terça-feira, 14 de setembro de 2010

Ilha do Medo


Ilha do Medo (Shutter Island, EUA, 2010) – Nota 8
Direção – Martin Scorsese
Elenco – Leonardo DiCaprio, Mark Ruffalo, Ben Kingsley, Max Von Sydow, Michelle Williams, Emily Mortimer, Patricia Clarkson, Jackie Earle Haley, Ted Levine, John Carroll Lynch, Elias Koteas, Robin Bartlett, Christopher Denham.

Em 1954, dois agentes federais, Teddy Daniels (Leonardo DiCaprio) e Chuck Aule (Mark Ruffalo) são encarregados de investigar o desaparecimento de uma paciente na Shutter Island, local onde funciona um sanatório comandado por dois médicos (Ben Kingsley e Max Von Sydow). A dupla percebe logo a dificuldade em investigar o caso naquele local sinistro e além disso o agente Teddy sofre de enxaqueca e tem sonhos estranhos, tudo ligado ao seu passado, em especial ao suicídio de sua esposa (Michelle Williams). 

Este filme é baseado num livro de Dennis Lehane (“Sobre Meninos e Lobos”) e foge um pouco do estilo da filmografia de Scorsese. Aqui Scorsese utiliza referências a diversos filmes e gêneros para criar um estranho clima, acentuado pela forte trilha sonora. A história começa lembrando um longa de investigação estilo noir, passa pelo drama de guerra nas cenas em flashback com o personagem de DiCaprio como soldado entrando num campo de concentração, se transforma em suspense com pitadas de conspiração e termina como um drama pesado. 

A maioria das críticas citama vários filmes como referências nas diversas cenas, mas no meu caso a história lembrou o ótimo “Coração Satânico” de Alan Parker, que era mais voltado ao terror, porém as explicações sobre a procura dos personagens principais são semelhantes. 

Finalizando, mesmo sendo diferente e tendo um final que tenta ser surpresa, mesmo não enganando aos cinéfilos mais experientes, no geral é outro filme acima de média de Scorsese, com um produção muito bem cuidada e um elenco de qualidade.

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Obrigado pelo Chocolate


Obrigado Pelo Chocolate (Merci Pour le Chocolat, França / Suiça, 2000) – Nota 7
Direção – Claude Chabrol
Elenco – Isabelle Huppert, Jacques Dutronc, Anna Mouglalis, Rodolphe Pauly, Brigitte Catillon, Michel Robin.

Ontem o cinema perdeu o diretor francês Claude Chabrol, um dos expoentes da Novelle Vague e que fez mais de cinquenta longas durante a carreira. Assisti apenas um filme deste diretor e escrevo sobre ele como homenagem.

Uma família de classe alta francesa recebe a jovem Jeanne (Anna Mouglalis) que acredita ter sido trocada na maternidade e ser filha do pianista André Polonski (Jacques Dutronc). A princípio ela é bem recebida pela segunda esposa do seu possível pai, Mika (Isabelle Huppert) que é dona de uma fábrica de chocolates. O casal vive com Guillaume (Rodolphe Pauly) filho do primeiro casamento de André. Aos poucos a jovem Jeanne percebe que há algo estranho naquela família, após descobrir que Mika todas as noites prepara um chocolate com sonífero para o marido e o enteado. 

O filme segue o estilo francês de suspense e policial, com pequenos detalhes sendo revelados aos poucos e mostrando o que existe de verdade por debaixo daquela família que parece perfeita. 

O longa foi lançado em DVD com o título “A Teia do Chocolate”.

domingo, 12 de setembro de 2010

Meu Primeiro Amor


Meu Primeiro Amor (My Girl, EUA, 1991) – Nota 6
Direção – Howard Zieff
Elenco – Dan Aykroyd, Jamie Lee Curtis, Anna Chlumsky, Macaulay Culkin, Griffin Dunne, Richard Masur, Ann Nelson.

No início dos anos setenta, a pré-adolescente Vada (Anna Chlumsky) mora com o pai viúvo (Dan Aykroyd) e vive fazendo perguntas complicadas ao sujeito que não sabe o que responder. Anna se culpa pela morte da mãe, que faleceu em seu parto e talvez por isso não tenho amigas, convivendo apenas com o tímido garoto Thomas (Macaulay Culkin). Quando o pai consegue uma namorada (Jamie Lee Curtis), Anna se rebela e a situação piora ainda mais após uma tragédia. 

Este drama sensível foi feito para emocionar o espectador e na época utilizou a fama de Macaulay Culkin após “Esqueceram de Mim” para chamar o público, porém ao invés de risadas, o resultado são lágrimas. 

Mesmo sendo competente no que se propõe, o longa é um drama apenas razoável. 

Como curiosidade, o filme teve uma sequência.

sábado, 11 de setembro de 2010

Resident Evil 3: A Extinção


Resident Evil 3: A Extinção (Resident Evil: Extinction, França / Alemanha / Austrália / Inglaterra / EUA, 2007 – Nota 6,5
Direção – Russell Mulcahy
Elenco – Milla Jovovich, Oded Fehr, Ali Larter, Iain Glen, Ashanti, Mike Epps, Christopher Egan, Linden Ashby, Spencer Locke, Matthew Marsden.

Os sobreviventes do filme anterior (Oded Fehr e Mike Epps, entre outros) fugiram de Racoon City após o T-Vírus ser liberado no mundo e a maioria da população ter se transformado em zumbis. Eles tentam se proteger temporáriamente num laboratório no meio de deserto, onde um cientista (Iain Glen) tenta descobrir a cura pra o vírus. O laboratório está totalmente cercado pelos zumbis, sendo uma questão de tempo a invasão. Quando percebem que precisam fugir novamente, o grupo resolve ir para o Alasca, onde acreditam que o vírus não chegou. No caminho serão guiados por Alice (Milla Jovovich), que assumiu completamenta sua missão de matar zumbis. 

Esta terceira parte fica um pouco aquém dos filmes anteriores,  mas mesmo assim cria um bom clima de suspense e as cenas de ação continuam competentes, com a sempre hábil e bela Milla Jovovich dando conta do recado no papel da heroína. 

Como curiosidade, o diretor australiano Russel Mulcahy é o responsável pelo ótimo “Highlander – O Guerreiro Imortal”, além de alguns outros bons filmes, porém está em baixa nos últimos anos. Aqui ele mostra apenas que ainda é competente para dirigir cenas de ação. 

Agora é esperar "Resident Evil: Afterlife". 

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Bombas - Suspense Erótico Soft

Nesta nova postagem sobre bombas cinematográficas, disponibilizo a resenha de sete filmes que misturam suspense e erotismo com pouca qualidade. Bom divertimento para quem tiver coragem de encarar algum destes.


Orquídea Selvagem (Wild Orchid, EUA, 1989) – Nota 5
Direção – Zalman King
Elenco – Mickey Rourke, Jacqueline Bisset, Carré Otis, Bruce Greenwood, Oleg Vidov, Milton Gonçalves, Assumpta Serna.

A milionária Clauda (Jacqueline Bisset) contrata a jovem advogada Emily (Carré Otis) para viajarem ao Rio de Janeiro, onde ela pretende adquirir um resort. A jovem fica deslumbrada com o local, principalmente quando conhece o charmoso e rico James Wheeler (Mickey Rourke), com quem se envolve num jogo de sedução. O diretor Zalman King foi o roteirista de “9 ½ Semanas de Amor”, clássico também estrelado por Mickey Rourke e vendo a possibilidade de lucrar com o gênero, se uniu novamente ao astro que estava em baixa, para criar uma cópia pálida daquele filme. Rourke aproveitou e incluiu sua namorada na época, a modelo Carré Otis como sua parceira na tela, mas apesar de bonita e moça era péssima atriz e nem mesmo as partipações de bons nomes com Jacqueline Bisset e Bruce Greenwood salvam o longa. Por sinal, Zalman King se especializou no gênero e até hoje dirige e produz filmes e seriados no estilo pornô soft. 

O Outro Homem (Sexual Malice, EUA, 1994) – Nota 4
Direção – Jag Mundhra
Elenco – Edward Albert, Chad McQueen, John Laughlin, Diana Barton, Don Swayze, Samantha Phillips.

Uma esposa frustrada (Diana Barton) trai o marido (Edward Albert) com um jovem misterioso (Chad McQueen), se envolvendo num perigoso jogo sexual que culminará num crime. O diretor Jag Mundhra é especialista no gênero suspense erótico, estilo pornô soft. Aqui a história é apenas um detalhe para as cenas quentes envolvendo a bela Diana Barton, O elenco é recheado de canastrões conhecidos de filmes B, inclusive o estranho Don Swayze, irmão de Patrick.

Olhos Noturnos (Night Eyes, 1990, EUA) – Nota 5,5
Direção – Jag Mundhra
Elenco – Andrew Stevens, Tanya Roberts, Cooper Huckabee, Veronica Henson Phillips, Stephen Meadows.

Um desconfiado marido contrata um detetive particular (Andrew Stevens) para vigiar a esposa (Tanya Roberts). O que começa como um mais trabalho se transforma em atração e faz o detetive se aproximar da mulher e iniciar um affair. Lógico que a história não terminará bem. Este outro longa de Jag Mundhra é o que mais chega próximo de um filme razoável em sua carreira, tendo algum suspense e um interessante clima de sedução entre Andrew Stevens, hoje produtor de filmes  B e a bela Tanya Roberts, que ficou conhecida pela sua participação na fase final do seriado “As Panteras”. O filme gerou ainda três continuações com diretor e elenco diferentes.

Vingança Amarga (Bitter Sweet, EUA, 1999) – Nota 4,5
Direção – Luca Bercovici
Elenco – Angie Everhart, James Russo, Eric Roberts, Brian Wimmer, Joe Penny.

A jovem Samantha “Sam” Jensen (Angie Everhart) é ferida e presa durante um assalto, onde seu namorado (Brian Wimmer) escapa. Depois de cumprir pena, ela volta para se vingar do namorado e do líder da quadrilha que a traiu, o violento Venti (Eric Roberts). A mistura de ação com algumas cenas quentes vale apenas pela bela e fraca Angie Everhart. O resto do elenco é composto por canastrões famosos como Eric Roberts e James Russo.

Alcova (L’alcova, Itália, 1984) – Nota 4
Direção – Joe D’Amato
Elenco – Lilli Carati, Laura Gemser, Annie Belle, Al Cliver, Robert Caruso.

Um militar italiano (Al Cliver) que lutou na África na época do Facismo, trás consigo uma bela princesa local (Laura Gemser) para ser sua escrava e amante. A questão é que a sensual princesa irá seduzir toda a família do militar, inclusive sua esposa (Lilli Carati). O longa tem uma história que serve apenas como desculpa para uma coletânea de cenas de pornô soft, a maioria estrelada pela bela morena Laura Gemser. O longa ficou famoso por aqui na época e depois voltou a tona no início dos anos noventa quando passou na TV aberta pelo canal CNT/Gazeta, que apesar da briga na justiça, conseguiu passar este filme e também “Calígula”, porém cheio de cortes. 

Bolero – Uma Aventura em Êxtase (Bolero, EUA, 1984) – Nota 2
Direção – John Derek
Elenco – Bo Derek, George Kennedy, Andrea Occhipinti, Ana Obregon, Olivia D’Abo.

Durante a década de vinte, a jovem Lida (Bo Derek) após se formar em um colégio interno, viaja para Arábia em busca de aventuras e para um outro objetivo também, perder a virgindade. Não existe muito mais o que comentar deste péssimo filme dirigido por John Derek, marido da estrela Bo Derek. Ele estreou como ator no cinema nos anos quarenta e chegou a trabalhar em grandes filmes como “Os Dez Mandamentos”, mas a partir dos anos sessenta tentou a carreira de diretor e não acertou uma. Após se casar com Bo Derek, tentou transformar a jovem que era trinta anos mais nova que ele em estrela, mas a falta de talento dele na direção e dela na atuação não ajudaram muito.

Tarzan Nota 10 (Tarzan, the Ape Man, EUA, 1981) – Nota 2
Direção – John Derek
Elenco – Bo Derek, Miles O’Keefe, Richard Harris, John Phillip Law.

Um pouco antes de “Bolero”, o casal Derek fez um longa ainda pior, uma adaptação erótica da história de Tarzan. Bo Derek faz a aristocrata Jane que vai para África e se envolve com Tarzan (Miles O’Keefe), jovem criado por macacos desde criança. O filme é recheado de cenas eróticas entre o casal no meio da selva. Aqui a bela e fraquinha Bo tem como par um ator com o mesmo nível de atuação, o péssimo Miles O’Keefe. Fica difícil entender a presença do ótimo Richard Harris no papel do pai de Jane.


quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Brown Bunny


Brown Bunny (The Brown Bunny, EUA / Japão / França, 2003) – Nota 4
Direção – Vincent Gallo
Elenco – Vincent Gallo, Chloe Sevigny, Cheryl Tiegs, Elizabeth Blake, Anna Vareschi.

A polêmica causada em virtude de um cena de sexo oral da atriz Chloe Sevigny em Vincent Gallo é maior que a qualidade do filme. 

O longa divide opiniões, alguns adoram a melancolia e o sofrimento do personagem de Gallo, outros odeiam, principalmente a cena explícita que é vista como gratuita e exagerada. A cena em si estava no roteiro do diretor/ator/produtor e com coragem foi aceita por Chloe Sevigny, tendo até sentido em relação a história, mas acredito que ela foi criada apenas com o intuito de chocar e chamar a atenção para conseguir um público maior. 

Fora isso e algumas análises filosóficas de parte da crítica para explicar a história, o filme é extremamente chato, um road movie com um ritmo lento onde praticamente não acontece nada durante mais de uma hora. Além disso o personagem de Vincent Gallo é exagerado na depressão, ele murmura poucas palavras durante o filme, muitas vezes de cabeça baixa, o que chega a ser irritante. 

Eu gostei apenas de dois detalhes: Da fotografia nas cenas das estradas, onde o espectador acompanha diferentes locais, alguns com um beleza própria e da bela e melancólica trilha sonora, que acompanha bem a depressiva jornada do personagem principal. 

A história é simples, Vincent Gallo é Bud Clay, um motociclista que após disputar uma corrida atravessa os EUA para chegar na Califórnia onde pretende encontrar sua amada Daisy (Chloe Sevigny) e pelo caminho cruza com três mulheres diferentes, todas com nomes de flor e ainda visita os pais de Daisy (margarida em inglês, outra flor), que moram em uma casa ao lado da sua quando criança e em frente a um cemitério. Estes pequenos detalhes e o coelho que a mãe de Daisy tem casa fazem a alegria dos fãs do filme que cultuam a jornada do sujeito, mas infelizmente não entrei no clima e posso resumir o trabalho como um pretensioso exercício narcisista de Vincent Gallo.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Karatê Kid (2010)


Karatê Kid (The Karatê Kid, EUA / China, 2010) – Nota 7
Direção – Harald Zwart
Elenco – Jaden Smith, Jackie Chan, Taraji P. Henson, Wenwen Han.

Fui assistir ao filme esperando uma bomba, mais uma refilmagem ruim, porém mesmo sendo inferior ao original e tendo diversos defeitos, o filme é um razoável passatempo. 

A história é uma mistura das partes I (garoto sentindo-se deslocado após mudança) e II (desafio no Japão junto com o mestre) da série original, mostrando o garoto Dre Parker (Jaden Smith) sendo obrigado a se mudar para a China com sua mãe (Taraji P. Henson) que é viúva e foi transferida para aquele país. Logo de cara ele se aproxima de uma garota (Wenwen Han) mas é surrado por um valentão expert em kung fu. Mesmo sozinho na escola, sem falar a língua do país e morrendo de medo de apanhar novamente, Dre revida o ataque do violento garoto chinês e atinge também os amigos deste, que o perseguem, mas ele acaba salvo pelo zelador do prédio onde mora, Mr. Han (Jackie Chan), sujeito calado e especialista em kung fu. Começa ali uma amizade entre os dois, com Han fazendo o papel de treinador ao ensinar a arte marcial para Dre, que terá de enfrentar seus inimigos agora num torneio local de kung fu. 

O roteiro utiliza todos os clichês da história do original, que fala sobre vencer obstáculos e enfrentar seus medos, ficando claro que o filme que foi produzido por seu pai, o astro Will Smith, é voltado para tentar transformar o garoto Jaden Smith também em astro. No caso o treinamento do garoto é mostrado em diversas sequências, lembrando um pouco o estilo usado nos filmes da série “Rocky”, as cenas de luta são extremamente violentas para agradar o público jovem, além do princípio de arrogância que Jaden Smith mostra na tela, que na minha opinião, para a idade dele já está um pouco exagerado. 

Outro detalhe, para mais de duas horas de exibição, a quantidade de personagens com importância na tela é pequena, tendo de destacar Jackie Chan que faz um papel mais sério do que está acostumado e corresponde, seu carisma é fundamental para gostar do filme, apesar dele participar apenas de uma luta durante o filme, provavelmente para não ofuscar Jaden Smith.. A insuportável Taraji P. Henson que faz a mãe de Dre aparece pouco e os personagens chineses também, com destaque para o sorriso da simpática Wenwen Han e a violência dos garotos chineses lutadores. 

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Surplus


Surplus (Surplus, Suécia, 2003) – Nota 5
Direção – Erik Gandini

Este documentário com cara de videoclip tenta fazer uma crítica ao consumismo, mas no geral é apenas uma amontoado de frases e imagens. 

No início o diretor mostra a posição do escritor meio maluco John Zorzan, autor de um livro que defende a idéia de que o homem deveria voltar à Idade da Pedra e todas as indústrias deveriam ser destruídas. Em seguida é mostrado um protesto onde os participantes procuram destruir propriedades das grandes corporações, utilizando a idéia de Zorzan. 

Numa outra sequência temos Fidel Castro discursando contra o consumismo, mas em contra-partida são entrevistados populares em Cuba que mostram uma carteira de racionamento, onde dia a dia é anotado o que cada um pode retirar na”bodega” do governo, sendo basicamente arroz, feijão, óleo e pão. Já uma jovem cubana diz ter visitado Londres e ficado maravilhada com a quantidade de produtos no supermecado, tendo experimentado de tudo. 

Resumindo, o documentário crítica o consumismo desenfreado, a desigualdade social e ao mesmo tempo mostra que o socialismo cubano (há muito tempo uma ditadura) também não funciona. 

Infelizmente o resultado não chega perto do que promete o tema.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sexta-Feira 13 (1980 e 2009)



Sexta-Feira 13 (Friday the 13th, EUA, 1980) – Nota 7
Direção – Sean S. Cunningham
Elenco – Betsy Palmer, Adrienne King, Harry Crosby, Kevin Bacon, Jeannine Taylor, Robbi Morgan.

Um grupo de jovens monitores resolvem reabrir o acampamento no local chamado Crystal Lake, onde no passado vários assassinatos brutais ocorreram e que muitos acreditam ser obra do espírito de um garoto chamado Jason que morreu afogado no local. Não acreditando na história, os jovens aproveitam o acampamento, até que os assassinatos recomeçam e o desespero toma conta do grupo. 

Este clássico do cinema de terror sangrento foi uma idéia do diretor e produtor Sean S. Cunnigham, que criou a história pensando seguir o sucesso de “Halloween”, outro clássico produzido dois anos antes. O filme tem duas curiosidades, a primeira é a participação de Kevin Bacon ainda bem jovem como um dos monitores e a outra é sobre o personagem Jason, que aparecerá somente no segundo filme (neste longa a responsabilidade dos assassinatos é de outra pessoa). O sucesso do filme gerou diversas sequências e inúmeras cópias, transformando Jason em ícone do gênero, com um detalhe, a famosa máscara de hóquei do personagem é utilizada pela primeira vez apenas no terceiro filme.

Sexta-Feira 13: Bem-Vindo a Crystal Lake (Friday the 13th, EUA, 2009) – Nota 6
Direção – Marcus Nispel
Elenco – Jared Padalecki, Danielle Panabaker, Amanda Righetti, Travis Van Winkle, Aaron Yoo, Derek Mears, Jonathan Sadowski, Julianna Guill, Richard Burgi.

Um grupo de jovens procura uma plantação de drogas para revender o produto na cidade, sendo esta busca na região do abandonado acampamento em Crystal Lake, local onde há vários anos ocorrem diversos assassinatos. Após encontrar a plantação, o grupo de jovens se depara com o assassino Jason que mata um a um. Pouco tempo depois, um jovem (Jared Padalecki) vasculha a região em busca da irmã que desapareceu e ao mesmo tempo um grupo de universitários se instala num chalé para beber e festejar. Novamente Jason aparecerá no caminho dos jovens e dará início a outro banho de sangue. 

A história desta volta do personagem Jason ao cinema começa após o final do original de 1980 e cria uma nova história utilizando os clichês clássicos da série. Assim como fez na refilmagem de “O Massacre da Serra Elétrica”, o diretor Marcus Nispel entrega um longa que agrada ao público jovem, com muitas cenas de violência e uma produção muito bem cuidada, mas na comparação com original acaba sendo inferior.  

domingo, 5 de setembro de 2010

O Enviado


O Enviado (Godsend, EUA, 2004) – Nota 6
Direção – Nick Hamm
Elenco – Greg Kinnear, Rebecca Romijn Stamos, Robert De Niro, Cameron Bright.

O casal Paul (Greg Kinnear) e Jessie (Rebecca Romijn Stamos) perde o filho Adam (Cameron Bright) em uma tragédia e em seguida são procurados pelo Dr. Richard Well (Robert De Niro) que diz poder ajudar o casal a gerar um filho idêntico ao garoto falecido. A princípio a idéia é rechaçada com veemência, mas com o decorrer do tempo e a depressão do casal, eles resolvem procurar o médico. O casal aceita a proposta do doutor e este cumpre o que promete, ajudando o casal a gerar um novo filho idêntico a Adam. A vida continua feliz até que o garoto chega a idade em que seu “irmão” faleceu e a partir daí começa a ter atitudes estranhas, dando início ao pesadelo do casal. 

O roteiro usa o suspense e o terror psicológico como um instrumento para criticar a possibilidade da clonagem humana, mas no geral o resultado é apenas razoável. 

Os destaques do elenco são o garoto Cameron Bright que até chega a assustar e De Niro que cria um médico que parece querer brincar de deus, mas que tem outro motivo por trás da experiência.

sábado, 4 de setembro de 2010

Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio


Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio (The Fast and the Furious: Tokyo Drift, EUA / Alemanha, 2006) – Nota 5,5
Direção – Justin Lin
Elenco – Lucas Black, Bow Wow, Nathalie Kelley, Brian Goodman, Sung Kang, Brian Tee, Sonny Chiba, Vin Diesel.

O jovem Sean Boswell (Lucas Black) adora corridas de carro clandestinas e em umas delas acaba participando de um grande acidente. Para não ser preso, a mãe envia o jovem para morar com o pai no Japão. Mesmo do outro lado do planeta, ela rapidamente se envolve novamente com carros tunados e corridas clandestinas, se misturando com mafiosos japoneses e se aproximando da namorada de um deles, a bela mestiça Neela (Nathalie Kelley). 

Esta terceira parte não tem ligação alguma com os outros filmes da série, exceto pela pequena participação de Vin Diesel. O que continua igual são os carros envenenados e as perseguições cada vez mais rápidas e com cara de videogame. O primeiro longa tinha uma boa história por trás das cenas de ação, mas a sequência e este terceiro filme se apóiam apenas  nas cenas de perseguição, em roteiros fracos e cheios de furos. Um diferencial aqui é a locação em Tóquio e as corridas onde os carros devem deslizar nas curvas, estilo bem diferente das corridas ocidentais. Fora isso, vale apenas para os apreciadores de carros. 

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Homem que Fazia Chover

O Homem que Fazia Chover (The Rainmaker, EUA, 1996) – Nota 7
Direção – Francis Ford Coppola
Elenco – Matt Damon, Danny DeVito, Claire Danes, Jon Voight, Mary Kay Place, Danny Glover, Dean Stockwell, Teresa Wright, Virginia Madsen, Mickey Rourke, Andrew Shue, Red West, Johnny Whitworth, Roy Scheider.

O jovem advogado Rudy Baylor (Matt Damon) consegue um emprego no suspeito escritório de Bruiser Stone (Mickey Rourke) e recebe como companheiro de trabalho Deck Shifflet (Danny DeVito), um sujeito que repetiu por cinco vezes o exame e não conseguiu se tornar advogado. Com dois casos na manga, o primeiro de uma jovem (Claire Danes) espancada pelo marido e o outro de um jovem (Johnny Whitworth) com uma doença grave que teve seu pedido de tratamento negado por oito vezes por uma seguradora, Rudy e seu parceiro escolhem o segundo e resolvem processar a empresa, sendo obrigados a enfrentar um grupo de advogados liderados pelo veterano e mal caráter Leo F. Drummond (Jon Voight). 

Baseado em um livro de John Grisham, especialista em obras sobre o mundo dos advogados, o filme é irregular e nem de longe lembra as grandes obras de Coppola, com o roteiro forçando a barra principalmente na história da jovem que apanha do marido e acaba resolvendo o problema de modo no mínimo suspeito. 

O filme vale pela denúncia das empresas de seguro-saúde, que hoje já é de conhecimento geral a dificuldade que elas criam para cumprir os contratos com os pacientes e como a maioria delas visa apenas o lucro. 

O resultado final é apenas razoável, como por sinal são todas as adpatações dos livros de John Grisham e para quem se interessa pelo tema, vale mais a pena a assistir ao documentário S.O.S. Saúde de Michael Moore.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Estamos Todos Bem


Estamos Todos Bem (Stanno Tutti Bene, Itália / França / EUA, 1990) – Nota 7,5
Direção – Giuseppe Tornatore
Elenco – Marcello Mastroianni, Michele Morgan, Valeria Cavalli, Marino Cenna, Norma Martelli, Roberto Nobile, Salvatore Cascio.

O idoso Matteo Scuro (Marcello Mastroianni) vive na Sicília, região sul da Itália e não vê os filhos há quatro anos. Matteo é um sujeito feliz e falante, mas sentindo falta dos filhos resolve viajar por toda a Itália para visitá-los. No início do longa quando Matteo pega o trem em sua pequena cidade, rapidamente tenta mostrar aos outros passageiros da cabine onde viaja todo o orgulho que sente pelos filhos, mas como bem acontece na vida real, a pessoas não tem interesse algum em saber do próximo. Em sua viagem ele passará por Napoles, Roma e Milão, atravessando o país do sul ao norte e descobrindo que a vida de seus filhos não é tão feliz e realizada como ele imagina, ou melhor, como eles tentam mostrar ao velho homem. 

O ótimo roteiro é enriquecido pela maravilhosa interpretação de Mastroianni, que encarna com talento e perfeição o típico siciliano. O personagem de Mastroianni  fala demais e criou os filhos para eles serem alguém importante, chegarem onde ele não chegou, mas sua boa intenção acabou se transformando numa grande pressão, o que faz com que os filhos escondam a real situação de cada um.

Para quem não sabe, a região sul da Itália é a parte pobre do país, podendo ser comparada ao nordeste brasileiro, sendo discriminada pelo rico norte, onde ficam cidades como Milão e Turim. Este preconceito é mostrado em algumas cenas do longa.

O diretor Tornatore vinha do sucesso mundial de “Cinema Paradiso” e aqui utilizou até o menino Salvatore Cascio que ficou famoso naquele filme, como um dos filhos do personagem de Mastroianni quando este relembra o passado. 

Um filme simples, simpático e extremamente verdadeiro ao retratar temas como frustração e terceira idade.

Em 2009 Hollywood refilmou o longa, com Robert De Niro, Drew Barrymore e Sam Rockwell nos papéis principais.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Frankenstein


Frankenstein (Frankenstein, EUA, 1931) – Nota 7,5
Direção – James Whale
Elenco – Colin Clive, Mae Clark, John Boles, Boris Karloff, Edward Von Sloan, Frederick Kerr, Dwight Frye.

Numa vila na Alemanha, o jovem Dr. Henry Frankenstein (Colin Clive) junto com seu estranho ajudante Fritz (Dwight Frye), rouba corpos do cemitério para tentar ressuscitá-los com suas experiências. Ao montar um novo homem com os pedaços de vários corpos, inclusive utilizando o cérebro de um assassino, ele dá vida a um monstro (Boris Karloff), porém não consegue controlar sua criação, que foge deixando um rastro de mortes. 

Clássico filme de terror dirigido pelo especialista do gênero James Wahle (“O Homem Invisível”), a obra não segue a risca o livro de Mary Shelley, mas é extremamente competente ao criar um clima de suspense e terror com cenários simples e a clássica interpretação de Karloff como o monstro. 

Como curiosidade, os atores Edward Von Sloan e Dwight Frye no mesmo ano trabalharam em outro clássico do terror, “Drácula” ao lado de Bela Lugosi. 

O longa ainda gerou uma continuação chamada "A Noiva de Frankenstein".