sexta-feira, 4 de março de 2011

O Preço da Paixão & Mrs. Soffel


Nesta postagem escrevo sobre dois dramas estrelados por Diane Keaton nos anos oitenta. Ela ficou conhecida nos anos setenta por papéis nos dois "O Poderoso Chefão", trabalhou também em diversos filmes de Woody Allen, com quem teve um relacionamento na época e direcionou quase toda sua carreira para apenas dois gêneros: Drama e comédia.

O Preço da Paixão (The Good Mother, EUA, 1988) – Nota 7
Direção – Leonard Nimoy
Elenco – Diane Keaton, Liam Neeson, Jason Robards, Ralph Bellamy, James Naughton, Teresa Wright, Joe Morton, Katey Sagal, Asia Vieira.

Anna Dunlop (Diane Keaton) após sete anos de casamento com Brian (James Naughton), decide se separar e viver apenas com a filha pequena Molly (Asia Vieira). Anna teve uma criação moralista e por isso nunca criou uma relação forte com o marido. Após a separação, ela se envolve com o escultor irlandês Leo (Liam Neeson), com quem descobre o prazer que não conhecia. A situação se complica quando o ex-marido entra na justiça para ter a guarda da filha, alegando que Leo abusou da menina. 

Este drama dirigido pelo “Dr. Spock” Leonard Nimoy, toca em uma tema polêmico, mostrando até que ponto a liberdade sexual de um casal pode ser considerada irresponsável quando uma criança é testemunha. Este tema, mais o da descoberta do prazer por parte de um mulher com mais de quarenta anos, as rusgas ao fim de uma relação e as consequências familiares são discutidas sem se aprofundar, com um pouco de distância. Vale pela sóbria interpretação de Diane Keaton. 

Mrs. Soffel (Mrs. Soffel, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Gillian Armstrong
Elenco – Diane Keaton, Mel Gibson, Matthew Modine, Edward Herrmann, Trini Alvarado, Harley Cross, Terry O’Quinn, Maury Chaykin, Dana Wheeler Nicholson.

No início do século XX, Kate Soffel (Diane Keaton) é a esposa de Warden Peter (Edward Herrmann), diretor de uma penitenciária de segurança máxima. Kate tem o hábito de andar pelo local e ler trechos da bíblia para os detentos. Numa dessas leituras, ela se aproxima dos irmãos Biddle, o charmoso Ed (Mel Gibson) e o caçula Jack (Matthew Modine), que alegam terem sido condenados injustamente à morte por roubo e assassinato. Aos poucos Kate se apaixona por Ed e acaba ajudando na fuga dos irmãos. 

Este drama de época tem como pontos fortes as interpretações de Diane Keaton como a esposa insatisfeita e Mel Gibson como o sujeito que usa o charme para tentar escapar da morte. É um longo um pouco frio, que vale apenas como curiosidade.                                                  


quinta-feira, 3 de março de 2011

Conspiração do Silêncio


Conspiração do Silêncio (Bad Day at Black Rock, EUA, 1955) – Nota 8
Direção – John Sturges
Elenco – Spencer Tracey, Robert Ryan, Anne Francis, Dean Jagger, Walter Brennan, Lee Marvin, Ernest Borgnine, John Ericson, Russell Collins, Walter Sande.

Em 1945, dois meses após o final da Segunda Guerra, John J. Macreedy (Spencer Tracy), um sujeito de apenas um braço, desce do trem na estação da minúscula Black Rock. Como o trem não parava naquela estação há quatro anos, os moradores ficam surpresos e curiosos. Quando Macreedy diz que está procurando o japonês Komoko, algumas pessoas ficam assustadas e chamam Reno Smith (Robert Ryan), espécie de chefão da cidade, que guarda um segredo sobre o desaparecimento de Komoko. Sentindo que o forasteiro possa descobrir o que houve, Reno tenta intimidar o homem utilizando dois capangas (Ernest Borgnine e Lee Marvin), o que levará a um final trágico. 

Este pouco conhecido filme de John Sturges ("Sete Homens e um Destino") é competente ao dosar drama, policial e suspense, numa história que prende a atenção e um elenco de primeira. A curta duração (menos de uma hora e meia) casa perfeitamente com o tamanho da cidade, deixando concisa a história que se passa num único dia. 

Como curiosidade, o diretor cria um sequência de luta onde provavelmente pela primeira vez o kung fu tenha sido usado num filme americano com grandes atores.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Xeque-Mate


Xeque-Mate (Lucky Number Slevin, EUA / Alemanha, 2006) – Nota 7,5
Direção – Paul McGuigan
Elenco – Josh Hartnett, Bruce Willis, Lucy Liu, Morgan Freeman, Ben Kingsley, Stanley Tucci, Peter Outerbridge, Mikelti Williamson, Dorian Missick, Danny Aiello, Sam Jaeger.

As coisas andam ruins para Slevin Kelevra (Josh Hartnett). Após ter sua carteira roubada e seu edifício estar condenado, ele ainda encontra a namorada na cama com outro sujeito. Totalmente perdido, ele se hospeda no apartamento de um amigo, Nick Fisher (Sam Jaeger), mas o que era complicado piora quando o assassino profissional Goodkat (Bruce Willis) confunde Slevin com seu amigo Nick, que deve muito dinheiro de apostas ao Chefe (Morgan Freeman). A idéia do Chefe é fazer com que o devedor Nick mate seu rival nos negócios, conhecido como Rabino (Ben Kingsley) para vingar a morte de seu filho. Além de pegar o sujeito errado, acontecerão várias outras reviravoltas e traições na história, até um desfecho surpreendente. 

No início temos a impressão de ser uma filme cheio de rostos famosos, mas com uma história que não irá a lugar algum, porém o desenrolar da trama prende a atenção e o filme se revela com um roteiro bem bolado. 

O elenco dá conta do recado, com Morgan Freeman e Ben Kingsley perfeitos como os mafiosos rivais, Bruce Willis num bom papel como o assassinato frio e até Josh Hartnett está bem como o protagonista. 

Como curiosidade, o diretor McGuigan havia dirigido dois anos antes o interessante drama romântico “Amor à Flor da Pele”, também com Josh Hartnett no papel principal.

terça-feira, 1 de março de 2011

Blade Runner - O Caçador de Andróides


Blade Runner – O Caçador de Andróides (Blade Runner, EUA, 1982) – Nota 8,5
Direção – Ridley Scott
Elenco – Harrison Ford, Sean Young, Rutger Hauer, Edward James Olmos, M. Emmet Walsh, Joanna Cassidy, Daryl Hannah, Brion James, William Sanderson, James Hong, Joe Turkell.

Num futuro próximo, uma grande corporação cria robôs semelhantes aos humanos, conhecidos como replicantes. Este robôs tem força e agilidade superiores aos humanos e são usados como mão de obra escrava em planetas colonizados, porém a presença deles na Terra é proibida, sendo criado uma equipe de policiais para removê-los (matá-los), os Blade Runners. Quando um grupo de replicantes se rebela e foge para Terra, o ex-Blade Runner Rick Deckard (Harrison Ford) é chamado de volta à ativa para resolver a situação. O problema é que além da dificuldade em enfrentá-los, Deckard sente-se atraído por Rachael (Sean Young), uma replicante que acredita ser humana, o que faz com que ele comece a ver os robôs com outra perspectiva, o que ficará claro na clássica cena final entre Deckard e o replicante Roy Batty (Rutger Hauer). 

Este grande filme é baseado num livro de Philip K. Dick (autor também de “O Vingador do Futuro”) e traz interessantes questões filosóficas sobre humanidade e tecnologia. Estas entrelinhas até certo ponto complexas, ajudaram o longa a fracassar no cinema na época do lançamento, sendo descoberto a fundo poucos anos depois com a explosão do VHS e com uma releitura por parte da crítica, o que alçou o longa a um clássico cult e indispensável. 

O filme tem outros destaques, como a direção de Ridley Scott, o belo desenho de produção e a marcante trilha sonora do grego Vangelis. O elenco também é perfeito, com Harrison Ford criando um ex-policial frio que aos poucos descobre sua humanidade, a bela Sean Young em seu melhor papel da carreira, além do temível vilão interpretado pelo holandês Rutger Hauer e o sinistro policial de Edward James Olmos.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Crimes em Wonderland

Crimes em Wonderland (Wonderland, EUA / Canadá, 2003) – Nota 7
Direção – James Cox
Elenco – Val Kilmer, Kate Bosworth, Dylan McDermott, Josh Lucas, Ted Levine, Carrie Fisher, Tim Blake Nelson, Janeane Garofalo, Franky G, Christina Applegate, Eric Bogosian, Natasha Gregson Wagner, Lisa Kudrow, M. C. Gainey.

Em 1981, o astro pornô John Holmes (Val Holmes) está afundado nas drogas e acaba se envolvendo no assassinato de quatro pessoas dentro de uma casa na Avenida Wonderland em Los Angeles. O mandante do crime foi o palestino Eddie Nash (Eric Bogosian), dono de diversas boates na cidade e que teve sua casa assaltada pelo grupo.

Holmes fica no meio da história, sendo suspeito de ter facilitado a entrada dos bandidos na casa de Nash, local que ele era freqüentador, além de também conviver na casa das pessoas assassinadas, que era um grupo de traficantes e viciados liderados pelo maluco Ron Launius (Josh Lucas). 

O longa é baseado numa história real que nunca foi totalmente esclarecida, sabe-se que John Holmes tinha acesso aos dois locais, mas como vivia drogado quase todo o tempo e Nash era um sujeito que a polícia estava de olho, ele acabou sendo usado pela polícia para tentar incriminar o empresário. 

Para quem não sabe, John Holmes foi o maior astro pornô dos anos setenta e dizia ter dormido com mais de quinze mil mulheres, tendo sido a inspiração do diretor Paul Thomas Anderson para o personagem Dirk Diggler que Mark Wahlberg interpretou em “Boogie Nights”, mas aqui é mostrada sua vida quando ele estava em decadência, o que culminaria em sua morte pela AIDS em 1988. 

O filme fica um pouco a desejar em relação a interessante história, deixando claro que um diretor mais talentoso poderia criar um longa melhor, mas mesmo assim vale a sessão pela grande atuação de Val Kilmer. Como em “The Doors” e alguns outros papéis, aqui Kilmer mostra que é um grande ator e poderia ter tido uma carreira de mais sucesso se não fosse a escolha de papéis ruins em muitos filmes. 

Outro destaque do longa é o elenco cheio de caras conhecidas, como a bela Kate Bosworth que faz a namorada de Holmes na época, uma adolescente ingênua que não entendia o que acontecia a sua volta, Lisa Kudrow no papel da ex-esposa do protagonista, e Dylan McDermott como um motoqueiro que testemunha o crime. 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Três é Demais


Três é Demais (Rushmore, EUA, 1998) – Nota 7,5
Direção – Wes Anderson
Elenco – Jason Schwartzman, Bill Murray, Olivia Williams, Seymour Cassel, Brian Cox, Mason Gamble, Sara Tanaka, Connie Nielsen, Luke Wilson.

O jovem Max Fischer (Jason Schwartzman) ganhou um bolsa de estudos numa escola de famílias ricas chamada Rushmore. Filho de um barbeiro (Seymour Cassel), ele esconde sua origem e participa de diversas atividades extra-curriculares, porém nas disciplinas obrigatórias seu desempenho é ruim, o que pode causar sua expulsão. Com um misto de ingenuidade e cara de pau, ele faz amizade com o industrial Herman Blume (Bill Murray), que vê em Max o filho que desejava ter, já que seus filhos gêmeos são idiotas. A inusitada amizade estremece quando os dois se apaixonam por uma professora, a viúva Rosemary Cross (Olivia Williams). 

Como nos filmes posteriores de Wes Anderson, este é um desfile de personagens diferentes e em parte depressivos, neste caso com um roteiro que coloca a frente os sentimentos de cada personagem, valorizados pela interpretação do trio central. Schwartzman acerta ao criar um jovem que ao mesmo tempo é inteligente para negociar com os adultos e ingênuo na paixão que sente pela professora. Já Bill Murray faz praticamente um preview dos papéis do sujeito de meia-idade depressivo que interpretaria em “Flores Partidas” e “Encontros e Desencontros”. A simpática e discreta Olivia Williams também está perfeita com a doce professora. 

Não sou grande fã dos trabalhos de Wes Anderson, mas considero este o mais sensível longa de sua carreira.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Exorcismo Negro


Exorcismo Negro (Brasil, 1974) – Nota 7,5
Direção – José Mojica Marins
Elenco – José Mojica Marins, Geórgia Gomide, Jofre Soares, Wanda Kosmo, Walter Stuart, Adriano Stuart, Alcione Mazzeo, Marcelo Picchi, Marisol Marins.

No rastro do sucesso de “O Exorcista” feito um ano antes, o diretor José Mojica Morins coloca ele mesmo como personagem principal deste longa. Ele vai passar um tempo na casa de campo de uma família amiga para planejar seu novo filme e no local percebe que coisas estranhas começam a acontecer cada vez que é citado o nome de seu personagem Zé do Caixão. 

Apesar de pegar carona no tema, Mojica consegue desenvolver um filme interessante, onde o suspense vai crescendo até o final na seqüência do casamento macabro e mostra que com talento e criatividade, mesmo que com pouco dinheiro, pode-se fazer um bom filme. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Inferno de Dante & Volcano - A Fúria




O Inferno de Dante  (Dante’s Peak, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Roger Donaldson
Elenco – Pierce Brosnan, Linda Hamilton, Charles Hallahan, Grant Heslov, Elizabeth Hoffman, Tzi Ma, Lee Garlington, Peter Jason.

Na pequena cidade de Dante, um vulcão inativo começa a dar sinais de que entrará em erupção a qualquer momento. A prefeita Rachel Wando (Linda Hamilton) e o especialista em vulcões Harry Dalton (Pierce Brosnan) se unem na tentativa de avisar a população e esvaziar a cidade, porém poucas pessoas acreditam no aviso, dificultando a situação e aumentando a possibilidade de uma tragédia. 

Seguindo o rastro dos filmes catástrofes que voltaram à tona no final dos anos noventa, o bom diretor Roger Donaldson (“Sem Saída”, “A Fuga”), cria boas cenas de suspense neste longa que tem Pierce Brosnan no auge da fama, logo após sua estréia no papel de James Bond em “007 Contra Goldeneye”. Apesar de utilizar os clichês do gênero, o filme vale para quem gostou de longas como “Inferno na Torre” e “O Destino do Poseidon”.

Volcano – A Fúria (Volcano, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Mick Jackson
Elenco – Tommy Lee Jones, Anne Heche, Gaby Hoffmann, Don Cheadle, Keith David, Jacqueline Kim, John Carroll Lynch, Michael Rispoli, John Corbett, Dayton Callie, Richard Schiff.

No meio da cidade de Los Angeles um vulcão entra em erupção dando início a uma terrível catástrofe. Quando a lava ameaça destruir toda a cidade, Mike Roark (Tommy Lee Jones) a Dra. Amy Barnes (Anne Heche) lideram um grupo de pessoas que tenta desviar a lava para o oceano. Mike precisa ainda cuidar de sua filha Kelly (Gaby Hoffmann). 

Da leva de filmes catástrofe lançados na época, este é o mais fraco, tanto pela absurda história de um vulcão sob Los Angeles, quanto pela imensa quantidade de clichês, além da cenas de ação fracas. Outro erro foi a escolha de Mick Jackson para a direção, especialista em dramas e comédias com “L. A. Story” e  “Chattahooche”, ele já havia errado a mão no drama policial “O Guarda-Costas”, ficando claro que deveria ficar longe de filmes de ação. No final o longa é um grande desperdício do talento de Tommy Lee Jones.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Duro de Matar 2


Duro de Matar 2 (Die Hard 2, EUA, 1990) – Nota 8
Direção – Renny Harlin
Elenco – Bruce Willis, Bonnie Bedelia, William Sadler, Franco Nero, William Atherton, Reginald Veljohnson, John Amos, Dennis Franz, Art Evans, Fred Dalton Thompson, Tom Bower, Don Harvey, Robert Patrick, John Leguizamo, Vondie Curtis Hall, Mark Boone Junior, Colm Meaney.

Novamente é natal e o policial John McClane (Bruce Willis) desta vez está no aeroporto de Washington esperando a esposa (Boonie Bedelia) que chegará num dos próximos vôos. O problema começa quando um grupo terrorista liderado pelo Coronel Stuart (William Sadler) toma o aeroporto e ameaça explodir aviões caso o ditador do seu pais (Franco Nero) que está preso seja libertado. Como no filme anterior, John McClane entrará em conflito com os terroristas, sendo a única pessoa que poderá salvar a situação. 

Seguindo a risca o esquema do filme original, esta continuação dirigida pelo finlandês Renny Harlin (“Risco Total”, “Exorcista – O Início) fica um pouco aquém no roteiro mas é sensacional como longa de ação. Diversas sequências bem filmadas dentro do aeroporto e inclusive um cena forte para filmes de Hollywood, quando os terroristas explodem um avião lotado de passageiros em pleno ar e o herói vivido por Bruce Willis nada pode fazer. 

Outro ponto forte é o elenco, recheado de coadjuvantes conhecidos, como as voltas de William Atherton ao papel do repórter abelhudo e Reginald Veljohnson como o policial gente fina. O elenco tem ainda o hoje aposentado Dennis Franz, que ficaria famoso anos depois com o seriado “Nova York Contra o Crime”, além de Robert Patrick e John Leguizamo em pequenos papéis como parte do grupo terrorista. 

É o tipo de filme para não se preocupar muito com a história e apenas se divertir com a correria e as cenas de ação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Premonição 3 & 4



Premonição 3 (Final Destination III, EUA, 2006) – Nota 6
Direção – James Wong
Elenco – Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Kris Lemche, Alexz Johnson, Sam Easton, Amanda Crew.

Esta terceira parte é muita parecida com o original, que também foi dirigido por James Wong. A diferença está no ambiente, aqui a garota Wendy (Mary Elizabeth Winstead) está com namorado e amigos em um parque de diversões e assim que entra em uma montanha russa tem a visão de que um sério acidente acontecerá ali e todos morrerão. Apavorada, começa a gritar, sendo retirada do brinquedo com alguns amigos, que mesmo assim é ligado e a tragédia acontece. Como nos outros filmes, os sobreviventes são perseguidos pela morte e vários acidentes fatais acontecem. 

Mary Elizabeth Winstead praticamente repete o papel que foi de Devon Sawa no original, apenas trocando o sexo do personagem. O destaque fica para as cenas de mortes bem elaboradas, mas mesmo assim é inferior ao original.

Premonição 4 (The Final Destination, EUA, 2009) – Nota 4
Direção – David R. Ellis  
Elenco – Bobby Campo, Shantel VanSanten, Mykelti Williamson, Haley Webb, Nick Zano.

Nesta quarta e provavelmente última parte, a qualidade da série desanda, desde o péssimo elenco, passando pelo roteiro repleto de clichês e até o exagero nas cenas de mortes. 

O longa começa durante uma corrida de stock cars num autódromo vagabundo, onde diversos personagens interagem através de diálogos idiotas. Desta vez é o jovem Nick (Bobby Campo) que tem a visão de um terrível acidente durante a corrida e desesperado consegue escapar antes da tragédia junto com seus amigos e algumas outras pessoas. Lógico que a morte não se dará por vencida e eliminará um a um os sobreviventes.

Apesar de seguir a mesma fórmula dos anteriores, fica claro a falta de grana da produção, principalmente nos efeitos especiais fracos e na curta duração (em torno de 75 minutos apenas). Além disso a cena inicial que era quase um clímax nos filmes anteriores, aqui é de total exagero, com as conseqüências do acidente no autódromo sendo de um absurdo gigantesco. Fica difícil entender o que faz aqui o bom ator Mykelti Williamson (o amigo de Tom Hanks em “Forrest Gump”).


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Códigos de Guerra


Códigos de Guerra (Windtalkers, EUA, 2002) – Nota 7
Direção – John Woo
Elenco – Nicolas Cage, Adam Beach, Peter Stormare, Noah Emmerich, Mark Ruffalo, Brian Van Holt, Martin Henderson, Roger Willie, Frances O’Connor, Christian Slater, Jason Isaacs, Holmes Osborne.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os EUA travaram diversas batalhas no Pacífico contra os japoneses e para tentar enganá-los, o exército americano recrutou diversos índios navajos para transmitirem mensagens através de sua língua nativa. Numa destas batalhas, o sargento Joe Enders (Nicolas Cage) recebe a missão de proteger o índio Ben Yahzee (Adam Beach) e no caso do perigo de serem capturados, Joe tem a ordem de assassinar o soldado para não deixar o código navajo cair nas mãos dos japoneses. A questão é que Joe se torna amigo de Ben e começa a duvidar que possa matar o colega se for necessário. 

A carreira de John Woo em Hollywood não é tão boa quanto seus filmes produzidos em Hong Kong nos anos oitenta, para quem não conhece indico os sensacionais “Alvo Duplo I e II”, “Fervura Máxima” e “The Killer”, mas mesmo assim ele acertou em “O Alvo” com Van Damme e “A Outra Face” com Cage e Travolta. 

Este “Códigos de Guerra” é um filme mediano, competente nas cenas de ação que são a especialidade do diretor e previsível no roteiro. O legal é o bom elenco, com destaque para a interpretação de Adam Beach, que trabalhou também em “A Conquista da Honra” de Clint Eastwood e em duas temporadas de “Law & Order: SVU”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bombas - Filmes de Ação Absurdos

Desta vez escrevo sobre quatro filmes de ação que tem o absurdo como sua característica principal, daqueles em que a história é apenas um pequeno detalhe, onde o que vale são explosões, tiros e perseguições impossíveis.



Rotação Máxima (The Chase, EUA, 1994) – Nota 5,5
Direção – Adam Rifkin
Elenco – Charlie Sheen, Kristy Swanson, Henry Rollins, Josh Mostel, Ray Wise, Cary Elwes, Marshall Bell, Anthony Kieds, Flea.

Jack Hammond (Charlie Sheen) foi condenado injustamento à prisão perpétua, mas conseguiu fugir da cadeia e com medo de ser recapturado, acaba pegando como refém a jovem Natalie Voss (Kristy Swanson), garota rica e mimada, filha de um empresário. Rapidamente toda a polícia fica alerta para tentar capturar o sujeito, principalmente um estranho policial (o roqueiro Henry Rollins), dando início a uma caçada pelas estradas americanas. 

Filmado em ritmo acelerado, o longa é uma grande perseguição de automóveis, com direito a muitas batidas e uma história cheia de clichês, com o inocente fugitivo e a jovem apaixonada pela seqüestrador. Como curiosidade, os roqueiros Anthony Kieds e Flea do Red Hot Chilli Peppers tem uma pequena participação no longa.

Velocidade Terminal (Terminal Velocity, EUA / Canadá, 1994) – Nota 5
Direção – Deran Sarafian
Elenco – Charlie Sheen, Nastassja Kinski, James Gandolfini, Christopher McDonald.

O instrutor de paraquedismo Richard “Ditch” Brodie (Charlie Sheen) recebe a bela Chris Morrow (Nastassja Kinski) que deseja realizar um salto. Durante o salto ocorre um erro e a jovem cai para a morte. Sendo pressionado pela polícia para explicar o que houve, Ditch resolve investigar por conta própria e descobre que a jovem está viva e forjou a própria morte para fugir da máfia russa. Lógico que os bandidos descobrirão a armação e irão atrás da dupla. 

A história é cheia de clichês normais do gênero, criando uma falsa morte e a habitual perseguição com algum inocente se envolvendo por acaso. Este tipo de filme poderia até ser divertido, mas as absurdas cenas de ação tiram toda a graça, principalmente com a talvez mais mentirosa sequência já filmada da história do cinema. A sequência começa num avião quando o personagem de Charlie Sheen luta com um vilão e Nastassja Kinski está presa dentro porta-malas de um carro. O carro despenca do avião e Charlie Sheen pula em direção ao automóvel como se fosse o Superman, cai em cima do carro, abre o porta-molas, se agarra com a mocinha e dá um novo salto para aí sim abrir o paraquedas, tudo isso em pleno ar. Não é necessário comentar mais nada.

Dupla Explosiva (Ballistic: Ecks VS. Sever, EUA / Alemanha, 2002) – Nota 4
Direção – Kaos
Elenco – Antonio Banderas, Lucy Liu, Gregg Henry, Talisa Soto, Ray Park, Miguel Sandoval, Terry Chen, Roger R. Cross.

O ex-agente da CIA Ecks (Antonio Banderas), se aposentou após a morte da esposa, mas resolve voltar à ativa quando uma arma química poderosa precisa ser encontrada. Durante a missão ele reencontra uma velha inimiga, a agente Sever (Lucy Liu) que também está atrás do mesmo objetivo. Tendo um inimigo em comum, a dupla se une para tentar encontrar a arma química. 

Muito barulho e correria num filme ruim. A história é fraca, não existe química entre a dupla principal e até as cenas de ação recheadas de tiroteios exagerados não convencem. Um grande desperdício de tempo e dinheiro.

Vingança Entre Assassinos (The Tournament, Inglaterra, 2009) – Nota 6
Direção – Scott Mann
Elenco – Robert Carlyle, Kelly Hu, Ving Rhames, Ian Somerhalder, Liam Cunningham, Sebastien Foucan.

A cada sete anos acontece um torneio entre trinta assassinos do mundo inteiro. A única regra é matar todos seus oponentes, para que apenas um seja o vencedor e receba uma bolada de dez milhões de dólares. O último campeão é Joshua Harlow (Ving Rhames), que venceu o torneio do Brasil e se aposentou, porém como sua esposa foi assassinado, ele resolve voltar para disputar a nova edição na Inglaterra, com o intuito de vingança. Seus principais inimigos são chinesa Lai Lai Zhen (Kelly Hu), o americano Miles Slade (Ian Somerhalder) e o francês Anton Bogart (Sebastien Foucan). Todos os competidores tem um rastreador inserido no corpo e uma aparelho para saber a posição dos inimigos, mas com a esperteza de um dois assassinos que retira o rastreador do corpo, o aparelho acaba sendo engolido por um padre alcoólatra (Robert Carlyle), que se vê forçado a participar do torneio. 

Quem gosta de filmes de ação explosivos e absurdos, este é uma boa pedida, pois o longa é praticamente uma sequência ininterrupta de cenas de ação, algumas legais e outras exageradas. O roteiro deve ser deixado de lado, mesmo que a idéia inicial seja interessante, com o desenrolar da história sendo apenas um pretexto para a chuva de balas e perseguições.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os Reis da Rua


Os Reis da Rua (Street Kings, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – David Ayer
Elenco – Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Cedric The Entertainer, Jay Mohr, Terry Crews, Naomi Harris, Common, Martha Higareda, John Corbett, Amauri Nolasco, Noel Gugliemi.

O detetive Tom Ludlow (Keanu Reeves) é o homem de confiança do Capitão Wander (Forest Whitaker) para missões perigosas e praticamente fora da lei. Mesmo sempre sendo acobertado pelo capitão, o detetive passa por uma séria crise pessoal após a morte da esposa e a briga com o ex-parceiro (Terry Crews), que hoje ajuda a corregedoria. Querendo se vingar do parceiro, Ludlow por uma jogada do destino acaba sendo testemunha do assassinato deste e passa a ser o suspeito principal pelo Capitão Briggs (Hugh Laurie), que tenta fazer com que ele entregue todos os podres do seu departamento. 

Baseado num livro de James Ellroy, o filme segue todos os clichês do gênero (o suspeito inocente, os policiais corruptos e assassinatos), porém bem integrados a trama que flui com qualidade, além dos bons nomes do elenco, com destaque para o charme cínico do personagem de Forest Whitaker. 

Para quem gosta do gênero é uma boa diversão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei


O Discurso do Rei (The King’s Speech, EUA / Inglaterra / Austrália, 2010) – Nota 8
Direção – Tom Hooper
Elenco – Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Guy Pearce, Michael Gambon, Timothy Spall, Claire Bloom, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Eve Best, Anthony Andrews.

O longa mostra a vida do Duque de York (Colin Firth), filho do Rei George V (Michael Gambon), desde 1925 quando ele passa vergonha ao gaguejar num discurso dentro do estádio de Wembley, até 1939 quando já se tornou o Rei George VI e precisa discursar pelo rádio para o povo inglês e suas colônias com objetivo de prepará-los para Segunda Guerra que estava começando. Neste meio tempo, ainda como Duque, ele procura ajuda com diversos médicos para curar a gagueira, mas encontra esperança apenas com Lionel Rogue (Geoffrey Rush), um sujeito amante da obra de Shakespeare e ator frustrado, que com métodos pouco ortodoxos e trabalhando a auto-estima, consegue fazer com que o Duque melhore sua dicção. 

A bela interpretação de Colin Firth mostra a cada palavra balbuciada toda a angústia e insegurança do personagem ao ter de falar em público ou mesmo para uma conversa mais séria, com o agravante de ser da família real e ter a obrigação de ser um orador. A interpretação de Geoffrey Rush se casa perfeitamente, ao criar um sujeito correto e que brinca com a formalidade da família real. 

O diretor Tom Hooper fez um interessante filme sobre as conseqüências do Apartheid na sociedade sul-africana chamado “Sombras do Passado”, no original “Dust”, com Hilary Swank e Chiwetel Ejiofor nos papéis principais. 

Este “O Discurso do Rei” é correto e vale principalmente pela atuação da dupla principal.