quarta-feira, 30 de junho de 2010

Conquista Sangrenta

Conquista Sangrenta (Flesh+Blood, Espanha / EUA / Holanda, 1985) – Nota 7,5
Direção – Paul Verhoeven
Elenco – Rutger Hauer, Jennifer Jason Leigh, Tom Burlinson, Jack Thompson, Susan Tyrrell, Ronald Lacey, Brion James, Fernando Hilbeck, John Dennis Johnston, Bruno Kirby.

Na Idade Média, um grupo liderado por Martin (Rutger Hauer) se rebela contra o rei e sequestra a jovem Agnes (Jennifer Jason Leigh), que está prometida ao príncipe Steven (Tom Burlinson). O grupo acaba deixando um rastro de violência por onde passa, sendo perseguido pelo príncipe e seus soldados, que está obcecado em resgatar a noiva.

O holandês Paul Verhoeven tinha um certa fama internacional por filmes como “Louca Paixão” e “Soldado de Laranja” e teve a chance de estrear em Hollywood neste épico sujo e violento, que mostra sem sutileza alguma a vida naquela época. As cena de luta são extremamente violentas, a falta de higiene é mostrada com clareza, inclusive na cena em que os rebeldes contaminam um poço ao jogar corpos com a terrível peste negra para derrotar os inimigos e uma sequência em que Martin estupra a jovem Agnes com a ajuda de seu bando.

O roteiro é competente ao mostrar também a mudança de comportamente dos personagens, principalmente da noiva, que é totalmente doce no início, mas após o estupro sente-se atraída pelo bandido e acaba virando sua amante, despertando o ciúme na personagem vivida por Susan Tyrrell, também integrante do bando. Outro destaque é o ótimo Rutger Hauer que está perfeito no papel do bandido violento e cínico.

Um ótimo filme que deu início a interessante carreira americana de Verhoeven.

terça-feira, 29 de junho de 2010

Meteoro

Meteoro (Meteor, USA, 1979) – Nota 5,5
Direção – Ronald Neame
Elenco – Sean Connery, Natalie Wood, Karl Marlden, Brian Keith, Martin Landau, Henry Fonda, Trevor Howard, Richard Dysart.

Um cometa colide com um asteróide e o impacto lança um meteoro a caminho da Terra. Com o perigo à vista, os governos dos EUA e da União Soviética se unem e montam um grupo de especialistas para evitar o desastre, mas como na época ainda estávamos no meio da Guerra Fria, discussões e jogadas políticas interferem nos planos, até que todos os envolvidos percebem que a única chance de salvação é a união.

Este longa que lembra um pouco os filmes catástrofe dos anos setenta, introduz no roteiro uma mensagem de paz, tentando mostrar que a disputa nuclear entre americanos e soviéticos poderia destruir o mundo. O tema poderia ser interessante na época, mas hoje o filme envelheceu e perde muita na comparação com similares posteriores, como “Armagedon” e “Impacto Profundo”.

O ponto alto do filme é o elenco recheado de grandes nomes. Sean Connery é um cientista, Karl Marlden o oficial da Nasa, Martin Landau o militar e o grande Henry Fonda o presidente, todos pelo lado americano. Os soviéticos foram interpretados pela bela Natalie Wood (que teve um morte trágica dois nos após este filme) e Brian Keith.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Resident Evil - O Hóspede Maldito

Resident Evil – O Hóspede Maldito (Resident Evil, EUA / Alemanha / França, 2002) – Nota 7,5
Direção – Paul W. S. Anderson
Elenco – Milla Jovovich, Michele Rodriguez, Eric Mabius, James Purefoy, Martin Crewes, Colin Salmon.

Num laboratório subterrâneo chamado “A Colméia” controlado pela corporação Umbrella, um perigoso vírus escapa e contamina os cientistas, que morrem e se transformam em zumbis. A jovem Alice (Milla Jovovich) é uma das sobreviventes, mas não sabe porque está naquele lugar. Ela se junta a outros sobreviventes, entre eles Rain (Michelle Rodriguez) e descobrem que tem três horas para fugir do local, que será lacrado definitivamente pelo computador central.

O longa é uma adaptação do famoso game e o resultado é competente, com boas cenas de perseguição e muito sangue a cargo dos zumbis assassinos. O roteiro também não ofende nossa inteligência, tem uma boa história que prende atenção.

O diretor Paul W. S. Anderson é especialista em filmes de ficção (“Alien vs Predador”, “Mortal Kombat”) e no momento está trabalhando na pós-produção da parte IV de “Resident Evil”, sendo que nas duas continuações anteriores ele foi apenas o produtor.

domingo, 27 de junho de 2010

12 Rounds

12 Rounds (12 Rounds, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Renny Harlin
Elenco – John Cena, Aidan Gillen, Ashley Scott, Steve Harris, Brian White. Gonzalo Menendez, Taylor Cole.

O policial Danny Fisher (John Cena) e seu parceiro (Brian White) durante uma perseguição prendem o terrorista Miles Jackson (Aidan Gillen) e a namorada deste acaba morta. Um ano depois o bandido escapa da cadeia, seqüestra a namorada de Danny, Molly (Ashley Scott) e desafia o policial a salvar a jovem em doze desafios pela cidade.

Não existe muito mais o que escrever sobre a história, apenas que ela lembra “Duro de Matar: A Vingança” e tem um roteiro cheio de furos, porém o desenrolar do filme é recheado de sequências de ação que tentam transformar o astro de luta-livre John Cena em herói do gênero. As cenas de ação são bem feitas e o ritmo acelerado prende a atenção, o que agradará e muito os fãs do gênero, lembrando ainda que Renny Harlin fez alguns grandes filmes de ação como “Duro de Matar II” e “Risco Total”. Apenas não se deve levar em conta o elenco, John Cena é muito fraco como ator, mas é competente nas cenas de ação e o restante do time é formado por atores coadjuvantes de seriados de TV.

Um típico filme para assistir sem pensar muito e apenas se divertir com os absurdos.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Uma Vida Por um Fio

Uma Vida Por um Fio (Sorry, Wrong Number, EUA, 1948) – Nota 7,5
Direção – Anatole Litvak
Elenco – Barbara Stanwyck, Burt Lancaster, Ann Richards, Wendell Corey, Harold Vermilyea, Ed Begley, William Conrad.

Leona (Barbara Stanwyck) está doente e não tem forças para sair de cama. Para piorar a situação, numa noite seu marido Henry (Burt Lancaster) que havia dispensado a enfermeira, não volta para casa. Leona ao ligar para o escritório do marido, ouve numa linha cruzada dois homens combinando um assassinato para aquela noite. Preocupada, ela tenta descobrir quem eram os homens ao telefone, mas não consegue, em seguida tenta avisar o pai (Ed Begley) e a polícia, que ignoram a mulher e alegam que pode ter sido uma brincadeira ou um engano. Como seu marido não aparece, ela telefona para a secretária dele, que diz ter visto Henry ir almoçar com outra mulher. Além deste fato, um homem chamado Evans liga várias vezes procurando Henry para tentar avisá-lo sobre um problema. Após cada telefonema, Leona percebe que o alvo do crime pode ser ela e desesperada tenta localizar o marido a qualquer custo.

Este bom suspense em preto e branco utiliza o telefone para ligar a história e a personagem de Barbara Stanwyck descobre toda a trama através destas ligações, sem sair do seu quarto, além disso o diretor Litvak utiliza estas conversas para contar em flashback a vida dos personagens e o porquê da trama de assassinato.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A Última Profecia

A Última Profecia (The Mothman Prophecies, EUA, 2002) – Nota 7
Direção – Mark Pellington
Elenco – Richard Gere, Laura Linney, Will Patton, Debra Messing, Lucinda Jenney, Alan Bates.

O jornalista John Klein (Richard Gere) está no auge da vida profissional e muito bem casado com Mary (Debra Missing). Num certo dia, o casal que está indo visitar um casa que planejam adquirir, sofrem um acidente de carro, ficando a impressão de que Mary, que estava ao volante, viu algo estranho e tentou desviar causando o acidente. No hospital, John descobre que a esposa tem um tumor e logo ela falece, porém antes disso, Mary deixa alguns desenhos que podem ser a criatura que ela acredita ter visto na estrada.

Passados dois anos, John viajando de carro a trabalho, sente algo estranho e quando percebe está na cidade de Point Pleasant, centenas de quilômetros de onde deveria estar. Intrigado, ele busca ajuda na cidade com uma policial (Laura Linney) e descobre um homem, Gordon Smallwood (Will Patton) que também teve as mesmas visões que sua esposa, mas que não quer comentar o assunto.

Este curioso filme de suspense com elementos sobrenaturais é baseado numa história que consta ter acontecido na cidade de Point Pleasant nos anos sessenta e prende a atenção sem precisar apelar para sangue ou perseguições, mas nem por isso deixa de assustar em alguns momentos. É um filme diferente que merece ser visto, com outro detalhe a favor, o diretor Mark Pellington é o responsável pelo ótimo suspense sobre terrorismo “O Supeito da Rua Arlington”.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Sete Anos no Tibet

Sete Anos no Tibet (Seven Years in Tibet, EUA / Inglaterra, 1997) – Nota 7,5
Direção – Jean Jacques Annaud
Elenco – Brad Pitt, David Thewlis, B. D. Wong, Mako, Jamyang Jamtsho Wangchuk, Lhakpa Tsamchoe, Victor Wong, Danny Denzonpga.

Em 1939, o egocêntrico alpinista austríaco Heinrich Harrer (Brad Pitt) deixa a esposa grávida e com um grupo de alpinistas viaja para escalar o pico mais alto do Himalaia. O grupo não consegue alcançar o topo e alguns integrantes morrem, além disso a 2º Guerra estava começando e quando a Inglaterra declara guerra à Alemanha, Heinrich acaba sendo preso pelos ingleses por ser ligado ao Partido Nazista. Sendo levado a um campo de prisioneiros na Índia, ele consegue fugir e depois de perambular pela região, chega a cidade sagrada de Lhasa, onde acabando conhecendo e ficando amigo do Dalai Lama ainda criança, além de disputar a mesma mulher com outro alpinista (David Thewlis), que também se instalou no local.

O filme é baseado no livro autobiográfico de Harrer, que conta como a experiência de viver sete anos naquele mundo diferente mudou sua vida e o transformou numa pessoa melhor. A direção de Annaud é perfeita ao explorar as belezas do local e contar um pouco sobre a vida do Dalai Laima e de uma cultura pouco conhecida pelos ocidentais.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Motoqueiro Fantasma

Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Mark Steven Johnson
Elenco – Nicolas Cage, Eva Mendes, Wes Bentley, Peter Fonda, Donal Logue, Sam Elliott, Brett Cullen.

Ainda adolescente, o motoqueiro Johny Blaze vende a alma ao diabo (Peter Fonda) para tentar salvar a vida do pai (Brett Cullen), e em troca ele se transforma no Motoqueiro Fantama, que tem a missão de caçar almas que fugiram do inferno. Depois de alguns anos, Johnny (agora vivido por Nicolas Cage), está afastado de todos, inclusive de sua amada (Eva Mendes), mas o destino faz novamente os dois se cruzarem e Johnny percebe que pode ser uma nova chance em sua vida. Mas para isso precisará derrotar o Coração Negro (Wes Bentely), filho do diabo que pretende reinar sobre a Terra.

Baseado numa famosa história em quadrinhos, o filme é divertido, lógico que deixando de lado o fraco roteiro e a interpretação de Cage. As cenas em computação gráfica são bem feitas, principalmente a transformação do rosto de Cage em uma caveira flamejante. O filme vale também pela bela Eva Mendes, sempre com generosos decotes e sua forma exuberante.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

9/11

11/9 (9/11, EUA, 2002) – Nota 8,5
Documentário com Gedeon Naudet, Jules Naudet e narração de Roberto De Niro
Direção – James Hanlon, Rob Klug, Gedeon Naudet & Jules Naudet

Este documentário começa na manhã de 11 de Setembro de 2001, quando os irmãos franceses Jules e Gedeon Naudet tem programada a filmagem de um documentário com um bombeiro novato em Nova Iorque. Logo que chegam ao quartel dos bombeiros, ouvem o ruído de um avião voando baixo e Jules, o irmão mais novo em idade e experiência, vira sua câmera para o céu e filma a única imagem do primeiro avião que bateu no World Trade Center. O que era para ser um documentário comum, se transforma num registro vivo dos acontecimentos daquele dia, quando os irmãos seguem os bombeiros, cada um com sua câmera na mão e filmam o inferno daquela situação.

Mesmo com a improvisação da filmagem, a história real se transforma num roteiro inesperado. Durante aquela loucura, os irmãos se separam e Jules segue com um grupo de bombeiros veteranos que entram em uma das torres, porém eles não imaginavam que ela desabaria. Ouvimos o estrondo do desabamento e depois um silêncio e escuridão, que é quebrada apenas pela pequena luz da câmera de Jules, que ajudará alguns sobreviventes a saírem dos escombros. Enquanto isso na rua, o irmão mais velho Gedeon se desespera, primeiro para fugir dos escombros que caem sobre a rua e depois para saber se o irmão sobreviveu.

O documentário tem ainda a narração de Robert De Niro e resultado é um retrato histórico de um dos acontecimentos mais tristes dos últimos anos, que registrou desde a colisão dos aviões, passando pelo desespero de pedestres e bombeiros, a queda das torres, a nuvem de poeira que escureceu a cidade e culminando com o reencontro dos irmãos.

domingo, 20 de junho de 2010

A Casa dos Mil Corpos

A Casa do Mil Corpos (House of 1000 Corpses, EUA, 2003) – Nota 6
Direção – Rob Zombie
Elenco – Bill Moseley, Sid Haig, Sheri Moon, Karen Black, Chris Hardwick, Erin Daniels, Jennifer Jostyn, Rainn Wilson, Tom Towles, Walton Goggins, Walter Phelan, Michael G. Pollard.

Em um ano qualquer da década de setenta, dois casais de namorados viajam pelos EUA para escrever sobre locais bizarros e encontram a decadente loja de horrores do Capitão Spaulding (Sid Haig). Depois de conhecerem uma espécie de trem-fantasma dentro da loja, os jovens ouvem a história do Dr. Satan, que anos atrás matava seus pacientes e foi enforcado pelos seus crimes, porém ninguém sabe o paradeiro do corpo do médico louco. Instigados pela história, os jovens resolvem conhecer o local do enforcamento e acabam cruzando com uma estranha família, dando início a uma jornada de terror.

Este longa que jorra sangue foi a estréia na direção do roqueiro Rob Zombie, que homenageia clássicos de terror dos anos setenta como “O Massacre da Serra Elétrica” e “Quadrilha de Sádicos” , que abriram caminho para os filmes de terror explícito que até hoje são garantia de sucesso entre os jovens. Se o resultado não é sensacional, pelo menos o filme é competente ao que se propõe, com muita violência, sangue e alguns sustos, tendo um início bem legal com as curiosas cenas na loja de horrores e depois abusando dos clichês do gênero quando a família assassina entra em cena.

Como curiosidade temos as presenças de Rainn Wilson (“The Office”), Erin Daniels (“The L Word”) e a veterano e outrora quase estrela Karen Black, no papel da medonha senhora da família assassina.

sábado, 19 de junho de 2010

Mercenários das Galáxias

Mercenários das Galáxias (Battle Beyond the Stars, EUA, 1980) – Nota 6
Direção – Jimmy T. Murakami
Elenco – George Peppard, Richard Thomas, Robert Vaughn, John Saxon, Darlanne Fluegel, Sybil Danning, Sam Jaffe, Jeff Corey.

No planeta Akir, os fazendeiros estão sendo oprimidos pelo tirano Sador (John Saxon), até que o jovem Shad (Richard Thomas) resolve viajar pela galáxia com o objetivo de contratar mercenários para salvar seu povo. Entre os tipos estranhos recrutados estão um cowboy espacial (George Peppard), um mercenário chamado Gelt (Robert Vaughn) e uma alienígena sensial (Sybil Danning).

O diretor Jimmy Murakami bebe na fonte de “Guerras nas Estrelas” para criar um filme B cheio de personagens curiosos e criaturas espaciais, que apesar do baixo orçamento, diverte pelas cenas de ação e pelos diálogos que chegam a ser engraçados.

Na época Richard Thomas tentava emplacar a carreira após o sucesso na série de TV “Os Waltons”, mas não conseguiu e ficou relegado a filmes pequenos e participações em seriados.

O ator George Peppard que faz o cowboy, teria ainda alguns anos de sucesso estrelando o seriado “Esquadrão Classe A” (The A-Team) que ganhou uma versão para o cinema atualmente.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

A Farsa & Uma Intriga Internacional

Em meados dos anos oitenta, um diretor chamado Bob Swaim teve a chance de se destacar em dois filmes que poderiam se transformar em sucesso, porém falhou. Apesar dos atores conhecidos, estes dois longas não convencem. Enquanto o suspense e policial "A Farsa" tem uma trama interessante, mas que não cumpre o que promete, o drama político "Uma Intriga Internacional" desperdiça os talentos de Michael Caine e Sigourney Weaver num roteiro confuso e uma direção falha.

A Farsa (Masquerade, EUA, 1988) – Nota 6
Direção – Bob Swain
Elenco – Rob Lowe, Meg Tilly, Kim Cattrall, Doug Savant, John Glover, Dana Delany.

A jovem herdeira Olivia (Meg Tilly) é uma garota doce e ingênua que está cercada por pessoas que querem sua fortuna. Uma das pessoas é seu pretendente Tim Whalen (Rob Lowe), sujeito inescrupoloso que tenta ganhar o coração da garota e ao mesmo tempo participa de um plano para meter a mão no dinheiro.

O longa tem diversos personagens desonestos, que tentam tomar o dinheiro da pobre garota e ao mesmo tempo passar a perna nos cúmplices também. Não é um grande filme, mas tem um roteiro razoável, que escorrega um pouco final.

Uma Intriga Internacional (Half Moon Street, EUA / Inglaterra, 1986) – Nota 5
Direção – Bob Swaim
Elenco – Sigourney Weaver, Michael Caine, Patrick Kavanagh, Keith Buckley, Nadim Sawalha, Vincent Lindon.

A doutora em assuntos árabes Lauren Slaughter (Sigourney Weaver) trabalha num instituto patrocinado pelos países árabes em Londres. Apesar de sua formação acadêmica, ela recebe um salário baixo, sendo também preterida na hora de escolha das vagas para intercâmbio com estes países. Extremamente inteligente, mas descontente com o trabalho, ela recebe um fita que fala sobre um serviço de acompanhantes que pagaria muito bem. Percebendo ser uma chance de ganhar um bom dinheiro, ela se apresenta a agência e começa a trabalhar como acompanhante, se envolvendo com diversas figuras poderosas, incluindo um negociante palestino (Nadim Sawalha) e um lord inglês (Michael Caine) e sem saber numa trama de espionagem.

É uma pena, mas o roteiro é confuso e a trama política não convence. Sigourney Weaver tente colocar sensualidade no papel, com várias cenas de nudez, mas nem isso ajuda. Michael Caine ainda faz o que pode, mas fica difícil melhorar algo, juntando ainda a péssima direção de Bob Swaim.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Indiana Jones e a Última Cruzada

Indiana Jones e a Última Cruzada (Indiana Jones and Last Crusade, EUA, 1989) – Nota 8,5
Direção – Steven Spielberg
Elenco – Harrison Ford, Sean Connery, Denholm Elliott, Alison Doody, John Rhys Davies, River Phoenix, Julian Glover, Alex Hyde White.

O filme começa com Indiana Jones ainda adolescente (River Phoenix) participando de uma aventura em busca da Cruz de Coronado, que ele acaba perdendo para outro colecionador. Muitos anos depois, Indiana Jones (Harrison Ford) está novamente atrás do objeto perdido quando jovem, recebe informações de onde estaria o Santo Graal e também que seu pai, o Professor Henry Jones (Sean Connery) fora seqüestrado pelos nazistas que exigem sua ajuda para encontrar o artefato. Com a ajuda de uma cientista (Alison Doody), Indiana sai em busca de resgatar o pai e encontrar o Santo Graal.

Esta aventura que na época fora concebida como final da trilogia, é um pouco inferior aos dois primeiros filmes, mas mesmo assim está muito acima da maioria da produções do gênero. As cenas de ação continuam extremamente bem feitas, com a marca de Spielberg e o roteiro dá uma maior ênfase a comédia, principalmente nos diálogos entre Harrison Ford e Sean Connery, que está perfeito como o pai que trata Indiana como criança.

O prólogo com o falecido River Phoenix também é muito divertido, inclusive explicando porque o personagem morre de medo de cobras. Eu acredito que Phoenix poderia até ter interpretado o personagem em um outro filme, um prequel, mas acabou não acontecendo.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mandando Bala

Mandando Bala (Shoot ‘Em Up, EUA 2007) – Nota 7
Direção – Michael Davis
Elenco – Clive Owen, Paul Giamatti, Monica Bellucci, Stephen McHattie, Greg Bryk.

O misterioso Sr. Smith (Clive Owen) está sentado calmamente num ponto de ônibus quando uma mulher grávida passa correndo para fugir de uns sujeitos armados. A situação faz com que Smith siga os sujeitos e enquanto mulher entra em trabalho de parto, ele detona os bandidos. Com a morte da mãe, Smith foge com o bebê e passa a ser perseguido por Hertz (Paul Giamatti) e seus capangas que desejam ficar com o bebê (o porquê virá no final do longa). Na fuga ele cruzará com a prostituta Donna (a linda Monica Bellucci) e participará de tiroteiros e perseguições violentas.

A história é apenas um detalhe neste longa recheado de cenas de ação violentas, aceleradas e diferentes. Por exemplo, o Sr. Smith mata alguns bandidos numa cena de tiroteiro enquanto está, digamos “engatado” na prostituta Donna ou ainda quando ele mata um sujeito com um cenoura crua, entre outros passagens violentas e até engraçadas. É um tipo de filme para assistir sem pensar no absurdo das cenas e se divertir.