sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O Justiceiro - 1999 e 2004



Nesta postagem escrevo sobre duas adaptações do herói de quadrinhos "O Justiceiro" que fracassaram no cinema. Não estou considerando um terceiro longa lançado em 2008 que ainda não assisti. Não sou fã de quadrinhos, mas fica claro pela reação do fãs que os filmes estão aquém da obra original. Analisando como cinema, não passam de filmes pouco mais do que razoáveis.


O Justiceiro (The Punisher, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Mark Goldblat      
Elenco –  Lundgreen, Louis Gossett Jr, Jeroen Krabbe, Kim Miyori, Barry Otto, Nancy Everhard.

Após o fracasso de “Mestres do Universo”, Dolph Lundgreen tentou acertar novamente com outra adaptação de um herói para o cinema, desta vez da cultuada história em quadrinhos “O Justiceiro” e novamente errou na escolha. 

A história tem como protagonista o ex-policial Frank Castle (Dolph Lundgreen), que após ter sua família assassinada, se torna o “Justiceiro”, saindo pela cidade para combater os criminosos. Frank/Justiceiro enfrentará ainda uma disputa entre grupos criminosos, a Máfia Italiana e a Yakuza. Os fãs do personagem e os críticos não gostaram do longa. 

Como não sou fã de quadrinhos, não posso comparar mas fica claro que este longa é voltado apenas para as cenas de ação e acaba sendo até compentente neste quesito, principalmente pela mão do diretor Mark Goldblatt, que na verdade é especialista em edição e tem no seu currículo trabalho em filmes como a série “Exterminador do Futuro”, “Rambo” e “Comando Para Matar”.

O Justiceiro (The Punisher, EUA, 2004) – Nota 6,5
Direção – Jonathan Heinsleigh
Elenco – Thomas Jane, John Travolta, Will Patton, Rebecca Romijn Stamos, Laura Harring, Ben Foster, Roy Scheider, Samantha Mathis, John Pinettte, Antoni Corone.

O agente do FBI Frank Castle (Thomas Jane) trabalha disfarçado como negociante de armas e numa de suas missões acaba matando o filho do chefão do crime, Howard Saint (John Travolta), que para se vingar manda matar a mulher e o filho de Frank. Obecado por vingança, Frank se transforma no “Justiceiro” para eliminar os bandidos da cidade e principalmente matar Howard Saint. 

Apesar do filme ser melhor que a versão com Dolph Lundgreen, fica claro que o roteiro é fraco, repleto de clichês, com Thomas Jane e John Travolta criando personagens comuns ao gênero. As cenas de ação são violentas, mas mesmo assim o filme não empolga e provavelmente por isso nem foi lançado nos cinemas por aqui, na época chegou direto em DVD.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

W.


W. (W., EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – Oliver Stone
Elenco – Josh Brolin, Elizabeth Banks, Richard Dreyfuss, James Cromwell, Ellen Burstyn. Toby Jones, Jeffrey Wright, Scott Glenn, Dennis Boutsikaris, Thandie Newton, Bruce McGill, Colin Hanks, Michael Gaston, Marley Shelton, Noah Wyle, Jason Ritter, Brent Sexton, Stacy Keach, Ioan Gruffudd.

O polêmico diretor Oliver Stone conta aqui parte da vida do também polêmico presidente americano George W. Bush. O roteiro foca a vida de Bush (Josh Brolin) como presidente e após os atentados de 11 de Setembro e a invasão do Afeganistão, quando ele precisa decidir de acordo com as informações de seus assessores, se deve ou não invadir também o Iraque. Em paralelo é mostrada a vida de Bush antes da presidênca, começando em 1966 quando ele entra para a Universidade Yale e durante um trote de sua fraternidade diz com todas as palavras que não interesse algum em seguir a carreira política, quase uma obrigação em sua família. 

Depois conheceremos todos os fracassos de sua vida profissional, que são ao mesmo tempo resolvidos pela pai (James Cromwell), mas que deixa a sensação em Bush de que ele não é o filho predileto. Na fase como presidente, é interessante analisar como age cada assessor próximo. Bush é mostrado como um sujeito normal que chegou ao cargo pela influência do pai e que acaba se tornando uma marionete nas mãos de um grupo de pessoas com interesses próprios. 

O vice-presidente Dick Cheney (Richard Dreyfuss) é mostrado como um sujeito maquiavélico, que consegue influenciar todas decisões de Bush. Donald Rumsfeld (Scott Glenn) como alguém meio maluco, que pensa apenas na guerra, a assistente Condolezza Rice (Thandie Newton) como uma puxa-saco sem idéias próprias e o militar Colin Powell (Jeffrey Wright) como a voz da razão, que talvez por falta de coragem, acaba aceitando os absurdos cometidos por Cheney e seu grupo. 

A interpretação de Josh Brolin é perfeita, passa todo o sentimento de alguém que deseja mostrar força, porém no fundo é totalmente inseguro. Por sinal, a carreira de Josh Brolin é no mínimo curiosa, filho ator James Brolin que teve alguma fama nos anos setenta e oitenta, Josh apareceu nos anos noventa em papéis de coadjuvante até conseguir alguma fama no suspense “O Homem sem Sombra” de Paul Verhoeven em 2000. Depois até 2007 teve poucos trabalhos e deixava a impressão que sua carreira não iria decolar, mas tudo mudou quando fez “Onde os Fracos Não Tem Vez” dos Irmãos Cohen. Em seguida apareceram bons papéis e hoje ele está entre os atores mais solicitados de Hollywood.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Por um Fio & Emboscada



Escrevo sobre dois filmes com temas semelhantes, onde uma pessoa não muito honesta ao atender o telefone no meio da rua é ameaçada e fica a sob mira de um arma de um psicopata. O telefone já foi usado como objeto de ameaça em clássicos como "A Vida Por um Fio" de Anatole Litvak e "Disque M para Matar" de Hitchock, além do recente "Celular - Um Grito de Socorro" e aqui novamente é um instrumento importante nos dois longas citados produzidos em 2002.


Por Um Fio (Phone Boot, EUA, 2002) – Nota 7,5
Direção – Joel Schumacher
Elenco – Colin Farrell, Forest Whitaker, Kiefer Sutherland, Radha Mitchell, Katie Holmes, Paula Jai Parker, Arian Ash, Tia Texada, John Enos III, Richard T. Jones, Keith Nobbs.

O publicitário Stu Shepard (Colin Farrell) é um sujeito desonesto, que trai a esposa (Radha Mitchell) com uma aspirante a atriz (Kaite Holmes). Sua tática para despistar a esposa é utilizar uma cabine telefônica na rua para ligar para a amante, a quem ele diz ser solteiro. Num certo dia, ele fala com a amante e assim que desliga o telefone, este voltar a tocar e Stu atende por instinto, porém na linha está um sujeito que diz ter uma arma apontada para cabine e que irá atirar se ele desligar. 

A situação fica desesperadora quando algumas prostitutas querem usar o telefone e como Stu não deixa, um cafetão tenta invadir a cabine e acaba morto pelo atirador. Todos pensam que o atirador é Stu e a polícia é chamada. A estranha situação fará o Capitão Ed Ramey (Forest Whitaker) ficar desconfiado e tentar descobrir o que realmente está acontecendo. 

Este interessante suspense é um dos acertos da carreira de Joel Schumacher, que prende a atenção e tem bons atores que seguram a trama, sem contar na sinistra voz do atirador feita por Kiefer Sutherland.  

Emboscada (Liberty Stands Still, EUA, 2002) – Nota 6
Direção – Kari Skogland
Elenco – Wesley Snipes, Linda Fiorentino, Oliver Platt, Hart Bochner.

A executiva Liberty Wallace (Linda Fiorentino) está quase em frente a um teatro onde assistirá uma peça e em seguida se encontrará com seu amante, um ator que trabalha na peça, quando recebe uma estranha ligação de um sujeito que diz se chamar Joe (Wesley Snipes). O desconhecido ameaça matá-la com um tiro caso ela desligue. Ela faz isso e o homem acerta um tiro em sua bolsa. As instruções de Joe são para Liberty se algemar num carrinho de hot dog que está cheio de explosivos. Enquanto isso dentro do teatro, o amante de Liberty também está preso a uma bomba. Aos poucos Joe mostrará o que deseja e porquê armou esta emboscada. 

A história é muito parecida com “Por Um Fio”, que Joel Schumacher dirigiu no mesmo ano, porém o roteiro é bem mais confuso e cheio de furos. A motivação de Joe é válida, porém seu plano é completamente sem sentido, o que fica claro no final totalmente sem graça. 

Por escolhas como esta, sem falar na prisão por sonegação de impostos, a carreira de Snipes foi ladeira abaixo.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

A Lista - Você Está Livre Hoje?


A Lista – Você Está Livre Hoje? (The Deception, EUA, 2008) – Nota 6,5
Direção – Marcel Langenegger
Elenco – Ewan McGregor, Hugh Jackman, Michelle Willians, Lisa Gay Hamilton, Natasha Henstridge, Charlotte Rampling, Bruce Altman, Maggie Q.

Jonathan McQuarry (Ewan McGregor) é um tímido auditor que vive solitário. Num certo dia dentro no escritório onde está trabalhando, ele é abordado pelo advogado Wyatt Bose (Hugh Jackman), sujeito expansivo que logo faz amizade com Jonathan. Aparentemente por engano, eles trocam os celulares e quando Wyatt vai viajar, Jonathan recebe uma ligação de mulher perguntando se ele estaria livre naquela noite. Intrigado, ele vai ao encontro e descobre que seu amigo faz parte de um clube de sexo casual, onde os participantes marcam encontros e nada sabem uns dos outros. Num destes encontros, Jonathan reconhece uma jovem (Michelle Willians) a quem ele viu no metrô e se sentiu atraído. Ele marca um segundo encontro, porém no quarto do hotel, Jonathan é agredido e a jovem desaparece, dando início a uma trama onde nada é o que parece ser. 

Este suspense começa intrigante, mesmo que o cinéfilo mais experiente perceba logo que existe algo de errado naquela situação vivida pelo personagem de Ewan McGregor, a questão do clube do sexo e seus participantes ricos tinha tudo para render um ótimo filme, porém o roteiro muda o foco para um golpe que envolve dinheiro deixando de lado a idéia inicial. Esta mudança poderia até ser interessante, mas infelizmente o roteiro cria soluções fáceis demais para a complexa trama, principalmente as duas últimas cenas que não convencem o espectador. 

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Os Quatro Picaretas - O Adeus a Peter Yates


Os Quatro Picaretas (The Hot Rock, EUA, 1972) – Nota 7,5
Direção – Peter Yates
Elenco – Robert Redford, George Segal, Ron Leibman, Paul Sand, Zero Mostel, Moses Gunn, William Redfield.

Ontem o cinema perdeu o diretor inglês Peter Yates aos oitenta e dois anos. Yates começou a trabalhar nos anos sessenta e ficou famoso após dirigir o clássico policial "Bullitt" em 1968, que tinha Steve McQueen no papel título e teve a primeira sequência extremamente realista de perseguição de carros filmada em São Francisco, que serviu de inspiração paara filmes como "Operação França". 

Durante a carreira Peter Yates dirigiu filmes de diversos gêneros, fez dramas com pitadas de suspense como "Sob Suspeita" e "Pesadelo na Rua Carroll", o drama de prisão "A Revanche Final", comédias como "Emergência Maluca" e este bom "Os Quatro Picaretas" que comento nesta postagem e até mesmo uma ficção famosa por aqui, o clássico da sessão da tarde "Krull".

Este "Os Quatro Picaretas" começa com o esperto Dortmuder (Robert Redford) é procurado pelo Dr. Amusia (o falecido Moses Gunn) no Museu de Nova Iorque, que explica como um valioso diamante em exposição é importante para seu povo na África. Ali nasce uma negociação e Dortmunder chama alguns amigos para bolar um plano e roubar o diamante, porém as coisas não saem como o esperado e o bando se mete em diversas confusões para cumprir a missão. 

O filme é uma diversão descompromissada e engraçada, com Redford fazendo um personagem que lembra um pouco o malandro de “Golpe de Mestre” e algumas cenas curiosas, como aquela em que um dos ladrões engole o diamante. 

O divertido roteiro de William Goldman (Oscar por “Butch Cassidy” e “Todos os Homens do Presidente”) é baseado num livro de Donald E. Westlake, que além de escritor foi roteirista de filmes como o original “O Padrasto”, “O Troco” com Mel Gibson e “Os Imorais”. 

domingo, 9 de janeiro de 2011

Gran Torino


Gran Torino (Gran Torino, EUA, 2008) – Nota 8
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Clint Eastwood, Bee Vang, Ahney Her, Christopher Carley, Brian Haley, Geraldine Hughes, Brian Howe, John Carroll Lynch, William Hill.

O viúvo Walt Kowalski (Clint Eastwood) é um veterano da Guerra da Coréia que carrega traumas do conflito e que não consegue se relacionar com os filhos, noras e netos. Extremamente mal humorado, Walt vive sozinho num bairro onde hoje moram apenas imigrantes que ele despreza e que tenta manter distância. Num certo dia, a família vizinha de vietnamitas enfrenta um terrível problema quando uma gangue quer levar a força o garoto Thao (Bee Vang), o que faz Walt afugentar os sujeitos e se transformar em herói no bairro. Relutante, aos poucos ele acaba aceitando os presentes dos vizinhos e se apega ao garoto Thao e sua irmã Sue (Ahney Her), porém num bairro violento como aquele coisas ruins podem acontecer a qualquer momento. 

Novamente criando um personagem rabugento e com problemas que vem do passado, assim como em “Menina de Ouro”, Clint Eastwood entrega outro drama pesado, que toca no tema atual dos imigrantes e na degradação dos bairros onde eles precisam viver nos EUA, para contar um história triste e mostrar a dificuldade destas pessoas que vivem longe de seu país. 

sábado, 8 de janeiro de 2011

Sepultado Vivo ou Morto, mas nem Tanto


Sepultado Vivo ou Morto, mas nem Tanto (Buried Alive, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Frank Darabont
Elenco – Tim Matheson, Jennifer Jason Leigh, William Atherton, Hoyt Axton.

O casal Goodman, Clint (Tim Matheson) e Joanna (Jennifer Jason Leigh) parece viver feliz, eles vão morar em um grande casa afastada da cidade, porém a esposa começa a se sentir entediada com o local e inicia um caso com o médico Cort (William Atherton). Acreditando que o marido atrapalha suas vidas e pensando no dinheiro dele, o casal de amantes envenena o sujeito que é dado como morto, porém o veneno não fez o efeito esperado e Clint acorda dentro do caixão, já enterrado. Como a esposa comprou um caixão vagabundo, ele consegue escapar da cova cavando até a superfície e vai buscar vingança contra seus assassinos. 

Este suspense produzido para a tv foi a estréia de Frank Darabont na direção, que mesmo sem ser espetacular, é um bom filme que hoje se tornou quase cult, tanto pela importância da carreira de Darabont, quando pela quantidade de vezes que ele passou por aqui na tv aberta, sempre no SBT. 

O trio principal está muito bem, principalmente Jennifer Jason Leigh interpretando uma mulher sensual e manipuladora e William Atherton como o vilão cínico, papéis semelhantes ao que interpretaram diversas vezes no cinema. 

Como curiosidade, o filme tem dois títulos, “Sepultado Vivo” utilizado na tv e o ridículo “Morto, mas nem Tanto” que foi usado no lançamento do longa em VHS nos anos noventa. 

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Morte no Inferno & Morte nos Sonhos


Morte no Inferno (Dead of Winter, EUA, 1987) – Nota 6 
Direção – Arthur Penn
Elenco – Mary Steenburgen, Roddy McDowall, Jan Rubes, William Russ, Ken Pogue.

A atriz desempregada Katie McGovern (Mary Steenburgen) é escolhido por Murray (Roddy McDowall) para substituir outra atriz muita parecida com ela. Para confirmar a presença no filme, Murray alega que precisa apresentá-la ao produtor Joseph Lewis (Jan Rubes), que vive em outra cidade. Katie aceita a oferta, mas ao chegar no antigo casarão onde mora o produtor, fica a princípio surpresa e depois desesperada quando seus documentos desaparecem e ela percebe que está presa no local. 

O grande diretor Arthur Penn (“Bonnie & Clyde”) entrega um filme apenas razoável, que apesar da intrigante história, onde a atriz Mary Steenburgen interpreta três personagens, a primeira metade é lenta, quase arrastada e o restante do longa se entrega a fórmula comum dos filmes de suspense. 

Como curiosidade, o título foi traduzido para “Morte no Inferno” em virtude de existir outro longa de 1979 com o título”Morte no Inverno”, que seria a tradução original.

Morte nos Sonhos (Dreamscape, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Joseph Ruben
Elenco – Dennis Quaid, Max Von Sydow, Kate Capshaw, Eddie Albert, Christopher Plummer, David Patrick Kelly, George Wendt, Peter Jason, Chris Mulkey.

O jovem paranormal Alex (Dennis Quaid) tem o poder de penetrar nos sonhos das pessoas e por este motivo é convocado pelo Dr. Paul Novotny (Max Von Sydow) para participar de um projeto dentro de uma agência do governo, onde seu dom seria usado para ajudar na cura dos pesadelos que assombram doentes de uma instituição psiquiátrica. A questão é que isto é apenas uma fachada, na realidade os testes tem como objetivo fazer com que Alex entre nos sonhos do presidente americano (Eddie Albert) para manipulá-lo.

Esta interessante e hoje praticamente esquecida ficção, usa o tema do controle dos sonhos e foi lançada no mesmo ano de “A Hora do Pesadelo”, que tinha os sonhos como um dos pontos principais, porém voltado completamente para o terror. 

Aqui o diretor Joseph Ruben brinca com as cores nas cenas de sonhos, alguns por sinal terríveis, como aqueles em que o presidente vê o mundo após o holocausto nuclear. 

O sempre vilão David Patrick Kelly (“Warriors”, “Comando Para Matar” e “O Último Matador”) faz um outro paranormal que rivaliza com Alex e tem como único objetivo manipular os sonhos. 

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Pulp Fiction - Tempo de Violência


Pulp Fiction – Tempo de Violência (Pulp Fiction, EUA, 1994) – Nota 10
Direção – Quentin Tarantino
Elenco – John Travolta, Samuel L. Jackson, Uma Thurman, Tim Roth, Amanda Plummer, Ving Rhames, Harvey Keitel, Bruce Willis, Maria de Medeiros, Christopher Walken, Eric Stoltz, Rosanna Arquette, Frank Whalley, Quentin Tarantino, Alexis Arquette, Peter Greene, Paul Calderon, Steve Buscemi, Angela Jones.

Poucas vezes um diretor/roteirista conseguiu criar tantos personagens marcantes num único filme. As honras vão para Quentin Tarantino, que criou este sensacional roteiro, repleto de diálogos afiados sobre sexo, drogas, dinheiro, amor, violência e cultura pop. São diversas histórias que se cruzam numa montagem não linear totalmente fora do formato normal de Hollywood, onde até mesmo um dos protagonistas é assassinado no meio do filme. 

O longa começa com um diálogo cheio de carinho entre um casal (Tim Roth e Amanda Plummer) numa lanchonete, para logo em seguida eles anunciarem o assalto e se mostrarem extremamente violentos. Entre as diversas tramas, a mais curiosa sem dúvida é a jornada de dois assassinos profissionais, Vincent Vega (John Travolta) e Jules Winnfield (Samuel L. Jackson), que travam diálogos engraçadíssimos, com Vincent contando como era sua vida em Paris e Jules recitando a bíblia antes de cobrar e assassinar algum devedor. Vincent ainda irá se envolver com a bela Mia (Uma Thurman), esposa do chefão Marsellus Wallace (Ving Rhames), sujeito que sofrerá muito numa das cenas mais polêmicas do filme. Entre os assassinos e o chefão, está o decadente boxeador Butch (Bruce Willis), que é obrigado a entregar uma luta para continuar vivo. A galeria de personagens tem ainda um casal de traficantes (Eric Stoltz e Rosanna Arquette), um pervertido (Peter Greene), a bela esposa de Butch, Fabienne (Maria de Medeiros), a motorista de taxi Esmeralda Villalobos (Angela Jones) e o “limpador” Winston Wolfe (Harvey Keitel). 

Muitos fãs de Tarantino preferem “Cães de Aluguel” ou “Bastardos Inglórios”, dois grandes filmes, mas para meu gosto “Pulp Fiction” é insuperável. Tarantino conseguiu juntar no mesmo filme virtudes que outros diretores mostram separadamente. São muitos personagens orquestrados em pequenas histórias, assim como fazia Robert Altman. A violência que lembra obras de Sam Peckinpah e John Woo. E os diálogos, que sem comparar o conteúdo que é bem diferente, ele mostrou ter tanto talento quando Woody Allen. É a obra prima de um grande diretor. 

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Astros Veteranos

Navegando por alguns sites de cinema, me deparei com uma texto onde o autor citava que poucos atores famosos na casa dos setenta anos ainda estavam na ativa, ele citava três ou quatro. Fiquei curioso e fui pesquisar, nada muito profundo, apenas procurando em minhas anotações quem estaria nesta faixa etária e continuaria trabalhando a pleno vapor. Foi uma surpresa, pois cheguei a vários atores, lembrando apenas de americanos e alguns poucos britânicos. Não me preocupei em lembrar de atores do resto da Europa ou brasileiros, o que com certeza aumentaria a lista. Quem lembrar de outros, fique a vontade para citar.

Os três primeiros da lista estão aposentados, mas pelas últimas notícias que li, eles ainda poderiam estar trabalhando. A aposentadoria foi uma escolha pessoal.

Sidney Poitier tem hoje 83 anos e trabalhou até 2001. Vi uma entrevista sua para Oprah quando fez 80 anos e o sujeito estava em ótimo forma. Disse que estava se divertindo com os netos.

Gene Hackman completou 80 anos há poucos meses e parou de atuar em 2004. Seu último filme foi a comédia "Uma Eleição Muito Atrapalhada" que estrelou com o comediante Ray Romano.

Sean Connery também tem 80 anos e desistiu de atuar após o fracasso de "A Liga Extraordinária" em 2003. Ele alega lutar pela independência da Escócia em relação ao Reino Unido e disse que voltaria a atuar apenas quando isso acontecesse, ou seja, sua carreira está encerrada.

Relacionei mais duas dezenas de atores que ainda estão na ativa, alguns trabalhando muito e outros em papéis esporádicos. Montei a lista do mais experiente para mais novo.

Kirk Douglas com incríveis 94 anos completados agora em dezembro, ele trabalhou direto até 2000, com praticamente um filme por ano. Fez alguns filmes até 2004 e uma última aparição em 2008, mas não é impossível que reapareça em algum pequeno papela.

Harry Dean Stanton nunca foi um grande astro, mas teve papéis importantes em "Alien - O Oitavo Passageiro", "A Última Tentação de Cristo" e principalmente em "Paris, Texas". Hoje aos 84 anos continua a todo vapor, com mais de um trabalho por ano.

James Garner tem 82 anos e sempre será lembrado pelo papel do seriado "Maverick". Astro de filmes como "Victor ou Victoria" e "Grand Prix", atuou até 2005 na série "8 Simples Rules" e atualmente continua na ativa emprestando a voz em animações e pequenos papéis no cinema.

Clint Eastwood ao 80 anos dispensa apresentações. Continua entregando um novo filme como diretor a cada ano, isso quando não resolve atuar também. Com certeza é o astro com mais idade que ainda está no auge.

Robert Duvall completa hoje 80 anos. Outro que continua trabalhando em pelo menos um filme por ano e sempre em produções de qualidade. Será lembrado por papéis como na série "O Poderoso Chefão" e "Um Dia de Fúria", entre tantos outros.

Peter O'Toole está com 78 anos e hoje ainda trabalha, geralmente em produções britânicas ou pequenos papéis em filmes de Hollywood. Não é tão reconhecido nos dias de hoje, mas fez uma bela carreira em filmes como "Lawrence da Arábia" e "A Noite dos Generais".

Michael Caine aos 77 anos é um dos atores britânicos mais famosos ainda nos nos dias de hoje, principalmente após participar dos sucessos do diretor Christopher Nolan,. A série "Batman", "O Grande Truque" e "A Origem", além de diversos papéis em outras produções importantes.

Woody Allen aos 75 anos tem o mesmo vigor de Clint Eastwood para o trabalho. Desde 1984 ele dirige um filme por ano, sendo que sua carreira como diretor começou em 1966. Hoje ele tem 46 filmes como diretor e trabalhando ainda como ator e roteirista na maioria deles.

Donald Sutherland ainda é um coadjuvante de luxo aos 75 anos, após mais de 150 filmes no currículo. Uma carreira invejável que parece ainda ter uma boa estrada pela frente.

Robert Redford nunca foi de atropelar um filme atrás do outro, nem mesmo no auge da carreira. Hoje ele entrega um filme como diretor a cada dois ou três anos, mesmo tempo para seu trabalho como ator. Aos 74 anos é outro que parece ainda ter o que mostrar no cinema.

Burt Reynolds foi um grande astro nos anos setenta. Ficou conhecido com o clássico "Amargo Pesadelo" de John Boorman e famoso com a série "Agarra-me se Puderes". Aos 74 anos continua trabalhando, porém sempre como coadjuvante e em sua maioria em filmes abaixo da média.

Bruce Dern é da mesma geração de Jack Nicholson, Dennis Hopper e Peter Fonda, porém nunca chegou a ser astro. Teve bons momentos, como seu papel em "Trama Macabra", último longa de Hitchcock. Aos 74 anos ainda está na ativa, mas há mais ou menos trinta anos está relegado a pequenos papéis e quase esquecido pelo grande público.

Morgan Freeman ficou famoso no cinema apenas no final dos anos oitenta já na casa dos cinquenta anos,  principalmente com o papel em "Conduzindo Miss Daisy". Depois disso nunca mais parou e aos 73 anos é um dos atores mais requisitados de Hollywood.

Jack Nicholson é figurinha carimbada desde o final dos anos sessenta, se transformou em astro com sucessos como "Chinatown" e "Um Estranho no Ninho" e até hoje encabeça grandes produções. Está com 73 anos.

Dustin Hoffman tem 73 anos e ficou famoso aos 30 quando estrelou "A Primeira Noite de um Homem". Depois de sucessos como "Tootsie" e "Rain Man", entre diversos outros longas, continua requisitado para grandes produções.

Anthony Hopkins também está com 73 anos e o ótimo ator inglês será sempre lembrado pelo sinistro Hannibal Lecter de "O Silêncio dos Inocentes", porém tem uma carreira belíssima e parece que continuará por muitos anos.

Jon Voight ficou conhecido junto com Burt Reynolds após "Amargo Pesadelo" e se firmou como astro nos anos setenta em filmes como "Conrack" e "O Campeão". Hoje geralmente é chamado para viver o vilão em grandes produções ou seriados de tv. Tem 72 anos.

Elliott Gould é conhecido pela nova geração por seu papel na série "Onze Homens e um Segredo", porém teve muita fama nos anos setenta, protagonizando sucessos como "Mash" ao lado de Donald Sutherland e "O Perigoso Adeus". Está com 72 anos e continua firme com papéis de coadjuvante.

Frank Langella tem 72 anos e ficou famoso com "Drácula" de 1979 dirigido por John Badham. Sua boa carreira foi coroada com a bela atuação em "Frost/Nixon", onde interpreta o ex-presidente americano.

Peter Fonda está entre os cinco "caçulas" desta lista. Aos 70 anos o astro de "Sem Destino" viveu o inferno das drogas nos anos setenta e parte dos oitenta. Quando se livrou do vício, voltou a ativa em bons filmes como "O Ouro de Ulisses" e "Os Indomáveis".

James Caan era um dos grandes nos anos setenta, teve papéis em "O Poderoso Chefão", "Elite de Assassinos" e o original "Rollerball". Hoje aos 70 anos continua a receber papéis importantes como coadjuvante.

Martin Sheen ficou conhecido quando fez "Terra de Ninguém" de Terrence Malick e famoso com "Apocalipse Now". As novas gerações o conhecem pelo presidente de "West Wing". Aos 70 anos é outro que não para.

James Cromwell tem 70 anos e com certeza é o menos famoso desta lista, porém sua extensa lista de papéis em grandes filmes o faz merecer participar. Papéis em filmes como "Los Angeles - Cidade Proibida", "À Espera de um Milagre", "Eu, Robô" e "A Rainha" falam por si só.

Al Pacino fecha a lista e dispensa qualquer comentário ou apresentação, para ele apenas aplausos.

Se a lista continuasse com atores na casa dos sessenta anos, teríamos Robert DeNiro, Harvey Keitel, Tommy Lee Jones, Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger, James Woods, Harrison Ford e por aí vai.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O Massacre da Serra Elétrica - 1974 e 2003




O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chain Saw Massacre, EUA, 1974) – Nota 8
Direção – Tobe Hooper
Elenco – Marilyn Burns, Allen Danzinger, Gunner Hansen, Edwin Neal, Paul A. Partain.

A jovem Sally (Marilyn Burns), seu irmão paraplégico Franklin (Paul A. Partain) e outros três amigos, viajam pelo Texas quando resolvem dar carona a um estranho (Edwin Neal). Os jovens acabam caindo numa armadilha e são atacados pelos irmãos do sujeito, canibais que cuidam de um velho catatônico que é alimentado com carne humana e sangue num matadouro antigo. 

O longa tem um prólogo onde a polícia encontra diversos restos humanos no matadouro, com uma sinistra narração do ator John Larroquette, como se o longa fosse baseado em fatos reais. Na verdade o diretor Tobe Hooper se inspirou no serial killer Ed Gein, que também foi utilizado para criar outros personagens, como o Buffalo Bill de “O Silêncio dos Inocentes”. 

O clima doentio e as interpretações que parecem reais, como o desespero da atriz principal Marilyn Burns, transformaram o longa rapidamente em cult, com a ajuda dele ter sido proibido em diversos países. 

O filme gerou três continuações tardias, uma de 1986 dirigida pelo próprio Hooper com Dennis Hopper no papel principal e outras duas caça-níqueis (1990 e 1994), além da refilmagem de Marcus Nispel em 2003 e uma continuação desta em 2006. 

Uma curiosidade em relação a tradução, na verdade a serra “elétrica” usada pela psicopata Leather Face funciona com combustível.

O Massacre da Serra Elétrica (The Texas Chainsaw Massacre, EUA, 2003) – Nota 6
Direção – Marcus Nispel
Elenco – Jessica Biel, Jonathan Tucker, Erica Leerhsen, Mike Vogel, Eric Balfour, Andrew Bryniarski, E. Lee Ermey, David Dorfman.

Um grupo de jovens viajando com destino ao México fica sem gasolina em uma estrada no meio do Texas, em local isolado. Os jovens resolvem pedir ajuda em um antigo matadouro, porém não sabem que ali vive uma família de canibais deformados. 

O diretor Marcus Nispel que também assina a refilmagem de “Sexta-Feira 13”, aqui também faz um filme que agrada as novas gerações, mas que fica aquém do original. 

O suspense e as cenas violentas seguem o nível das produções atuais do gênero, a história tenta ir além do roteiro original e o elenco é recheado de jovens conhecidos, a questão é que tudo é previsível e falta o clima perturbador que o longa de Tobe Hooper tem de sobra. 


segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Em Nome do Pai


Em Nome do Pai (In the Name of Father, Irlanda / Inglaterra, 1993) – Nota 8
Direção – Jim Sheridan
Elenco – Daniel Day Lewis, Pete Postlethwaite, Emma Thompson, John Lynch, Corin Redgrave, Tom Wilkinson.

Neste início de ano o cinema perdeu o ótimo ator inglês Pete Postlethwaite, que iniciou sua carreira no teatro nos anos setenta e depois seguiu para o cinema onde trabalhou em diversos filmes como "Alien 3", "Os Suspeitos" e o recente "A Origem". Como homenagem eu escrevo sobre o filme onde ele concorreu ao Oscar de Ator Coadjuvante, o ótimo "Em Nome do Pai".

Em 1974 um atentado a bomba do grupo separatista IRA mata algumas pessoas num pub em Londres, o que  causa uma forte pressão sobre as autoridades para prender os responsáveis. Esta pressão faz com que polícia prenda o pequeno delinqüente irlandês Gerry Conlon (Daniel Day Lewis) e mais três amigos. Além disso, a polícia prende também o pai de Gerry, Giuseppe (Pete Postlethwaite) que tentava ajudar o filho. O grupo acaba condenado injustamente, com base apenas nas confissões conseguidas pela polícia após dias de espancamento e tortura dos rapazes. Anos depois, após receber um apelo de Giuseppe que está doente, a advogada Gareth Pierce (Emma Thompson) tenta reabrir o caso e descobre os absurdos do processo. 

Este grande filme de Jim Sheridan é baseado em fatos reais e mesmo que a transposição da história para o cinema tenha alterado algumas situações (pai e filho nunca dividiram a mesma cela por exemplo), não tira a força da história, que ainda é valorizada pelas grandes interpretações do trio principal. Por sinal, Daniel Day Lewis é um ator de poucos filmes, excluindo seus trabalhos para tv, são menos de vinte longas em trinta anos de carreira e praticamente todos papéis memoráveis. Como curiosidade, Day Lewis e Sheridan fizeram juntos ainda “Meu Pé Esquerdo” e “O Lutador”.

domingo, 2 de janeiro de 2011

Os Aventureiros do Fogo


Os Aventureiros do Fogo (Firewalker, EUA, 1986) – Nota 5
Direção – J. Lee Thompson
Elenco – Chuck Norris, Louis Gossett Jr, Melody Anderson, Will Sampson, Sonny Landham, John Rhys Davies, Ian Abercrombie.

Uma dupla de aventureiros (Chuck Norris e Louis Gosset Jr) são contratados por uma jovem rica (Melody Anderson) que tem um mapa do tesouro Azteca e precisa de ajuda para chegar ao local onde está escondida a fortuna. Os dois sujeitos aceitam o desafio e iniciam uma aventura pela América Central. 

Este longa foi outra tentativa da produtora Cannon em lucrar no rastro do sucesso de Indiana Jones e errou feio ao escalar o carrancudo Chuck Norris no papel do herói engraçadinho, resultando numa aventura fraca, com poucas cenas de ação e ainda desperdiçando o bom ator Louis Gossett Jr no papel do parceiro do herói. Por sinal, Louis Gossett que ganhou o Oscar de Coadjuvante por “A Força do Destino” em 1983 é um dos atores mais mal aproveitados da história do cinema, porque mesmo após o prêmio continuou a receber apenas papéis em filmes ruins. 

Outro detalhe, o diretor inglês J. Lee Thompson fez bons filmes nos anos sessenta e setenta, como “Os Canhões de Navarone”, “O Ouro de Mackenna” e “Círculo do Medo” refilmado por Scorsese como “Cabo do Medo”, porém a partir dos anos oitenta fez vários filmes para a picareta produtora Cannon, em sua maioria com o veterano Charles Bronson como papel principal. 

sábado, 1 de janeiro de 2011

A Dama de Shangai


A Dama de Shangai (The Lady From Shanghai, EUA, 1948) – Nota 7
Direção – Orson Welles
Elenco – Orson Welles, Rita Hayworth, Everett Sloane, Glenn Anders, Ted de Corsia.

O marinheiro Michael O’Hara (Orson Welles) conhece no Central Park a bela Elsa (Rita Hayworth) e a salva de um assalto. Atraído pela linda mulher, Michael é convidado para trabalhar no iate de seu marido, o advogado Arthur Bannister (Everett Sloane) para um cruzeiro pelo pacífico. A princípio ele não aceita, mas mesmo contrariado acaba embarcando no iate onde viaja também o cínico George Grisby (Glenn Anders) sócio de Arthur e um detetive (Ted de Corsia) disfarçado de mordomo. O triângulo amoroso e a ganância dos personagens levarão a um trágico final. 

O longa tem um trama clássica de filme noir, com uma mulher fatal que atrai um sujeito não muito honesto, o marido rico e outros personagens que não inspiram confiança, porém a montagem é um pouca confusa. Diz a história que Orson Welles queria lançar o filme com a duração de duas horas e meia, porém o estúdio não gostou e o longa acabou lançado com uma hora a menos, o que fica claro em algumas passagens rápidas. Ao que parece, um dos motivos da briga com o estúdio foi porque Welles pediu que a bela Rita Hayworth (sua esposa na época) cortasse o belo cabelo que era comprido e ainda se transformasse em loira, o que para muitos foi a culpa do fracasso de bilheteria.

Mesmo sendo considerado um clássico para muitos críticos, não considero um grande filme, tem boas interpretações mas com uma trama que poderia ser melhor desenvolvida, com destaque para a sequência final do tiroteiro na casa de espelhos.