quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Obrigado Por Fumar


Obrigado Por Fumar (Thank You for Smoking, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Jason Reitman
Elenco – Aaron Eckhart, Maria Bello, Cameron Bright, J. K. Simmons, Sam Elliott, Katie Holmes, Todd Louiso, William H. Macy, David Koechner, Kim Dickens, Robert Duvall, Adam Brody, Rob Lowe, Dennis Miller.

Nick Naylor (Aaron Eckhart) é um lobista das indústrias de cigarro, tendo como trabalho tentar minimizar os verdadeiros riscos que o fumante corre e para isso participa inclusive de programas de televisão para defender os fumantes e as indústrias. Sendo uma figura conhecida, Nick se torna aliado de um agente de atores (Rob Lowe), que tentará ajudar a promover o cigarro em seus filmes, porém ao mesmo tempo é alvo de um senador (William H. Macy) que deseja se promover combatendo a indústria do tabaco. Nick alega que faz seu trabalho pelo dinheiro e que defende a liberdade de escolha dos fumantes, mas passa a se preocupar quando seu filho (Cameron Bright) começa a questioná-lo sobre o trabalho e quando uma repórter (Katie Holmes) resolve investigar sua vida. 

Antes do sucesso de “Juno”, o diretor Jason Reitman já mostrava aqui que era algo mais do que o filho de Ivan Reitman (“Os Caça Fantasmas”, “Irmãos Gêmeos”) ao entregar um longa com um roteiro cínico e crítico, que cria um personagem carismático que usa sua inteligência e poder de sedução para defender um dos segmentos mais odiados do planeta. 

Ao longo do filme ele cruza com outros personagens que tentam lucrar as custas do cigarro, tanto aqueles que lutam contra, quanto os que defendem esta indústira, mas neste caso sempre as escondidas, deixando Nick dar a cara para bater.

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Avatar


Avatar (Avatar, EUA / Inglaterra, 2009) – Nota 8,5
Direção – James Cameron
Elenco – Sam Worthington, Zoe Saldana, Sigourney Weaver, Stephen Lang, Michelle Rodriguez, Giovanni Ribisi, Joel David Moore, CCH Pounder, Wes Studi, Laz Alonso, Dileep Rao.

No futuro, os humanos construiram uma base no planeta Pandora com o objetivo de explorar as riquezas mineirais do local, o que causa um conflito com os nativos do planeta, os Na’vi. Para tentar criar um elo com os nativos facilitando o contato, um grupo de cientistas liderados pela Dr. Grace Augustine (Sigourney Weaver) criou um avatar (um cópia dos Na’vi controlada pela mente da cientista). Um outro cientista chamado Norm (Joel David Moore) e o fuzileiro naval paraplégico Jake Sully (Sam Worthington) também entram no projeto e para surpresa de todos, o avatar de Jake acaba sendo adotado pela filha do líder Na’vi, a guerreira Neytiri (Zoe Saldana) e  inicia um processo de adaptação à cultura dos nativos, tendo de superar desafios e ganhar a confiança deles. O problema é que o exército liderado pelo Coronel Quaritch (Stephen Lang) não acredita em acordo e deseja expulsar os nativos para conseguir explorar o planeta em busca de lucro. Este será o início de uma guerra onde Jake terá de decidir qual lado defender. 

O diretor James Cameron demorou doze anos após o estrondoso sucesso de “Titanic” para criar esta obra de ficção inovadora que bateu todos os recordes de bilheteria. O fantástico visual faz o espectador acreditar que o planeta é real e suas criaturas, tantos os gigantes humanóides Na’vis, quanto os diversos animais que aparecem na tela são perfeitos. 

Confesso que a onda de filmes que abusam da computação gráfica nem sempre me agradam, gosto de ver pessoas e a recriação destas como em “O Expresso Polar” e “Beowulf” soam falsas para meu gosto, mas aqui em “Avatar” conseguiram chegar o mais próximo possível da realidade, deixando a impressão que os Na’vi realmente existem. 

Outro ponto positivo é o roteiro, mesmo que os diálogos não sejam dos melhores, os vários temas que cercam a história enriquecem o filme. Em grande parte o longa é uma história de amor até certo ponto ingênua, misturada com o sentimento de ser útil e superar as limitações mostrada pelo personagem de Sam Worthington, ainda com toques de religião e finalizando com uma crítica as guerras que visam apenas o lucro. 

Um ótima diversão e mais um grande acerto na carreira de James Cameron.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Nunca Mais Outra Vez - O Adeus a Irvin Kershner

Há alguns dias faleceu aos oitenta e sete anos o diretor Irvin Kershner, conhecido principalmente pelo trabalho que para muitos é o melhor filme da série Guerra nas Estrelas, o ótimo "O Império Contra-Ataca".

Kershner dirigiu poucos filmes, como "Resgate Fantástico", "Os Olhos de Laura Mars" e "Robocop II", sendo que não chegou a ser considerado um grande diretor, mas mesmo assim deixou uma carreira interessante.

Aqui escrevo sobre o curioso longa extra-oficial com o personagem 007, que Kershner dirigiu em 1983 e teve Sean Connery de volta ao papel de Bond.

Nunca Mais Outra Vez (Never Say Never Again, Inglaterra / EUA / Alemanha Ocidental, 1983) – Nota 7
Direção – Irvin Kershner
Elenco – Sean Connery, Klaus Maria Brandauer, Max Von Sydow, Barbara Carrera, Kim Basinger, Bernie Casey, Alec McCowen, Edward Fox, Rowan Atkinson.

Doze anos após ter feito “007 – Os Diamantes São Eternos”, Sean Connery aceitou voltar ao papel do famoso agente secreto neste filme que não faz parte da série oficial. O filme existe em virtude de uma briga judicial que levou os direitos do livro “Thunderball” para os mãos de Kevin McClory, que também havia sido o produtor de “007 Contra Chantagem Atômica”, a adaptação original do livro para a série oficial de filmes. Kevin McClory escreveu este novo roteiro e produziu o longa, contratando o diretor Irvin Keshner que vinha do grande sucesso de “O Império Contra-Ataca” para comandar o filme.  

Aqui James Bond (Sean Connery) está aposentado e acaba sendo chamado de volta à ativa quando a organização Spectre rouba dois misseis nucleares e ameaça dispará-los caso não receba um grande valor de resgate. Os vilões são Blofeld (Max Von Sydow), figura que aparece em outros longas e Maximilian Largo (Klaus Maria Brandauer), que tem como amante a bela Domino (Kim Basinger em início de carreira) e como ajudante a perigosa Fatima Blush (Barbara Carrera). 

O filme é apenas razoável, inclusive inferior ao original e chama mais atenção pela polêmica da briga pelos direitos autorais e pela volta de Sean Connery ao papel. Além disso, ele foi lançado para concorrer diretamente como “007 Contra Octopussy”, penúltimo filme de Roger Moore no papel de Bond e mesmo não sendo dos melhores da série, também é superior a este.  

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Corra Que a Polícia Vem Aí! - O Adeus a Leslie Nielsen

Faleceu ontem as oitenta e quatro anos o ator Leslie Nielsen. Conhecido pelos papéis cômicos na série "Corra Que a Policia Vem Aí" e em diversas outras paródias, este canadense começou a carreira nos anos cinquenta e participou do clássico da ficção "O Planeta Proibido" e depois como coadjuventa em filmes como "O Homem com a Lente Mortal" com Sean Connery e "O Destino do Poseidon" com Gene Hackman. No final dos anos setenta seus trabalhas se resumiam a participações em seriados de tv, mas com o grande sucesso da comédia "Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu" sua carreira renasceu, assim como de outros veteranos como Robert Stack, Peter Graves e Lloyd Bridges. Este fênomemo ocorreria novamente com a ficção "Cocoon", que deu sobrevida no cinema a uma legião de veteranos ainda mais idosos como Jessica Tandy, Hume Cronyn e Don Ameche.

Nesta postagem além da citar os filmes da série "Corra Que a Polícia Vem Aí!", eu escrevo sobre o seriado "Esquadrão de Polícia" que foi ao em 1982 e teve apenas seis episódios, mas deu origem aos filmes que fizeram um grande sucesso no cinema.

Esquadrão de Polícia (Police Squad!, EUA, 1982) – Nota 8
Direção – David Zucker, Jim Abrahams & Jerry Zucker – Joe Dante (Dois episódios) – Georg Stanforg Brown – Paul Krasny – Reza Badiyi
Elenco – Leslie Nielsen, Alan North, Lorne Greene, Georg Stanford Brown, Florence Henderson, Robert Goulet, William Shatner, William Conrad, Paul Lupus.

Após o sucesso de “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu”, o trio ZAZ (Zucker, Abrahams e Zucker) tentou levar seu humor politicamente incorreto para a tv e produziu este seriado que teve apenas seis episódios e foi cancelada, mas acabou sendo o embrião para a trilogia “Corra Que a Polícia Vem Aí!”, que foi dirigida apenas por David Zucker. 

Aqui Leslie Nielsen interpreta Frank Drebin, um confuso detetive de polícia que enfrenta situações inusitadas de modo extremamente engraçado, com ajuda do chefe de polícia Ed Hocken (Alan North) e do também confuso Nordberg (Paul Lupus). Muita coisa da série é usada nos filmes, inclusive várias piadas, como os créditos iniciais com um carro de polícia atropelando tudo com a sirene ligada. Outro detalhe engraçado acontece no início de cada epísódio, quando um personagem aparece apenas para morrer, sempre interpretando por gente conhecida como William Shatner (o Capitão Kirk de “Jornada nas Estrelas”) e Lorne Greene (do seriado “Bonanza”). Os episódios foram lançados no Brasil em VHS no anos noventa e pelo que sei ainda não saíram em DVD por aqui.

Corra Que a Polícia Vem Aí! (The Nakek Gun: From the Files of Police Squad!, EUA, 1988) – Nota 8
Direção – David Zucker
Elenco – Leslie Nielsen, Priscila Presley, George Kennedy, Ricardo Montalban, O . J. Simpson, Susan Beaubian, Nancy Marchand.

O desastrado detetive Frank Drebin (Leslie Nielsen) é o responsável pela segurança da Rainha da Inglaterra que está em visita aos EUA. Após muita confusão, com a ajuda do também atrapalhado Nordberg (O. J. Simpson) e de se envolver com a sedutora Jane (Priscilla Presley), ele desobrirá um plano para assassinar a Rainha elaborado por Vincent Ludwig (Ricardo Montalban). 

Este primeiro filme baseado no seriado que teve apenas seis episódios é hilário, com uma piada atropelando outra, inclusive com uma sensacional sequência onde Frank Drebin detona diversos líderes inimigos dos EUA, entram na surra Arafat, Gorbatchev, Idi Amin Dada e Khomeini entre outros, além disso Leslie Nielsen cria uma espécie de Inspetor Closeau ainda mais exagerado e atrapalhado. Aqui George Kennedy substitui Alan North no papel do chefe de Drebin e o polêmico astro de futebol americano O. J. Simpson interpreta Nordberg, antes do famoso crime em que se envolveu.

Corra Que a Polícia Vem Aí 2 1/2 (The Naked Gun 2 1/: The Smell of Fear, EUA, 1991) – Nota 7,5
Direção – David Zucker
Elenco – Leslie Nielsen, Priscilla Presley, George Kennedy, O . J. Simpson, Robert Goulet, Richard Griffiths, Lloyd Bochner.

Nesta sequência Frank Drebin (Leslie Nielsen) continua com sua amada Jane (Priscilla Presley) e precisa deter um vilão (o cantor brega Robert Goulet) que substituiu um cientista (Richard Griffiths) que desenvolveu uma nova fonte de energia, por um sósia que deverá apoiar o bandido e ajudar os negociantes de petróleo. 

Todos os personagens principais continuam aqui e a história é apenas um pretexto para a sucessão de piadas, mesmo sendo um pouco inferior ao original é extremamente engraçado.

Corra Que a Polícia Vem Aí 33 e 1/3 – O Insulto Final (The Naked Gun 33 1/3: The Final Insult, EUA, 1994) – Nota 7
Direção – Peter Segal
Elenco – Leslie Nielsen, Priscilla Presley, George Kennedy, O. J. Simpson, Fred Ward, Kathleen Freeman, Ana Nicole Smith, Joe Grifasi, Pia Zadora, Raquel Welch.

No fechamento da trilogia, Frank Drebin (Leslie Nielsen) está aposentado e casado com Jane (Priscilla Presley), mas acaba sendo chamado de volta ao serviço para deter um plano do terrorista Rocco (Fred Ward), que pretende atacar na noite de entrega do Oscar. Frank vai se infiltrar na festa e como sempre se meter em confusão, principalmente numa hilária cena com a veterana estrela Raquel Welch. 

Nesta terceira parte David Zucker deixou a direção para Peter Segal (“Tratamento de Choque” e “Como Se Fosse a Primeira Vez” com Adam Sandler) e ficou apenas no roteiro. A série continua engraçada, mas aqui já mostrava que a fórmula estava desgastada, o que ficou claro nas recentes produções que seguem o gênero, sendo uma pior que a outra.

domingo, 28 de novembro de 2010

Resident Evil 4: Recomeço

Resident Evil 4: Recomeço (Resident Evil: Afterlife, Alemanha / França / Inglaterra, 2010) – Nota 6,5
Direção – Paul W. S. Anderson
Elenco – Milla Jovovich, Ali Larter, Wentworth Miller, Kim Coates, Shawn Roberts, Boris Kodjoe, Spencer Locke, Sienna Guillory, Sergio Peres Mencheta.

Após ajudar alguns sobreviventes a fugirem para o Alasca, Alice (Milla Jovovich) utilizando os poderes adquiridos pela mutação do T-Vírus, invade e destrói o laboratório da Umbrella Corporation e foge do local para tentar encontrar os amigos em Arcadia, no Alasca. Porém chegando lá, ela encontrará apenas Claire (Ali Larter) que está viva mas não se lembra de nada, inclusive atacando Alice. Após Claire ser controlada, as duas voltam de avião para Seattle e encontram alguns sobreviventes num edifício prisão rodeados por zumbis e novamente terão de lutar para sobreviver e tentar chegar a um local seguro. 

A volta de Paul W. S. Anderson a direção da série não traz nada de novo, apenas segue a história com altos e baixos. Eu não gostei das cenas de luta iniciais e finais, principalmente por copiarem o estilo “Matrix”, inclusive nos cenários, de um forma já desgastada. O restante do filme é legal, com algum suspense dentro da prisão e os ataques dos zumbis ao estilo George Romero. O diretor/produtor tenta puxar o público fã de seriados, já que além de Ali Larter que já trabalhava na série, desta vez foi criado um papel para Wentworth Miller, astro de “Prison Break” e para completar, o final deixa claro que uma quinta parte chegará aos cinemas em breve.


sábado, 27 de novembro de 2010

Once Brothers - A História de Vlade Divac e Drazen Petrovic


Once Brothers (Once Brothers, EUA, 2010) – Nota 9
Direção – Michael Tolajian
Documentário – Vlade Divac e Drazen Petrovic

No final dos anos oitenta a Iugoslávia era uma potência no futebol e no basquete, tendo sua melhor geração nos dois esportes, porém a Guerra dos Balcãs que devastou o pais e o dividiu em seis novas nações, separou amigos, famílias, matou uma infinidade de pessoas e não deixou que estes atletas levassem o país a uma glória maior. 

No futebol era o auge do Estrela Vermelha de Belgrado, que venceu a Copa dos Campeões e o Mundial Interclubes em 1991 e que tinha no elenco craques como Savicev, Jugovic, Prosinecki e Mihajlovic. Juntos com outros jogadores como Dragan Stojkovic levaram a Iugoslávia até a quartas de final da Copa do Mundo de 1990 na Itália e estavam entre os favoritos da Eurocopa 1992, porém o país foi punido e eles foram excluídos do torneio. A seleção tinha sérvios, croatas, bósnios e montenegrinos, assim com a equipe de basquete, sobre a qual este sensível documentário produzido pela ESPN conta a história da amizade entre o sérvio Vlade Divac e o croata Drazen Petrovic. 

O documentário é narrado por Divac e começa em 1988 quando ele e o sérvio Igor Paspalj, junto com os croatas Drazen Petrovic, Tony Kukoc e Dino Radja levaram a seleção iugoslava de basquete a medalha de prata nas Olimpíadas de Seul, depois ao título Europeu de 1989 e por fim ao Mundial de Basquete da Argentina em 1990 quando venceram os EUA e a Rússia, chegando ao auge do esporte. Como todos os envolvidos contam, a equipe era como uma família e a política não fazia parte da vida deles, porém na comemoração deste título, um radical invadiu a quadra para comemorar com a bandeira da Croácia e Divac tomou a bandeira do sujeito alegando que o país era a Iugoslávia. Este gesto fez com que a imprensa croata o transformasse em vilão e o croata Petrovic que era quase um irmão, ficou magoado e se afastou de Divac, causando o início da separação dos povos que formavam o país também no esporte. 

A guerra explodiu de vez e aquela seleção se separou, com os atletas croatas sendo pressionados para não conversarem com Divac. Nos depoimentos de hoje, Radja e Kukoc falam abertamente que tinham de se afastar com medo de retaliações e a amizade entre Petrovic e Divac que era grande não só pela seleção, mas por terem sido os dois primeiros europeus a jogar na NBA e que conversavam diariamente até o incidente da bandeira nunca se reatou, mesmo que Divac tenha tentado se aproximar. Petrovic era irredutível e o tempo ainda foi curto para curar as feridas, porque em 1993 ele faleceu num acidente de carro. 

Em 1995 um novo episódio onde a política ficou acima do esporte, a Iugoslávia novamente venceu o Campeonato Europeu e no momento de receber as medalhas a equipe da Croácia que ficara com o bronze se retirou, uma das mais tristes cenas do esporte, os que formaram uma única equipe cinco anos antes defendendo um país, se transformaram em inimigos mortais. Fica clara a tristeza de Divac, primeiro por não ter tido a chance de voltar a conversar com o amigo Petrovic, inclusive ele diz em um certo momento “demoramos anos para criar uma amizade e a perdemos em segundos” e segundo pela separação do país, além de acreditar que a Iugoslávia era sua pátria verdadeira, ele tinha esperança de quem saber vencer o Dream Team americano nas Olimpíadas de Barcelonas em 1992, caso a sua seleção ainda estivesse completa. 

A parte final do documentário é triste e emocionante, primeiro com Divac andando por Zagreb na Croácia após vinte anos, sendo reconhecido pelas pessoas, mas sem que alguém tenha coragem de vir falar com ele e apenas um sujeito vira para câmera e o chama de Chetnik, nome usado pelos grupos paramilitares sérvios que caçavam os croatas, ou seja, a ferida da guerra ainda não se fechou totalmente. E por fim, o emocionante encontro de Divac com a mãe e o irmão de Petrovic e a visita ao túmulo do amigo, onde ele deixou como lembrança uma foto deles abraçados comemorando o título de 1990, segundos antes do incidente com a bandeira e o fim da amizade.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Caçada na Noite & Mona Lisa



Antes de ficar famoso mundialmente após o sucesso de "Uma Cilada Para Roger Rabbit", o ator inglês Bob Hoskins tinha uma carreira sólida como coadjuvante em filmes como "Cotton Club" e "Brazil - O Filme), além de muitos trabalhos na tv inglesa. Nesta postagem destaco duas produções inglesas estrelados por Hoskins nos anos oitenta e ambientadas no submundo de Londres.

Caçada na Noite (The Long Good Friday, Inglaterra, 1980) - Nota 8
Direção – John Mackenzie
Elenco – Bob Hoskins, Helen Mirren, Eddie Constantine, Dave King, Bryan Marshall, Derek Thompson, Pierce Brosnan, Paul Freeman.

                                                                                     Em Londres nos anos setenta, Harold Shand (Bob Hoskins) é o chefão do crime na cidade, mas tudo muda em uma Sexta-Feira Santa quando sua gangue passa a ser atacada sem explicação, inclusive por membros do IRA (terroristas do Exército Repúblicano Irlandês). 
                                                                                   Ótimo drama policial com pitadas de política ambientada no submundo de Londres e com uma grande atuação de Hoskins e da sempre competente Helen Mirren, além de ser a estréia de Pierce Brosnan no cinema.

Mona Lisa (Mona Lisa , Inglaterra, 1986) - Nota 7
Direção – Neil Jordan
Elenco – Bob Hoskins, Cathy Tyson, Michael Caine, Robbie Coltrane, Sammy Davis, Clarke Peters.

O ex-presidiário George (Bob Hoskins) é contratado pelo gângster Mortwell (Michael Caine) para ser motorista de uma prostituta de luxo, a bela negra Simone (Cathy Tyson). Seu trabalho é levar a garota não apenas para os encontros profissionais, mas também para as coisas do dia a dia. Aos poucos o sujeito vai se apaixonando pela jovem e aceita procurar outra prostituta amiga dela que está desaparecida. Esta complicada relação de dois personagens problemáticos, pode levá-los a uma tragédia. 

Este foi o terceiro filme dirigido pelo competente Neil Jordan e mostra com realismo a vida de personagens marginais na Londres dos anos oitenta, valorizado pelo desempenho do ótimo elenco, principalmente o casal principal. 

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Presságio


Presságio (Knowing, EUA/Inglaterra/Austrália, 2009) – Nota 7
Direção – Alex Proyas
Elenco – Nicolas Cage, Rose Byrne, Chandler Canterbury. Lara Robinson, Nadia Townsend, Ben Mendelsohn.

Num colégio em 1959, algumas crianças são convidadas a desenhar o que acreditam que existirá no futuro e estes desenhos serão colocados numa “cápsula do futuro”, que será enterrado no local e aberta apenas após cinqüenta anos. De todas as crianças, apenas a assustada Lucinda (Lara Robinson) ao invés de desenhar, escreve uma sequência enorme de números. 

Quando a cápsula é aberta em 2009, o papel de Lucinda é entregue ao garoto Caleb (Chandler Canterbury) filho do viúvo John (Nicolas Cage) e este leva para casa tentando descobrir o que significam aqueles números. Antes disso, o pai vê o papel é também fica intrigado, sendo ele um professor do famoso Instituto MIT de Tecnologia, tenta desvendar os números e descobre que a garota escreveu a data e o número de mortos de diversas tragédias, inclusive o incêndio que vitimou sua esposa e outros três desastres que ainda estão para acontecer em alguns dias. Este é o início da corrida de John para tentar impedir as catástrofes. 

A primeira parte do longa é intrigante, o roteiro prende a atenção quanto a previsão das tragédias acontecidas e as que estariam por vir, misturado com o desespero do personagem de Nicolas Cage. Não querendo contar muito sobre a história, mas a partir do momento em que entra em cena a personagem de Rose Byrne e sua filha, o roteiro despeja diversos temas no mesmo caldeirão, vida em outra planeta, ameaça solar e religião, com um final que pode ser considerado bíblico. 

Posso destacar duas cenas de tragédia, a espetacular sequência do avião caindo na rodovia e o exagerado desastre no metrô. No geral é um filme interessante apesar dos furos no roteiro.    

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Você Confia no Próximo?



Peço desculpas aos leitores do blog por hoje utilizar este espaço para escrever algo diferente de cinema.  

Conforme ficamos mais velhos, vamos nos deparando com situações semelhantes a que já vivemos e que na maioria das vezes mostra como o ser humano não é confiável. Não tenho como comparar com outros países, pois passei toda minha no Brasil, mas a cada dia percebo como está difícil viver por aqui, a quantidade de pessoas e empresas que vêem o próximo apenas como uma chance de lucrar é cada vez maior, estamos vivendo num local onde levar vantagem é o objetivo, vivemos sob a famosa “Lei de Gerson”.

Quando era criança ouvia que os golpes mais comuns eram aqueles perpetrados nas ruas, como a história do bilhete premiado, o jogo de bolinhas escondidas ou a venda do relógio falsificado. Hoje a história mudou e infelizmente temos de ficar espertos permanentemente, com a internet o número de golpes aumentou e muito. Qualquer um dentro de sua própria casa pode acabar sendo lesado, são cartões clonados, vírus enviados por e-mail, páginas falsas de bancos, entre diversos outros tipos.

Estas situações que citei são fora da lei, o conhecido estelionato, o pior são as situações legalizadas que na verdade são arapucas. Tenho certeza que todos que estão lendo aqui recebem quase que diariamente telefonemas de empresas de telemarketing tentando vender algum produto, são bancos oferecendo cartões, tv por assinatura, assinatura de jornais, venda de imóveis e até jazigos de cemitério. Os funcionários destas empresas ganham comissões por venda e tentam empurrar de tudo para o cliente, sempre utilizando a tática da venda no susto, onde o cliente não tem tempo de pensar e muitas vezes aceita algo que terá de pagar caro, sem o retorno garantido e quase que com certeza sem saber das reais condições do negócio. Estamos numa época onde a palavra não vale nada, qualquer negócio deve ser documentado  e mesmo assim corre-se o risco do prejuízo e da dor da cabeça posterior.

Outro problema atual é o crédito, que ao mesmo tempo que ajuda a economia a crescer, a forma que existe hoje é uma vergonha, principalmente pelos juros exorbitantes cobrados por bancos, financeiras e lojas. Enquanto o rendimento de uma conta poupança está em 0,5% ao mês, uma aplicação simples em torno de 1% e a inflação anual em 5%, estas instituições cobram taxas de até 10% em cartões de crédito e limites de conta. Outro absurdo é que as lojas possam além de emitir o cartão de crédito ainda emprestar dinheiro ao cliente com estas taxas absurdas, são verdadeiros agiotas legalizados. Uma loja tem a finalidade de venda de produtos, não empréstimo de dinheiro, mas como aqui é Brasil, vale tudo.


Eu poderia enumerar diversas situações em que tive de ser duro para não ser prejudicado e sei como isso cansa e irrita profundamente. É triste, mas criei alguns procedimentos básicos para diminuir as dores de cabeça.


1º - Enquanto puder não usarei cartão de crédito, não tento viver como monge, mas sempre procurei planejar o que comprar e se pensarmos bem não precisamos de tanto para viver bem.

2º - Dispense toda ligação que receber de alguma empresa de telemarketing oferecendo algum produto ou serviço. Mesmo que seja algo que você tenha interesse, não aceite, faça primeiro uma pesquisa sobre o produto ou serviço e se confirmar o interesse, entre em contato direto com a empresa.

3º - Em qualquer negociação, seja compra de produtos, serviço, apenas um pedido ou negociação de taxas e datas para pagamento, anote bem o nome da pessoa com quem conversou, a data do negócio e exija algum documento explicando detalhadamente o que foi acordado. Não acredite na palavra, como escrevi anteriormente, hoje em dia ela não vale nada.

4º - Não assine papel algum sem ler o total conteúdo do texto e se tiver alguma dúvida mostre primeiro para alguém que entenda do assunto, seja um advogado ou um profissional que conheça a área do referido serviço ou produto. Tome cuidado com vendedores e corretores principalmente, não podemos generalizar, mas a grande maioria quer apenas fechar a venda ou no mínimo amarrar o cliente para ganhar a comissão sobre a entrada paga. Muitos dizem que o negócio poderá ser desfeito, mas pode ter certeza que não será nada fácil.

5º - Em qualquer tipo de compra ou negociação, pesquise a idoneidade da empresa. Até alguns anos não era muito fácil, as pessoas escolhiam apenas pelo nome da empresa ser conhecida, porém hoje em dia existem diversos mecanismos de pesquisa.  A indicação pode ser útil quando for de alguma pessoa próxima e de confiança, mesmo assim ainda existe o risco do problema, nem sempre o que é bom para um agrada o outro. Outros dois métodos simples, fundamentais e ao alcance de todos são dois sites onde você verifica a quantidade de reclamações e se a empresa respondeu e resolveu a questão. Temos o Procon onde você pesquisa sobre a empresa e se quiser reclamar posteriormente precisará se dirigir pessoalmente a um posto de serviço. O segundo que é ainda mais fácil, completo e a chance da resposta ser bem rápida é grande, chama-se “Reclame Aqui”. Além de analisar a empresa por ranking de reclamações e pelo ramo de atuação, você verá a quantidade de reclamações, as explicações da empresa e a solução ou não do problema. É uma ferramenta simples e eficaz para conhecer com quem estamos negociando.



Infelizmente estes tipos de situação que descrevi, entre outras também nada agradáveis, aparecem em nossas vidas muitas vezes quando menos esperamos. O intuito desta postagem é alertar aos amigos do blog e conhecer a opinião de vocês a respeito deste assunto.


terça-feira, 23 de novembro de 2010

Filmes Antigos de Ficção Cientifica


Nos anos cinquenta foram produzidos diversos filmes de baixo orçamento no gênero ficção científica, gerando alguns clássicos como "A Guerra dos Mundos", "O Dia em que a Terra Parou" e "O Monstro do Ártico". Os temas eram basicamente os mesmos, contato com alienígenas que chegavam à Terra e eram vistos como ameaça ou através de missões com destino a outros planetas, sendo que o Marte era o escolhido pela a maioria das produções.

Nesta postagem eu cito três filmes deste período, sendo o mais importante deles "O Planeta Proibido", longa citado em diversas listas com um dos melhores do gênero na época.

Para quem gosta do gênero e tem acesso ao Canal TCM, a dica é ficar de olho na programação que foca filmes antigos e regularmente inclui na grade longas antigos de ficção.

O Planeta Proibido (Forbidden Planet, EUA, 1956) – Nota 7,5
Direção – Fred M. Wilcox
Elenco – Walter Pidgeon, Anne Francis, Leslie Nielsen, Warren Stevens, Jack Kelly, Richard Anderson, Earl Holliman.

Este clássico da ficção B utiliza a idéia da peça “A Tempestade” de Shakespeare para contar a história de uma nave espacial de resgaste comandada por J. J. Adams (Leslie Nielsen), que tem a missão de verificar o que aconteceu no Planeta Altair IV que foi colonizado há mais de vinte anos, mas que perdeu o contato com a Terra. Chegando no estranho planeta, a tripulação descobre que estão vivos apenas o Dr. Morbius (Walter Pidgeon) e sua filha Alta (Anne Francis) e que todas as outras pessoas foram mortas por uma estranha força. Ainda terão de enfrentar a resistência do Dr. Morbius que parece não quer receber visitantes. 

O grande trunfo do filme sem dúvida é o belo desenho de produção, que lembra outro clássico da época, “Guerra dos Mundos” e com um belo colorido e bons efeitos especiais, o filme é uma ótima pedida para quem gosta do gênero. A grande curiosidade é ver Leslie Nielsen, conhecido há quase trinta anos apenas por papéis em comédias, aqui bem jovem vivendo o oficial sério e galã por quem a mocinha Anne Francis se apaixona. Outro detalhe interessante é o figurino da garota, que usa uma espécie de mini-saia antes mesmo desta ser inventada.

O Homem do Planeta X (The Man from Planet X, EUA, 1951) – Nota 5,5
Direção – Edgar G. Ulmer
Elenco – Robert Clarke, Margareth Field, Raymond Bond, William Schallert.

O jornalista John Lawrence (Robert Clark) é convidado pelo veterano Professor Elliott (Raymond Bond) para visitá-lo numa afastada ilha na Inglaterra, onde ele teve uma descoberta importante. Chegando no local, John encontra a filha do professor, Enid (Margareth Field) e um ex-aluno, o ambicioso Dr, Mears (William Schallert). O professor descobriu um planeta desconhecido está se deslocando em direção à Terra e deseja a presença do jornalista para registrar o fato. A questão muda, quando numa noite a jovem Enid encontra uma espécie de nave pousada atrás de uma colina e nela um ser estranho, que utiliza uma roupa especial ligada a um tubo para respirar. A princípio eles tentam dialogar com o ser e o levam para o laboratório, porém a ambição do Dr. Mears e um segredo que o alienígena carrega levará a um conflito. 

O longa é uma ficção de baixo orçamento, com cenários precários, como por exemplo uma colina onde os personagens passam diversas vezes ao longo do filme, um elenco pequeno com alguns coadjuvantes bem fracos e uma história comum ao gênero, com o contato entre humanos e alienígenas acabando em conflito. Vale apenas como curiosidade para quem gosta do gênero.

O Planeta Vermelho Ameaçador (The Angry Red Planet, EUA, 1959) – Nota 4,5
Direção – Ib Melchior
Elenco – Gerald Mohr, Nora Hayden, Les Tremayne, Jack Kruschen, Paul Hahn, J. Edward McKinley.

Um foguete enviado para a Marte com quarto tripulantes perde contato com a Terra durante dias e de repente reaparece conseguindo pousar. Entretanto, retornam apenas a Dra. Iris Ryan (Nora Hayden) e o Coronel Thomas O’Bannion (Gerald Morh), ela em choque e o oficial infectado por algo desconhecido. Os médicos através do uso de drogas faz com que a Dra. Iris relembre o ocorrido e em flashback o espectador descobrirá o que aconteceu em Marte. 

Esta ficção de baixo orçamento tem um ritmo lento, com grande parte das cenas se passando dentro do foguete e utilizando uma terrível cor vermelha quando os tripulantes resolvem explorar Marte, onde vemos uma espécie de floresta e criaturas que lembram os filmes de Ed Wood. Além disso os diálogos são péssimos e o elenco canastrão ao extremo. 

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Predadores


Predadores (Predators, EUA, 2010) – Nota 7
Direção – Nimrod Antal
Elenco – Adrien Brody, Topher Grace, Alice Braga, Walton Goggins, Oleg Taktarov, Laurence Fishburne, Danny Trejo, Luis Ozawa Changchien, Mahershalalhashbaz Ali.

Sete homens e uma mulher são jogados inconscientes de paraquedas numa floresta desconhecida. Todos estão armados e não se conhecem, mas precisam se unir para descobrir como foram parar naquele lugar e com qual objetivo. Rapidamente descobrem que todos são violentos, temos entre eles um mercenário (Adrien Brody), um condenado a morte (Walton Goggins), um miliciano checheno (Oleg Taktarov) e um traficante mexicano (Danny Trejo). Na tentativa de escapar da floresta, percebem que antes terão de sobreviver aos ataques de uma ameaça desconhecida. 

O roteiro é simples, lembra o filme original onde um grupo de militares era perseguido pelo predador numa floresta tropical e pega emprestado a idéia da ficção B “Cubo”, onde várias pessoas são seqüestradas sem saber porque e jogadas dentro de um gigantesco cubo cheio de armadilhas. 

As cenas de ação são bem filmadas, o elenco como na maioria dos filmes de ação tem personagens clichês, com a curiosidade de ver um grande ator como Adrien Brody se divertindo no papel de herói durão, além da brasileira Alice Braga, cada vez mais requisitada em Hollywood. 

O longa tem ainda uma estranha participação de Laurence Fishburne como um sujeito maluco, que tenta sobreviver há algum tempo naquele local.

domingo, 21 de novembro de 2010

Medo da Verdade


Medo da Verdade (Gone, Baby Gone, EUA, 2007) – Nota 8
Direção – Ben Affleck
Elenco – Casey Affleck, Michelle Monaghan, Morgan Freeman, Ed Harris, John Ashton, Amy Ryan, Amy Madigan, Titus Welliver, Michael Kenneth Williams, Edi Gathegi, Mark Margolis.

Num bairro pobre de Boston, um garotinha é seqüestrada e a polícia não tem pistas. A família resolve procurar um casal de investigadores particulares, Patrick Kenzie (Casey Affleck) e Angie Genaro (Michelle Monaghan) para uma investigação paralela. Patrick mora no bairro a vida inteira e conhece desde policiais até traficantes e drogados que rondam o local, tendo em alguns casos acesso a melhores informações do que a polícia. A investigação do casal não agrada ao chefe de polícia (Morgan Freeman), mas que é obrigado a colocar dois veteranos detetives (Ed Harris e John Ashton) para dividir as informações com o casal e trabalharem em conjunto. Um detalhe importante é a desestruturada família da vítima, a jovem mãe (Amy Ryan) é viciada em drogas, o tio (Titus Welliver) é ex-detento e apenas a tia (Amy Madigan) parece realmente se importar com a criança, mesmo sendo uma pessoa desequilibrada. 

O longa é baseado num livro de Dennis Lehane, o mesmo escritor de “Sobre Meninos e Lobos”, com quem mantém algumas semelhanças. O roteiro mistura personagens honestos, traficantes, drogados e policiais num história que parece ser simples, mas que esconde diversos segredos que são revelados aos poucos e levam a um terrível dilema moral no final, onde o personagem extremamente bem interpretado por Casey Affleck é obrigado a fazer uma escolha complicadíssima. 

O restante do elenco ajuda em elevar a qualidade do longa, com Ed Harris se destacando no papel do policial veterano e a boa atriz Amy Ryan muito bem no papel da mãe drogada e inconseqüente. 

Outra agradável surpresa é a boa direção de Ben Affleck, que conduz a história com firmeza e sensibilidade, mostrando que pelos últimos papéis que teve como ator, tem potencial para ser tornar melhor como diretor. 

sábado, 20 de novembro de 2010

Missão Impossível II


Missão Impossível II (Mission: Impossible II, EUA / Alemanha, 2000) – Nota 7
Direção – John Woo
Elenco – Tom Cruise, Dougray Scott, Thandie Newton, Ving Rhames, Richard Roxburgh, John Polson, Brendan Gleeson, Rade Sherbedgia, William Mapother, Dominic Purcell.

O vilão Sean Ambrose (Dougray Scott) se disfarça como Hunt Ethan (Tom Cruise) para roubar um vírus chamado Quimera, que transmite uma gripe que mata em menos de um dia. Para tentar recuperar o vírus, Ethan monta um nova equipe que terá a participação de uma ex-namorada de Sean, Nyah (Tandie Newton). 

Novamente muita ação e correria são os pontos fortes do longa, com a parte final se passando na Austrália, onde a melhor sequência é uma perseguição de motos entre herói e vilão. Desta vez Tom Cruise chamou o especialista em filmes de ação John Woo para dirigir e o filme acabou se voltando mais a ação, sendo inferior no roteiro em relação ao original e na minha opinião perdendo ainda na escolha do vilão interpretado pelo canastrão Dougray Scott. 

O terceiro longa é superior a este, mas não alcança a qualidade do original.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

O Julgamento & O Mistério do Rosário Negro



Nesta postagem escrevo sobre dois filmes onde padres são personagens importantes na trama. Em um deles o padre vivido por Donald Sutherland é o herói e no outro o personagem de David Strathairn é o vilão.

O Julgamento (Judgment, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Tom Topor
Elenco – Keith Carradine, Blythe Danner, David Strathairn, Michael Faustino, Jack Warden, Bob Gunton, Dylan Baker, Mitchell Ryan, Robert Joy, Brad Sullivan.

Numa pequena cidade da Louisiana, onde grande parte das pessoas são católicas, explode um escândalo quando um casal (Keith Carradine e Blythe Danner) acusa o padre Frank (David Strathairn) de ter abusado de seu filho (Michael Faustino), que o ajudava nas misssas como coroinha. Como o padre é um sujeito querido na comunidade, muitas pessoas se voltam contra o casal iniciando uma disputa que terminará nos tribunais. 

Este telefilme é baseado em fatos reais e apesar de ter sido produzido há vinte anos, continua atual em virtude do polêmico tema que não sai das manchetes de jornal. Além da história, outro ponto alto é o elenco, com boa atuação do casal também na vida real Keith Carradine e Blyther Danner, do falecido Jack Warden e principalmente do sempre competente David Strathairn, que estrelou “Boa Noite, Boa Sorte”.

O Mistério do Rosário Negro (The Rosary Murders, EUA, 1987) – Nota 6
Direção – Fred Walton
Elenco – Donald Sutherland, Charles Durning, Belinda Bauer, Josef Sommer, Tom Mardirosian, Mark Margolis, Peter Van Norden.

Um Detroit, o padre Robert Koesler (Donald Sutherland) é abordado pela jornalista Pal Lennon (Belinda Bauer) após a morte de outro padre que estava em coma, em virtude de ter sido atacado pelo chamado “Assassino do Rosário”, que mata padres e freiras deixando um rosário negro nas mãos das vítimas. A princípio o padre Robert não se interessa pela ajuda da jornalista, mas a história muda quando o assassino resolve se confessar com ele e este não pode entregá-lo para polícia sem quebrar o sigilo sagrado da confissão, mesmo sabendo que o assassino voltará matar. 

O longa é baseado num livro de sucesso e foi adaptado para o cinema pelo escritor de histórias policiais Elmore Leonard. A história tem bom desenvolvimento, com a interessante investigação pessoal conduzida pelo padre Robert que ainda mostra um pouco da vida de padres e freiras sem as batinas, principalmente o personagem de Donald Sutherland que age mais como investigador do que padre.