segunda-feira, 31 de maio de 2010

Perseguidor Implacável

Perseguidor Implacável (Dirty Harry, EUA, 1971) – Nota 9
Direção – Don Siegel
Elenco – Clint Eastwood, Harry Guardino, Reni Santoni, John Vernon, Andrew Robinson.

Hoje o grande Clint Eastwood completa oitenta anos e apesar da carreira mais do que premiada e consolidada, continua firme na ativa, dirigindo praticamente um filme por ano e em alguns destes também atuando a frente das câmeras. Um dos grandes nomes da história do cinema que merece todo nosso respeito e admiração.

Como homenagem estou escrevendo sobre o clássico "Perseguidor Implacável". Aqui Eastwood é o detetive Harry "O Sujo" Callahan que trabalha nas ruas de São Francisco e não costuma seguir regras para caçar os bandidos. Num certo uma jovem é assassinada e o criminoso que se intitula “O Escorpião”, envia uma carta para o prefeito (John Veron) ameaçando matar uma pessoa por dia até receber 100.000 dólares. Um suspeito é preso e liberado por falta de provas, mas Harry não aceita e resolve perseguir o sujeito a sua maneira.

Este ótimo filme policial foi o sucesso que Clint Eastwood precisava para solidificar sua carreira nos EUA. Antes ele ficou conhecido pela trilogia dos dólares feita com Sergio Leone na Itália e alguns bons filmes como “Meu Nome é Coogan” e “Os Abutres Tem Fome”, mas este longa além do sucesso, marcou época por colocar como herói um policial que não respeitava regras para perseguir os bandidos, as boas cenas de ação pelas ruas de São Francisco e por criar a célebre frase “Go ahead, make my day”, quando esperava a reação de um criminoso para poder matá-lo com uma justificativa. Outro ponto positivo é a direção segura de Don Siegel, que dirigiu outros filmes com Clint e foi seu espelho para a premiada carreira de diretor do astro.

domingo, 30 de maio de 2010

Mash

Mash (Mash, EUA, 1970) – Nota 8
Direção – Robert Altman
Elenco – Donald Sutherland, Elliott Gould, Sally Kellerman, Robert Duvall, Tom Skerritt, Jo Ann Pflug, Fred Williamson, Rene Auberjonois, Michael Murphy.

Num acampamento médico do exército durante a Guerra da Coréia, os soldados se preocupam mais em se divertir do que com a própria guerra. Liderados pelos médicos Hawkeye Pierce (Donald Sutherland) e Trapper John McIntyre (Elliot Gould), entre cirúrgias e tratamento aos feridos, eles apostam, caçam as enfermeiras, principalmente “Hot Lipps” O’Houlihan (Sally Kellerman), jogam golfe e armam grandes confusões.

A dupla principal está ótima, principalmente nos diálogos afiados e irônicos, contando ainda com a ajuda na boa participação de Robert Duvall como um dos oficiais.

No fundo este longa é uma grande critica a guerra, na época principalmente em cima da Guerra do Vietnã que estava acontecendo e acabou fazendo sucesso e gerando uma série de TV que durou onze temporadas e teve Alan Alda como protagonista.

sábado, 29 de maio de 2010

Sem Destino - O Adeus a Dennis Hopper

Sem Destino (Easy Rider, EUA, 1969) – Nota 7,5
Direção – Dennis Hopper
Elenco – Peter Fonda, Dennis Hopper, Jack Nicholson, Karen Black, Phil Spector, Luke Askew.

Hoje o cinema perdeu Dennis Hopper. Este ator e diretor estreou bem jovem nos anos cinquenta e trabalhou como coadjuvante em dois filmes de James Dean, os clássicos "Juventude Transviada" e "Assim Caminha a Humanidade". Em seguida foi coadjuvante em vários outros filmes até que no final dos anos sessenta pensava em largar a profissão, mas quando seu amigo Peter Fonda lhe apresentou o que seria o roteiro de "Sem Destino" ele aceitou o desafio e juntos criaram este clássico da contra-cultura americana. Feito com baixo orçamento, o longa fez sucesso e alavancou a carreira da dupla principal e de Jack Nicholson, porém o vício em drogas, tanto de Hopper quanto de Fonda quase acabou com a carreira e a vida destes atores. Eles entraram nos eixos novamente apenas na segunda metade dos anos oitenta, sendo que Peter Fonda não voltou a ser um astro, mas fez alguns bons papéis e Hopper voltaria a trabalhar em grandes produções ("Velocidada Máxima", "Waterwolrd") e dirigiria o polêmico "Colors - As Cores da Violência", mas este longa merece uma postagem posterior, com maiores detalhes.

O longa "Sem Destino" foi produzido no auge do movimento hippie, tendo nos papéis principais dois motoqueiros, Wyatt (Peter Fonda) e Billy (Dennis Hopper) que levam drogas do México para vender em Los Angeles. Com o dinheiro da venda eles iniciam uma viagem até Nova Orleans, onde pretendem aproveitar o Mardi Gras, uma espécie de carnaval da cidade. Durante o percurso eles ainda fazem amizade com um advogado drogado (Jack Nicholson), que é levado como carona nesta jornada.

O roteiro e as interpretações vão fundo no lema “sexo, drogas e rock and roll”, mostrando personagens marginais e como Fonda e Hopper já disseram, eles foram batizados em homenagem a Wyatt Earp e Billy The Kid, personagens lendários do oeste americano. Até nas roupas os personagens são ícones, enquanto o Wyatt de Peter Fonda se veste coma uma espécie de bandeira americana e por isso tem o apelido de “Capitão Americana”, o Billy de Dennis Hopper usa roupas que lembram os índios. Agora quem rouba o filme é Jack Nicholson, que herdou o papel que seria de Rip Torn e criou um personagem fantástico, um advogado totalmente maluco e drogado, que segue a dupla principal nesta viagem alucinante.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Código 46

Código 46 (Code 46, Inglaterra, 2003) – Nota 6
Direção – Michael Winterbottom
Elenco – Tim Robbins, Samantha Morton, Om Puri, Toro Igawa, Bruno Lastra, David Fahm.

Num futuro não muito distante, as pessoas são controladas de acordo com seus genes para obterem permissão de viajarem e dependendo do tipo de gene podem até para serem banidas das grandes cidades.

A história começa com o investigador de seguros Will (Tim Robbins) viajando até Shangai para descobrir quem está falsificando passaportes e vendendo para pessoas proibidas de viajar. Chegando lá, ele descobre que a culpada é Maria (Samantha Morton), mas sentindo-se atraído pela garota ele acaba indicando como falsificador outra pessoa, deixando o caminho livre para se envolver com a verdadeira culpada.

Mais uma história sobre um futuro sombrio controlado po um governos totalitário e pelas corporações, que lembra um pouco o superior “Gattaca”, com detalhes interessantes como a mistura de palavras de outras línguas com o inglês, talvez para mostrar um mundo unificado, mas no geral o filme não decola. O casal vivido por Tim Robbins e Samantha Morton não tem química alguma e o roteiro erra ao escolher a história de amor entre os dois como um dos pontos principais.

quinta-feira, 27 de maio de 2010

O Mesmo Amor, a Mesma Chuva

O Mesmo Amor, a Mesma Chuva (El Mismo Amor, La Misma Lluvia, Argentina, 1999) – Nota 8
Direção – Juan José Campanella
Elenco – Ricardo Darin, Soledad Villamil, Eduardo Blanco, Ulises Dumont, Graciela Tenenbaum, Alfonso de Grazia, Alicia Zanca, Mariana Richaudeau, Alejandro Buzzoni, Rodrigo De La Serna, David Masajnik.

O filme começa em 1980 quando o jornalista Jorge Pellegrini (Ricardo Darin) conhece Laura (Soledad Villamil) e os dois se apaixonam e resolvem morar juntos. Enquanto Jorge trabalha em uma revista escrevendo pequenos contos, Laura é garçonete e tem o objetivo de ser pintora.

A relação do casal se complica quando Laura consegue um emprego de produtora numa rádio, porém sem receber salário, dizendo que está seguindo seu sonho, enquanto tenta fazer com que Jorge se arrisque na carreira de escritor, mas ele não aceita e prefere ficar no emprego onde não é feliz, mas se sente seguro.

A história seguirá dez anos na vida do casal, passando pela separação e os reencontros, em paralelo com a carreira dos dois e a conturbada vida na Argentina no começo dos anos oitenta, com o fim da ditadura, passando pelas eleições diretas e as grandes mudanças no pais, inclusive de valores, principalmente nas transformações da revista onde Jorge trabalha e as conseqüências na vida dos funcionários de muitos anos.

Este filme argentino pouco conhecido tem o trio do ótimo “O Segredo dos Seus Olhos” juntos dez anos antes, numa história de paixão, drama e amor, que comprova a química em cena do casal Ricardo Darin e Soledad Villamil e o talento do diretor Juan José Campanella.

Uma história simpática e deliciosa, que merece ser descoberta.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Lost - O Final

Lost (EUA, 2004 a 2010)
Criação: J. J. Abrams, Jeffrey Lieber e Damon Lindelof
Elenco - Matthew Fox, Jorge Garcia, Josh Holloway, Evangeline Lilly, Naveen Andrews, Daniel Dae Kim, Yunjin Kim, Terry O'Queen, Michael Emerson, Henry Ian Cusick, Emily de Ravin, Elizabeth Mitchell, Nestor Carbonell, Ken Leung, Titus Welliver, Mark Pellegrino, Harold Perrineau, John Terry.

Pensei muito sobre o final de "Lost" e apesar de algumas cenas emocionantes e do final reunindo todo o elenco principal na igreja, (cena que me deu a impressão de ser uma despedida em homenagem ao elenco) ainda acredito que a solução poderia ter sido diferente e melhor.

Em resumo geral, a série começou como um furacão, tendo uma primeira temporada sensacional, desde o espetacular episódio piloto que já mostrava como aquela ilha era diferente. O nível se manteve na segunda temporada com o aparecimento de novos personagens, principalmente os sobreviventes da outra metade do avião, porém a história empacou na terceira temporada quando alguns personagens (Sawyer, Jack, Kate) se tornaram prisioneiros dos "Outros". Dois fatores ajudaram na queda, a greve dos roteiristas que fez com a temporada tivesse poucos epísódios e o produtor J. J. Abrams que se afastou por um tempo para dirigir "Missão Impossível III". Na quarta e na quinta temporada a história voltou mais ou menos aos eixos, mesmo eu tendo a opinião que nunca mais chegou ao nível da temporada de estréia.

Analisar o final da série é complicado, não me agradou totalmente, mas o que ficará na mnha memória serão os cativantes personagens. A ilha e os mistérios foram um dos bons ingredientes, mas sem bons personagens a série não teria ido tão longe. Todos tiveram seu valor, mas eu destacaria a simpatia de Hurley, os poderes de Desmond, a beleza guerreira de Kate, o heroísmo canalha de Saywer e até o manipulador Ben, que no final procurou se redimir. Jack e Locke foram os personagens que uniram cada um a seu modo os sobreviventes, enquanto Jack era o líder relutante, mas que no fundo não aceitava seguir ninguém, Locke era o sujeito desiludido com a vida que descobriu a fé naquela ilha e por acreditar tanto acabou morto, tendo seu corpo usado pela "fumaça negra", o mal encarnado na ilha.

Um detalhe curioso é em relação ao nome do personagem do pai de Jack. Christian Shephard seria uma espécie de trocadilho traduzido para Cristo Pastor. Ele Christian seria em tese o pastor que estava na história para mostrar o caminho do além vida para os personagens ao final da série.

terça-feira, 25 de maio de 2010

O Livro de Eli

O Livro de Eli (The Book of Eli, EUA, 2010) – Nota 7
Diretor – Albert e Allen Hughes
Elenco – Denzel Washington, Gary Oldman, Mila Kunis, Ray Stevenson, Jennifer Beals, Michael Gambon, Tom Waits, Frances de la Tour.

Num mundo pós-apocalíptico, um andarilho (Denzel Washington) atravessa o que restou dos EUA por trinta anos a caminho do oeste, tendo de enfrentar fome, sede e sequestradores que armam emboscadas nas estradas para matar os viajantes, roubar seus pertences e muitas vezes comer as vítimas.

Quando ele chega numa cidade dominada pelo estranho Carnegie (Gary Oldman) e este descobre que o andarilho possui uma bíblia, provavelmente a última que existe no mundo, Carnergie faz de tudo para tomar posse do livro, com o qual imagina conseguir o poder da palavra para dominar as pessoas do local, para isso oferecendo até mesmo a jovem Solara (Mila Kunis) ao andarilho, porém este recusa o “presente” e pretende a todo custar alcançar seu objetivo, chegar ao oeste.

Este interessante longa mistura ficção com pitadas de terror e ação, utilizando a religião (a viagem do andarilho lembra a caminhada dos judeus em busca da Terra Prometida) e o apocalipse como pontos principais.

O visual lembra filmes como “Mad Max” e “Resident Evil”, já o personagem de Denzel e a cidade no meio do nada tem a cara dos faroestes antigos em que Clint Eastwood interpretava o pistoleiro sem nome.

Considero como ponto fraco a participação de Mila Kunis, sua personagem me pareceu equivocada, principalmente nas cenas finais do longa.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Controle Absoluto

Controle Absoluto (Eagle Eye, EUA / Alemanha, 2008) – Nota 7,5
Direção – D. J. Caruso
Elenco – Shia Labeouf, Michelle Monagha, Rosario Dawson, Michael Chiklis, Billy Bob Thornton, Anthony Mackie, Ethan Embry, Anthony Azizi, Cameron Boyce, Bill Smitrovich, William Sadler, Deborah Strang.

O jovem Jerry Shaw (Shia Labeouf) após voltar do funeral de seu irmão gêmeo que era soldado, se assusta quando encontra seu apartamento cheio de armas e produtos químicos, piorando ainda mais a situação quando recebe uma ligação dizendo que o governo americano virá prendê-lo em poucos segundos. Ao mesmo tempo, Rachel (Michelle Monaghan) recebe uma ligação em uma voz ameaça descarrilhar o trem onde seu filho viaja caso ela não siga suas instruções. Estas duas pessoas ameaçadas acabam se cruzando e tendo de se unir para salvar suas vidas e descobrir quem os está ameaçando, além de fugir de um agente do FBI (Billy Bob Thorton) e uma investigadora do exército (Rosario Dawson).

Quem deixar de lado a história inverossímil e exagerada, vai se divertir com este filme de ação que tem ótimas cenas de perseguição e destruição num ritmo acelerado.

O diretor D. J. Caruso repete a dobradinha com o ator Shia Labeouf e ainda tem a ajuda de um bom elenco de coadjuvantes, como Thornton e Dawson, além de Michael Chiklis, astro da ótima série “The Shield”, a qual Caruso dirigiu alguns episódios.

domingo, 23 de maio de 2010

Pecados Mortais

Pecados Mortais (The Good Shepherd, EUA, 2004) – Nota 6
Direção – Lewin Webb
Elenco – Christian Slater, Molly Parker, Stephen Rea, Gordon Pinsent, Nancy Beatty, Van Flores, Daniel Kash.

O padre Andrews (Von Flores) é visto ao lado do corpo de um jovem que fora assassinado e acaba sendo preso com principal suspeito. A igreja envia o padre Clemens (Christian Slater) para acompanhar o caso e este logo descobre que o padre Andrews tem um segredo que foi contado em confissão, mas não pode revelar o fato, mesmo sabendo que poderá ser condenado pelo crime. Clemens é um espécie de relações públicas e encarregado dos negócios financeiras da igreja, tendo pouca ligação com o sacerdócio. Para tentar desvendar o caso ele se une a uma jornalista (Molly Parker), que fora sua namorada em tempos passados e aos poucos perceberá o quanto sua fé foi deixada de lado e como a igreja se tornou uma corporação, também se esquecendo de sua principal finalidade.

O tema espinhoso é interessante e vai bem até a metade do filme, porém o roteiro não se aprofunda e leva a um desfecho que mesmo não sendo muito previsível quanto ao culpado, acaba sendo fraco. O filme lembra um episódio de série policial e nada mais do que isso.

Para quem gosta do tema sobre confissão e culpa com um padre como personagem principal, eu indico o ótimo “A Tortura do Silêncio” de Alfred Hitchcock.

sábado, 22 de maio de 2010

O Preço do Sucesso

O Preço do Sucesso (I Love Your Work, EUA, 2003) – Nota 5,5
Direção – Adam Goldberg
Elenco – Giovanni Ribisi, Franka Potente, Christina Ricci, Joshua Jackson, Marisa Coughlan, Jason Lee, Jared Harris, Judy Greer, Vince Vaughn, Shalom Harlow, Nicky Katt, Elvis Costello.

O ator de sucesso Gray Evans (Giovanni Ribisi) está casado com a atriz Mia Lang (Franka Potente), porém atormentado pela fama e o sucesso, começa a desconfiar que a esposa está tendo um caso com o cantor Elvis Costello, interpretando a si mesmo. Além disso ele acredita que está sendo perseguido por um estranho (Jason Lee) e depois passa a ser o perseguidor e por último também se tornando obsessivo em filmar um jovem casal (Joshua Jackson e Marisa Coughlan), já que ela se parece muito com sua ex-namorada (Christina Ricci), a quem ele deixou assim que ficou famoso.

Este imbróglio psicológico tenta mostrar como o sucesso pode abalar uma pessoa de personalidade complicada e utiliza a atuação do estranho Giovani Ribisi para cumprir esta função. Posso estar errado, mas em todo os filmes que vejo com Ribisi tenho a impressão de que ele está interpretando um sujeito totalmente chapado, o seu jeito tímido de olhar e balbuciar palavras é único e bem estranho.

A direção do ator Adam Goldberg não ajuda, ele utiliza flashbacks e mistura sonho e realidade, se transformando num sub-David Lynch. Goldberg já mostrou ser melhor ator do que diretor, em sua participação na primeira temporada de Friends e até mesmo no papel sério que fez em “O Resgate do Soldado Ryan”. Nem mesmo os bons coadjuvantes (Franka Potente, Jason Lee, Joshua Jackson) em pequenos papéis conseguem salvar este longa.

sexta-feira, 21 de maio de 2010

Minisséries


Nos anos oitenta as minisséries estrangeiras eram exibidas na tv brasileira em horário nobre como grandes eventos e batiam recordes de audiência. Nesta postagem eu comento quatro exemplos daquela época e um outra produção bem mais recente.

Shogun (Shogun, EUA, 1980) – Nota 8,5
Direção – Jerry London
Elenco – Richard Chamberlain, Toshiro Mifune, Yoko Shimada, Frankie Sahai, John Rhys Davies, Alan Badel, Damien Thomas, Michael Hordern.

No século XVII o inglês John Blackthorne (Richard Chamberlaind) vê seu navio naufragar e acaba como único sobrevivente no Japão. Logo é acolhido pelos japoneses e percebe a grande diferença de costumes que separa o Japão dos países europeus. Os problemas começam quando ele descobre que o país está no meio de um guerra feudal entre dois clãs, sendo um deles de Toranagá (Toshiro Mifune).

Grande sucesso mundial, esta minissérie baseada num livro de James Clavell foi toda filmada no Japão com uma bela recriação de época, uma história envolvente que mistura drama, ação e até romance, além de boas cenas de batalhas. A interpretações de Chamberlaind, Mifune e John Rhys-Davies são outros pontos altos da produção.

Marco Polo – Viagens e Descobertas (Marco Polo, Itália, 1982) – Nota 7
Direção – Giuliano Montaldo
Elenco – Ken Marshall, Burt Lancaster, Denholm Elliott, David Warner, Tony Vogel, Anne Bancroft, F. Murray Abraham, Leonard Nimoy, Mario Adorf, Ricardo Cucciola, John Gielgud, Marilu Tolo, James Hong, Ian McShane, Tony Lo Bianco.

Esta produção italiana em formato de minissérie conta a vida do explorador Marco Polo (Ken Marshall), que durante o século XI viaja pelo oriente na chamada “Rota da Seda” e participa de outras aventuras se tornando até emissário do imperador Mongol Kublai Khan. No final da vida ele escreveu um livro sobre suas explorações que acabou sendo usado por futuros exploradores europeus nas suas navegações pela Ásia. Com figurinos e recriação de época bem elaborados e um elenco de primeira, a minissérie ganhou vários prêmios. A curiosidade é que o protagonista Ken Marshall faria ainda o bom filme “Krull” e depois sumiria em filmes pequenos e participações em seriados.

V – A Batalha Final (V: The Final Battle, EUA, 1983) – Nota 7,5
Direção – Richard T. Heffron
Elenco – Marc Singer, Robert Englund, Joanna Kerns, Diane Cary, Michael Ironside.

Uma frota de naves alienígenas chega a Terra e a princípio os tripulantes se mostram amigáveis e em forma humana, porém as poucos algumas pessoas descobrem que na verdade eles são répteis e tem a intenção de dominar o planeta. A resistência dos humanos é comandada por Mike Donovan (Marc Singer), para tentar derrotar os invasores.

Esta minissérie de grande sucesso gerou ainda uma série regular que durou apenas uma temporada. A curiosidade é ver Robert Englund, o “Freddy Krueger”, antes do sucesso e mostrando a verdadeira face, apesar de que ele era um dos alienígenas disfarçados de humano.

Pássaros Feridos (The Thorn Birds, EUA, 1983) – Nota 8
Direção – Daryl Duke
Elenco – Richard Chamberlaind, Rachel Ward, Christopher Plummer, Stephanie Faracy, Barry Corbin, John de Lancie, Barbara Stanwick, Jean Simmons, Bryan Brown, Brett Cullen, Holly Palance, Piper Laurie, Earl Holliman, Dwier Brown.

Na década de vinte na Austrália, o padre Ralph de Bricassard (Richard Chamberlaind) é o responsável por uma paróquia no interior do país em virtude de ter se desentendido com um bispo (Christopher Plummer). Neste local ele faz amizade com Mary Carson (Barbara Stanwick), milionária dona de fazenda que mesmo sendo bem mais velha está atraída pelo padre, que não corresponde. Enquanto isso uma família se muda para a fazenda de Mary e a filha menor Meggie se torna protegida dela e também do padre Ralph, com quem cria uma grande laço. Anos mais tarde após estudar num colégio de freiras, Meggie (agora vivida por Rachel Ward) retorna à fazenda e desperta a paixão no padre, que fica dividido entre o amor e a igreja. Ao mesmo tempo o fato causa ciúmes em Mary, que mesmo no fim da vida ainda não aceita a rejeição do padre Ralph.

Produzida em formato de minissérie para tv com mais de oito horas de duração, esta obra fez grande sucesso utilizando temas como poder e pecado para contar a uma história de amor proibido. Como destaque temos a química entre o casal principal que solta faíscas em diversas cenas, com a boa interpretação do galã Chamberlaind e da bela e hoje sumida Rachel Ward, além dos bons coadjuvantes, como Christopher Plummer e Barbara Stanwick.

As Minas do Rei Salomão (King Solomon’s Mines, EUA, 2004) – Nota 6
Direção – Steve Boyum
Elenco – Patrick Swayze, Alison Doody, Roy Marsden, John Standing, Gavin Hood, Sidede Onyulo, Ian Roberts.

O aventureiro Allan Quatermain (Patrick Swayze) é contratado pela bela Elizabeth Maitland (Alison Doody) para descobrir o paradeiro do pai desta que sumiu quando estava numa expedição á procura das lendárias Minas do Rei Salomão. Ao mesmo tempo, um ex-parceiro de Allan, Bruce McNabb (Gavin Hood) monta outra expedição para tentar também localizar as minas e se apoderar das riquezas.

Esta minissérie é mais uma versão da história que já foi contada com mais talento e ação na década de cinqüenta com o canastrão Stewart Granger e nos anos oitenta com o galã Richard Chamberlaind. A produção peca pelo ritmo lento e os fracos coadjuvantes, melhorando um pouco apenas na parte final. Patrick Swayze dá conta do recado, mas não é o suficiente para tornar o resultado um bom espetáculo. Como curiosidade, a bela Alison Doody foi o par romântico de Harrison Ford em “Indiana Jones e a Última Cruzada”, mas depois disso pouco fez no cinema.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Duro de Matar

Duro de Matar (Die Hard, EUA, 1988) – Nota 10
Direção – John McTiernan
Elenco – Bruce Willis, Alan Rickman, Bonnie Bedelia, Alexander Godunov, Reginald Veljohnson, Paul Gleason, William Atherton, Hart Bochner, James Shigeta.

O detetive John McClaine (Bruce Willis) viaja de Nova Iorque à Los Angeles para visitar a esposa (Bonnie Bedelia) que trabalha numa empresa japonesa. John vai direto ao edifício onde a esposa trabalha, pois no local está acontecendo uma festa. Chegando lá John aguarda pelo final da festa, enquanto isso terroristas liderados por Hans Gruber (Alan Hickman) invadem o local e tomam os convidados como refém. Como John estava em outra sala, ele consegue se esconder e dá início um violento jogo de gato e rato para derrotar o terroristas e libertar a esposa, porém ele não tem como se comunicar com a polícia pois o telefones foram cortados e ainda esta descalço, mas mesmo assim ele consegue avisar de modo criativo o policial (Reginald Veljohnson) eu faz a ronda em volta do prédio.

Este sensacional longa marcou época pelas eletrizantes cenas de ação (a explosão do elevador e o tiroteiro no teto do edifício por exemplo), por mostrar um herói que se fere, um vilão interpretado por um bom ator e a ótima direção de McTiernan, que havia filmado o ótimo “O Predador” no ano anterior e posteriormente “Duro de Matar – A Vingança”, que é inferior apenas ao original.

Uma curiosidade é que Bruce Willis não era o sujeito indicado para virar astro de filmes de ação, pois ele vinha de um papel romântico e sarcástico na série “A Gata e o Rato” e a boa comédia “Encontro as Escuras”, que protagonizou ao lado de Kim Basinger, porém “Duro de Matar” foi um sucesso e alavancou a carreira de Willis.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

A Mão do Diabo

A Mão do Diabo (Frailty, EUA, 2001) – Nota 8,5
Direção – Bill Paxton
Elenco – Bill Paxton, Matthew McConaughey, Powers Boothe, Matt O’Leary, Jeremy Sumpter, Luke Askew, Levi Kreis.

O bom ator Bill Paxton estreou na direção com este suspense de primeira, baseado num pesado texto de Brent Hanley, que também roteirizou o filme.

A história começa numa noite chuvosa, quando o estranho Fenton Meiks (Matthew McConaughey) procura o agente do FBI Wesley Doyle (Powers Boothe) encarregado do caso do assassino “das mãos de Deus” e alega que o culpado é seu irmão que acabou de se matar.

O que a princípio o agente acha ser uma história de mais um maluco, aos poucos vai ficando interessado conforme Fenton conta que quando criança seu pai, um mecânico viúvo (Bill Paxton) diz ter conversado com Deus e este teria passado a missão de destruir os demônios que habitam no mundo, inclusive enviando uma lista com os nomes. A partir daí, o mecânico obriga Fenton e o irmão pequeno Adam a participarem da caça e destruição dos demônios.

Paxton dirige com talento uma história que poderia ser apenas mais um filme sanguinário, porém ele acerta ao utilizar a sugestão na hora dos assassinatos, mostrando o rosto dos garotos com a desaprovação e o horror sentido por Fenton e a crença no pai do menino Adam, sem contar a ótima reviravolta final e a explicação que com certeza deixará todo mundo com uma grande dúvida na cabeça.

 Grande estréia de Bill Paxton como diretor.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Garotas Sem Rumo

Garotas sem Rumo (Havoc, EUA, 2005) – Nota 6
Direção – Barbara Kople
Elenco – Anne Hathaway, Bijou Phillips, Freddy Rodriguez, Michael Biehn, Raymond Cruz, Laura San Giacomo, Joseph Gordon Levitt, Mike Vogel, Matt O’Leary, Shiri Appleby, Channing Tatum, Alex Dziena.

O filme começa mostrando a garota Allison (Anne Hathaway) com seu grupo de amigos ricos, que falam e agem como se vivessem no gueto, sendo filmada por Eric (Matt O’Leary) e falando com todas as palavras que eles são daquela forma porque estão entediados.

A partir daí seremos apresentados ao restante do grupo, formado por sua amiga Emily (Bijou Phillips), que mostra sentir atração por ela e pelos namorados delas, o violento Toby (Mike Vogel) e Sam (Joseph Gordon Levitt). Os dois casais resolvem passear na periferia de Los Angeles e se metem com um grupo de traficantes latinos liderados por Hector (Freddy Rodriguez), que assustam os rapazes, mas atraem as duas garotas que resolvem voltar no dia seguinte para se enturmar com os latinos.

A história segue a linha de filmes como “Alpha Dog”, mostrando a juventude endinheirada de Los Angeles se enfiando num mundo de drogas, sexo e violência apenas como diversão, até que a realidade bate à porta e mostra que as consequências podem ser péssimas.

O tema atual e as boas atuações de uma desinibida Anne Hathaway e de Freddy Rodriguez são os destaques do longa, criando os personagens mais pertos da realidade mo filme, sendo também os dois lados da moeda, a garota rica que tem tudo mas não sabe o que quer e o rapaz pobre que se tornou traficante em virtude de ser a única forma de ascensão na comunidade onde vive.