segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Halloween: O Início e Halloween II


Como já escrevi no blog sobre o clássico Halloween de John Carpenter, desta vez comento sobre a interessante refilmagem comandada pelo roqueiro Rob Zombie e a sua continuação apenas regular.

Halloween: O Início (Halloween, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Rob Zombie
Elenco – Malcolm McDowell, Scout Taylor Compton, Sheri Moon Zombie, Daeg Faerch, William Forsythe, Brad Dourif, Tyler Mane, Danielle Harris, Hanna Hall, Danny Trejo, Richard Lynch, Clint Howard, Udo Kier, Dee Wallace, Ken Foree, Sybil Danning, Sid Haig.

Esta nova versão do clássico de John Carpenter tem uma boa história e uma clima de terror B, que se é não tão bom quanto original, pelo menos é competente. O roteiro do roqueiro e diretor Rob Zombie acerta ao mostrar a infância de Michael Myers e o porquê dos seus crimes. 

A história começa acompanhando a vida de Michael (Daeg Faerch) ao dez anos, quando ele vive com sua mãe (Sheri Moon Zombie, esposa de Rob na vida real) que trabalha como stripper, sua irmã (Hanna Hall), seu padrastro bêbado (William Forsyhte) e sua irmã ainda bebê. Seu passatempo é torturar animais, até que num ataque de fúria mata um colega de escola que o inportunava e em seguida ataca a própria família. 

Michael acaba sendo levado a um sanatório onde é tratado pelo Dr. Loomis (Malcolm McDowell), sem sucesso algum. Depois a história pula quinze anos para mostrar Michael (agora vivido pelo grandalhão Tyler Mane) fugindo do sanatório e voltando para sua cidade atrás da pequena irmã que sobreviveu. 

A primeira parte do longa onde conhecemos a vida de Michael ainda criança é ótima, com o garotinho Daeg Faerch assustando o público com sua cara de psicopata, porém na parte final a história se torna previsível, seguindo a cartilha dos filmes de terror. 

Outro ponto que agradará aos cinéfilos que gostam de terror B é o elenco, que tem participações de Brad Dourif, que fez o espírito do boneco Chucky em “Brinquedo Assassino”,  Dee Wallace que trabalhou em “Quadrilha de Sádicos” e “Grito de Horror”, Sybil Danning que interpretou personagens sensuais em vários filmes de ficção dos anos oitenta como “Mercenários das Galáxias”, Ken Foree coadjuvante nos filmes de zumbi de George Romero, além de Danielle Harris que trabalhou nas partes quatro e cinco da série original. Apesar do falecido Donald Pleasence ser insubstituível como o Dr. Loomis original, aqui o estranho Malcolm McDowell também dá conta do recado.


Halloween II (Halloween II, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Rob Zombie
Elenco – Malcolm McDowell, Scout Taylor Compton, Sheri Moon Zombie, Tyler Mane, Brad Dourif, Danielle Harris, Howard Hesseman, Margot Kidder, Richard Riehle, Dayton Callie, Mark Boone Junior, Daniel Roebuck, Silas Weir Mitchell, Weird Al Yankovic.

Um anos após o massacre de Haddonfield, as autoridades acreditam que Michael Myers (Tyler Mane) está morto, mesmo seu corpo não sendo encontrado. Enquanto isso a irmã de Michael, Laurie Strode (Scout Taylor Compton) que hoje vive com o xerife Bracket (Brad Dourif) e sua filha Anne (Danielle Harris), sofre com pesadelos sobre o massacre dias antes da noite de Halloween. Já o Dr. Loomis (Malcolm McDowell) divulga seu novo livro onde conta detalhes de sua relação com Michael Myers, quando este era seu paciente. Em paralelo, Michael Myers que vive numa cabana no meio da floresta, começa a ter visões de sua mãe (Sheri Moon Zombi), que pede para ele buscar a irmã. 

O roqueiro Rob Zombie acertou na refilmagem do original, criando uma obra que competente, mas esta continuação peca pelo fraco roteiro, que exagera nas visões que Michael e sua irmã tem da mãe toda vestida de branco ao lado de um cavalo branco, além de desenvolver muito mal a participação do personagem Dr. Loomis. 

Os pontos positivos são a assustadora sequência inicial e as cenas de mortes extremamente violentas e sanguinárias. Apesar dos altos e baixos, vale destacar que Zombie tem potencial para se tornar um bom diretor do gênero, basta escrever ou escolher roteiros melhores. 


domingo, 30 de outubro de 2011

A Quadrilha da Mão & Rebeldes e Heróis


A Quadrilha da Mão (Band of the Hand, EUA, 1986) – Nota 7
Direção – Paul Michael Glaser
Elenco – Stephen Lang, Michael Carmine, Lauren Holly, John Cameron Mitchell, Danny Quinn, Leon, Al Shannon, James Remar, Paul Calderon, Laurence Fishburne.

Cinco jovens com histórico de violência são recrutados para um estranho projeto de reabilitação. Levados a um pântano, os jovens precisam seguir um duro treinamento comandado por um ex-veterano do Vietnã (Stephen Lang). Ao final do treinamento o grupo é enviado de volta para a cidade em uma casa num bairro repleto de traficantes, dando início a um violento confronto. 

Filme típico dos ano oitenta, recheado de cenas violentas de ação e estrelado por jovens desconhecidos na época. Destaque para as presenças de coadjuvantes que posteriormante ficaram conhecidos como James Remar e Laurence Fishburne, este quando ainda assinava como Larry. O diretor e ator Paul Michael Glaser foi astro da antiga série “Starsky & Hutch” e dirigiu também “The Running Man – O Sobrevivente” com Schwarzenegger.

Rebeldes e Heróis (Toy Soldiers, EUA, 1991) – Nota 7
Direção – Daniel Petrie
Elenco – Sean Astin, Will Wheaton, Keith Coogan, Louis Gossett Jr, Denholm Elliott, Andrew Divoff, R. Lee Ermey, Mason Adams.

Um grupo de terroristas liderados por um sujeito violento (o eterno vilão Andrew Divoff, o Mikhail de “Lost”) invade um colégio de elite para exigir como resgate dos reféns a soltura de um chefão do tráfico. Vários alunos e professores são dominados, porém o rebelde Billy (Sean Astin) consegue escapar e se esconder dentro do colégio. Conhecendo bem todo o colégio e usando a esperteza, ele ajuda a policia que cerca o local na tentativa de salvar seus amigos. 

Colocar um adolescente para enfrentar terroristas é algo absurdo, mas o interessante é que isto funciona neste filme. Não se deve levar a sério a premissa, mas sim aproveitar as boas cenas de suspense e ação que prendem a atenção até o final. 

É curioso ver Sean Astin muitos anos antes de “O Senhor do Anéis”, quando era quase astro adolescente, que havia ficado conhecido por seu papel em “Os Goonies”. Astin tem a companhia de outros dois ídolos adolescentes da época, Will Wheaton e Keith Coogan, que não conseguiram consolidar as carreiras. 

O elenco de apoio também ajuda, além do canastrão Divoff, temos o competente Louis Gosser Jr, o carrancudo R. Lee Ermey como um general e o falecido Denholm Elliott da série “Indiana Jones” como o diretor da escola.

sábado, 29 de outubro de 2011

Conversando com Deus

Conversando com Deus (Conversations with God, EUA, 2006) – Nota 5,5
Direção – Stephen Deutsch
Elenco – Henry Czerny, Vilma Silva, T. Bruce Page, Ingrid Boulting.

Neale Donald Walsch (Henry Czerny) sofre um acidente e por ficar afastado acaba perdendo o emprego. Neale não consegue um novo trabalho e sua vida desmorona quando é despejado do apartamento onde mora por não ter como pagar o aluguel. Ele passa a morar numa barraca em um parque público, onde faz amizade com outras pessoas sem teto e sente na pele as dificuldades da situação. Sua vida parece mudar quando consegue um novo emprego, porém ele encontra paz apenas quando começa a conversar com Deus. 

Este filme é baseado num livro do próprio Neale Walsch, que se tornou um best seller onde ele conta sua experiência de vida. Não posso opinar sobre o livro, mas o filme passa longe de ser cinema de qualidade. 

A direção do desconhecido Stephen Deutsch se preocupou apenas em passar uma mensagem de auto ajuda através da superação dos dramas enfrentados pelo protagonista, porém o roteiro é primário. Pouco sabemos a respeito da vida de Neale antes do acidente, as passagens de tempos são mal explicadas, além da tentativa de conseguir a simpatia do público pela emoção fácil, mascarando a historia mal contada. 

A mensagem subliminar sobre conversar com Deus é até interessante, seria algo como a pesssoa se encontrar internamente, mas infelizmente o filme é repleto de falhas.


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O Exército do Extermínio

Exército do Extermínio (The Crazies, EUA, 1973) – Nota 7
Direção – George A. Romero
Elenco – W. G. McMillan, Lane Carroll, Harold Wayne Jones, Lloyd Hollar, Richard France.

Numa pequena cidade americana, um homem enlouquece, mata a esposa e coloca fogo na casa antes de ser preso. Este é o início de um suspense de baixo orçamento dirigido pelo pai dos filmes de zumbi, George A Romero. 

Na sequência, enquanto os bombeiros tentam apagar as chamas, a cidade é tomada pelo exército que tem a missão de fechar todas as saídas e deixar a população em quarentena, em razão de um vírus mortal ter sido liberado na região após um acidente de avião, infectando pessoas que passam a ter alucinações e se tornam violentas. Como consequência, o caos toma conta da região, potencializado por erros absurdos do comando do exército, que até mesmo pensa em utilizar uma bomba atômica para acabar com o problema. 

O diretor Romero utiliza um argumento hoje extremamente batido, mas que na época era original e mostrava como seria quase impossível deter uma epidemia que se alastrava no ar. Da mesma forma dos seus filmes de zumbis, os personagens são apenas um detalhe, sempre interpretados por rostos desconhecidos que servem de escada para o diretor espalhar o medo e a paranoia, entregando um final totalmente sem esperança. 

O longa foi refilmado em 2010 sendo lançado por aqui com o título “A Epidemia”.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Brubaker & A Última Fortaleza


Nesta postagem escreva sobre dois que se passam numa prisão e tem como protagonista o veterano astro Robert Redford.

Mesmo com uma diferença de trinta anos entre as produções e com enredos diferentes, a semelhança fica por conta dos personagens interpretados por Redford, sujeitos honestos e determinados a enfrentar a injustiça.

Brubaker – (Brubaker, EUA, 1980) - Nota 9
Direção – Stuart Rosenberg
Elenco – Robert Redford, Yaphet Kotto, Jane Alexander, Murray Hamilton, David Keith, Morgan Freeman, Matt Clark, Tim McIntire, M. Emmet Walsh, Albert Salmi, Everett McGill, Val Avery, Linda Haynes.

Neste que é um dos melhores filmes sobre prisão já realizados, temos como protagonista Henry Brubaker (Robert Redford) que sem infiltra numa prisão como um detento qualquer, porém sem que ninguém saiba ele é o diretor que tomará posse depois de alguns dias. Brubaker vê rapidamente que o presídio é um antro de corrupção, onde alguns detentos aliados aos guardas dominam com violência os demais  presos, negociando e lucrando em todo tipo de situação, até mesmo na distribuição da comida.

O longa é baseado numa história real ocorrida numa prisão do Arkansas, em que um diretor denunciou um grande esquema de corrupção dentro do sistema penal americano. Além do bom desempenho de Redford, vale destacar a presença de Morgan Freeman em um dos seus primeiros papéis com algum destaque no cinema.

A Última Fortaleza (The Last Castle, EUA, 2001) – Nota 7,5
Direção – Rod Lurie
Elenco – Robert Redford, James Gandofini, Mark Ruffalo, Steve Burton, Delroy Lindo, Paul Calderon, Clifton Collins Jr, Brian Goodman, Frank Military, Robin Wright Penn.

O condecorado General Eugene Irwin (Robert Redford) é condenado há dez anos de prisão por um fato que será revelado apenas na metade do filme. Ele é enviado a um presídio militar comandado pelo Coronel Winter (James Gandolfini), que a princípio tenta respeitar o colega que está preso, mas quando Irwin percebe as injustiças e o modo opressivo como Winter comanda o local, os dois entram em conflito e transformam o presídio em um verdadeiro campo de batalha, onde um lado tem a força e o poder das armas e do outro a inteligência e a experiência de um quem está acostumado a lutar. 

Apesar de ser um filme apenas correto, vale a sessão pela atuações de Redford e Gandolfini, que travam uma batalha pessoal e mostram dois tipos distintos de liderança, aquele que consegue se impor apenas pela força do cargo e aquele que tem uma liderança natural, um dom que poucas pessoas possuem.


quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Inimigos Públicos

Inimigos Públicos (Public Enemies, EUA, 2009) – Nota 7,5
Direção – Michael Mann
Elenco – Johnny Depp, Christian Bale, Marion Cotillard, Jason Clarke, Billy Crudup, Giovanni Ribisi, Stephen Lang, Stephen Dorff, Stephen Graham, Lily Taylor, Rory Cochrane, David Wenham, James Russo, Peter Gerety, Channing Tatum, Casey Siemaszko, Emilie de Ravin, Domenick Lombardozzi, John Ortiz, Shawn Hatosi, Don Harvey, Matt Craven, Leelee Sobieski.

Nos anos trinta, John Dillinger (Johnny Depp) e seu bando são especialistas em assaltos a bancos, criando uma fama de ladrão que rouba apenas dos ricos. Esta situação faz o congresso americano pressionar J. Edgar Hoover (Billy Crudup) para combater a violência. Hoover trata como prioridade prender Dillinger e seus comparsas, para isso indica o jovem agente Melvin Purvis (Christian Bale) como responsável pela caçada. Este é o início de uma disputa entre o esperto Dillinger e o correto Purvis. 

O diretor Michael Mann fez até um bom filme, como é habitual em seus trabalhos a parte técnica é perfeita, com uma ótima reconstituição de época e boas cenas de ação, porém o excesso de personagens acaba atrapalhando um pouco. 

Mesmo com duas horas e vinte minutos de duração, vários bons personagens são mal aproveitados, como o gângster Alvin Karpis interpretado por Giovanni Ribisi, a policial responsável pela cadeia feita por Lily Taylor e até o J. Edgar Hoover de Billy Crudup. 

O destaque é Johnny Depp, que cria um Dillinger que toma conta do filme, muito superior ao personagem de Christian Bale. 

Como curiosidade, o inglês Stephen Graham interpreta pela segunda vez um famoso gângster americano, aqui como Baby Face Nelson e na série “The Boardwalk Empire” ele é nada menos que Al Capone.  


terça-feira, 25 de outubro de 2011

XXY

XXY (XXY, Argentina / Espanha / França, 2007) – Nota 7,5
Direção – Lucia Puenzo
Elenco – Ricardo Darin, Valeria Bertuccelli, Ines Efron, Martin Piroyansky, German Palacios, Carolina Pelleritti.

No litoral do Uruguai, o casal argentino Kraken e Suli (Ricardo Darin e Valeria Bertuccelli) sofre com o problema da filha Alex (Ines Efron), que nasceu com os órgãos sexuais masculino e feminino, sendo obrigada a tomar medicamentos para ser tornar mulher. 

Suli por conta própria convida um casal (German Palacios e Carolina Pelleritti) para tentar resolver a situação, já que o marido é um médico especialista em cirurgia de “normalização sexual”, o que desagrada Kraken e a própria Alex. O casal trás o filho Alvaro (Martin Piroyansky) que acaba se envolvendo com a confusa Alex, criando uma situação ainda mais complexa. 

A diretora Lucia Puenzo, filha de Luis Puenzo, diretor de “Gringo Velho” e vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro por “A História Oficial”, estreou muito bem na direção com este drama que vai além da questão sexual. O roteiro toca também em questões familiares como distanciamento entre casal, a falta de entendimento entre pais e filhos, sobre escolhas e principalmente preconceito. É interessante notar também as mudanças que ocorrem nas relações familiares durante o convívio entre os dois casais e seus filhos. 

É um pequeno grande drama filmado com sensibilidade e um pouco de polêmica. 

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Tiros em Ruanda

Tiros em Ruanda (Shooting Dogs, Inglaterra / Alemanha, 2005) – Nota 8
Direção – Michael Caton Jones
Elenco – John Hurt, Hugh Dancy, Dominique Horwitz, Claire Hope Ashitey, Louis Mahoney, Nicola Walker, Steve Toussaint, David Gyasi.

Em abril de 1994 na capital de Ruanda, Kigali, o jovem Joe Connor (Hugh Dancy) trabalha como professor na maior escola da cidade comandada pelo padre inglês Christopher (John Hurt). Sem entender as diferenças e o ódio que existe entre as etnias Tutsi e Hutu, Joe se surpreende com o início de uma guerra civil após o presidente que tentava unificar o país ser assassinado. 

A escola se torna um refúgio para mais de dois mil ruandeses da etnia Tutsi, que estão sendo massacrados pelos Hutus. O local é defendido pelas tropa da ONU, porém os soldados não podem atacar, devem apenas evitar o confronto, que parece ser inevitável. 

Este longa baseado em fato real, mostra um dos focos de resistência contra o terrível genocídio cometido em Ruanda, onde em cem dias foram assassinados em torno de um milhão de pessoas da etnia Tutsi. 

O filme é semelhante ao também ótimo “Hotel Ruanda”, com a diferença do estilo da abordagem. Aqui o diretor Michael Caton Jones cria sequências ainda mais cruéis e infelizmente próximas da realidade, mostrando numa tensão crescente todo o desespero de pessoas marcadas para morrer, quem foram abandonadas pelos países ricos e pelas tropas da ONU. 

O título original “Shotting Dogs” (Atirando em Cães) se refere a uma frase dita pela oficial da ONU responsável pela segurança na escola, numa cena que explica bem o absurdo da situação.  


domingo, 23 de outubro de 2011

Red - Aposentados e Perigosos & Os Últimos Durões


Assistindo ao divertido "Red - Aposentados e Perigosos" recheado de astros veteranos, lembrei deste "Os Últimos Durões", um longa que mistura ação e comédia produzido como uma homenagem a dois monstros do cinema, o falecido Burt Lancaster e o ainda vivo Kirk Douglas.

Red – Aposentados e Perigosos (Red, EUA, 2010) – Nota 7
Direção – Robert Schwentke
Elenco – Bruce Willis, Morgan Freeman, John Malkovich, Helen Mirren, Mary Louise Parker, Karl Urban, Richard Dreyfuss, Brian Cox, Rebecca Pidgeon, James Remar, Julian McMahon, Ernest Borgnine.

Frank Moses (Bruce Willis) é um aposentado agente da CIA que vive entendiado e diariamente telefona para Sarah Ross (Mary Louise Parker), funcionária do setor de previdência do governo, com alguma desculpa para conversar com a moça. Quando um grupo de assassinos invade a casa de Frank para tentar matá-lo, ele mostra que ainda está em forma e volta à ativa para tentar descobrir quem deseja seu fim. Frank leva consigo Sarah e procura seus antigos parceiros que podem os próximos alvos. 

O filme é uma divertida brincadeira em cima dos longas de ação, colocando veteranos atores como heróis e mocinhos em sequências explosivas, repletas de tiros e armas potentes. O destaque principal é o elenco, com Bruce Willis repetindo seu papel de herói, um engraçadíssimo John Malkovich como um agente paranóico e a dama Helen Mirren, especialista em interpretar mulheres de classe, aqui mandando ver com vários tipos de armas, além do sotaque carregado de Brian Cox como um veterano agente russo. E não posso deixar de citar a pequena participação do simpático Ernest Borgnine, ainda na ativa aos 94 anos.

Os Últimos Durões (Tough Guys, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – Jeff Kanew
Elenco – Burt Lancaster, Kirk Douglas, Charles Durning, Dana Carvey, Eli Wallach, Alexis Smith, Darlanne Fluegel, Billy Barty.

Harry (Butch Lancaster) e Archie (Kirk Douglas) foram presos por assaltarem um trem carregado de dinheiro e cumpriram trinta anos de cadeia. Após conseguirem a liberdade, a dupla já com mais de sessenta anos, tenta ganhar a vida de outras formas, mas não consegue. Resolvem então voltar à antiga profissão e assaltar o mesmo trem que ainda faz transporte de dinheiro. 

Esta foi a última parceira de Lancaster e Douglas (trabalharam em sete filmes juntos) e mesmo não sendo um grande filme, pelo menos é divertido. O ponto principal é o modo engraçado de mostrar as dificuldades da dupla em concluir o plano devido a idade, mas mesmo assim ainda mostra em algumas cenas que Kirk Douglas estava em forma, o que ajuda a explicar por ele estar vivo hoje com quase 95 anos. Além dele, os coadjuvantes Charles Durning com 88 anos e Eli Wallach com 96, também estão vivos e trabalhando.


sábado, 22 de outubro de 2011

Não Amarás & Não Matarás


No final dos anos oitenta, o diretor polonês Krzysztof Kieslowski filmou dez histórias baseadas nos "Dez Mandamentos" para a tv polonesa, numa série denominada “O Decálogo”. O sucesso do trabalho fez com que ele remontasse duas destas histórias e transformasse em longa metragem, gerando “Não Amarás” e “Não Matarás”. 

Os filmes foram lançados em circuito comercial e abriram as portas internacionais para o diretor comandar ainda quatro filmes antes de falecer em 1996. Os longas foram “A Dupla Vida de Veronique” e a chamada Trilogia das Cores baseada na bandeira da França, por sinal seus três maiores sucessos, “A Liberdade é Azul”, “A Igualdade é Branca” e “A Fraternidade é Vermelha”. Todos os seus trabalhos são dramas sensíveis, muito bem interpretados, que tocam em temas como amor, paixão, perda e vingança.

Não Amarás (Krótik film o Milosci, Polônia, 1988) – Nota 8
Direção – Krzysztof Kieslowski
Elenco – Grazyna Szapalowska, Olaf Lubaszenko, Stefania Iwinska.

O jovem Tomek (Olaf Lubaszenko) é um órfão que trabalha no posto do correio e vive num apartamento com a mãe de um amigo que está viajando. Do seu quarto ele observa com uma luneta a bela Magda (Grazyna Szapalowska), que recebe homens em sua casa a noite e trabalha durante o dia.

O amor platônico que Tomek sente por Magda aos poucos se torna mais forte e faz com que ele interfira na vida da mulher. Tomek faz ligações e não fala nada, deixa avisos falsos para ela passar no correio apenas para vê-la e até resolve trabalhar como entregador de leite para se aproximar da amada. Quando Tomek toma coragem e se apresenta a mulher, as coisas não correm como o esperado e um turbilhão de emoções vem à tona.

Não Matarás (Krótki film o Zabijnaiu, Polônia, 1988) – Nota 8
Direção – Krzysztoff Kieslowski
Elenco – Miroslaw Baka, Kzrysztof Globisz, Jan Tesarz.

Na Polônia dos anos oitenta, ainda sob a bandeira do comunismo, três sujeitos tem seus destinos cruzados. O jovem Jacek (Miroslaw Baka) anda pela cidade fazendo pequenas maldades de um modo que não chame a atenção. O taxista Waldemar Rekowski (Jan Tesarz) é um mal caráter que destrata os passageiros e fica observando garotas. O terceiro elo é o advogado Piotr (Kzrysztof Globisz) que consegue a licença para advogar defendendo a tese de que a pena de morte é cruel e não resolve o problema do crime. 

O roteiro do diretor Kiesloswik e Krzysztoff Piesewicz, seu parceiro em outros trabalhos, mostra a dureza do Estado Totalitário em que a Polônia vivia na época, além de uma sensível análise sobre o caráter humano. O filme tem duas sequências muitos fortes: A de um assassinato cruel e a cena final da aplicação da pena de morte.  

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Nos Tempos da Brilhantina

Nos Tempos da Brilhantina (Grease, EUA, 1978) – Nota 7,5
Direção – Randal Kleiser
Elenco – John Travolta, Olivia Newton John, Stockard Channing, Jeff Conaway, Eve Arden, Frankie Avalon, Joan Blondell, Sid Caesar, Lorenzo Lamas.

Em um colégio na Califórnia dos anos cinqüenta, um grupo de jovens vive dias de namoro, pequenos dramas e brigas ao som do Rock’n Roll que estava nascendo. O roteiro foca principalmente no namoro complicado de Sandy (Olivia Newton John) e Danny (John Travolta), que se amam mas agem como adolescentes teimosos. 

O filme é baseado numa peça musical de sucesso e pegou carona também no sucesso de Travolta que vinha de “Os Embalos de Sábado a Noite” e da cantora australiana Olivia Newton John que era uma divas do momento. 

O diretor Randal Kleiser (que faria em seguida o clássico teen “A Lagoa Azul”) acerta nos deliciosos números musicais, ajudado pelo talento natural do casal principal e ainda pela participação de dois interessantes personagens coadjuvantes. A malvada Betty interpretada por Stockard Channing e o rebelde Kencikle feito pelo recentemente falecido Jeff Conaway. 

O resultado é uma história ingênua de amor que foi produzida no momento certo, com um elenco perfeito.  

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Velozes e Furiosos 5

Velozes e Furiosos 5 (Fast Five, EUA, 2011) – Nota 7,5
Direção – Justin Lin
Elenco – Vin Diesel, Paul Walker, Jordana Brewster, Dwayne Johnson, Tyrese Gibson, Chris “Ludacris” Bridges, Matt Schulze, Sung Kang, Gal Gadot, Tego Calderon, Don Omar, Joaquim de Almeida, Elsa Pataky, Eva Mendes.

Após Dominic “Dom” Toretto (Vin Diesel) ser resgatado no final do filme anterior pelo ex-agente do FBI Brian O’Conner (Paul Walker) e por sua irmã Mia Toretto (Jordana Brewster), o trio foge para o Brasil. 

Reencontrado um ex-parceiro de Dom, o perigoso Vince (Matt Schulze), o grupo se mete numa confusão com o chefão do crime no Rio de Janeiro, Herman Reyes (o português Joaquim de Almeida novamente se divertindo como o vilão). 

Para tentar um último golpe, Dom e Brian convidam seus antigos parceiros para uma jogada arriscada, tendo ainda no encalço o implacável agente do FBI Luke Hobbs (Dwayne “The Rock” Johnson). 

Acredito que seja a primeira vez que eu considero um quinto filme como melhor da série. Mesmo tendo falhas no roteiro, este é o mais bem trabalhado da série, tendo a interessante escolha de utilizar personagens coadjuvantes que foram importantes nos filmes anteriores e criando uma história que lembra a série “Onze Homens e um Segredo”, no quesito do planejamento e na ação do golpe. As sequências de ação são menos absurdas que os filmes anteriores, com destaque para a ótima perseguição a pé dentro da favela. 

O sucesso do filme pode render mais um episódio, inclusive pela cena final com Eva Mendes após os créditos.


quarta-feira, 19 de outubro de 2011

A Fita Branca

A Fita Branca (Das Weisse Band, Alemanha / Áustria / França / Itália, 2009) – Nota 8,5
Direção – Michael Haneke
Elenco – Christian Friedel, Leonie Benesch, Ulrich Tukur, Ursina Lardi, Burghart Klaussner, Rainer Bock.

Num povoado na Alemanha pouco antes da Primeira Guerra Mundial, estranhos acontecimentos despertam desconfiança e desavenças entre os moradores. 

O longa é narrado anos depois pelo professor (Christian Freidel, um jovem na época dos acontecimentos), que cita logo de início que aqueles pequenos fatos podem ser parte da explicação do aconteceria na Alemanha pouco tempo depois, uma alusão a chegada do nazismo ao poder e o ódio que dominou o país. 

A crise no povoado começa quando o médico (Rainer Bock) sofre um acidente quando seu cavalo tropeça em um arame colocado meticulosamente para issso e em seguida com a morte de um mulher em um novo acidente. 

Aos poucos o roteiro de Haneke desvenda os segredos de cada personagem, mostrando suas falhas de caráter dentro de uma comunidade onde existem dois lideres, o Barão (Ulrich Tukur) dono de uma grande quantidade de terras que emprega boa parte da população e o Pastor (Burghart Klaussner ) que vê punição dos pecados como algo normal e usa a fita branca do título em seus filhos pré-adolescentes para purificá-los, outra alusão ao nazismo, fazendo um paralelo com as fitas que os judeus eram obrigados a usar para serem identificados e por conseqüência perseguidos. 

Como em “Caché”, Haneke não dá respostas fáceis, deixa várias opções de culpados e novamente utiliza sentimentos como ódio e vingança para mostrar sua visão de mundo.


terça-feira, 18 de outubro de 2011

Síndrome da China & Silkwood - Retrato de uma Coragem


Nesta postagem escrevo sobre dois filmes produzidos nos anos oitenta que tinham como tema principal o perigo da indústria nuclear.

Síndrome da China (The China Syndrome, EUA, 1979) – Nota 7,5
Direção – James Bridges
Elenco – Jane Fonda, Jack Lemmon, Michael Douglas, Scott Brady, James Hampton, Peter Donat, Wilford Brimley, Richard Her, James Karen.

Uma repórter (Jane Fonda) e seu câmera (Michael Douglas) investigam um incidente que teria acontecido numa usina nuclear na Califórnia, porém a matéria é censurada pelo canal de tv onde trabalham. Desconfiando que existe algo mais por trás do fato, a dupla se aprofunda na investigação chegando até um engenheiro (Jack Lemmon) que trabalha na usina e também acredita que algo de estranho está acontecendo no local. 

Este drama com pitadas de suspense e denúncia fez sucesso com a ajuda de um acidente que ocorreu em uma usina nuclear na Pensilvânia poucos dias após o lançamento do filme, que por si só já chamaria a atenção do público em virtude do perigo nuclear ser um tema presente na época. 

O roteiro apesar de ser apenas correto, prende a atenção e mostra o que realmente poderia acontecer no caso de incidente como o descrito no filme. As atuações de Jane Fonda e Jack Lemmon são boas, sendo apenas o segundo papel de destaque de Michael Douglas no cinema, que havia feito o suspense “Coma” no ano anterior.

Silkwood – Retrato de uma Coragem (Silkwood, EUA, 1983) – Nota 7,5
Direção – Mike Nichols
Elenco – Meryl Streep, Cher, Kurt Russell, Craig T. Nelson, Diana Scarwid, Fred Ward, David Strathairn, Bruce McGill, Ron Silver, Josef Sommer.

Karen Silkwood (Meryl Streep) trabalha numa fábrica que fornece componentes para uma usina nuclear e aos poucos percebe a falta de segurança do local, situação que pode contaminar funcionários e até causar um desastre maior. Sendo ignorada pelos superiores, 

Silkwood com a ajuda do namorado (Kurt Russell) e de uma amiga (Cher), rouba um componente para provar sua reclamação, o que acaba gerando uma forte retaliação por parte da empresa e até do governo. 

Este drama é baseado numa história real e foi roteirizado pela hoje também diretora Nora Ephron, tendo concorrido a seis prêmios Oscar e vencido e de Atriz Coadjuvante pelo ótimo desempenho da cantora Cher como a amiga lésbica da protagonista vivida por Meryl Streep.