Arraste-me Para o Inferno (Drag Me to Hell, EUA, 2009) – Nota 7,5
Direção – Sam Raimi
Elenco – Alison Lohman, Justin Long, Lorna Raver, Dileep Rao, David Paymer, Adriana Barraza, Chelcie Ross, Reggie Lee, Molly Cheek, Bojana Novakovic, Kevin Foster.
A jovem Christine Brown (Alison Lohman) trabalha como analista de crédito em um banco e quando se nega a prorrogar o prazo da hipoteca da estranha idosa Sylvia Ganush (Lorna Raver), esta joga uma maldição cigana na garota, que começa a ser atormentada por alucinações. Ao visitar um vidente (Dileep Rao), descobre que tem apenas três dias para tentar se livrar da maldição, antes do demônio levá-la para o inferno.
Esta volta de Sam Raimi ao gênero que o consagrou tem todos os elementos necessários para agradar aos fãs, com referências a série “Evil Dead” do próprio diretor, como a jovem amaldiçoada sendo perseguida pelo demônio e as cenas de luta entre ela e velha cigana, que são assustadoras, nojentas e ao mesmo tempo engraçadas. Apenas o casal principal deixa a desejar, a bela Alison Lohman não convence no papel e Justin Long está fora do seu gênero preferido, a comédia, apesar dele ter ido bem em outro filme de terror, o assustador “Olhos Famintos”.
terça-feira, 20 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Meu Nome é Coogan
Meu Nome é Coogan (Coogan’s Bluff, EUA, 1968) – Nota 7
Direção – Don Siegel
Elenco – Clint Eastwood, Lee J. Cobb, Susan Clark, Don Stroud, Betty Field, Tisha Sterling.
O assistente de xerife Coogan (Clint Eastwood) é encarregado de transportar um assassino (Don Stroud) de Nova Iorque para o Novo México, porém o bandido consegue escapar e Coogan resolve utilizar seus métodos pouco ortodoxos, muito semelhantes aos de um caubói para encontrar e prender o sujeito.
É um filme policial que mostra a diferença de costumes, no casos da ação policial, entre alguém acostumado com planícies e desertos como Coogan e o policial urbano vivido por Lee J. Cobb.
Este foi o primeiro dos cinco longas que o diretor Don Siegel e o astro Clint Eastwood fizeram juntos, firmando umas grandes parcerias da história do cinema.
Direção – Don Siegel
Elenco – Clint Eastwood, Lee J. Cobb, Susan Clark, Don Stroud, Betty Field, Tisha Sterling.
O assistente de xerife Coogan (Clint Eastwood) é encarregado de transportar um assassino (Don Stroud) de Nova Iorque para o Novo México, porém o bandido consegue escapar e Coogan resolve utilizar seus métodos pouco ortodoxos, muito semelhantes aos de um caubói para encontrar e prender o sujeito.
É um filme policial que mostra a diferença de costumes, no casos da ação policial, entre alguém acostumado com planícies e desertos como Coogan e o policial urbano vivido por Lee J. Cobb.
Este foi o primeiro dos cinco longas que o diretor Don Siegel e o astro Clint Eastwood fizeram juntos, firmando umas grandes parcerias da história do cinema.
domingo, 18 de julho de 2010
Rocky, um Lutador
Rocky, um Lutador (Rocky, EUA, 1976) – Nota 8,5
Direção – John G. Avildsen
Elenco – Sylvester Stallone, Burgess Meredith, Talia Shire, Carl Weathers, Burt Young.
Na Filadélfia, o boxeador fracassado Rocky Balboa (Sylvester Stallone) trabalha como capanga de um agiota e recebe a chance de sua vida quando o campeão mundial Apollo “Doutrinador” Creed (Carl Wheathers) o escolhe como desafiante ao título. Para disputar a luta, Rocky pede ajuda do treinador Mickey (Burgess Meredith), um ex-lutador durão e ao mesmo tempo um sujeito de coração mole. Neste meio tempo Rocky se aproxima da tímida Adrian (Talia Shire), irmã de seu melhor amigo, Paulie (Burt Young).
Este longa foi uma projeto pessoal de Stallone, que na época era um ator praticamente desconhecido e com muita dificuldade conseguiu realizar o filme, que foi dirigido por John G. Avildsen que faria posteriormente “Karatê Kid”. O resultado foi um sucesso absoluto que concorrou a nove prêmios Oscar e venceu três: Melhor Filme, Direção e Edição. Um dos motivos do sucesso do longa foi a o momento em que vivia os EUA, que estavam em um espécie de crise após a derrota na Guerra do Vietnã e o escândalo que gerou a renúncia do presidente Nixon. A história de Rocky mostrava que um cidadão comum poderia vencer, trazendo esperança e deixando acreditar que os EUA ainda era o país das oportunidades.
Uma curiosidade é que nos anos oitenta quando o filme passou na tv brasileira, na Globo por sinal, a terrível dublagem fazia o espectador acreditar que houve um empate na luta entre Rocky e Apollo, porém na verdade o vencedor era Apollo, por isso a continuação se chamou “Rocky II – A Revanche’.
Direção – John G. Avildsen
Elenco – Sylvester Stallone, Burgess Meredith, Talia Shire, Carl Weathers, Burt Young.
Na Filadélfia, o boxeador fracassado Rocky Balboa (Sylvester Stallone) trabalha como capanga de um agiota e recebe a chance de sua vida quando o campeão mundial Apollo “Doutrinador” Creed (Carl Wheathers) o escolhe como desafiante ao título. Para disputar a luta, Rocky pede ajuda do treinador Mickey (Burgess Meredith), um ex-lutador durão e ao mesmo tempo um sujeito de coração mole. Neste meio tempo Rocky se aproxima da tímida Adrian (Talia Shire), irmã de seu melhor amigo, Paulie (Burt Young).
Este longa foi uma projeto pessoal de Stallone, que na época era um ator praticamente desconhecido e com muita dificuldade conseguiu realizar o filme, que foi dirigido por John G. Avildsen que faria posteriormente “Karatê Kid”. O resultado foi um sucesso absoluto que concorrou a nove prêmios Oscar e venceu três: Melhor Filme, Direção e Edição. Um dos motivos do sucesso do longa foi a o momento em que vivia os EUA, que estavam em um espécie de crise após a derrota na Guerra do Vietnã e o escândalo que gerou a renúncia do presidente Nixon. A história de Rocky mostrava que um cidadão comum poderia vencer, trazendo esperança e deixando acreditar que os EUA ainda era o país das oportunidades.
Uma curiosidade é que nos anos oitenta quando o filme passou na tv brasileira, na Globo por sinal, a terrível dublagem fazia o espectador acreditar que houve um empate na luta entre Rocky e Apollo, porém na verdade o vencedor era Apollo, por isso a continuação se chamou “Rocky II – A Revanche’.
sábado, 17 de julho de 2010
Path to War
Path to War (Path to War, EUA, 2002) – Nota 8
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Michael Gambon, Donald Sutherland, Alec Baldwin, Bruce McGill, James Frain, Felicity Huffman, Frederic Forrest, John Aylward, Philip Baker Hall, Tom Skerritt, Cliff de Young, Chris Eigeman, Sarah Paulson, Diana Scarwid, Albert Hall, J. K. Simmons, Gerry Becker, Gary Sinise.
Hoje o grande ator Donald Sutherland completa setenta e cinco anos e continua na ativa, seguindo uma carreira que começou no início dos anos sessenta . Para as novas gerações ele é apenas um ator coadjuvante e pai de Kiefer Sutherland, o "Jack Bauer", porém durante sua carreira trabalho em grandes filmes como o clássico de guerra "Os Doze Condenados", o policial "Klute - O Passado Condena" e este pouco conhecido, mas ótimo longa chamado "Path to War", entre diversos outros trabalhos.
Esta produção HBO mostra a trajetória de Lindon Johnson (Michael Gambon) desde sua eleição para Presidente Americano em 1964 até o final do mandato em 1968. O foco principal é a Guerra do Vietnã, que polarizou o governo de Johnson, com o longa mostrando todas as maquinações políticas, atos e conseqüências desta guerra. O roteiro coloca como grande vilão o Secretário de Defesa Americano Bob McNamara (Alec Baldwin), que no governo Kennedy era considerado um dos pilares da política do país, mas que se transformou num defensor dos ataques americanos ao Vietnã. Por outro lado temos o Conselheiro Clark Clifford (Donald Sutherland), que tenta buscar a paz, trabalhando nos bastidores sempre tentando segurar o ímpeto de McNamara e aconselhando o presidente que a guerra era um grande erro.
É um filme longo com quase três horas de duração, mas que prende atenção principalmente para quem gosta do tema, guerra misturado com trama política e história. Além do roteiro, outro ponto alto é o elenco, com ótimas interpretações do trio principal e bons coadjuvantes, além da sempre competente direção do falecido John Frankenheimer.
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Michael Gambon, Donald Sutherland, Alec Baldwin, Bruce McGill, James Frain, Felicity Huffman, Frederic Forrest, John Aylward, Philip Baker Hall, Tom Skerritt, Cliff de Young, Chris Eigeman, Sarah Paulson, Diana Scarwid, Albert Hall, J. K. Simmons, Gerry Becker, Gary Sinise.
Hoje o grande ator Donald Sutherland completa setenta e cinco anos e continua na ativa, seguindo uma carreira que começou no início dos anos sessenta . Para as novas gerações ele é apenas um ator coadjuvante e pai de Kiefer Sutherland, o "Jack Bauer", porém durante sua carreira trabalho em grandes filmes como o clássico de guerra "Os Doze Condenados", o policial "Klute - O Passado Condena" e este pouco conhecido, mas ótimo longa chamado "Path to War", entre diversos outros trabalhos.
Esta produção HBO mostra a trajetória de Lindon Johnson (Michael Gambon) desde sua eleição para Presidente Americano em 1964 até o final do mandato em 1968. O foco principal é a Guerra do Vietnã, que polarizou o governo de Johnson, com o longa mostrando todas as maquinações políticas, atos e conseqüências desta guerra. O roteiro coloca como grande vilão o Secretário de Defesa Americano Bob McNamara (Alec Baldwin), que no governo Kennedy era considerado um dos pilares da política do país, mas que se transformou num defensor dos ataques americanos ao Vietnã. Por outro lado temos o Conselheiro Clark Clifford (Donald Sutherland), que tenta buscar a paz, trabalhando nos bastidores sempre tentando segurar o ímpeto de McNamara e aconselhando o presidente que a guerra era um grande erro.
É um filme longo com quase três horas de duração, mas que prende atenção principalmente para quem gosta do tema, guerra misturado com trama política e história. Além do roteiro, outro ponto alto é o elenco, com ótimas interpretações do trio principal e bons coadjuvantes, além da sempre competente direção do falecido John Frankenheimer.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Zeitgeist & Zeitgeist Addendum
Zeitgeist (Zeitgeist, EUA, 2007) – Nota 8,5
Direção – Peter Joseph
Zeitgeist Addendum (Zeitgeist Addendum, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Peter Joseph
A palavra alemã "zeitgeist" significa algo como "o espírito da época ou do tempo em que vivemos".
Estes documentários dirigidos e produzidos pelo desconhecido Peter Joseph foram lançados diretamente na internet pelo Google Video e mostram um ponto de vista interessante em relação a alguns assuntos, sendo que o primeiro filme foi dividido em três partes.
A primeira parte analisa a história de Cristo, que aqui se diz baseada em deuses das religiões antigas, o que com certeza desagradará a muitos religiosos, principalmente quando defende a tese de que a tecnologia foi o que fez o homem evoluir e melhorar sua qualidade de vida e que as religiões em nada ajudaram nesse processo, apenas são usadas para controle de massas.
A segunda parte foca no 11 de setembro, que é mostrado como um golpe do governo americano para ter a opinião pública ao seu lado para iniciar as guerras ao Afeganistão e ao Iraque a princípio e contra outros países futuramente, como a Venezuela por exemplo.
A parte final liga a teoria da conspiração de 11 de setembro com outros fatos que deram início a guerras e golpes em outros países financiados pelo governo americano e pelas grandes corporações durante o século XX, com o intuito de lucrarem com os conflitos e deixando a idéia que existe um plano de um governo mundial no futuro.
A continuação foca principalmente no funcionamento do Sistema Monetário Americano (Reserva Federal), que domina o país e em consequência grande parte do mundo, fabricando dinheiro do nada e emprestando aos bancos que duplicam os empréstimos ao povo e aos países pobres, que são obrigados a retribuir com favores, como abertura de mercado para corporações que tem o interesse de explorar as riquezas do país, como petróleo, ouro, diamantes e tudo mais que tenha valor. Os governantes que tentam barrar estes favores são depostos e até asssassinados, como em vários exemplos históricos mostrados no documentário, inclusive com depoimento de um agente da CIA aposentado.
Aqui também é apresentado a idéia do chamado “Projeto Vênus”, onde um grupo de pessoas acredita que o ideal seria uma sociedade bem diferente do capitalismo, onde com a tecnologia e os recursos naturais, toda a população mundial pudesse viver dignamente, tendo acesso a alimentação, educação e saúde. Uma grande e bela utopia que os próprios defensores da idéia sabem ser impossível acontecer. Algo que marcou neste documentário é a frase de uma destas pessoas, que diz “numa sociedade que visa lucro, nunca haverá justiça”. Infelizmente uma grande verdade.
O primeiro documentário é mais ágil e como enfoca três temas fortes, prende a atenção do início ao fim. A sequência é um pouco mais cansativa, porém não deixa de ser interessante toda a explicação sobre as reservas de dinheiro mundial e como este sistema é frágil e cruel com a população.
Tenho certeza que muitas pessoas irão discordar dos temas desenvolvidos nestes documentários, entendo que algumas idéias possam ser fantasiosas, mas muito do que é falado aqui são verdades tristes e cruéis do mundo em que vivemos.
quinta-feira, 15 de julho de 2010
O Retorno da Múmia
O Retorno da Múmia (The Mummy Returns, EUA, 2001) – Nota 7
Direção – Stephen Sommers
Elenco – Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah, Arnold Vosloo, Oded Fehr, Dwayne “The Rock” Johnson, Freddie Boath, Patrícia, Velásquez, Alun Armstrong, Adewale Akinnouye Agbaje.
Esta sequência se passa em 1933, dez anos após o original. Agora Rick O’Connell (Brendan Fraser) e Evelyn (Rachel Weisz) estão casados e tem um filho, o pequeno Alex (Freddie Boath). Tudo parece bem após a múmia de Imhotep (Arnold Vosloo) ter sido levada para o Museu de Londres, porém alguns acontecimentos fazem Imhotep ressuscitar e voltar para o Egito levando o filho do casal, que está usando um poderoso artefato, o Bracelete de Anubis. A história se complica ainda mais, porque outro ser é ressuscitado no Egito, o Escorpião Rei (Dwayne “The Rock” Johnson) que entrará em conflito violento com Imhotep.
O filme tenta capitalizar com o sucesso do original e consegue, mesmo não atingindo o mesmo nível. As cenas de ação continuam bem feitas e a história é apenas uma variação do que foi o original.
Como curiosidade, o longa gerou um filme solo com o personagem Escorpião Rei, por sinal uma bomba estrelado por The Rock e em 2008 uma terceira parte da aventura original.
Direção – Stephen Sommers
Elenco – Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah, Arnold Vosloo, Oded Fehr, Dwayne “The Rock” Johnson, Freddie Boath, Patrícia, Velásquez, Alun Armstrong, Adewale Akinnouye Agbaje.
Esta sequência se passa em 1933, dez anos após o original. Agora Rick O’Connell (Brendan Fraser) e Evelyn (Rachel Weisz) estão casados e tem um filho, o pequeno Alex (Freddie Boath). Tudo parece bem após a múmia de Imhotep (Arnold Vosloo) ter sido levada para o Museu de Londres, porém alguns acontecimentos fazem Imhotep ressuscitar e voltar para o Egito levando o filho do casal, que está usando um poderoso artefato, o Bracelete de Anubis. A história se complica ainda mais, porque outro ser é ressuscitado no Egito, o Escorpião Rei (Dwayne “The Rock” Johnson) que entrará em conflito violento com Imhotep.
O filme tenta capitalizar com o sucesso do original e consegue, mesmo não atingindo o mesmo nível. As cenas de ação continuam bem feitas e a história é apenas uma variação do que foi o original.
Como curiosidade, o longa gerou um filme solo com o personagem Escorpião Rei, por sinal uma bomba estrelado por The Rock e em 2008 uma terceira parte da aventura original.
quinta-feira, 8 de julho de 2010
Um Craque Chamado Divino
Um Craque Chamado Divino (Brasil, 2006) – Nota 8
Direção – Penna Filho
Aproveitando que amanhã o Palmeiras fará o jogo de despedida do seu estádio num amistoso contra o Boca Juniors e a princípio nós torcedores teremos de esperar dois anos pela moderna arena que foi planejada, resolvi escrever sobre o maior jogador da história do clube. Este documentário é uma homenagem a Ademir da Guia, o “Divino”, que chegou ao Palmeiras ainda garoto em 1961 e jogou até 1977, sendo o atleta com maior número de partidas pelo clube, foram 901 jogos e 153 gols marcados, sendo o terceiro artilheiro da história do verdão.
O diretor Penna Filho se baseou na biografia de Ademir escrita por Kleber Mazziero e inicia mostrando a vida de Domingos da Guia e seus irmãos. Domngos é o pai de Ademir e foi um dos grandes craques da história do futebol brasileiro nos anos trinta e jogou junto com os irmãos no Bangu, antes de fazer fama e fortuna jogando em outros clubes do país, além do Nacional do Uruguai e do Boca Juniors. Domingos era conhecido como o “Divino Mestre”, pela elegância do jogo, mesmo ele sendo zagueiro e Ademir herdou o apelido também por sua elegância e qualidade técnica.
No documentário descobrimos que na adolescência Ademir foi campeão de natação pelo Bangu e chegou a pensar em seguir carreira, mas acabou continuando apenas no futebol, iniciando sua trajetória no mesmo Bangu, antes de chegar ao Palmeiras. Toda a sua carreira no Palmeiras é mostrada, desde a desconfiança de muitos com sua chegada, na época era apenas o o filho de Domingos da Guia, até se tornar titular, virar unânimidade e nunca mais sair do time. Veremos ainda a dupla maravilhosa que fez no meio campo com Dudu, com quem com jogou de 1964 a 1976, com os dois participando das duas “academias”, a dos anos sessenta, que ganhou vários títulos de 1965 a 1968 e depois no novo time dos anos setenta, que dominou o futebol brasileiro entre 1971 e 1975.
Sou da geração que sofreu com a falta de títulos dos anos oitenta, vibrou com as vitórias nos anos noventa e hoje sofre novamente com as dificuldades, com isso não vi Ademir jogar ao vivo, assisti apenas lances como os mostrados aqui, mas isso já é o suficiente para ver a importância do ídolo na história do clube.
É um documentário obrigatório para os palmeirenses conhecerem um pouco mais da carreira e da vida deste craque que se confunde com a história do clube e faz parte de um grupo de imortais, como Marcos, Dudu, César Maluco, Oberdan Cattani, Evair, Valdir Joaquim de Moraes, Jair Rosa Pinto, entre tantos outros que honraram nosso manto sagrado.
Direção – Penna Filho
Aproveitando que amanhã o Palmeiras fará o jogo de despedida do seu estádio num amistoso contra o Boca Juniors e a princípio nós torcedores teremos de esperar dois anos pela moderna arena que foi planejada, resolvi escrever sobre o maior jogador da história do clube. Este documentário é uma homenagem a Ademir da Guia, o “Divino”, que chegou ao Palmeiras ainda garoto em 1961 e jogou até 1977, sendo o atleta com maior número de partidas pelo clube, foram 901 jogos e 153 gols marcados, sendo o terceiro artilheiro da história do verdão.
O diretor Penna Filho se baseou na biografia de Ademir escrita por Kleber Mazziero e inicia mostrando a vida de Domingos da Guia e seus irmãos. Domngos é o pai de Ademir e foi um dos grandes craques da história do futebol brasileiro nos anos trinta e jogou junto com os irmãos no Bangu, antes de fazer fama e fortuna jogando em outros clubes do país, além do Nacional do Uruguai e do Boca Juniors. Domingos era conhecido como o “Divino Mestre”, pela elegância do jogo, mesmo ele sendo zagueiro e Ademir herdou o apelido também por sua elegância e qualidade técnica.
No documentário descobrimos que na adolescência Ademir foi campeão de natação pelo Bangu e chegou a pensar em seguir carreira, mas acabou continuando apenas no futebol, iniciando sua trajetória no mesmo Bangu, antes de chegar ao Palmeiras. Toda a sua carreira no Palmeiras é mostrada, desde a desconfiança de muitos com sua chegada, na época era apenas o o filho de Domingos da Guia, até se tornar titular, virar unânimidade e nunca mais sair do time. Veremos ainda a dupla maravilhosa que fez no meio campo com Dudu, com quem com jogou de 1964 a 1976, com os dois participando das duas “academias”, a dos anos sessenta, que ganhou vários títulos de 1965 a 1968 e depois no novo time dos anos setenta, que dominou o futebol brasileiro entre 1971 e 1975.
Sou da geração que sofreu com a falta de títulos dos anos oitenta, vibrou com as vitórias nos anos noventa e hoje sofre novamente com as dificuldades, com isso não vi Ademir jogar ao vivo, assisti apenas lances como os mostrados aqui, mas isso já é o suficiente para ver a importância do ídolo na história do clube.
É um documentário obrigatório para os palmeirenses conhecerem um pouco mais da carreira e da vida deste craque que se confunde com a história do clube e faz parte de um grupo de imortais, como Marcos, Dudu, César Maluco, Oberdan Cattani, Evair, Valdir Joaquim de Moraes, Jair Rosa Pinto, entre tantos outros que honraram nosso manto sagrado.
quarta-feira, 7 de julho de 2010
O Incrível Hulk
O Incrível Hulk (The Incredible Hulk, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Louis Leterrier
Elenco – Edward Norton, Tim Roth, Liv Tyler, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Lou Ferrigno, Stan Lee, Robert Downey Jr.
Após uma experiência mal sucedida com raios gama, o cientista Bruce Banner (Edward Norton) se transforma num monstro verde, destrói o laboratório e foge. Algum tempo depois ele é localizado morando na favela da Rocinha e o exército americano liderado pelo General Ross (William Hurt) envia um comando a sua procura, mas mesmo assim Bruce escapa novamente e volta para os EUA com dois objetivos: Procurar a cura para sua condição e reencontrar sua amada Betty Ross (Liv Tyler), filha do general. Para tentar detê-lo, o general criará um oponente a altura, após injetar uma substância em Emil Blonski (Tim Roth), este se mostrará totalmente fora do controle.
Após o fracasso de bilheteria do filme Ang Lee, a Marvel resolveu recriar o personagem com uma equipe totalmente nova e se não foi perfeito, pelo menos se mostrou competente nas cenas de ação, o que faltou no filme anterior. A nova versão tem uma meia hora inicial muito boa, mostrando a vida do personagem Bruce Banner na favela da Rocinha e terminando numa perseguição muito bem filmada pelo local. O desenrolar da história é contado sem surpresas e para meu gosto, a luta final entre Hulk e a criatura vivida por Tim Roth é puro videogame, feito para platéia jovem que adora CGI e lutas espetaculares. Eu com certeza considero mais interessante a perseguição inicial pela favela, que comprova não ser necessário um caminhão de efeitos especiais para criar cenas de ação competentes, mas sim bons atores e muita criatividade.
Para os fãs de quadrinhos, a pequena participação de Robert Downey Jr como Tony Stark / Homem de Ferro no final do longa, abre margem para um filme que pode reunir vários heróis da Marvel.
Direção – Louis Leterrier
Elenco – Edward Norton, Tim Roth, Liv Tyler, William Hurt, Tim Blake Nelson, Ty Burrell, Lou Ferrigno, Stan Lee, Robert Downey Jr.
Após uma experiência mal sucedida com raios gama, o cientista Bruce Banner (Edward Norton) se transforma num monstro verde, destrói o laboratório e foge. Algum tempo depois ele é localizado morando na favela da Rocinha e o exército americano liderado pelo General Ross (William Hurt) envia um comando a sua procura, mas mesmo assim Bruce escapa novamente e volta para os EUA com dois objetivos: Procurar a cura para sua condição e reencontrar sua amada Betty Ross (Liv Tyler), filha do general. Para tentar detê-lo, o general criará um oponente a altura, após injetar uma substância em Emil Blonski (Tim Roth), este se mostrará totalmente fora do controle.
Após o fracasso de bilheteria do filme Ang Lee, a Marvel resolveu recriar o personagem com uma equipe totalmente nova e se não foi perfeito, pelo menos se mostrou competente nas cenas de ação, o que faltou no filme anterior. A nova versão tem uma meia hora inicial muito boa, mostrando a vida do personagem Bruce Banner na favela da Rocinha e terminando numa perseguição muito bem filmada pelo local. O desenrolar da história é contado sem surpresas e para meu gosto, a luta final entre Hulk e a criatura vivida por Tim Roth é puro videogame, feito para platéia jovem que adora CGI e lutas espetaculares. Eu com certeza considero mais interessante a perseguição inicial pela favela, que comprova não ser necessário um caminhão de efeitos especiais para criar cenas de ação competentes, mas sim bons atores e muita criatividade.
Para os fãs de quadrinhos, a pequena participação de Robert Downey Jr como Tony Stark / Homem de Ferro no final do longa, abre margem para um filme que pode reunir vários heróis da Marvel.
terça-feira, 6 de julho de 2010
Cama de Gato
Cama de Gato (Brasil, 2002) – Nota 6
Direção – Alexandre Stockler
Elenco – Caio Blat, Rodrigo Bolzan, Cainam Baladez, Renata Airoldi, Cláudia Schapira, Nany People, Bárbara Paz.
Três amigos que acabaram de entrar na universidade e vivem curtindo festas regadas a bebida, sexo e drogas, armam um plano para transarem juntos com uma garota (Renata Airoldi), porém o que começa como farra se transforma em estupro e assassinato. Os amigos são Cristiano (Caio Blat), Chico (Rodrigo Bolzan) e Gabriel (Cainam Baladez), que para encobrir o crime deixam um rastro de mortes e violência pela noite.
Como cinema, o filme deixa a desejar, as interpretações são exageradas e a cena de estupro é praticamente explícita, porém o conteúdo é uma análise triste e realista sobre parte da juventude paulistana.
O diretor Alexandre Stockler filmou a história em estilo quase documental, inclusive repetindo algumas frases na mesma cena para reforçar o absurdo da situação e ainda colocando comentários do trio de atores no meio do filme sobre a cena do momento.
O ponto mais importante do longa são as entrevistas, que conforme os créditos finais, foram realizadas pelo diretor e os atores na noite paulistana, interpelando jovens em locais como postos de gasolina, bares e universidades, onde as perguntas eram sobre determinada cena do filme e o que estes jovens fariam na mesma situação. As respostas deixam qualquer um de boca aberta, ouvimos absurdos como “eu faria igual ao filme”, uma garota diz ter gostado de transar com três homens ao mesmo tempo e até uma variação da famigerada “estupra, mas não mata” do Paulo Maluf é solta por um dos jovens. A maioria dos entrevistados são jovens de classe média, ou como diz um dos personagens do filme, “são pessoas que tem dinheiro demais para serem pobres e dinheiro de menos para serem ricas”. Estes depoimentos são um retrato triste da época em que vivemos.
Direção – Alexandre Stockler
Elenco – Caio Blat, Rodrigo Bolzan, Cainam Baladez, Renata Airoldi, Cláudia Schapira, Nany People, Bárbara Paz.
Três amigos que acabaram de entrar na universidade e vivem curtindo festas regadas a bebida, sexo e drogas, armam um plano para transarem juntos com uma garota (Renata Airoldi), porém o que começa como farra se transforma em estupro e assassinato. Os amigos são Cristiano (Caio Blat), Chico (Rodrigo Bolzan) e Gabriel (Cainam Baladez), que para encobrir o crime deixam um rastro de mortes e violência pela noite.
Como cinema, o filme deixa a desejar, as interpretações são exageradas e a cena de estupro é praticamente explícita, porém o conteúdo é uma análise triste e realista sobre parte da juventude paulistana.
O diretor Alexandre Stockler filmou a história em estilo quase documental, inclusive repetindo algumas frases na mesma cena para reforçar o absurdo da situação e ainda colocando comentários do trio de atores no meio do filme sobre a cena do momento.
O ponto mais importante do longa são as entrevistas, que conforme os créditos finais, foram realizadas pelo diretor e os atores na noite paulistana, interpelando jovens em locais como postos de gasolina, bares e universidades, onde as perguntas eram sobre determinada cena do filme e o que estes jovens fariam na mesma situação. As respostas deixam qualquer um de boca aberta, ouvimos absurdos como “eu faria igual ao filme”, uma garota diz ter gostado de transar com três homens ao mesmo tempo e até uma variação da famigerada “estupra, mas não mata” do Paulo Maluf é solta por um dos jovens. A maioria dos entrevistados são jovens de classe média, ou como diz um dos personagens do filme, “são pessoas que tem dinheiro demais para serem pobres e dinheiro de menos para serem ricas”. Estes depoimentos são um retrato triste da época em que vivemos.
segunda-feira, 5 de julho de 2010
Com 007 Só Se Vive Duas Vezes
Com 007 Só Se Vive Duas Vezes (You Only Live Twice, Inglaterra, 1967) – Nota 7,5
Direção – Lewis Gilbert
Elenco – Sean Conney, Akiko Wakabayashi, Mie Hama, Tetsuro Tamba, Donald Pleasence, Charles Gray, Bernard Lee, Lois Maxwell, Desmond Llewellyn.
Um foguete americano em missão no espaço desaparece misteriosamente e logo os soviéticos acabam sendo os supeitos. A situação muda quando uma nave soviética também desaparece e o serviço secreto inglês descobre pistas que as naves possam ter pousado no Japão. Para descobrir o que houve, James Bond é enviado ao Japão para evitar um conflito entre americanos e soviéticos.
O roteiro utiliza temas em alta na época, como a conquista do espaço e a Guerra Fria para criar uma aventura de Bond do outro lado do mundo, no Japão onde ele precisa se adaptar a cultura local, inclusive namorando uma bela oriental. Outro ponto alto é o ótimo Donald Pleasence no papel de Blofeld, o chefe da organização criminosa Spectre.
Como curiosidade, após este filme Sean Connery pediu um valor muito alto para fazer um novo filme da série e acabou substituído pelo inexpressivo George Lazenby em “007 A Serviço Secreto de Sua Majestade”. Connery voltaria em seguida em “007 Os Diamantes São Eternos”.
Direção – Lewis Gilbert
Elenco – Sean Conney, Akiko Wakabayashi, Mie Hama, Tetsuro Tamba, Donald Pleasence, Charles Gray, Bernard Lee, Lois Maxwell, Desmond Llewellyn.
Um foguete americano em missão no espaço desaparece misteriosamente e logo os soviéticos acabam sendo os supeitos. A situação muda quando uma nave soviética também desaparece e o serviço secreto inglês descobre pistas que as naves possam ter pousado no Japão. Para descobrir o que houve, James Bond é enviado ao Japão para evitar um conflito entre americanos e soviéticos.
O roteiro utiliza temas em alta na época, como a conquista do espaço e a Guerra Fria para criar uma aventura de Bond do outro lado do mundo, no Japão onde ele precisa se adaptar a cultura local, inclusive namorando uma bela oriental. Outro ponto alto é o ótimo Donald Pleasence no papel de Blofeld, o chefe da organização criminosa Spectre.
Como curiosidade, após este filme Sean Connery pediu um valor muito alto para fazer um novo filme da série e acabou substituído pelo inexpressivo George Lazenby em “007 A Serviço Secreto de Sua Majestade”. Connery voltaria em seguida em “007 Os Diamantes São Eternos”.
domingo, 4 de julho de 2010
Teoria do Caos
Teoria do Caos (Chaos Theory, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Marcos Siega
Elenco – Ryan Reynolds, Emily Mortimer, Stuart Townsend, Sarah Chalke, Elisabeth Harnois, Chris William Martin,, Matreya Fedor.
O filme começa com o jovem noivo Damon (Chris William Martin) em dúvida sobre o casamento horas antes da cerimônia, em virtude de ter descoberto que a noiva teve um caso com um conhecido quando eles estavam separados. Pensando até em desistir, ele é parado pelo pai da garota, Frank (Ryan Reynolds) que resolve contar sua vida ao noivo, principalmente sobre a relação com sua esposa Susan (Emily Mortimer) e sobre momentos de dúvida que teve em manter ou não o casamento.
No início temos a impressão de que será apenas uma comédia, mas o curioso roteiro brinca com a “Teoria do Caos” ao mostrar a confusão na vida do do personagem de Frank, um sujeito que faz listas diariamente para segui-las numa espécie de roteiro e quando por um acaso se desvia do programado, detona uma sequência de fatos e enganos que levam a descoberta de um segredo que pode afetar o futuro dele e das pessoas que vivem a sua volta. Esta sinopse poderia levar o filme ao drama pesado também, mas o diretor prefere balancear a história mostrando os fatos de forma leve e até engraçada em alguns momentos, tendo como trunfo a boa interpretação do simpático Ryan Reynolds.
Direção – Marcos Siega
Elenco – Ryan Reynolds, Emily Mortimer, Stuart Townsend, Sarah Chalke, Elisabeth Harnois, Chris William Martin,, Matreya Fedor.
O filme começa com o jovem noivo Damon (Chris William Martin) em dúvida sobre o casamento horas antes da cerimônia, em virtude de ter descoberto que a noiva teve um caso com um conhecido quando eles estavam separados. Pensando até em desistir, ele é parado pelo pai da garota, Frank (Ryan Reynolds) que resolve contar sua vida ao noivo, principalmente sobre a relação com sua esposa Susan (Emily Mortimer) e sobre momentos de dúvida que teve em manter ou não o casamento.
No início temos a impressão de que será apenas uma comédia, mas o curioso roteiro brinca com a “Teoria do Caos” ao mostrar a confusão na vida do do personagem de Frank, um sujeito que faz listas diariamente para segui-las numa espécie de roteiro e quando por um acaso se desvia do programado, detona uma sequência de fatos e enganos que levam a descoberta de um segredo que pode afetar o futuro dele e das pessoas que vivem a sua volta. Esta sinopse poderia levar o filme ao drama pesado também, mas o diretor prefere balancear a história mostrando os fatos de forma leve e até engraçada em alguns momentos, tendo como trunfo a boa interpretação do simpático Ryan Reynolds.
sábado, 3 de julho de 2010
Razão e Sensibilidade
Razão e Sensibilidade (Sense and Sensibility, EUA / Inglaterra, 1985) – Nota 8
Direção – Ang Lee
Elenco – Emma Thompson, Alan Rickman, Kate Winslet, Hugh Grant, Gemma Jones, Tom Wilkinson, Emilie François, Greg Wise, Imelda Staunton, Imogen Stubbs, Hugh Laurie, Robert Hardy, Elizabeth Spriggs.
Na Inglaterra do século XIX, após a morte do marido, uma viúva e suas filhas ficam a espera da ajuda de um meio-irmão que prometeu ao pai cuidar das irmãs, o que ele acaba não cumprindo. Com a família em dificuldade financeira e vivendo numa época de rígida moral, algumas pessoas vêem como única saída para aquela a família que as irmãs se casem com homens que tenham bens, porém consideram Elinor (Emma Thompson) velha e sem graça, enquanto Marianne (Kate Winslet) é a rebelde. As duas terão alguns flertes com o Coronel Brandon (Alan Rickman) e com o indeciso Edward (Hugh Grant), mas passarão por dificuldades e preconceitos.
Este ótimo drama baseado em livro de Jane Austen e com certeza agradará a todos, até mesmo aqueles que não são grandes fãs de filmes de época. Os personagens são bem construídos e interpretados pelo ótimo elenco inglês, além do roteiro e da direção de Ang Lee que não deixam o longa cair no drama exagerado ou na monotonia, mantendo o interesse e a qualidade do início ao fim.
Direção – Ang Lee
Elenco – Emma Thompson, Alan Rickman, Kate Winslet, Hugh Grant, Gemma Jones, Tom Wilkinson, Emilie François, Greg Wise, Imelda Staunton, Imogen Stubbs, Hugh Laurie, Robert Hardy, Elizabeth Spriggs.
Na Inglaterra do século XIX, após a morte do marido, uma viúva e suas filhas ficam a espera da ajuda de um meio-irmão que prometeu ao pai cuidar das irmãs, o que ele acaba não cumprindo. Com a família em dificuldade financeira e vivendo numa época de rígida moral, algumas pessoas vêem como única saída para aquela a família que as irmãs se casem com homens que tenham bens, porém consideram Elinor (Emma Thompson) velha e sem graça, enquanto Marianne (Kate Winslet) é a rebelde. As duas terão alguns flertes com o Coronel Brandon (Alan Rickman) e com o indeciso Edward (Hugh Grant), mas passarão por dificuldades e preconceitos.
Este ótimo drama baseado em livro de Jane Austen e com certeza agradará a todos, até mesmo aqueles que não são grandes fãs de filmes de época. Os personagens são bem construídos e interpretados pelo ótimo elenco inglês, além do roteiro e da direção de Ang Lee que não deixam o longa cair no drama exagerado ou na monotonia, mantendo o interesse e a qualidade do início ao fim.
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Eraserhead
Eraserhead (Eraserhead, EUA, 1977) – Nota 3
Direção – David Lynch
Elenco – Jack Nance, Charlotte Stewart, Allen Joseph, Jeanne Bates.
O estranho Henry Spencer (Jack Nance) trabalha em uma espécie de gráfica e namora Mary (Charlotte Stewart). Quando ele é apresentado aos não menos estranhos pais da garota, ela conta que está grávida e os dois acabam se casando, indo morar no pequeno apartamento de Henry. A situação fica complicada quando o bebê nasce totalmente deformado, o que faz com que a mãe o abandone e Henry tenha que cuidar da criança.
Este filme totalmente esquisito vale apenas para se conhecer o início de carreira de David Lynch e principalmente para os fãs do diretor. Por mais que Lynch seja elogiado por parte da crítica, considero alguns de seus filmes exagerados e totalmente sem sentido. Se ele acertou em filmes como “Veludo Azul” e “Coração Selvagem”, além da série “Twin Peaks”, outros trabalhos apesar de terem um clima diferente, como “A Estrada Perdida” e “Cidade dos Sonhos”, são incompreensíveis. Este “Eraserhead” é extremamente chato, onde o único objetivo, acredito eu, seria chocar o público com personagens estranhos e um bebê monstro.
Direção – David Lynch
Elenco – Jack Nance, Charlotte Stewart, Allen Joseph, Jeanne Bates.
O estranho Henry Spencer (Jack Nance) trabalha em uma espécie de gráfica e namora Mary (Charlotte Stewart). Quando ele é apresentado aos não menos estranhos pais da garota, ela conta que está grávida e os dois acabam se casando, indo morar no pequeno apartamento de Henry. A situação fica complicada quando o bebê nasce totalmente deformado, o que faz com que a mãe o abandone e Henry tenha que cuidar da criança.
Este filme totalmente esquisito vale apenas para se conhecer o início de carreira de David Lynch e principalmente para os fãs do diretor. Por mais que Lynch seja elogiado por parte da crítica, considero alguns de seus filmes exagerados e totalmente sem sentido. Se ele acertou em filmes como “Veludo Azul” e “Coração Selvagem”, além da série “Twin Peaks”, outros trabalhos apesar de terem um clima diferente, como “A Estrada Perdida” e “Cidade dos Sonhos”, são incompreensíveis. Este “Eraserhead” é extremamente chato, onde o único objetivo, acredito eu, seria chocar o público com personagens estranhos e um bebê monstro.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A Múmia
A Múmia (The Mummy, EUA, 1999) – Nota 7,5
Direção – Stephen Sommers
Elenco – Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah, Arnold Vosloo, Kevin J. O'Connor, Jonathan Hyde, Erick Averi, Oded Ferh, Bernard Fox, Patricia Velasquez.
Em 1926 o explorador Rick O’Connell (Brendan Fraser), sua namorada Evelyn (Rachel Weisz) e o irmão desta, Jonathan (John Hannah) descobrem a múmia de Imhotep e por engano, Evelyn lê um livro sagrado que o traz de volta a vida. Imhotep (Arnold Vosloo) volta cheio de ódio, lançando mão das dez pragas do Egito para tentar reencontrar seu amor, que era amante do Faraó e por esta traição ele acabou sendo mumificado vivo.
Este é o início de um divertida e movimentada aventura, com bons efeitos especiais e utilizando a fórmula dos filmes de Indiana Jones misturando ação e comédia, tendo Brendan Fraser perfeito no papel, mesmo ele não sendo grande ator e com a bela e competente Rachel Weisz formando um interessante par.
Como curiosidade, o longa é uma refilmagem livre do clássico de mesmo título produzido em 1932 e que tinha Boris Karloff no papel da múmia.
Direção – Stephen Sommers
Elenco – Brendan Fraser, Rachel Weisz, John Hannah, Arnold Vosloo, Kevin J. O'Connor, Jonathan Hyde, Erick Averi, Oded Ferh, Bernard Fox, Patricia Velasquez.
Em 1926 o explorador Rick O’Connell (Brendan Fraser), sua namorada Evelyn (Rachel Weisz) e o irmão desta, Jonathan (John Hannah) descobrem a múmia de Imhotep e por engano, Evelyn lê um livro sagrado que o traz de volta a vida. Imhotep (Arnold Vosloo) volta cheio de ódio, lançando mão das dez pragas do Egito para tentar reencontrar seu amor, que era amante do Faraó e por esta traição ele acabou sendo mumificado vivo.
Este é o início de um divertida e movimentada aventura, com bons efeitos especiais e utilizando a fórmula dos filmes de Indiana Jones misturando ação e comédia, tendo Brendan Fraser perfeito no papel, mesmo ele não sendo grande ator e com a bela e competente Rachel Weisz formando um interessante par.
Como curiosidade, o longa é uma refilmagem livre do clássico de mesmo título produzido em 1932 e que tinha Boris Karloff no papel da múmia.
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