sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Backdraft - Cortina de Fogo


Backdraft – Cortina de Fogo (Backdraft, EUA, 1991) – Nota 7
Direção – Ron Howard
Elenco – Kurt Russell, William Baldwin, Robert De Niro, Scott Glenn, Jennifer Jason Leigh, Rebecca DeMornay, Donald Sutherland, Jason Gedrick, J. T. Walsh.

Os irmãos Stephen “Bull” McCaffrey (Kurt Russell) e Brian (William Baldwin) seguindo a tradição da família trabalham como bombeiros. Com estilos e temperamentos diferentes, os irmãos vivem uma disputa profissional que acaba abalando a amizade em alguns momentos. O problema ocorre porque quando criança, Brian viu o pai morrer e hoje atuando como bombeiro não tem medo do perigo, enfrentando situações que podem causar a própria morte ou de algum outro bombeiro. Desta forma Stephen acredita que Brian deveria desistir da carreira, mas pelo contrário,  quando acontece um de vários incêndios que podem ser criminosos, Brian se une ao investigador Donald “Shadow” Rimgale (Robert De Niro) para descobrir o culpado. 

Na época alguns críticos não gostaram do filme, alegando que o roteiro era fraco. Não concordo, o roteiro mesmo não trazendo novidades e utilizando temas comuns em filmes policiais, a briga dos irmãos que no fundo se gostam e a investigação de um crime, o longa prende a atenção pelo suspense nas ótimas cenas de incêndio, provavelmente as melhores do gênero e que mostra o temível “Backdraft”, falando em termos leigos, é aquela cena em que alguém abre um porta e o fogo do outro lado se junta ao oxigênio e cria uma bola de fogo. 

O elenco cheio de rostos famosos, tem Russell e De Niro cumprindo bem os papéis, Jennifer Jason Leigh como sempre faz pelo menos uma cena picante com William Baldwin e ainda o ótimo Donald Sutherland no pequeno papel de um incendiário. O mais fraco é o canastrão William Baldwin, que trabalhou em bons filmes nos anos noventa, mas nunca convenceu.                         

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

O Ódio


O Ódio (La Haine, França, 1995) – Nota 8,5
Direção – Mathieu Kassovitz
Elenco – Vincent Cassel, Hubert Kounde, Said Taghmaoui, Abdel Ahmed Ghili, Solo.

O filme acompanha um dia na vida de três jovens que vivem num conjunto habitacional de classe baixa em Paris. 

O judeu Vinz (Vincent Cassel) é o mais revoltado e menos inteligente, tenta resolver tudo na base da violência, o árabe Said (Said Taghmaoui) deseja conseguir uma namorada e tem extrema preocupação quanto ao seu futuro e o negro Hubert (Hubert Kounde) é o mais maduro, que acredita na paz e extravasa sua raiva na prática do boxe. 

Estes três jovens praticamente excluídos da sociedade, se revoltam quando um amigo árabe, Abdel (Abdel Ahmed Ghili) é brutalmente espancado por policiais na noite anteior e acaba morrendo. Para esquentar ainda mais a situação, em meio a revolta, as drogas, a violência da polícia e de vários grupos étnicos, o explosivo Vinz consegue uma revólver carregado, o que pode ser o caminho para uma tragédia. 

O diretor e ator Mathieu Kassovitz acerta em cheio ao mostrar um cenário de exclusão, discriminação e violência a que são submetidos os imigrantes na França e a revolta que surge na criação de grupos que tentam defender seus pares na base da violência e da intolerância. Apesar de ter sido produzido há quinze anos, o filme ainda continua extremamente atual e o tema preocupante. O trio principal dá força ao filme, todos com personagens marcantes de acordo com o contexto do filme.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Refém


Refém (Hostage, EUA/ Alemanha, 2005) – Nota 7
Direção – Florent Emilio Siri
Elenco – Bruce Willis, Kevin Pollak, Jimmy Bennett, Ben Foster, Jonathan Tucker, Michelle Horn, Marshall Allman, Serena Scott Thomas, Rumer Willis, Kim Coates, Robert Knepper, Tina Lifford.

Jeff Talley (Bruce Willis) é o delegado de uma pequena cidade e tem no passado um tragédia ocorrida quando era negociador da polícia de Los Angeles. Na pacata cidade tem pouco o que fazer, até numa certa manhã quando três adolescentes invadem a mansão de um contador (Kevin Pollak) com o intuito de assaltar, porém acabam presos no local fazendo a família do sujeito de refém. Para complicar a situação, o contador trabalha para máfia e tem escondido em casa um DVD com os podres de seu patrão, o que resulta num seqüestro paralelo, com os mafiosos mantendo em seu poder a esposa (Serena Scott Thomas, irmã de Kristin) e a filha (Rumer Willis, filha na vida real de Bruce Willis e Demi Moore) de Jeff, que terá de negociar com os jovens sequestradores e ainda encontrar uma forma de salvar sua família . 

Este é o início de um competente filme policial de ação e suspense, que mesmo abusando dos clichês do gênero, prende a atenção trazendo novamente Bruce Willis como o herói. O longa é violento em algumas cenas e conta com bons atores entre os jovens seqüestradores, como Ben Foster e Jonathan Tucker, que aqui criam vilões exagerados. Finalizando, a violência e as cenas de ação acabam compensando as falhas de interpretação.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Missão Impossível


Missão Impossível (Mission: Impossible, EUA, 1996) – Nota 8
Direção – Brian DePalma
Elenco – Tom Cruise, Jon Voight, Emmanuelle Beart, Henry Czerny, Ving Rhames, Jean Reno, Vanessa Redgrave, Emilio Estevez, Kristin Scott Thomas, Dale Dye, Marcel Iures.

Numa missão em Praga, a equipe do agente secreto Ethan Hunt (Tom Cruise) cai numa emboscada e alguns agentes acabam morrendo. Sendo tratado como suspeito de ser o traidor, Ethan precisa descobrir quem planejou a armadilha e para isso procura ajuda de alguns agentes renegados, como Luther Stickwell (Ving Rhames) e a bela Claire Phelps (Emmanuell Beart) filha de seu superior na CIA, Jim Phelps (Jon Voight). 

Muita correria, suspense como na famosa cena de Tom Cruise pendurado por fios sem poder tocar o chão e a alucinada e exagerada sequência final de uma perseguição com um helicóptero e um trem dentro de um túnel. O filme é um grande acerto na carreira de Tom Cruise, parte pela ótima escolha de Brian DePalma na direção, que sabe como ninguém criar sequências de suspense e também pela história, ressuscitar a famosa série de sucesso dos anos sessenta era uma desafio que se bem feito renderia muito dinheiro e o caminho aberto para sequências. Duas já foram lançadas com sucesso e hoje está em pré-produção uma quarta aventura. 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Cass


Cass (Cass, Inglaterra, 2008) – Nota 7,5
Direção – Jon S. Baird
Elenco – Nonso Anozie, Natalie Press, Leo Gregory, Gavin Brocker, Tamer Hassan, Linda Bassett, Geoffre Beevers.

Baseado no livro autobiográfico de Carol “Cass” Pennant, o filme é um relato da vida do primeiro holligan condenado a prisão por violência em jogos de futebol na Inglaterra. 

Quando bebê, o negro Cass (Nonso Anozie) é adotado por um casal de brancos com quase cinquenta anos de idade, que o cria com todo o amor possível. Na adolescência ele se envolve com a torcida do West Ham United, tradicional time da Inglaterra e daí por diante se torna líder dos chamados “Inter City Firm”, um grupo de sujeitos que se reúne aos finais de semana em tese para torcer pelo time, mas na verdade para entrar em conflito com torcidas rivais com o objetivo de se transformar no grupo mais temido do país. 

A história de Cass com este grupo começa no final dos anos sessenta e vai até o início dos noventa, mostrando a amizade de infância com dois outros sujeitos violentos, Freeman (Leo Gregory) e Prentice (Gavin Brocker), o tempo em que passou na cadeia, o casamento com Elaine (Natalie Press) e até quando ele percebe toda a estupidez daquele mundo em que vive. O desconhecido Nonso Anozie dá conta do recado no papel principal, criando um sujeito que é violento mas não acredita estar fazendo algo errado. 

Apesar do tema ser a violência no futebol, em nenhum momento vemos os atores contracenando dentro de um estádio, são mostradas apenas cenas de violência de jogos diversos para ilustrar a narração, feita pelo próprio ator principal. 

A fase mais violenta se passa durante os anos oitenta, quando a Inglaterra sobre o comando da Primeire Ministra Margareth Thatcher, passou por uma forte recessão, além das Guerra das Malvinas e isso aumentou o desemprego no país, aliado aos baixos salários, esta união de fatores foi o estopim para o crescimento destes grupos, em sua maioria formados por jovens de classe baixa. 

Como curiosidade, o ator Leo Gregory trabalhou também no filme “Hooligans”, que mostrava uma face mais recente da violência e tinha como exemplo outra torcida do West Ham, os “Green Street Holligans”.

domingo, 31 de outubro de 2010

Halloween - A Noite do Terror


Halloween – A Noite do Terror (Halloween, EUA, 1978) – Nota 9
Direção – John Carpenter
Elenco – Donald Pleasence, Jamie Lee Curtis, Nancy Loomis, P. J. Soles, Charles Cyphers.

Após quinze anos internado num sanatório por ter assassinado a irmã, Michael Myers foge do local na noite de Halloween e volta para sua cidade deixando todos em pânico, principalmente seu médico, Dr. Sam Loomis (Donald Pleasence), que tenta a todo custo encontrar o rapaz antes que ele volte a matar. 

Há alguns anos este era o filme independente de maior rentabilidade da história, tendo sido produzido com 325 mil dólares e faturado 47 milhões. Além do sucesso de bilheteria, o longa inaugurou um nova era de terror, sendo seguido pelo sucesso de “Sexta-Feira 13” e posteriormente por centenas de filmes do gênero nos anos oitenta. 

O diretor John Carpenter fez aqui seu primeiro grande filme, com ótimas sequências de suspense pontuadas pela sinistra trilha sonora criada por ele próprio, por sinal ele é o responsável pela trilha de praticamente todos os seus filmes. A carreira de Carpenter decolou ainda nos anos oitenta, com clássicos como “Fuga de Nova York” e “O Enigma do Outro Mundo”, criando nestes filmes e em alguns posteriores um vínculo com o ator Kurt Russell, além disso o protagonista daqui, o veterano Donald Pleasence também foi colaborador de Carpenter em outros filmes, até sua morte em 1995. Pleasence era um ator inglês que trabalhou em mais de duzentos longas e participou de cinco filmes da série Halloween, da original até sequência número seis, exceto o terceiro longa que nada tem de ligação com a série, tendo os produtores utilizado apenas o título para tentar lucrar. 

O filme tem algumas curiosidades, como a escolha de Jamie Lee Curtis para o principal papel feminino, tendo acontecido por ela ser filha de Janet Leigh, atriz famosa pela cena do chuveiro no clássico “Psicose” de Hithcock, além disso numa das cenas algumas crianças assistem na tv o clássico de ficção B dos anos cinqüenta “O Monstro do Ártico”, que Carpenter refilmaria em 1982 como “O Enigma do Outro Mundo”. Finalizando, apesar do longa ter tido mais sete sequências e duas refilmagens, Carpenter dirigiu apenas o original.

sábado, 30 de outubro de 2010

Transamérica


Transamérica (Transamerica, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Duncan Tucker
Elenco – Felicity Huffman, Kevin Zegers, Elizabeth Peña, Graham Greene, Fionnula Flanagan, Burt Young, Carrie Preston.

A transexual Bree (Felicity Huffman) está prestes a fazer uma cirurgia de mudança de sexo quando descobre ter um filho de dezesssete anos. Esta fato faz com que a psicóloga (Elizabeth Peña) que cuida do seu caso, proiba a cirurgia antes de Bree conhecer o filho e resolver a situação. Mesmo não gostando da negativa da psicóloga, Bree viaja até Nova Iorque para conhecer o filho Toby (Kevin Zegers) que está preso por prostituição. Os dois se encontram, porém Bree inventa história maluca para levar o garoto até sua cidade e não conta que é homem e também seu pai. Este é o início de um road-movie onde dois personagens complicados terão de conviver e se conhecer, cada um tentando esconder suas tristezas e frustações. 

O roteiro inteligente e a interpretação de Felicity Huffman, sãos os pontos altos do filme. Felicity consegue criar um personagem comovente, que não aceita sua condição e ainda se veste e age como uma pessoa moralista. Um diferente e sensível drama que merece ser visto. 

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Predador 2


Predador 2 (Predator 2, EUA, 1990) – Nota 7
Direção – Stephen Hopkins
Elenco – Danny Glover, Gary Busey, Ruben Blades, Maria Conchita Alonso, Bill Paxton, Robert Davi, Adam Baldwin, Kevin Peter Hall.

A história se passa dez anos após  o primeiro filme e desta vez o local é Los Angeles. O personagem principal é o policial Mike Harrigan (Dany Glover) que com seu parceiro Danny Archuleta (Ruben Blades) investiga uma guerra entre traficantes colombianos e jamaicanos. A dupla de policiais se depara com corpos assassinados de modo extremamente violento e quando do nada aparece na investigação o agente do governo Peter Keyes (Gary Busey), eles desconfiam que exista algo diferente por trás dos crimes. 

Este filme tem o mérito de ser uma continuação trazendo elementos novos para a história, mudando o local, transformando numa caçada urbana e misturando com o gênero policial. As cenas de ação continuam competentes, com Danny Glover dando conta do recado como herói, além disso os produtores já pensavam num possível filme com predador enfrentando o alien, mostrando na cena final um cabeça de alien pendurada na nave do caçador alienígena. 

Uma boa diversão comandada pelo diretor de diversos episódios da série “24 Horas”, o competente Stephen Hopkins.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Separados Pelo Casamento & Encontro de Casais


Separados Pelo Casamento (The Break-Up, EUA, 2006) – Nota 6
Direção – Peyton Reed
Elenco – Vince Vaughn, Jennifer Aniston, Joey Lauren Adams, Jon Favreau, Jason Bateman, Cole Hauser, Vincent D’Onofrio, Judy Davis, Justin Long, Ivan Sergei, John Michael Higgins, Ann Margret, Peter Billingsley.

Gary (Vince Vaughn) e Brooke (Jennifer Aniston) se conhecem durante um jogo de baseball e se apaixonam. Daí a história pula dois anos à frente quando o casal está morando junto e as diferenças de personalidade atrapalham o relacionamento. Após um jantar entre as famílias, o relacionamento do casal explode e eles decidem se separar, mas não querem deixar o apartamento, o que dá início a uma verdadeira guerra. 

A sinopse lembra um pouco “A Guerra dos Roses”,  filme de humor negro sobre um casal que disputa uma mansão e que tinha Michael Douglas e Kathleen Turner nos papéis principais, porém aqui o roteiro mescla situações ridículas com drama açucarado. A parte interessante é analisar como a falta de diálogo tende a acabar com um relacionamento e o filme mostra bem isso, com a mulher querendo algo do parceiro sem falar abertamente o quê e o sujeito intransigente, que não tem a mínima idéia de como mudar e não entende a cobrança da esposa. O filme perde pontos no mal aproveitamento dos coadjuvantes, desperdiçando personagens como o engraçado Jason Bateman e outros como Cole Hauser e Vincent D’Onofrio em papéis que pouco acrescentam a trama. Apesar da falhas no roteiro, o casal principal dá conta do recado, Vince Vaughn novamente no papel do sujeito imaturo e Jennifer Aniston sempre bela.

Encontro de Casais (Couples Retreat, EUA, 2009) – Nota 5
Direção – Peter Billingsley
Elenco – Vince Vaughn, Jason Bateman, Jon Favreau, Faizon Love, Malin Akerman, Kristen Bell, Kristin Davis, Jean Reno, Kali Hawk, Tasha Smith, Carlos Ponce, Peter Serafinowicz, Temuera Morrison.

Um insuportável casal em crise (Jason Bateman e Kristen Bell) resolve passar alguns dias num spa com direito a terapia conjugal, mas precisam que outros três casais amigos se juntem a eles para pagarem apenas metade do preço. Depois de algumas pequenas discussões, os outros casais aceitam o convite ao conhecer por fotos o local que parece um paraíso, porém eles não sabem que a terapia conjugal é obrigatória. 

Infelizmente este filme é um exemplo de como desperdiçar história e elenco numa comédia totalmente sem graça. O diretor Peter Billingsley (que foi ator de comédias quando garoto nos anos oitenta) fica em cima do muro e não decide se quer fazer comédia ou romance, criando cenas bobas e previsíveis, com personagens que são esteriótipos. Temos o infiel, a certinha, o divorciado e inclusive o afetado guru que ministra o curso para os casais interpretando por Jean Reno, tudo isso resultando ainda num final moralista.  



quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Missing - O Desaparecido


Missing – O Desaparecido (Missing, EUA, 1982) – Nota 8
Direção – Costa-Gavras
Elenco – Jack Lemmon, Sissy Spacek, Melanie Mayron, John Shea, Charles Cioffi, David Clennon, Jerry Hardin, Richard Bradford, Richard Venture, Joe Regalbuto, Keith Szarabajka.

Durante o golpe militar no Chile em 1973, quando o General Pinochet derrubou o socialista Salvador Allende, tomou o poder e impôs uma ditadura violenta, o jornalista americano Charlie Horman (John Shea) que trabalhava para jornais americanos acaba sendo preso e desaparece. Sua esposa Beth (Sissy Spacek) busca ajuda do sogro, Ed (Jack Lemmon) que viaja dos Estados Unidos até Santiago e junto com a nora inicia uma peregrinação para tentar localizar o filho. 

O filme é baseado num livro que conta a história real de Charlie Horman e a luta dos familiares para localizá-lo e depois para tentar conseguir alguma justiça. O roteiro toca na ainda na ferida da participação do governo americano no golpe, fato que ocorreu em vários outros países latino americanos, o tipo de situação que o diretor grego Costa-Gavras utilizou em muitos filmes, sempre tentando mostrando o submundo dos governos corruptos e seus interesses que passam por cima das pessoas comuns. 

O longa foi premiado com o Oscar de Roteiro Adaptado e ainda concorreu através dos ótimos desempenhos do grande Jack Lemmon e de Sissy Spacek. É um filme recomendado para todos aqueles que gostam de história sobre política, assim para os fãs das obras de Costa-Gavras.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

The Event


The Event (The Evemt, EUA, 2010)
Direção - Jeffrey Reiner
Elenco - Jaosn Ritter, Sarah Roemer, Laura Innes, Ian Anthony Dale, Scott Patterson, Blair Underwood, Zeljko Ivanek, Clifton Collins Jr, Taylor Cole, Lisa Vidal, Bill Smitrovich, Tony Todd, D. B. Sweeney, Wes Ramsey.

Após assistir aos dois primeiros episódios deste série, fica claro porque a história estava fazendo sucesso e uma segunda temporada completa será produzida para o próximo ano. Foram feitos apenas oito episódios que misturam mistérios como "Lost" e a agilidade de séries como "24 Horas" e "Prison Break".

O protagonista da série é Sean Walker (Jason Ritter, filho do falecido comediante John Ritter em seu primeiro grande papel), que namora há cinco anos com Leila (Sarah Roemer) e juntos viajam num cruzeiro pelo Caribe. O drama começa quando após Sean participar de um mergulho, descobre que a namorada sumiu do navio, seus nomes desapareceram da lista de passageiros e outras pessoas estão em sua cabine. Na outra ponta do roteiro, o Presidente Elias Martinez (Blair Underwood) recebe a informação sobre uma prisão secreta que os americanos possuem no Alasca e onde noventa e sete pessoas estão presas. Sua intenção é descobrir o porquê daquelas pessoas estarem presas e revelar isso ao público. Para isso ele se aproxima da líder dos presos, Sophia (Laura Innes).

Isso é apenas o início da história, que mistura diversos outros elementos, como assessores e militares suspeitos, um deles vivido pelo estranho Zeljko Ivanek, que interpretava o Governador em "Oz - A Vida é uma Prisão), temos ainda um agente do governo (Ian Anthony Dale) ligado aos presos no Alasca e logo no primeiro episódio um sequestro de avião que acaba de modo totalmente diferente.

A história é contada de modo não linear, com as idas e vindas explicando o porquê de determinadas situações. Como a série ainda está na fase de apresentar personagens e se aprofundar na trama, fica a expectativa de que o roteiro mantenha o nível de suspense e que resulte num novo grande sucesso na tv.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Minha Terra, Minha Vida & O Rio do Desespero


Em 1984 foram produzidas dois filmes com temáticas semelhantes, onde famílias tinham de lutar contra governo, homens gananciosos e as forças da natureza para manter suas terras e além disso continuarem juntos num momento de crise.

Minha Terra, Minha Vida (Country, EUA, 1984) – Nota 7
Direção – Richard Pearce
Elenco – Jessica Lange, Sam Shepard, Wilford Brimley, Matt Clark, Theresa Graham.

O casal Jewell (Jessica Lange) e Gil (Sam Shepard) são fazendeiros e moram com o pai de Jewell, Otis (Wilford Brimley) e seus três filhos, sendo um ainda bebê. A fazenda pertence a família de Jewell por gerações, porém agora os problemas são grandes para manter o local. Em parte por causa de um tornado que destruiu a colheita e por outro lado o governo que cobra um empréstimo da família. Todo este desgaste atrapalha a vida do casal, já que Gil não acredita mais em prosperar, sendo necessário a força de vontade de Jewell para tentar superar estas dificuldades. 

Este é o segundo filme em que o casal Jessica Lange e Sam Shepard trabalharam juntos, eles se conhecerem dois anos antes na produção de “Frances” e aqui desevolveram este drama juntos, que resultou num filme correto, sem grandes surpresas e que rendeu um indicação ao Oscar para Jessica Lange.

O Rio do Desespero (The River, EUA, 1984) – Nota 6,5
Direção – Mark Rydell
Elenco – Mel Gibson, Sissy Spacek, Scott Glenn, James Tolkan, Shane Bailey, Becky Jo Lynch.
O casal Tom (Mel Gibson) e Mae (Sissy Spacek) são pequenos fazendeiros que vivem com dois filhos e passam por dificuldades financeiras, em virtude da fraca colheita e das enchentes causadas em virtude de uma construção do governo. Para piorar, eles são pressionados por um sujeito rico da região (Scott Glenn), que deseja comprar as terras a qualquer custo. 

Este drama tenta mostrar toda a dificuldade que os pequenos donos de terra precisam enfrentar, inclusive o governo. Mel Gibson faz um papel diferente dos heróis que costuma interpretar e Sissy Spacek dá conta do recado interpretando uma mulher sofrida e decidida.

domingo, 24 de outubro de 2010

Max Payne


Max Payne (Max Payne, EUA / Canadá, 2008) – Nota 5,5
Direção – John Moore
Elenco – Mark Wahlberg, Mila Kunis, Beau Bridges, Chris “Ludacris” Bridges, Chris O’Donnell, Donal Logue, Amaury Nolasco, Kate Burton, Olga Kurylenko.

Baseado no conhecido game, a história tem como protagonista o policial Max Payne (Mark Wahlberg), que teve sua esposa e filha assassinadas e um dos criminosos conseguiu escapar. Max agora trabalha nos Casos Arquivados onde continua procurando pistas para encontrar o assassino fugitivo. Com a ajuda do antigo parceiro (Donal Logue), ele descobre que o assassinato de uma prostituta (Olga Kurylenko) pode estar ligado ao caso, assim como um droga experimental que vicia rapidamente. Fica complicado explicar a confusa trama, que tem diversos outros personagens mal desenvolvidos num emaranhado de clichês. 

A produção é de primeira, porém o longa falha até nas cenas de ação, algumas delas extremamente forçadas, como o tiroteiro entre Max Payne e um grupo de policiais dentro de um edifício. Até mesmo o elenco de rostos conhecidos está perdido, sendo que Wahlberg faz o que pode no papel título, mas Beau Bridges está caricato, Ludacris faz um policial que pouco aparece na trama e novamente algum produtor acreditou que a bela Mila Kunis pode fazer papel de durona. Assim como em “O Livro de Eli”, a pequena Mila não convence e por último temos Chris O’Donnell, que desde um papel de coadjuvante em “Kinsey” de 2004, fez apenas participações em seriados de TV e aqui volta ao cinema num papel pequeno e constrangedor.

sábado, 23 de outubro de 2010

Pilotos de Seriados

Aqui cito três filmes que foram produzidos como pilotos, sendo que um não vingou sequer para a produção da primeira temporada. O primeiro filme da lista foi feito para o cinema e apesar de ter sido um fracasso de bilheteria, rendeu uma série com outro elenco que teve onze episódios.


Trovão Azul (Blue Thunder, EUA, 1983) – Nota 7
Direção – John Badham
Elenco – Roy Scheider, Malcolm McDowell, Candy Clark, Warren Oates, Daniel Stern.

Frank Murphy (Roy Scheider) é um veterano da Guerra do Vietnã que trabalha como piloto de helicóptero para a polícia de Los Angeles. Sujeito estressado e com trauma de guerra, ele tem como parceiro de vôo o novato Richard Lymangood (Daniel Stern). Em virtude da grande experiência de Franka, ele é escolhida para pilotar um moderno helicóptero desenvolvido especialmente para a polícia. Utilizando os equipamentos de última geração do helicópteo, Frank e seu parceiro acabam descobrindo uma conspiração liderada por um desafeto, o Coronel Cochrane (Malcolm McDowell) e tudo será resolvido num emocionante duelo nos ares. Apesar da história batida, com a dupla tendo um veterano ranzina e um novato que precisam enfrentar um perigoso vilão, o longa é interessante pelas ótimas cenas de perseguição aérea, onde sem o auxílio da computação gráfica, os verdadeiros pilotos dos helicópteros se arriscam em manobras perigosas. O filme foi um fracassso de bilheteria, mas mesmo assim gerou uma série de tv com onze episódios, que tinha James Farentino no papel que foi de Roy Scheider e até o comediante Dana Carvey como um dos coadjuvantes. 

Águia de Fogo (Airwolf, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Donald P. Bellisario
Elenco – Jan Michael Vincent, Ernest Borgnine, Alex Cord.

Michael Coldsmith (Alex Cord) é o criador e chefe de uma Divisão da Aeronáutica que desenvolveu o helicóptero “Águia de Fogo”. Ele pede ajuda ao piloto Stringfellow Hawke (Jan Michael Vincent), veterano da Guerra do Vitenã que mora isolado em uma cabana após perder o irmão, para recuperar o helicóptero que sumiu na Líbia. Hawke aceita o desafio com a condição de trabalhar apenas com seu amigo Dominic Santin (Ernest Borgnine). Juntos recuperam a aeronave e a transformam num meio de caçar criminosos pelo ar ou mesmo na terra. Este é o piloto de uma série de ação que durou três temporadas, teve algum sucesso por aqui e tinha como ponto alto as perseguições aéreas. A série foi muito similar a “Trovão Azul”, porém conseguiu um sucesso maior. O episódio piloto foi dirigido por Donald P. Bellisário, também criador e produtor da série, que tem no currículo “Magnum”, a versão original de “Battlestar Galactica” e atualmente “NCIS”. 

Missão Resgate (240-Robert, EUA, 1979) – Nota 6
Direção – Paul Krasny
Elenco – John Bennett Perry, Mark Harmon, Joanna Cassidy.

Esta série mostrava o dia a dia de uma unidade de resgates atuante em Los Angeles, que tinha como objetivo efetuar diversos tipos de salvamento e para isso utilizavam um helicóptero pilotado por Morgan (Joanna Cassidy antes de ficar conhecida por “Blade Runner”) e dois outros personagens responsáveis pela ação na terra e na água, interpretados por John Bennett Perry, ator com carreira praticamente toda em tv e Mark Harmon, que migraria para o cinema em filmes como “Mais Forte que o Ódio” como Sean Connery e “Curso de Férias”. Hoje Harmon é o protagonista da série “NCIS”. 

Brigada de Incêndio (Firehouse, EUA, 1997) – Nota 6

Direção – Alan Smithee (John McNaughton)
Elenco – Richard Dean Anderson, Lillo Brancato Jr, Morris Chesnut, Skipp Sudduth, Lauren Velez, Burt Young, Dean Winters, Gia Carides, Michael Imperioli.

Após o final da série “MacGyver” (“Profissão de Risco” na tv aberta) e antes de “Stargate SG-1”, o ator Richard Dean Anderson estrelou este filme para tv sobre os dramas do dia a dia de uma unidade do corpo de bombeiros e que ficam ainda mais perigosos quando um atirador mata um dos bombeiros e coloca todo os demais em risco. O filme é apenas razoável, deixando a impressão de ser piloto para um seriado que não vingou, mas tem algumas curiosidades. Consta ter sido dirigido por John McNaughton que foi elogiado pelo filme cult, “Henry – Retrato de um Assassino” nos anos oitenta e que depois faria o interessante “Garotas Selvagens”, mas aqui entrou em choque com os produtores, o ator Richard Dean Anderson e o escritor Tom Fontana, com isso retirando seu nome dos créditos, preferindo assinar como o famoso “Alan Smithee”. O escritor Tom Fontana criou em seguida a ótima série “Oz – A Vida é uma Prisão” e utilizou alguns atores deste elenco (Lauren Velez, Dean Winters), que por sinal está recheado de rostos conhecidos da tv. Finalizando, o ator Lillo Brancato Jr que estreou no cinema sendo elogiado pelo papel de filho de Robert DeNiro em “Desafio no Bronx” e depois ainda trabalhou em “A Família Soprano”, se envolveu num assalto que vitimou um policial e foi condenado a dez anos de prisão. Um grande desperdício de talento e da própria vida.