jsu Garcia, Rodrigo Santoro, Julia Ormond, Yul Vazquez, Jorge Perugorria, Victor Rasuk.

O diretor Steven Soderbergh e o astro Benicio Del Toro se uniram para adaptar o livro de memórias do mito Ernesto “Che” Guevara para o cinema e o resultado foi dividido em dois filmes. 

Esta primeira parte foca basicamente a revolução liderada por Fidel Castro (Demian Bichir) para derrubada do governo de Fulgêncio Batista em Cuba, mostrada pelos olhos e co-liderança de Che (Benicio Del Toro). 

A história começa em 1956 no México, quando o então médico Che é apresentado ao exilado cubano Fidel Castro em uma pequena reunião com outros cubanos, onde a idéia seria planejar o início de uma revolução. Pouco tempo depois tempo um grupo segue do México para Cuba clandestinamente utilizando um barco e se instala no meio da floresta num local chamado Sierra Maestra, onde iniciam um treinamento junto com outros cubanos que são contra o governo de Batista. Em menos de três anos aquele grupo se transforma num exército, com adesão de muitos camponeses e aos poucos vão tomando cidade por cidade, até chegar em Havana. 

Como o filme é baseado nas memórias do próprio Che, fica clara a simpatia dos envolvidos com o personagem, mas mesmo assim o roteiro não deixa de mostrar o lado violento do mito, que matou muitos soldados na luta e inclusive rebeldes desertores, tudo em nome da revolução. 

A caracterização de Fidel deixa claro a força do homem, que é mostrado como um líder que via na luta armada a única chance de derrubar o governo e libertar o povo cubano, pena que ele mesmo quando chegou ao poder, não foi capaz de instalar uma democracia no país. 

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Do Inferno à Vitória & Operação Esmeralda


Do Inferno à Vitória (From Hell to Victory, EUA, 1979) – Nota 7
Direção – Umberto Lenzi
Elenco – George Peppard, George Hamilton, Horst Buchholz, Anny Duperey, Jean Pierre Cassel, Capucine, Sam Wanamaker, Lambert Wilson.

Em 24 de agosto de 1939, seis amigos de diferentes nacionalidades se encontram num café em Paris e combinam se retornarem ao mesmo local todo ano, sempre no mesmo dia de agosto. O problema é que em seguida explode a 2º Guerra e cada um dos personagens seguirá um caminho diferente. Dois se tornam agentes dos aliados (Geroge Peppard e George Hamilton), outro se torna oficial nazista (Horst Buchholz) e um francês (Jean Pierre Cassel, pai de Vincent Cassel) entra para resistência. 

Este interessante drama de guerra passou diversas na TV aberta nos anos oitenta e cumpre bem seu papel. Tem um bom roteiro que utiliza o conflito para colocar em questão se a amizade pode sobreviver a uma guerra. As boas cenas de suspense também prendem a atenção, mesmo que o longa seja protagonizado por canastrões famosos, como Peppard, Hamilton e Buchholz.

Operação Esmeralda (Code Name: Emerald, EUA, 1985) – Nota 7
Direção – Jonathan Sanger
Elenco – Ed Harris, Max Von Sydow, Horst Buchholz, Helmut Berger, Cyrielle Claire, Eric Stoltz, Patrick Stewart.

Em 1944 durante a 2º Guerra, o tenente Andy Wheeler (Eric Stoltz) é capturado pelos nazistas e se torna peça chave no quebra-cabeças do conflito. O tenente tem informações secretas sobre o Dia D, mas não cede mesmo sob tortura. Para tentar extrair as informações do oficial, os nazistas colocam em sua cela outro prisioneiro americano Gus Lang (Ed Harris) que para eles é um agente duplo. A questão é que Lang na verdade trabalha para os aliados e conseguiu se infiltrar no exército nazista como se fosse um traidor, com a missão de proteger a qualquer custos as informações sobre o Dia D. 

Este drama de guerra é baseado numa história real que virou livro na mão de Ronald Bass, que aqui assina também o roteiro, seu primeiro para o cinema, que abriu as portas para diversos outros trabalhos, inclusive para o roteiro vendedor do Oscar de “Rain Man”. 

O filme foi um fracasso na época do lançamento, mas tem uma história interessante, um bom roteiro e um elenco muito bom, que tem ainda o ótimo Max Von Sydow e os alemães Horst Buchholz e Helmut Berger, figuras conhecidas no cinema.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Deja Vu

Deja Vu (Déjà Vu, EUA, Inglaterra, 2006) – Nota 7
Direção – Tony Scott
Elenco – Denzel Washington, Paula Patton, Val Kilmer, Jim Caviezel, Adam Goldberg, Elden Henson, Erika Alexander, Bruce Greenwood, Matt Craven, Elle Fanning, Brian Howe.

O agente Doug Carlin (Denzel Washington) é chamado para investigar uma explosão numa balsa que causou diversas mortes. Como foi um atentado terrorista, o caso também é investigado pelo FBI, através do agente Paul Prizwarra (Val Kilmer). 

No mesmo local do atentado, a polícia descobre o corpo de Claire Kuchever (Paula Patton) que parece ter sido morta antes da explosão, o que intriga Doug. Quando o agente Prizwarra apresenta a Doug uma nova máquina que pode mapear o passado através de uma espécie de consciência da pessoa que morreu, este fica obcecado em descobrir o que houve com a bela Claire. É o início de uma investigação que levará o agente Doug a vivenciar o passado da garota, por quem ele se sentirá cada vez mais atraído, mesmo sabendo que está morta. 

O roteiro no mínimo absurdo, utiliza como ponto principal o tema da viagem no tempo e a questão de tentar modificar o passado, podendo ser divertido caso o espectador não leve a sério a premissa. 

Este longa foi a terceira parceria (de cinco filmes até agora) entre o diretor Tony Scott e o astro Denzel Washington, tendo a curiosidade de ter sido o primeiro trabalho filmado em New Orleans após o furacão Katrina. O filme tem ainda boas sequências de ação e o resultado pode ser chamado de “um bom filme ruim”

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Halloween II & III


Halloween II (Halloween II, EUA, 1981) – Nota 7,5
Direção – Rick Rosenthal
Elenco – Jamie Lee Curtis, Donald Pleasence, Charles Cyphers, Lance Guest, Jeffrey Kramer, Leo Rossi.

Esta sequência começa exatamente onde terminou o original, com o Dr. Loomis (Donald Pleasence) desesperado dizendo que atirou várias vezes em Michael Myers, mas mesmo assim Myers fugiu. O Dr. Loomis pressiona o Xerife Bracket (Charles Cyphers) a caçar Myers. Enquanto isso a jovem Laurie (Jamie Lee Curtis), sobrevivente do massacre, é levada para o hospital da cidade e nem imagina que Myers continuará a sua procura. 

O grande sucesso do original fez com que os produtores preparessem uma sequência com maior orçamento, porém não contavam que John Carpenter desistisse de dirigir. Mesmo sendo inferior ao original, o filme é competente e tem um roteiro que segue a história com integência, tendo até mesmo um final que poderia encerrar a série, mas os produtores criaram uma terceira parte que não tem ligação alguma com a história e depois praticamente ressuscitaram a série na parte quatro.

Halloween III (Halloween III: Season of the Witch, EUA, 1982) – Nota 5,5
Direção – Tommy Lee Wallace
Elenco – Tom Atkins, Stacey Nelkin, Dan O’Herlihy, Michael Currie.

O Dr. Dan Challis (Tom Atkins) trabalhando em um hospital recebe um paciente totalmente alucinado que fala sobre uma conspiração. Em seguida um outro sujeito mata o homem e põe fogo no próprio corpo. A filha do homem assassinado, Ellie (Stacey Nelkin) se junta ao médico para investigar o que aconteceu com seu pai. A dupla chega até a cidade de Santa Mira na Califórnia e descobre algo estranho na fábrica de Conal Cochran (Dan O’Herlihy), que fabrica máscaras para Halloween e produziu um lote gigantesco para as crianças usarem na data que se aproxima. 

O filme tem de ser analisado por dois ângulos, o primeiro diz respeito a série “Halloween”, que mesmo sendo considerando um filme oficial, a história não tem ligação alguma com o assassino Michael Myers. Tommy Lee Wallace que estreava na direção, alega que a idéia seria criar uma nova história dentro da franquia, o que acabou levando o filme ao fracasso. 

Por outro lado, analisando apenas como um filme de terror sem ligação com a série, o resultado é até aceitável, comparando com outras produções do gênero à época. O longa é violento, com diversas cenas de mortes, uma história interessante e até um bom vilão, o irlandês Dan O’Herlihy. 

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Dark Blue


Dark Blue (Dark Blue, EUA, 2009 a 2010)
Criadores - Danny Cannon & Doug Jung
Elenco - Dylan McDermott, Omari Hardwick, Logan Marshall Green, Nicki Aycox, Tricia Helfer.

Esta série policial que teve apenas 20 episódios divididos em duas temporadas, acabou cancelada em virtude da queda de audiência. A série tinha uma boa premissa, foi bem produzida na parte técnica, mas falhou pela falta de carisma do elenco e pelos roteiros previsíveis.

A série que foi produzida por Jerry Bruckheimer, aborda o dia a dia de uma esquadrão de policiais que trabalha disfarçado em casos para desmantelar quadrilhas que atuam com tráfico de drogas, de armas, contrabando, lavagem de dinheiro, sempre crimes que rendem muito dinheiro e que são comandados por violentos chefões.

O esquadrão é liderado por Carter Shaw (Dylan McDermott de "O Desafio" e a atual "American Horror Story"), um sujeito solitário que é implacável na caça aos bandidos, nem que para isso tenha de distorcer um pouco a lei. A equipe é composta por Ty Curtis (Omari Hardwick), o único que é casado e sofre no relacionamento com a esposa em virtude do complicado trabalho, pelo jovem Dean (Logan Marshall Green) que faz o tipo rebelde sem causa e Jaimie Allen (Nicki Aycox), uma ex-drogada que trocou de nome para poder ser aceita na polícia.

Quando comecei a acompanhar, tinha a expectativa de que a história poderia seguir algo parecido com "The Shield", onde policiais comuns se tornam corruptos e gananciosos, mas aos poucos percebi que a série ficaria no lugar comum, com tramas independentes a cada episódio, sem se aprofundar na construção dos personagens.

Ao final da primeira temporada houve uma queda na audiência, porém o produtor Jerry Bruckheimer apostou em mais dez episódios numa segunda temporada, incluindo uma nova personagem, a agente do FBI, Alex Rice (Tricia Helfer), que se torna líder do esquadrão e tem um romance com Carter. Esta mudança fez pouco efeito e a série continuou morna, explicando pouco do passado dos personagens e trazendo soluções fáceis para a vida pessoal de cada um, culminando num final de temporada que lembrou uma telenovela.

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

400 Contra 1

400 Contra 1 (Brasil, 2010) – Nota 6
Direção – Caco Souza
Elenco – Daniel de Oliveira, Fabrício Boliveira, Daniela Escobar, Branca Messina, Lui Mendes, Negra Li, Rodrigo Brassoloto, Jonathan Azevedo.

No início dos anos setenta, o ladrão de bancos William da Silva Lima (Daniel de Oliveira) conhecido com “O Professor” volta para mais uma temporada no presídio da Ilha Grande no Rio de Janeiro. Apesar de jovem, William era um veterano de cadeia que conhecia todos os meandros do local, o que facilitava para ele se aproximar de alguns presos políticos, utilizando do conhecimento adquirido com estes ativistas para comandar um grupo de detentos que ficariam conhecidos dez anos depois como “O Comando Vermelho”. 

O filme é baseado no livro do próprio William da Silva Lima, que conta parte de sua vida e como surgiu o “Comando Vermelho”, além de conhecermos o dia a dia e os conflitos dentro do temido presídio da Ilha Grande. A premissa é interessante, porém a realização do diretor estreante Caco Souza derrapa nas exageradas idas e vindas do roteiro. 

Na minha opinião o ideal seria trabalhar apenas com duas linhas tempo, começando em 1971 e percorrendo a década de setenta, enquanto a história poderia ser intercalada com 1980 e 81. Vemos situações ocorridas em 1971, depois em 1980, retornando para 1978, voltando para 1972 e assim por diante, uma verdadeira salada russa que confunde o espectador e deixa de explicar várias situações, principalmente as fugas. 

Para piorar, a parte final é apressada ao mostrar o destino de cada personagem em cenas rápidas e sem explicação alguma, com exceção do tiroteio no conjunto residencial, que mesmo sendo mais trabalhado, se mostra exagerado. 

domingo, 4 de dezembro de 2011

S.O.S. Submarino Nuclear

S.O.S. Submarino Nuclear (Gray Lady Down, EUA, 1978) – Nota 7
Direção – David Greene
Elenco – Charlton Heston, David Carradine, Stacy Keach, Ned Beatty, Ronny Cox, Stephen McHattie, Dorian Harewood, Charles Cioffi, Michael O’Keefe, Christopher Reeve, David Clennon, Michael Cavanaugh.

O submarino nuclear Gray Lady se choca com um navio norueguês e afunda, ficando preso no fundo do mar. O capitão Paul Blanchard (Charlton Heston) tenta acalmar os sobreviventes e manter a ordem, porém com passar do tempo as chances de salvamento diminuem. Enquanto isso numa porta-aviões, o Capitão Bennett (Stacy Keach) tem esperança de resgatar os homens através de um pequeno submarino experimental criado pelo Capitão Gates (David Carradine) e o Oficial Mickey (Ned Beatty). 

Mesmo produzido há mais de trinta anos com efeitos especiais extremamente simples comparando com a atualidade, o filme prende a atenção com boas cenas de suspense, criando uma tensão crescente entre os sobreviventes presos no submarino. 

Não pode ser considerado um filme especial ou diferenciado, inclusive lembras as produções do cinema catástrofe da época, mas mesmo assim é competente em sua proposta. 

Como curiosidade temos a pequena participação de Christopher Reeve um pouco antes de ficar famoso como “Superman”. 

sábado, 3 de dezembro de 2011

Nenhum Passo em Falso & Na Trilha dos Assassinos


Nos anos oitenta, o diretor John Frankenheimer estava em baixa após fracassos como o terror "A Semente do Diabo" e o suspense político "O Documento Holcroft". Seus dois próximos trabalhos foram filmes policiais que mesmo não fazendo sucesso no cinema, mostraram que o diretor ainda poderia dar a volta por cima, o que ocorreu nos anos noventa com bons filmes como "Attica: A Solução Final", "Amazônia em Chamas" e principalmente "Ronin". Frankenheimer faleceu num acidente de automóvel em 2002 aos 71 anos.

Nenhum Passo em Falso (52 Pick-Up, EUA, 1986) – Nota 7,5
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Roy Scheider, Ann Margret, John Glover, Vanity, Kelly Preston, Doug McClure, Clarence Williams III, Robert Trebor.

O executivo Harry Mitchell (Roy Scheider) tem uma ótima vida, com uma empresa de sucesso, muito dinheiro e uma bela esposa (Ann Marget), porém resolve ter um caso com uma jovem dançarina (Kelly Preston). Num destes encontros, ao invés da moça estar esperando por Harry no quarto do hotel, três sujeitos mascarados o dominam e mostram uma fita com imagens de Harry e a dançarina, exigindo uma grande quantia para não divulgar o material. 

A empresa de Harry tem negócios com o governo e sua esposa pretende se candidatar a vereadora, o que em tese faria o sujeito pagar a quantia e se calar, mas ao invés disto, Harry conta toda a história para sua esposa e resolve não pagar os chantagistas, dando início a uma intrincada disputa com os bandidos. 

O roteiro é baseado num livro policial do especialista no gênero Elmore Leonard e foi adaptado por ele mesmo para o cinema, contando de modo enxuto uma história simples, mas ao mesmo tempo bem amarrada e que prende a atenção do espectador. 

O filme foi um fracasso na época, chegando a ter um outro título aqui no Brasil, chamado de “A Hora da Brutalidade”, mas merecia melhor sorte. O protagonista Roy Scheider era competente, o vilão John Glover assustador, além da sensualidade das belas Kelly Preston (hoje esposa de John Travolta) e da aposentada morena Vanity. 

O fracasso foi conseqüência da produção ser da extinta Cannon, a conhecida produtora picareta dos israelenses Menahem Golam e Golan Globus, que eram especialistas em filmes de ação de baixo orçamento, o que acabava rotulando outras produções melhores e levando-as ao fracasso no cinema. 

Na Trilha dos Assassinos (Dead Bang, EUA, 1989) – Nota 7
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Don Johnson, Penelope Ann Miller, William Forsythe, Bob Balaban, Tim Reid, Frank Military, Tate Donovan, Michael Jeter, Charles Haid.

Jerry Beck (Don Johnson) é um policial alcoólatra que precisa investigar o assassinato de outro policial. Sujeito problemático, ele trabalha sozinho e não aceita a ingerência do FBI no caso quando descobre que os assassinos pertecem a um grupo de extremistas brancos. 

Este filme foi o primeiro papel principal de Don Johnson no cinema, que havia ficado famoso com a série “Miami Vice” e aqui tentava emplacar como astro de cinema, mas infelizmente o filme fracassou, apesar de ter uma história interessante. O que ajudou no fracasso foram as poucas cenas de ação, que deixaram o filme lento e até voltado para o drama em algumas passagens. 

Mesmo protagonizando outros filmes, Don Johnson nunca se tornou um grande astro, inclusive voltando para a tv em meados dos anos noventa com outra série policial chamada “Nash Bridges”. 

Como curiosidade, o filme tema uma cena inusitada, onde o personagem de Johnson persegue um bandido a pé e quando o alcança, acaba vomitando em cima do sujeito.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Nunca Fui Santa

Nunca Fui Santa (Bus Stope, EUA, 1956) – Nota 7
Direção – Joshua Logan
Elenco – Marilyn Monroe, Don Murray, Arthur O’Connell, Betty Field, Hope Lange, Eileen Heckart.

O cowboy Bo (Don Murray) é um sujeito simplório que se apaixona pela cantora de bar Cherie (Marilyn Monroe) e mesmo sem saber nada sobre a vida da jovem, decide pedi-la em casamento. Assustado com o pedido do rapaz, Cherie diz não, porém o insistente caipira não aceita a negativa de forma alguma. 

Preocupada com a situação e ao mesmo tempo acreditando que iria enganar o ingênuo rapaz em virtude do seu passado, Cherie foge em um ônibus para Los Angeles, porém uma nevasca a deixa presa com outros passageiros em uma parada de ônibus, onde o maluco Bo a encontrará novamente.

Esta simpática comédia é considerada por muitos críticos o filme que mostrou que Marilyn Monroe sabia atuar. Seu papel da decadente cantora de bar, com um passado pouco digno, caiu como uma luva para Marilyn. 

O ponto que pode desagradar é a atuação de Don Murray como o cowboy ingênuo ao extremp, que mesmo assim ainda concorrreu ao Oscar de Ator Coadjuvante. É uma comédia com alguns pontos divertidos que vale uma sessão da tarde.    

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Os Especialistas

Os Especialistas (Killer Elite, EUA/ Austrália, 2011) – Nota 8
Direção – Gary McKendry
Elenco – Jason Statham, Clive Owen, Robert De Niro, Dominic Purcell, Aden Young, Yvonne Strahovski, Adewale Akinnuoye Agbaje, Ben Mendelsohn.

O mercenário Danny (Jason Statham) se aposentou da profissão e voltou para Austrália, porém um ano depois é chantageado para um missão. Seu ex-parceiro Hunter (Robert De Niro) foi seqüestrado por um xeique que vive em Mascate, capital de Omã que deseja vingança pela morte de três dos seus filhos. 

A missão de Danny é matar três agentes do serviço secreto inglês fazendo parecer um acidente e gravar a confissão dos sujeitos, para com estas provas em mãos salvar seu amigo Hunter. Danny terá a ajuda de outros dois mercenários (Dominic Purcell e Aden Young), porém sua missão será dificultada por Spike (Clive Owen), um ex-agente que faz serviço sujo para os ingleses e acaba sendo indicado para deter os mercenários. 

Por incrível que pareça, esta trama rocambolesca é baseada numa história real acontecida em 1981 e contada em livro por um ex-soldado inglês. Sendo verdade ou não, a adaptação para o cinema gerou um bom filme, valorizado pelas sequências de ação que incluem perseguições de carros, tiroteios e brigas, ao estilo dos longas de ação dos anos setenta e oitenta, deixando os efeitos especiais de lado (lembrando um pouco a série Bourne). 

Outro ponto interessante é a época em que se passa a história, onde o jogo de espionagem dependia de câmeras fotográficas com filme, telefones comuns, transmissões via rádio e da esperteza de cada agente, sem internet e os gadgets dos dias atuais. 

O roteiro prende a atenção mesmo com diversos personagens, tendo ainda uma trama política ao fundo explicitada quase ao final do longa, que mostra os verdadeiros motivos de toda a situação. 

O público que curte filmes de ação com conteúdo vai adorar este trabalho, principalmente algumas sequências muito bem filmadas, como a perseguição pelos telhados e uma briga entre três personagens, sendo que um deles está amarrado a uma cadeira. 

Finalizando, Jason Statham novamente faz o herói violento de bom coração, que tem um rival a altura no agente bigodudo de Clive Owen, com destaque também para Dominic Purcell (de “Prison Break”) num bom papel e a pequena e importante participação de Robert De Niro.