quinta-feira, 14 de abril de 2011

Tombstone & Wyatt Earp


A história de Wyat Earp e Doc Holliday foi levada ao cinema pelo menos quatro vezes, sempre com boa qualidade. Temos a versão clássica dirigida por John Ford em 1946 chamada “Paixão dos Fortes”, com Henry Fonda e Victor Mature nos papéis principais, o clássico “Sem Lei, Sem Alma” de John Sturges com Burt Lancaster e Kirk Douglas de 1957 e os dois filmes que cito nesta postagem, "Tombstone" de 1993 com Kurt Russell e Val Kilmer sob a direção de George Pan Cosmatos e “Wyatt Earp” dirigido por Lawrence Kasdan e estrelado por Kevin Costner em 1994, tendo ainda Dennis Quaid como Doc Holliday.

Tombstone – A Justiça Está Chegando (Tombstone, EUA, 1993) – Nota 8
Direção – George Pan Cosmatos
Elenco – Kurt Russell, Val Kilmer, Michael Biehn, Powers Boothe, Sam Elliott, Bill Paxton, Dana Delany, Stephen Lang, Joanna Pacula, Terry O'Quinn, Michael Rooker, Jon Tenney, Thomas Haden Church, Robert John Burke, Jason Priestley, Dana Wheeler Nicholson, Billy Zane, Frank Stallone, Charlton Heston, Billy Bob Thornton, Tomas Arana, Paul Ben Victor, John Philbin, Billy Zane, John Corbett, Harry Carey Jr.

No século XIX, os irmãos Earp, Wyatt (Kurt Russell), Virgil (Sam Elliott) e Morgan (Bill Paxton) chegam a cidade de Tombstone com suas famílias, quase ao mesmo tempo do pistoleiro e jogador Doc Holliday (Val Kilmer), antigo amigo de Wyatt. Logo a família entra em conflito com um grupo de pistoleiros liderados por Curly Bill Brocius (Powers Boothe), que com a ajuda de Johnny Ringo (Michael Biehn) e dos irmãos Clanton (Stephen Lang e Thomas Haden Church) aterrorizam a cidade. Depois de brigas, disputas e algumas mortes, o duelo final entre os grupos acontece no Curral OK. 

Das quatro versões esta “Tombstone” é a mais voltada para ação, com diversas sequências de tiroteios e um elenco recheado de rostos conhecidos, trazendo todos os elementos clássicos do western. Por sinal, o elenco é um dos pontos fortes, com Kurt Russel competente no papel principal e Val Kilmer mostrando que é bom ator quando escolhe bem o papel, ao recriar um Doc Holliday alcoólatra que sofre de tuberculose. Este é o penúltimo filme dirigido pelo italiano de origem grega George Pan Cosmatos, conhecido por filmes de ação com Stallone como “Rambo II – A Missão” e “Cobra”. Cosmatos faleceu em 2005.


Wyatt Earp (Wyatt Earp, EUA, 1994) – Nota 7
Direção – Lawrence Kasdan
Elenco – Kevin Costner, Dennis Quaid, Gene Hackman, Michael Madsen, Linden Ashby, Jeff Fahey, Tom Sizemore, Bill Pullman, Mare Winnigham, Joanna Going, Jobeth Williams, Mark Harmon, Catherine O'Hara, Adam Baldwin, Annabeth Gish, Isabella Rossellini, Todd Allen, James Gammon, Rex Linn, Betty Buckley, Mackenzie Astin, James Caviezel, Téa Leoni, Martin Kove.

Diferente de “Tombstone”, este longa é praticamente uma biografia completa de Wyatt Earp (Kevin Costner), começando com ele ainda adolescente mentindo a idade para lutar junto com os irmãos na Guerra da Secessão e após o final da luta toda a família com a liderança do pai (Gene Hackman) se muda para o oeste. No início da nova vida, Wyatt se mete em confusão mas acaba  salvo pelo pai e vê sua vida mudar quando faz amizade com os irmãos Ed e Bat Masterson (Bill Pullman e Tom Sizemore), que são xerifes em Dodge City, cidade onde mais tarde o próprio Wyatt se tornará xerife e ficará famoso por limpar o local dos bandidos, seguindo sua jornada até a amizade com Doc Holliday (Dennis Quaid) e o famoso duelo no Curral OK contra os irmãos Clanton. 

Este trabalho de Kasdan na direção e Costner na produção segue o estilo preferido do astro (“Dança com Lobo”, “O Mensageiro” e “Waterworld’), com uma longa duração (mais de três horas) e a grandiosidade que lembra os grandes clássicos do gênero da época de ouro de Hollywood. No geral é um bom filme, que detalha muito bem a vida deste mito do oeste americano, mas peca um pouco pela duração, o que explica não ter feito o mesmo sucesso de “Tombstone”, que focava apenas a parte final mostrada aqui e tinha como ponto principal as cenas de ação.   

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Conspiração Xangai


Conspiração Xangai (Shanghai, EUA / China, 2010) – Nota 7
Direção – Mikael Hafstrom
Elenco – John Cusack, Gong Li, Chow Yun Fat, Ken Watanabe, David Morse, Franka Potente, Jeffrey Dean Morgan, Hugh Bonneville, Benedict Wong, Christopher Buccholz, Ronan Vibert, Nicholas Rowe, Michael Culkin.

Em 1941, a cidade de Xangai é uma verdadeira Babel, onde americanos, ingleses e alemães convivem à espera da entrada dos americanos na guerra e onde japoneses preparam uma invasão e lutam contra a resistência chinesa. 

No meio desta loucura, o espião americano Paul Soames (John Cusack) disfarçado de jornalista, investiga quem assassinou seu amigo Conner (Jeffrey Dean Morgan) e se depara com uma rede de intrigas e segredos. Paul usa seu charme e inteligência para se aproximar de um poderoso do local, Anthony Lan Ting (Chow Yun Fat) e sua esposa Anna (Gong Li), com quem inicia um flerte e descobre que ela está envolvida com a resistência chinesa. Durante a investigação, Paul desconfia do envolvimento de Tanaka (Ken Watanabe), chefe do serviço secreto japonês, no assassinato do amigo, que ao parece descobriu algum segredo do sujeito. 

A história lembra os filmes de espionagem dos anos sessenta, com John Cusack criando um agente ao estilo James Bond, porém sem as engenhocas clássicas. Como destaques, além de Cusack sempre competente, posso citar o bom elenco internacional que dá veracidade aos personagens, além da bem cuidada reconstituição de época. 

O diretor sueco Mikael Hafstrom reedita aqui a parceria com Cuscak depois do bom suspense “1408”, porém estes dois trabalhos estão aquém de seus filmes produzidos na Suécia. São imperdíveis o drama sobre bullyng e maus tratos em um colégio chamado “Ondksan – Raízes do Mal” e o suspense “A Maldição do Lago” também ambientado em um colégio. 

Para os cinéfilos mais curiosos, o inglês que interpreta o dono da casa de ópio é vivido por Nicholas Rowe, hoje quase um desconhecido, mas que em 1985 interpretou um Sherlock Holmes adolescente em “O Enigma da Pirâmide” dirigido por Barry Levinson e produzido por Spielberg.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Sangue Negro


Sangue Negro (There Will Be Blood, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Paul Thomas Anderson
Elenco – Daniel Day Lewis, Paul Dano, Ciaran Hinds, Kevin J. O’Connor, Dillon Freasier.

No virada do século XIX para o XX, Daniel Plainview (Daniel Day Lewis) é um minerador em busca de fortuna. Quando ele é procurado por Paul Sunday (Paul Dano) com a proposta para perfurar terras num local chamado Little Boston, onde o pai de Paul e outros pequenos fazendeiros vivem em cima de uma jazida de petróleo, Daniel vê a chance de enriquecer. 

Levando a tiracolo seu filho pequeno H. W. (Dillon Freasier), Daniel consegue arrendar as terras de quase todos os fazendeiros do local dando um grande passo para se tornar milionário, porém com seu jeito bruto e ganancioso, terá de enfrentar diversos obstáculos, entre eles um conflito com o pastor Eli Sunday (também interpretado por Paul Dano), irmão gêmeo de Paul que comanda a pequena Igreja da Terceira Revolução. 

Um dos grandes destaques é a interpretação vencedora do Oscar de Daniel Day Lewis, que sempre cria personagens memoráveis, mas aqui praticamente segura o filme sozinho nas mais de duas horas e meia de duração. Por mais que as atuações de Paul Dano, principalmente como o pastor e a pequena mais importante participação de Kevin J. O’Connor tenham qualidade, Day Lewis está sensacional como o sujeito inteligente, duro, desconfiado, ganancioso e cruel, que tem como único objetivo enriquecer. 

Outro destaque é a bela fotografia, que tem um grande momento quando umas das torres de perfuração explode, jorrando petróleo e pegando fogo ao mesmo tempo. O roteiro ainda toca em temas como religião, família e até sobre a Crise da Bolsa de Valores Americana em 1929, que se casa perfeitamente com a sequência final do longa. 

O cinema de Paul Thomas Anderson é algo complexo, sem respostas fáceis, onde o espectador precisa prestar atenção aos detalhes dos personagens e o mundo em que eles vivem para compreender toda história.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Na Época do Ragtime


Na Época do Ragtime (Ragtime, EUA, 1981) – Nota 8
Direção – Milos Forman
Elenco – James Cagney, Elizabeth McGovern, Howard E. Rollins Jr, Mary Steenburgen, Jeff Daniels, Brad Dourif, Moses Gunn, James Olson, Mandy Patinkin, Pat O’Brien, Kenneth McMillan, Jeffrey DeMunn, Robert Joy, Norman Mailer, Debbie Allen, Donald O’Connor, Fran Drescher, Frankie Faison, Richard Griffiths, Samuel L. Jackson, Michael Jeter.

O diretor Milos Forman se baseou no livro de E. L. Doctorow para contar um pouco da vida e dos costumes no início do século XX nos EUA. O longa trata de várias tramas paralelas que tocam em temas polêmicos como preconceito, racismo e moralismo. 

Apesar dos diversos personagens, os maiores destaques ficam para o ator negro Howard E. Rollins (que estrelou também o drama sobre preconceito “A História de um Soldado” e faleceu cedo em 1996) que interpreta um pianista especialista em “ragtime”, um estilo de música negra, que é vítima de um ato racista e se transforma numa batalhador pelos direitos dos negros, mesmo que isso afete e muito sua vida e para a bela Elizabeth McGovern (“Era Uma Vez na América) que faz o papel de uma jovem casada com um aristocrata (Robert Joy) e que se transforma no pivô de uma briga de seu marido com um escultor (Norman Mailer) que fez uma estátua usando como modelo o corpo nu da jovem. 

Temos ainda uma dona de casa (Mary Steenburgen) dominada pelo marido (James Olson) e o veterano James Cagney como o comissário de polícia. Como curiosidade, Cagney estava afastado do cinema há vinte anos quando aceitou este papel, que acabou sendo sua despedida da tela grande, tendo ainda como companhia em pequenos papéis, Pat O’Brien com quem ele dividiu as telas no clássico “Anjos da Cara Suja” e o dançarino Donald O’Connor, imortalizado por seu papel em “Dançando na Chuva”. 

No geral é um belo filme, com ótima reconstituição de época e magnífica direção de Milos Forman. O longa teve ainda oito indicações ao Oscar (inclusive Elizabeth McGovern e Howard E. Rollins Jr), mas não venceu uma sequer.

domingo, 10 de abril de 2011

Rede de Intrigas - O Adeus a Sidney Lumet


Rede de Intrigas (Network, EUA, 1976) – Nota 8
Direção – Sidney Lumet
Elenco – William Holden, Faye Dunaway, Peter Finch, Robert Duvall, Ned Beatty, Wesley Addy, Beatrice Straight.

Neste final de semana o cinema perdeu o grande diretor Sidney Lumet aos oitenta e seis anos. A carreira de Lumet começou na tv americana nos anos cinquenta dirigindo seriados, tendo ficado conhecido com o grande drama "12 Homens e uma Sentença" de 1957 e famoso nos anos sessenta à partir de trabalhos como "A Longa Jornada Noite Adentro", "O Homem do Prego" e "Limite de Segurança". 

Com as mudanças em Hollywood nos anos setenta, quando o cinema abriu as portas para novos cineastas que filmavam em locação e com história bem próximas da realidade, Lumet emplacou alguns clássicos como "Um Dia de Cão", "Serpico" e este "Rede de Intrigas". Em seguida Lumet não mais parou e lançou filmes em média a cada dois anos, com alguns trabalhos irregulares, mas nada que deixasse alguma mancha em sua carreira. Seu último trabalho foi o bom drama "Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto", produzido em 2007.

Neste "Rede de Intrigas", Howard Beale (Peter Finch) é o veterano âncora de um canal de tv que com a chegada de novos executivos (Faye Dunaway e Robert Duvall) será substituído em virtude da baixa audiência. No seu último jornal, Howard fala ao vivo que será demitido e que irá cometer suicídio. O diretor do programa, Max Schumacher (William Holden) que também é seu amigo, após o programa tenta acalmar o sujeito e demovê-lo da idéia. 

A situação muda completamente quando a dupla de executivos percebe que a audiência cresceu com o pronunciamente maluco de Howard e o convida para continuar no programa com carta branca para falar o que quiser. Howard aceita e se torna uma espécie de profeta do caos, que fala verdades escondidas atacando a tudo e a todos, principalmente a própria as mentiras mostradas na tv. Quando Howard começa a atacar pessoas poderosas e se torna um problema para os executivos, estes percebem que precisam deter o sujeito. 

Este é provavelmente o melhor filme feito sobre os bastidores da tv, mostrando que há trinta e cinco a preocupação dos executivos de tv era a mesma que hoje, aumentar a audiência a qualquer custo, não se importando com a qualidade do que é mostrado ao espectador. 

O personagem de Peter Finch é uma mistura dos diversos apresentadores sensacionalistas que vemos hoje em dia, com a diferença de que ele acredita no que fala e com isso acaba atravessando a linha imaginária do aceitável pelos executivos de tv. 

O filme concorreu a dez prêmios Oscar e venceu quatro, com Peter Finch, Faye Dunaway e Beatrice Straight, além do prêmio de roteiro original. O elenco ainda teve William Holden e Ned Beatty indicados, além da direção de Sidney Lumet. Como curiosidade, Peter Finch faleceu em janeiro de 1977 e foi premiado com o Oscar após sua morte. 

É um grande filme, um crítica dura contra a manipulação dos fatos promovida para tv, sempre com o intuito de obter audiência e de favorecer os poderosos. 

sábado, 9 de abril de 2011

Tiros em Columbine


Tiros em Columbine (Bowling for Columbine, EUA / Canadá / Alemanha, 2002) – Nota 9
Direção – Michael Moore
Documentário com Michael Moore, Charlton Heston, Marilyn Manson, Matt Stone, Chris Rock, Dick Clark, John Nichols.

A tragédia ocorrida esta semana no Rio de Janeiro remete rapidamente as mortes no colégio americano de Columbine em 1999 e por conseqüência a este documentário de Michael Moore que tenta entender o porquê desta violência. No caso de Columbine, dois adolescentes de classe média (Dylan Klebold e Eric Harris) invadiram a escola armados e vestidos com os personagens de “Matrix” matando 14 pessoas e ferindo diversas outras, para em seguida se suicidarem. 

Michael Moore tenta entender de quem é a culpa por toda esta violência, através de depoimentos de figuras dispares como o cantor Marilyn Manson que fora acusado por extremistas religiosos de incitar a violência e o hoje falecido ator Charlton Heston que era presidente da Associação Nacional do Rifle e defendia o porte de armas, além de perguntar qual a influência da violência em tv, games, filmes e da própria história americana em acontecimentos como este massacre. Moore coloca ainda em cheque um banco que oferece como brinde uma arma para quem abre uma conta e a multinacional Walmart que até aquela época vendia munição em suas lojas, o que foi abolido no ano seguinte ao documentário. 

Este trabalho venceu o Oscar de Melhor Documentário e transformou Michael Moore em figura mundial, mesmo que seu trabalho de denúncia já tivesse quase uma década, desde os programas de tv “Alien Nation” e “The Awful Truth”. 

Como opinião pessoal, tanto o massacre em Columbine como o do Rio de Janeiro, são conseqüências de diversos fatores, sendo o principal a desestruturação da família e independente da classe social, a educação e atenção dada as crianças e adolescentes são fundamentais para o desenvolvimento de uma pessoa com personalidade e caráter. Este trágicos acontecimentos são extremas exceções cometidas por malucos, mas a violência entre jovens, o chamado bullyng e os abusos com bebidas, drogas e sexo sem proteção, são conseqüências diretas desta total falta de valores que parte de nossa juventude vive nos dias de hoje. 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Insônia (1997 e 2002)



Insônia (Insomnia, Noruega, 1997) – Nota 7,5
Direção – Erik Skjoldberg
Elenco – Stellan Skarsgard, Sverre Anker Ousdal, Thor Michael Aamodt, Gisken Armand, Bjorn Floberg.

Uma jovem adolescente é assassinada no interior da Noruega e dois detetives da capital são encarregados de viajar ao local para investigar. Ao perseguirem um suspeito no meio de um nevoeiro, Jonas Engstrom (Stellan Skarsgard) mata por acidente seu parceiro com um tiro e desesperado resolve tentar encobrir o fato, primeiro alegando que o suspeito é quem atirou e depois conforme a situação vai evoluindo, Jonas inventa novas mentiras até que é interpelado pelo criminoso, que diz ter visto Jonas atirar no parceiro. Envolvido numa teia de mentiras, sendo manipulado pelo criminoso e ainda sofrendo de insônia, Jonas a cada dia se vê mais perdido e sem saída da terrível situação em que se meteu. 

Este interessante drama nórdico tem na interpretação do ótimo Stellan Skarsgard um de seus pontos altos, ele praticamente carrega sozinho o filme, que utiliza a questão geográfica do dia interminável naquela região, para criar a insônia que o personagem sofre, junto com sua consciência pesada e a pressão para resolver dois crimes, sendo um que ele mesmo comentou. A refilmagem de Christopher Nolan é ainda melhor, principalmente em relação ao elenco.

Insônia (Insomnia, EUA, 2002) – Nota 8
Direção – Christopher Nolan
Elenco – Al Pacino, Robin Williams, Hilary Swank, Martin Donovan, Maura Tierney, Nicky Katt, Paul Dooley.

Os policiais Will Dormer (Al Pacino) e Hap Eckhart (Martin Donovan) são enviados para investigar o assassinato de uma adolescente no Alasca. Durante uma perseguição na névoa, Will se confunde e acaba matando o parceiro com um tiro, deixando o suspeito escapar. Mesmo sentindo-se culpado, Will deixa que a policia local acredite que o assassinato tenha sido obra do suspeito, porém a situação se complica quando ele é abordado por um sujeito, Walter Finch (Robin Williams) que diz ter visto Will atirar no parceiro. Além disso, a policial local Ellie Burr (Hilary Swannk) começa a investigar por conta própria e Will não consegue dormir, pois na época a região tem claridade durante as vinte quatro horas do dia, o que acaba atrapalhando ainda mais a cabeça do sujeito. 

Este refilmagem do longa norueguês de 1997 é superior principalmente pelo elenco mais qualificado e pela teia de mentiras que se cria entre os personagens. A interpretação de Pacino também é muito boa, ao criar um sujeito consumido pelo remorso, mas que não tem coragem de assumir a culpa e praticamente vai enlouquecendo a cada dia sem dormir. Apesar de não ser o melhor de Nolan, é um ótimo suspense policial que prende atenção do espectador.


quinta-feira, 7 de abril de 2011

Selo


Recebi este selo do amigo Diego do blog Cinema Atemporal e indico o presente para outros cinco blogs amigos.

Cine Pipoca Cult da Amanda

Apimentário do Cristiano

Um Filme por Dia do Clênio

Cinema Rodrigo do Rodrigo

Filme Filminho e Filmão do Edson

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Swingers - Curtindo a Vida


Swingers – Curtindo a Vida (Swingers, EUA, 1996) – Nota 8
Direção – Doug Liman
Elenco – Jon Favreau, Vince Vaughn, Ron Livingston, Patrick Van Horn, Alex Desert, Deena Martin, Heather Graham, Katherine Kendall, Brooke Langton.

Mike (Jon Favreau) está deprimido após ser abandonado pela namorada e porque busca há muito tempo um trabalho como ator e nada consegue. Para tentar levantar o ânimo do rapaz, dois amigos, o malandro Trent (Vince Vaughn) e Rob (Ron Livingston) o levam para curtir a noite e pegar garotas, o objetivo principal. Durante a jornada eles encontrarão outros amigos, tentarão conhecer mulheres e beberão muito. 

A história em si parece ser um filme comum sobre jovens imaturos que vivem como adolescentes, porém o frescor da direção de Doug Liman (em seu segundo trabalho), o roteiro recheado de diálogos inteligentes e situações engraçadas que os sujeitos passam ao tentar conquistar mulheres na noite e o afiado trio principal, que como o personagem de Mike, eram atores desconhecidos na época, são os pontos altos deste divertido longa. 

Hoje Jon Favreau é ator, diretor e roteirista, Vince Vaughn fez papéis sérios porém mostrou maior talento para comédia e Ron Livinsgton é figura comum em seriados. Quanto a Doug Liman, se consagrou com “A Identidade Bourne” e tem ainda outros bons filmes no currículo, como “Vamos Nessa” e o recente “Jogo de Poder”. 

Esta simpática comédia com toques de drama é uma pequena pérola pouca lembrada nos dias atuais. 

terça-feira, 5 de abril de 2011

Código de Conduta


Código de Conduta (Law Abiding Citizen, EUA, 2009) – Nota 7,5
Direção – F. Gary Gray
Elenco – Gerard Butler, Jamie Foxx, Colm Meaney, Bruce McGill, Leslie Bibb, Michael Irby, Gregory Itzen, Regina Hall, Christian Stolte, Josh Stewart, Annie Corley, Richard Portnow, Viola Davis, Michael Kelly.

Clyde Shelton (Gerard Butler) tem sua casa invadida por dois sujeitos (Christian Stolte e Josh Stewart), que violentam e matam sua esposa e filha. Mesmo a polícia conseguindo capturar a dupla, por falhas técnicas o promotor Nick Rice (Jamie Foxx) resolve fazer um acordo com um dos bandidos, o assassino principal, que cumprirá poucos anos de cadeia enquanto seu parceiro é condenado à morte, o que desagrada completamente Clyde. Dez anos depois, quando o bandido condenado está para ser executado, Clyde reaparece com um plano para se vingar de todos, tanto dos bandidos, quanto das autoridades, principalmente do promotor Nick. 

Mesmo tendo alguns furos e exageros no roteiro, o filme prende a atenção em virtude do intrincado plano de vingança do personagem de Gerard Butler, com destaque para as bem boladas cenas de mortes, que lembram um pouco o estilo de “Jogos Mortais”, inclusive com uma reviravolta final. 

Uma boa diversão para para quem gosta do gênero.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Grande Atentado


O Grande Atentado (Path to Paradise: The Untold Story of the World Trade Center Bombing EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Leslie Libman & Larry Williams
Elenco – Peter Gallagher, Art Malik, Ned Eisenberg, Marcia Gay Harden, Andreas Katsulas, Paul Guilfoyle, Mike Starr, Shaun Toub, Tony Gillan, Jeffrey DeMunn, Alison Janney, Mike O’Malley.

Este interessante suspense produzido pela HBO para a TV, é baseado na história real do atentado contra o World Trade Center praticado por extremistas islâmicos em 1993. Hoje este atentado é ofuscado pela tragédia de 11 de setembro, mas também deixou sua marca. Um furgão repleto de explosivos foi detonado dentro do estaciomento de uma das torres, matando seis pessoas e ferindo outras cem. 

O longa foi filmado em estilo quase documental, sendo narrado em flashback pelo agente do FBI John Anticev (Peter Gallagher) que mostra um sucessão de erros e absurdos cometidos pelos dois lados. O FBI teve em suas mãos diversas pistas sobre o atentado que poderia ocorrer, inclusive interrogou suspeitos que participaram do plano e foram liberados, além de se negar a pagar míseros quinhentos dólares a um informante e após o atentado foram obrigados a gastar um milhão para conseguir ajuda do mesmo sujeito para capturar os terroristas e ainda o fato mais incrível, o veículo utilizado cheio de explosivos chegou a ser apreendido pela polícia local e liberado após alguns dias para um dos terroristas, sem que algum policial tenha revistado o furgão para encontrar os explosivos. 

Os terroristas também são mostrados como incompetentes, por terem deixado o veículo com os explosivos estacionado irregularmente e por este motivo ele ter sido guinchado, além das desavenças entre eles e por fim o próprio atentado que ficou aquém do planejado. 

Esta ciranda maluca de acontecimentos se tornou um preview de 11 de setembro, mesmo que todos os envolvidos aqui tenham sido presos e condenados. Como coincidência mórbida, um dos terroristas (interpretado por Art Malik) ao fugir do país num helicóptero ao final do longa, diz a seguinte a frase “Na próxima vez derrubarei as duas torres”. Este personagem acabou sendo preso dois anos depois, mas seu desejo macabro acabou sendo realizado.

domingo, 3 de abril de 2011

Doze Homens e Outro Segredo & Treze Homens e um Novo Segredo


Doze Homens e Outro Segredo (Ocean’s Twelve, EUA, 2004) – Nota 6,5
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon, Julia Roberts, Catherine Zeta Jones, Andy Garcia, Vincent Cassel, Casey Affleck, Scott Caan, Shaobo Qin, Bernie Mac, Don Cheadle, Carl Reiner, Elliott Gould, Eddie Jemison, Jared Harris, Robbie Coltrane, Jeroen Krabbé, Eddie Izzard, Topher Grace, Albert Finney, Bruce Willis.

Após três anos do roubo ao Cassino Bellaggio, Danny Ocean (George Clooney) voltou a viver com a esposa Tess (Julia Roberts), porém sua tranqüilidade acaba quando Terry Benedict (Andy Garcia), o dono do Bellaggio, o encontra e exige receber seu dinheiro de volta com juros, caso contrário matará a todos da quadrilha. Lógico que em três anos o grupo gastou boa parte do dinheiro, obrigando a Danny e Rusty Ryan (Brad Pitt) criarem um novo plano, agora com o objetivo de roubar um valioso Ovo Faberge no Museu de Roma. Desta vês a situação é mais complicada, pois o grupo está sendo investigado pela bela detetive Isabel Lahiri (Catherine Zeta Jones) e ainda terão de disputar o roubo com o milionário francês François Toulour (Vincent Cassel), especialista em roubos impossíveis. 

Infelizmente o que o original tinha de charme e graça nos diálogos e na ação entre o grupo de ladrões, se perde nesta continuação que dá muito espaço ao romance entre Brad Pitt e Catherine Zeta Jones e a disputa pessoal entre Clooney e Vincent Cassel. Os coadjuvantes ficam um pouco de lado e até mesmo as sequências de ação são fracas, bem diferente do bem bolado roubo do longa original. Mesmo com o elenco recheado de famosos entre os coadjuvantes, o filme decepciona. Talvez a cena mais interessante seja a pequena participação de Bruce Willis interpretando ele mesmo.

Treze Homens e um Novo Segredo (Ocean’s Thirteen, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – George Clooney, Brad Pitt, Matt Damon. Andy Garcia, Al Pacino, Ellen Barkin, Elliott Gould, Don Cheadle, Eddie Jemison, Shaobo Qin, Casey Affleck, Scott Caan, Bernie Mac, Carl Reiner, Eddie Izzard, Julian Sands, David Paymer, Vincent Cassel.

Quando Reuben Tischkoff (Elliott Gould), o sujeito que bancou o roubo ao cassino no primeiro filme é enganado pelo corrupto Willie Bank (Al Pacino), Danny Ocean (Georger Clooney) e Rusty Ryan (Brad Pitt) reúnem novamente o grupo de ladrões com o plano de roubar o cassino que Willie Bank irá inaugurar e devolver o dinheiro para Reuben. 

Depois do fraco segundo filme que deixava de lado os coadjuvantes e focava muitos nos relacionamentos amorosos, aqui as belas Julia Roberts e Catherine Zeta Jones ficaram de fora e o resultado acabou sendo um longa melhor e que chega mais próximo ao ótimo original. O filme é quase todo voltado para a preparação do golpe, com ótimos diálogos entre Clooney e Pitt, tendo Al Pacino competente como o vilão e a participação mais ativa dos coadjuvantes, que voltam a ser importantes na trama. Um desfecho digno para a série.

sábado, 2 de abril de 2011

O Efeito da Fúria


O Efeito da Fúria (Winged Creatures, EUA, 2008) – Nota 6
Direção – Rowan Woods
Elenco – Kate Beckinsale, Forest Whitaker, Guy Pearce, Dakota Fanning, Jeanne Tripplehorn, Embeth Davidtz, Troy Garity, Josh Hutcherson, Jackie Earle Haley, Robin Weigert, Tim Guinee, James LeGros, Julio Oscar Mechoso, Walton Goggins, Beth Grant, Kevin Durand.

Sem motivo aparente, um sujeito entra numa lanchonete e mata duas pessoas, fere uma terceira e em seguida comete suicídio. O filme contará as conseqüências deste trauma na vida dos sobreviventes. Cada um dos envolvidos reage de um forma diferente, uma garota pré-adolescente (Dakota Fanning) que teve o pai assassinado se volta para a religião, um garoto que é seu amigo (Josh Hutcherson) se cala, a garçonete (Kate Beckinsale) que é mãe solteira começa a negligenciar sua filha ainda bebê, um médico (Guy Pearce) se culpa por não ter conseguido salvar um homem baleado e por fim, um sujeito com câncer (Forest Whitaker) acredita ter encontrado a sorte e se afunda no jogo em um cassino. 

A ótima premissa se perde claramente na fraca direção do australiano Rowan Woods (“Sob o Efeito da Água”), que tenta misturar um certo clima de suspense ao mostrar a sequência das mortes na lanchonete em partes, sob a perspectiva dos vários personagens, com o drama que os mesmos passam posteriormente à tragédia. 

O longa deixa a impressão de ter muitos personagens e dramas para pouca história e duração, uma pena, pois poderia ter rendido um ótimo filme. 

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Espanglês


Espanglês (Spanglish, EUA, 2004­) – Nota 6,5
Direção – James L. Brooks
Elenco – Adam Sandler, Téa Leoni, Paz Vega, Cloris Leachman, Shelbie Bruce, Sarah Steele, Thomas Haden Church.

A mexicana Flor Moreno (Paz Vega) se muda para os Estados Unidos em busca de trabalho e consegue emprego na casa de um família rica, do casal John (Adam Sandler) e Deborah (Téa Leoni) que parecem viver felizes. No início, Flor sofre por não falar palavra alguma em inglês e precisa que sua pequena filha seja a tradutora. Esta dificuldade faz com que Flor mesmo sendo bem aceita pelo casal, tenha receio em conviver, o que gera pequenos problemas no dia a dia. A situação se complica quando o casal entra em crise e o marido sente-se atraído pela empregada. 

Este é mais um exemplo de filme que mistura drama com comédia, aqui utilizando as diferenças culturais entre mexicanos e americanos. O diretor, roteirista e produtor James L. Brooks é especialista no gênero, tendo conseguido melhor resultado em filmes como “Laços de Ternura” e “Melhor é Impossível”, além disso ele é um dos produtores do grande desenho animado “Os Simpsons”.