domingo, 14 de novembro de 2010

Animal 1 & 2



Animal (Animal, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – David J. Burke
Elenco – Ving Rhames, Terrence Howard, Jim Brown, Chazz Palminteri, Wes Studi, Faizon Love, Taraji P. Henson, Paula Jai Parker, Beverly Todd.

James “Animal” Allen (Ving Rhames) é um sujeito violento envolvido no tráfico de drogas em Los Angeles. Após ser preso, a mãe de seu filho (Paula Jai Parker) é assassinada e o garoto acaba sendo criado pela avó (Beverly Todd). Na cadeia, James conhece um prisioneiro veterano e ex-ativista político (Jim Brown), que procura mostrar que a violência é uma escolha e que apenas  com sua própria atitude poderá mudar de vida, se quiser é claro. Estes ensinamentos fazem com que James ao sair da cadeia tente se aproximar de seu filho Darius (vivido na fase adulta por Terrence Howard), que segue o mesmo caminho marginal do pai. 

Em alguns pontos a história até que é interessante, principalmente ao explicar a origem da palavra linchamento, que vem de William Lynch, um sujeito que no século XVIII criou uma espécie de cartilha para fomentar o ódio entre os negros para dominá-los com maior facilidade e violência. Ving Rhames está bem no papel do sujeito que tenta sair do caminho do crime e Terrence Howard também não compromente, porém o resultado final é apenas razoável.

Animal 2 (Animal 2, EUA / Canadá, 2007) – Nota 5
Direção – Ryan Combs
Elenco – Ving Rhames, K. C. Collins, Vicellous Shannon, Yannick Bisson, Deborah Valente, Conrad Dunn.

Neste continuação do filme de 2005, James “Animal” Allen (Ving Rhames) cumpre pena após assumir  um crime cometido por seu filho (Vicellous Shannon que substitui Terrence Howard). Ele tenta não entrar em conflitos, porém após uma rebelião acaba sendo transferido para outra penitenciária onde é chantageado por um dos lideres do local, o “pastor” Kasada (Conrad Dunn). Animal é obrigado a participar de lutas dentro do local para que seu outro filho (K. C. Collins) não seja acusado e preso por um crime que não cometeu. 

O filme original tinha uma história interessante, que mostrava como um homem poderia mudar suas atitudes, além das raízes da violência entre os negros americanos pobres. No elenco além de Rhames, tinha também o bom ator Terrence Howard  como seu filho. Tudo isso se perde nesta continuação, que basicamente foca na violência dos filmes sobre prisão e cria uma investigação com cara de seriado, resultando numa obra fraca.

sábado, 13 de novembro de 2010

Intrigas de Estado


Intrigas de Estado (State of Play, EUA, 2009) – Nota 7,5
Direção – Kevin Macdonald
Elenco – Russell Crowe, Ben Affleck, Rachel McAdams, Helen Mirren, Robin Wright Penn, Jason Bateman, Jeff Daniels, Michael Berresse, Henry Lennix, Josh Mostel, Michael Weston, Barry Shabaka Henley, Viola Davis.

Numa certa noite dois sujeitos são baleados, um rapaz negro que morre na hora e um branco que fora testemunha do crime fica em coma. Na manhã seguinte,  a assessora do deputado Stephen Collins (Ben Affleck) morre num suspeito acidente no metrô. Os dois fatos aparentemente sem ligação são investigados pelo veterano repórter Cal McAffrey (Russell Crowe), o primeiro apenas pela parte profissional e o segundo por ser amigo de Carl. A situação fica estranha quando aparece a notícia de que a jovem morta era amante do deputado, que acredita estar sendo perseguido por um grande corporação que presta serviços militares ao governo, empresa esta que o deputado trava conflito durante uma audiência pública. 

Ao mesmo tempo que Cal se interessa pelo caso, sua chefe, a editora Cameron Lynne (Helen Mirren) coloca a novata Della Frye (Rachel McAdams) para tentar tirar alguns detalhes do sujeito e publicar no blog do jornal,  porém o esperto veterano dá um chega prá lá na novata a princípio, mas acaba se unindo a jovem para se aprofundar nas duas investigações. 

Este interessante triller busca inspiração no clássico “Todos os Homens do Presidente” de Alan J. Pakula para mostrar os bastidores sujos da política e o papel da imprensa em denunciar estas situações. Sem ser sensacional, o filme é eficiente ao criar uma trama que poderia ser real e ainda utiliza temas atuais como o interesse econômico em manter os soldados americanos no Iraque e as mudanças pelas quais passa a imprensa, onde o veterano jornalista que procura se aprofundar antes de escrever sobre um tema, entra em conflito com os jovens que procuram rapidez e tem na internet a ferramenta para suas matérias. 

Para quem gosta do gênero o filme prende a atenção nos detalhes e tem no elenco de bons atores outro ponto forte, até mesmo Ben Affleck convence no papel do político almofadinha.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

O Homem do Prego


O Homem do Prego (The Pawnbroker, EUA, 1964) – Nota 7,5
Direção – Sidney Lumet
Elenco – Rod Steiger, Geraldine Fitzgerald, Brock Peters, Jaime Sanchez, Raymond St Jacques, Thelma Oliver.

Sol Nazerman (Rod Steiger) é um judeu que sobreviveu ao campo de concentração e hoje é dono de uma loja de penhores num bairro pobre de Nova Iorque. Sujeito extremamente ressentido pelo que sofreu na guerra, onde perdeu sua família, Sol trata todos a sua volta sem o menor sentimento, sejam as pessoas humildes que penhoram seus objetos por uma miséria, passando pela namorada e o sogro a quem ele trata com frieza e chegando ao seu empregado, o latino Jesus Ortiz (Jaime Sanches), um jovem com alegria de viver, que namora uma prostituta e tenta sair da vida de pequenos roubos a que estava acostumado. Toda esta frieza de Sol é um escudo criado para tentar esquecer o passado e estas atitudes o levarão a uma nova tragédia. 

Dirigido por Lumet no mesmo ano em que ele fez o clássico contra a guerra “Limite de Segurança”, este drama é um interessante relato das conseqüências na vida dos sobreviventes do Holocausto. O personagem de Rod Steiger é um exemplo de que como uma situação extrema e a tragédia podem mudar o comportamento de uma pessoa e neste caso numa cena no metrô fica claro que o personagem sofre o que é hoje é conhecido como “Síndrome do Pânico”, além de outras atitudes típicas de uma pessoa com depressão. 

Não é uma história fácil de acompanhar, principalmente pelos personagens problemáticos e a margem da sociedade, mas vale para conhecer um filme menor na carreira do ótimo Lumet.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Duna - O Mundo do Futuro


Duna – O Mundo do Futuro (Dune, E UA, 1984) – Nota 6
Direção – David Lynch
Elenco – Kyle MacLachlan, Sean Young, José Ferrer, Silvana Mangano, Sting, Kenneth McMillan, Jurgen Prochnow, Max Von Sydow, Linda Hunt, Dean Stockwell, Freddie Jones, Francesca Annis. Virginia Madsen, Richard Jordan, Brad Dourif, Everett McGill, Jack Nance, Sian Phillips, Alicia Witt.

Hoje o cinema perdeu o produtor italiano Dino de Laurentiis aos noventa e um anos. Dino era ator e após a 2º Guerra se transformou em produtor, trabalhando primeiro com diretores como Roberto Rossellini (pai de Isabella Rossellini) e Fellini, depois dividindo os créditos em produções internacionais famosas como "Ulisses", "Guerra e Paz" e "A Bíblia", entre outros longas. Nos anos setenta mudou seu trabalho para os EUA e produziu diversos longas, alguns bons como "Serpico", "Desejo de Matar", "Conan" e "Na Época do Ragtime" e outros grandes fracassos como "Flash Gordon", "Comboio do Terror" e este "Duna".

A história se passa no ano 10.190 num planeta conhecido como Duna, onde três grupos vivem num espécie de sistema feudal futurista. Temos os Atreides, aristocratas liderados pelo Duque Leto Atreides (Jurgen Prochnow), os nobres bárbaros Harkonnens, liderados pelo Barão Vladimir Harkonnen (Kenneth McMillan) e os nômades que vivem no deserto, os Freemans. Quando o Duque Leto é assassinado pelos Harkonnens numa disputa por uma espécie de droga valorizada, conhecida como especiaria, seu filho Paul (Kyle MacLachlan) e sua esposa Lady Jessica (Francesca Annis) fogem para o deserto e se juntam aos Freemans. No deserto, Paul entrará contato com a droga e descobrirá ser o Messias que eles esperam para liderá-los na luta contra os Harkonnens. 

Esta adaptação do livro de Frank Herbert foi um grande fracassso de bilheteria, principalmente pelas divergências entre Dino de Laurentiis e o diretor David Lynch. Lynch filmou pensando num longa com mais de três horas de duração, porém de Laurentiis temendo o fracassso, resolveu cortar o filme e lançá-lo com pouco mais de duas horas, acreditando que seria melhor comercialmente. O resultado foi um erro que tornou a história confusa e com passagens narradas pelo personagem principal vivido por Kyle MacLachlan para substituir as cenas. Anos depois David Lynch lançou sua versão na tv americana e esta foi melhor recebida pelos críticos, apesar da longa duração. O elenco de famosos, os cenários grandiosos e os efeitos especiais ajudaram a inflar o orçamento para incríveis quarenta e cinco milhões de dólares na época, com certeza um dos maiores fracasssos da história do cinema. 


quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Amor Sem Fronteiras


Amor Sem Fronteiras (Beyond Borders, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Martin Campbell
Elenco – Angelina Jolie, Clive Owen, Teri Polo, Linus Roache, Noah Emmerich, Yorick Van Wageningen.

Sarah Jordan (Angelina Jolie) é casada com o inglês Henry Bauford (Linus Roache) e vive em meio a classe alta inglesa. Jovem mimada, ela muda seu pensamento quando durante uma festa o médico Nick Callahan (Clive Owen) invade o local com um garoto africano e cobra da elite uma ajuda para seu trabalho na África. Curiosa com o assunto e encantada pelo médico, Sarah resolve participar do trabalho e viaja para África onde se depara com uma triste realidade e começará sua mudança de pensamento. Durante anos ela mantém um caso mal resolvido com o médico sem separar do marido, até que Nick acaba sendo seqüestrado na Chechênia e ela fará de tudo para tentar resgatar seu amor. 

O longa é um folhetim romântico que utiliza a pobreza e a violência em países do terceiro mundo como parte do drama entre o casal. O filme foi massacrado pela crítica na época do lançamento, mas se não tem a qualidade de um “O Jardineiro Fiel” ou “Hotel Ruanda”, ao menos tem uma boa direção e locações extremamente bem aproveitadas, além do ótimo casal principal. Os pontos negativos principais são a previsível e complicada história de amor, além de algumas situações um tanto quanto forçadas.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

X-Men 2

X-Men 2 (X2, Canadá / EUA, 2003) – Nota 8
Direção – Bryan Singer
Elenco – Patrick Stewart, Hugh Jackman, Ian McKellen, Halle Berry, Famke Janssen, James Marsden, Anna Paquin, Rebecca Romijn Stamos, Brian Cox, Alan Cumming, Bruce Davison, Aaron Stanford, Shawn Ashmore, Kelly Hu, Katie Stuart, Daniel Cudmore, Shauna Kain.

Nesta sequência os mutantes continuam a serem perseguidos, principalmente após Noturno (Alan Cumming) tentar assassinar o presidente americano. Este fato faz com que a opinião pública se vire totalmente contras os mutantes e o governo dê carta branca ao General William Styker (Brian Cox) para persegui-los. Esta situação fará com o Professor Xavier (Patrick Stewart) e Magneto (Ian McKellen) esqueçam suas diferenças e tenham de se unir para salvar os mutantes. Ao mesmo tempo Wolverine (Hugh Jackman) está no Canadá com o obejtivo de descobrir suas origens e novamente será o personagem principal neste novo desafio. 

Após o sucesso do original, Bryan Singer teve maior segurança para aumentar o número de mutantes e criar uma história ainda mais elaborada e cheia de ação nesta continuação que se revela um filme melhor ainda. Com uma duração maior, ele conseguiu dar importância a outros mutantes, como Pyro (Aaron Stanford), o Homem de Gelo (Shawn Ashmore) e Vampira (Anna Paquin). Infelizmente o diretor desistiu de comandar o terceiro filme e o resultado acabou sendo inferior aos dois primeiros longas.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Rios Vermelhos 1 & 2




Rios Vermelhos (Les Rivieres Pourpres, França, 2000) – Nota 7,5
Direção – Mathieu Kassovitz
Elenco – Jean Reno, Vincent Cassel, Nadia Fares, Dominique Sanda, Jean Pierre Cassel, Karim Belkhadra.

O veterano e solitário detetive Pierre Niemans (Jean Reno) é encarregado de investigar uma morte ocorrida dentro de uma universidade tradicional nos Alpes Franceses. Ao mesmo tempo em outro local, o jovem e impetuoso policial Max Kerkerian (Vincent Cassel) investiga um caso onde um túmulo de uma criança foi profanado. As duas investigações correm em paralelo até que se encontram e obrigam os dois policiais de temperamentos distintos a trabalharem juntos. 

O diretor e ator Mathieu Kassovitz que foi aclamado pelo longa “O Ódio”, também com Vincent Cassel, aqui utiliza elementos tipicamente do cinema americano para criar um ótimo filme policial de suspense. O tema principal é a caça a um serial killer, tema recorrente aos filmes de Hollywood, mas que ganha força ao situar a ação nos gelados Alpes Franceses. A dupla principal está perfeita na composição dos personagens, os dois são talentosos e carismáticos, tendo ótimos diálogos entre si e ajudando a prender a atenção do espectador até a reviravolta final. O longa lembra em parte o ótimo “Seven”. Foi produzida uma sequência em 2004, apenas com Jean Reno voltando ao papel.

Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse (Les Rivieres Pourpres II – Les Anges de L’Apocalypse, França / Itália / Inglaterra, 2004) – Nota 6,5
Direção – Olivier Dahan
Elenco – Jean Reno, Benoit Magimel, Christopher Lee, Camille Natta, Johnny Hallyday.

Nesta sequência do sucesso de 2000, o agora comissário Pierre Niemans (Jean Reno) é encarregado de investigar a morte de um homem emparedado num mosteiro com símbolos religiosos. Ao mesmo o tempo, o policial Reda (Benoit Magimel) encontra um sósia de Jesus Cristo agonizando na frente de um igreja. Seguindo o esquema do filme original, as duas investigações se encontram e a dupla de policiais terá a ajuda de Marie (Camille Natta), uma especialista em história da religião. 

Apesar de não ser tão bom quanto o original, a história prende a atenção misturando novamente investigação policial com suspense e um ainda uma misteriosa seita. Do original apenas Jean Reno voltou ao papel, mas mesmo assim é um interessante suspense que tem ainda a participação do veteraníssimo Christopher Lee. 

domingo, 7 de novembro de 2010

Estrada Para Perdição


Estrada para Perdição (Road to Perdition, EUA, 2002) – Nota 7,5
Direção – Sam Mendes
Elenco – Tom Hanks, Paul Newman, Jude Law, Daniel Craig, Tyler Hoechlin, Jennifer Jason Leigh, Ciaran Hinds, Dylan Baker, Stanley Tucci, Liam Aiken.

O diretor Sam Mendes ficou famoso com o ótimo drama cínico sobre a classe média americana “Beleza Americana”. Aqui em “Estrada para Perdição” ele não consegue alcançar o mesmo nível, mas entrega um bom trabalho. 

A trama gira em torno do assassino Michael Sullivan (Tom Hanks), que foi criado pelo mafioso John Rooney (Paul Newman) e hoje mesmo casado e com dois filhos continua na “profissão” por achar que deve sua vida ao velho mafioso. As coisas mudam quando Connor (Daniel Craig), o filho de John Rooney comete um assassinato que é presenciado pelo filho de Michael, o que vai gerar desconfiança entre os bandidos e uma série de traições e assassinatos. 

O filme tem personagens que sabem muito bem o mal que causam, mas em virtude de laços familiares e lealdade não pensam duas vezes em eliminar o oponente, sendo um tipo de análise onde mostra que o ambiente influencia e muito nas atitudes das pessoas, o maior exemplo é o papel de Michael, criado na máfia ele é um assassino frio, porém trata seus filhos e esposa com um grande carinho e gentileza, um homem de duas vidas.

sábado, 6 de novembro de 2010

Sexta-Feira 13 - Partes II, III e IV




Sexta-Feira 13 – Parte II (Friday the 13th Part 2, EUA, 1981) – Nota 6
Direção – Steve Miner
Elenco – Adrienne King, Amy Steel, John Furey, Kirsten Baker, Stuart Charno.

Esta sequência começa com o assassinato da garota (Adrienne King) sobrevivente do primeiro filme.  A história pula para cinco depois quando um grupo de jovens está pronto para reabrir o acampamento em Crystal Lake, mas Jason aparecerá para saciar sua vingança. 

O roteiro apesar de alguns furos ainda tenta seguir a história contada no filme anterior e tem como mérito ser um dos mais violentos das série. Além disso, o final do longa deixava a dúvida da morte ou não de Jason, já preparando o espectador para a terceira parte. 

O detalhe é que estes dois longas foram dirigidos por Steve Miner, que estreava na função e posteriormente faria outros filmes de terror como “A Casa do Espanto” e “Warlock – O Demônio”. Como curiosidade, Miner é o único a dirigir mais de um filme da série.





Sexta-Feira 13 – Parte III (Friday the 13th Part III, EUA, 1982) – Nota 4
Direção – Steve Miner
Elenco – Dana Kimmell, Paul Kratka, Tracie Savage, Jeffrey Rogers, Catherine Parks.

A terceira parte da saga de Jason desce a ladeira na questão da lógica, com o roteiro focando apenas nas mortes e colocando vários personagens na tela apenas para morrer. A história começa nos minutos finais do longa anterior e segue o dia seguinte, quando outro grupo de jovens resolve passar o dia numa cabana próxima a Crystal Lake e se transformam no alvo de Jason, que mesmo já tendo terminado sua vingança conforme o roteiro original, continuará a matar inocentes sem dó nem piedade. 

O longa foi lançado na época em 3D, assim como “Tubarão III” feito em 1984 e talvez por isso o diretor tenha se preocupado apenas com as cenas de violência. Outro detalhe, foi nesta parte que Jason começou a utilizar a famosa máscara de hóquei.

Sexta-Feira 13 IV – Capítulo Final (Friday the 13th: The Final Chapter, EUA, 1984) – Nota 5
Direção – Joseph Zito
Elenco – Kimberly Beck, Peter Barton, Corey Feldman, Erich Anderson, Crispin Glover, Barbara Howard, Lawrence Monoson, Judie Aronson.

O longa começa com a polícia recolhendo os mortos do filme anterior e levando o corpo de Jason com um machado enfiado na cabeça ao necrotério. Como a série precisava continuar, Jason não está morto e sai do necrotério para retomar seu caminho de assassinatos violentos. 

Novamente temos um roteiro fraco, com a história se passando um dia após a parte II e dois dias após a parte III e mesmo após algumas dezenas de mortes, um novo grupo de jovens vai para Crystal Lake se divertir. O longa ganha um ponto a  mais que o anterior pelo interessante final, que na cabeça do diretor Joseph Zito seria o encerramento da série. Zito é o responsável por filmes de ação B como “Braddock” e “Invasão aos EUA” com Chuck Norris e “Red Scorpion” com Dolph Lundgreen. 

Outro ponto interessante é o elenco, com alguns atores que tiveram certa fama, como Crispin Glover que trabalharia em “De Volta Para o Futuro” e “As Panteras”, Lawrence Monoson que fez “O Último Americano Virgem”, longa fraco mas que fez algum sucesso nos anos oitenta e o garoto na época Corey Feldman, que tem um currículo melhor que muito astro, tendo trabalhado em filmes como “Os Goonies”, “Os Garotos Perdidos” e “Conta Comigo”.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Backdraft - Cortina de Fogo


Backdraft – Cortina de Fogo (Backdraft, EUA, 1991) – Nota 7
Direção – Ron Howard
Elenco – Kurt Russell, William Baldwin, Robert De Niro, Scott Glenn, Jennifer Jason Leigh, Rebecca DeMornay, Donald Sutherland, Jason Gedrick, J. T. Walsh.

Os irmãos Stephen “Bull” McCaffrey (Kurt Russell) e Brian (William Baldwin) seguindo a tradição da família trabalham como bombeiros. Com estilos e temperamentos diferentes, os irmãos vivem uma disputa profissional que acaba abalando a amizade em alguns momentos. O problema ocorre porque quando criança, Brian viu o pai morrer e hoje atuando como bombeiro não tem medo do perigo, enfrentando situações que podem causar a própria morte ou de algum outro bombeiro. Desta forma Stephen acredita que Brian deveria desistir da carreira, mas pelo contrário,  quando acontece um de vários incêndios que podem ser criminosos, Brian se une ao investigador Donald “Shadow” Rimgale (Robert De Niro) para descobrir o culpado. 

Na época alguns críticos não gostaram do filme, alegando que o roteiro era fraco. Não concordo, o roteiro mesmo não trazendo novidades e utilizando temas comuns em filmes policiais, a briga dos irmãos que no fundo se gostam e a investigação de um crime, o longa prende a atenção pelo suspense nas ótimas cenas de incêndio, provavelmente as melhores do gênero e que mostra o temível “Backdraft”, falando em termos leigos, é aquela cena em que alguém abre um porta e o fogo do outro lado se junta ao oxigênio e cria uma bola de fogo. 

O elenco cheio de rostos famosos, tem Russell e De Niro cumprindo bem os papéis, Jennifer Jason Leigh como sempre faz pelo menos uma cena picante com William Baldwin e ainda o ótimo Donald Sutherland no pequeno papel de um incendiário. O mais fraco é o canastrão William Baldwin, que trabalhou em bons filmes nos anos noventa, mas nunca convenceu.                         

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Ódio


O Ódio (La Haine, França, 1995) – Nota 8,5
Direção – Mathieu Kassovitz
Elenco – Vincent Cassel, Hubert Kounde, Said Taghmaoui, Abdel Ahmed Ghili, Solo.

O filme acompanha um dia na vida de três jovens que vivem num conjunto habitacional de classe baixa em Paris. 

O judeu Vinz (Vincent Cassel) é o mais revoltado e menos inteligente, tenta resolver tudo na base da violência, o árabe Said (Said Taghmaoui) deseja conseguir uma namorada e tem extrema preocupação quanto ao seu futuro e o negro Hubert (Hubert Kounde) é o mais maduro, que acredita na paz e extravasa sua raiva na prática do boxe. 

Estes três jovens praticamente excluídos da sociedade, se revoltam quando um amigo árabe, Abdel (Abdel Ahmed Ghili) é brutalmente espancado por policiais na noite anteior e acaba morrendo. Para esquentar ainda mais a situação, em meio a revolta, as drogas, a violência da polícia e de vários grupos étnicos, o explosivo Vinz consegue uma revólver carregado, o que pode ser o caminho para uma tragédia. 

O diretor e ator Mathieu Kassovitz acerta em cheio ao mostrar um cenário de exclusão, discriminação e violência a que são submetidos os imigrantes na França e a revolta que surge na criação de grupos que tentam defender seus pares na base da violência e da intolerância. Apesar de ter sido produzido há quinze anos, o filme ainda continua extremamente atual e o tema preocupante. O trio principal dá força ao filme, todos com personagens marcantes de acordo com o contexto do filme.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Refém


Refém (Hostage, EUA/ Alemanha, 2005) – Nota 7
Direção – Florent Emilio Siri
Elenco – Bruce Willis, Kevin Pollak, Jimmy Bennett, Ben Foster, Jonathan Tucker, Michelle Horn, Marshall Allman, Serena Scott Thomas, Rumer Willis, Kim Coates, Robert Knepper, Tina Lifford.

Jeff Talley (Bruce Willis) é o delegado de uma pequena cidade e tem no passado um tragédia ocorrida quando era negociador da polícia de Los Angeles. Na pacata cidade tem pouco o que fazer, até numa certa manhã quando três adolescentes invadem a mansão de um contador (Kevin Pollak) com o intuito de assaltar, porém acabam presos no local fazendo a família do sujeito de refém. Para complicar a situação, o contador trabalha para máfia e tem escondido em casa um DVD com os podres de seu patrão, o que resulta num seqüestro paralelo, com os mafiosos mantendo em seu poder a esposa (Serena Scott Thomas, irmã de Kristin) e a filha (Rumer Willis, filha na vida real de Bruce Willis e Demi Moore) de Jeff, que terá de negociar com os jovens sequestradores e ainda encontrar uma forma de salvar sua família . 

Este é o início de um competente filme policial de ação e suspense, que mesmo abusando dos clichês do gênero, prende a atenção trazendo novamente Bruce Willis como o herói. O longa é violento em algumas cenas e conta com bons atores entre os jovens seqüestradores, como Ben Foster e Jonathan Tucker, que aqui criam vilões exagerados. Finalizando, a violência e as cenas de ação acabam compensando as falhas de interpretação.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Missão Impossível


Missão Impossível (Mission: Impossible, EUA, 1996) – Nota 8
Direção – Brian DePalma
Elenco – Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Beart, Henry Czerny, Ving Rhames, Jean Reno, Vanessa Redgrave, Emilio Estevez, Kristin Scott Thomas, Dale Dye, Marcel Iures.

Numa missão em Praga, a equipe do agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) cai numa emboscada e alguns agentes acabam morrendo. Sendo tratado como suspeito de ser o traidor, Ethan precisa descobrir quem planejou a armadilha e para isso procura ajuda de alguns agentes renegados, como Luther Stickwell (Ving Rhames) e a bela Claire Phelps (Emmanuell Beart) filha de seu superior na CIA, Jim Phelps (Jon Voight). 

Muita correria, suspense como na famosa cena de Tom Cruise pendurado por fios sem poder tocar o chão e a alucinada e exagerada sequência final de uma perseguição com um helicóptero e um trem dentro de um túnel. O filme é um grande acerto na carreira de Tom Cruise, parte pela ótima escolha de Brian DePalma na direção, que sabe como ninguém criar sequências de suspense e também pela história, ressuscitar a famosa série de sucesso dos anos sessenta era uma desafio que se bem feito renderia muito dinheiro e o caminho aberto para sequências. Duas já foram lançadas com sucesso e hoje está em pré-produção uma quarta aventura. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cass


Cass (Cass, Inglaterra, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jon S. Baird
Elenco – Nonso Anozie, Natalie Press, Leo Gregory, Gavin Brocker, Tamer Hassan, Linda Bassett, Geoffre Beevers.

Baseado no livro autobiográfico de Carol “Cass” Pennant, o filme é um relato da vida do primeiro holligan condenado a prisão por violência em jogos de futebol na Inglaterra. 

Quando bebê, o negro Cass (Nonso Anozie) é adotado por um casal de brancos com quase cinquenta anos de idade, que o cria com todo o amor possível. Na adolescência ele se envolve com a torcida do West Ham United, tradicional time da Inglaterra e daí por diante se torna líder dos chamados “Inter City Firm”, um grupo de sujeitos que se reúne aos finais de semana em tese para torcer pelo time, mas na verdade para entrar em conflito com torcidas rivais com o objetivo de se transformar no grupo mais temido do país. 

A história de Cass com este grupo começa no final dos anos sessenta e vai até o início dos noventa, mostrando a amizade de infância com dois outros sujeitos violentos, Freeman (Leo Gregory) e Prentice (Gavin Brocker), o tempo em que passou na cadeia, o casamento com Elaine (Natalie Press) e até quando ele percebe toda a estupidez daquele mundo em que vive. O desconhecido Nonso Anozie dá conta do recado no papel principal, criando um sujeito que é violento mas não acredita estar fazendo algo errado. 

Apesar do tema ser a violência no futebol, em nenhum momento vemos os atores contracenando dentro de um estádio, são mostradas apenas cenas de violência de jogos diversos para ilustrar a narração, feita pelo próprio ator principal. 

A fase mais violenta se passa durante os anos oitenta, quando a Inglaterra sobre o comando da Primeire Ministra Margareth Thatcher, passou por uma forte recessão, além das Guerra das Malvinas e isso aumentou o desemprego no país, aliado aos baixos salários, esta união de fatores foi o estopim para o crescimento destes grupos, em sua maioria formados por jovens de classe baixa. 

Como curiosidade, o ator Leo Gregory trabalhou também no filme “Hooligans”, que mostrava uma face mais recente da violência e tinha como exemplo outra torcida do West Ham, os “Green Street Holligans”.