domingo, 3 de março de 2019

Robin Williams: Come Inside My Mind

Robin Williams: Come Inside My Mind (Robin Williams: Come Inside My Mind, EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Marina Zenovich
Documentário

O suicídio de Robin Williams em 2014 deixou o mundo do cinema chocado. Este documentário detalha sem grandes surpresas a vida e a carreira do comediante e ator. 

Com depoimentos de amigos como o ator Billy Crystal, os diretores Mark Romanek e Bobcat Goldthwait, a atriz Pam Dawber que foi sua parceira na sitcom “Mork & Mindy” e que fala do amigo de forma emocionada, além de sua primeira esposa Valerie Velardie, descobrimos que Robin era um sujeito preocupado em fazer todas as pessoas ao seu redor darem risadas. Esta obsessão pela comédia também era um aparente motivo de angústia do ator. 

O doc recupera diversas cenas de shows de stand up em que um agitado Robin parecia uma metralhadora de piadas. A descoberta de uma doença degenerativa e de uma possível segunda moléstia que jamais foi confirmada, levaram o ator a depressão e por fim ao suicídio. 

O doc vale como registro de vida e carreira de um dos maiores comediantes da história do cinema, que por sinal também era um ótimo ator para papéis dramáticos.

3 comentários:

Luli Ap disse...


Embora haja a controvérsia de que muitos artistas que se dedicam à comédia são pessoas reservadas e sem muito senso de humor, sempre achei que Robin Williams fosse um ator versátil e que não incorria nessa lenda.
Gosto muito do ator, fiquei mesmo chocada na época e acho que deveria haver uma espécie de sinal de alerta fluorescente para que quem convive com pessoas depressivas pudesse ajudar mais efetivamente.
Levo a indicação do documentário.
Bjs Luli
https://cafecomleituranarede.blogspot.com.br

Liliane de Paula disse...

Já vi esse Documentário.
Muito bom.
E muito triste.
Uma parte da vida fazendo comédias que nem acredito fosse para esconder a Depressão.
Eu nem gostava dele porque eu não gosto de comédias.
mas vi outros que não eram comédias.
Preciso v~e: "Bom Dia, Vietnam!"

Tenho um remorso muito grande de no inicio de minha vida médica, não ter valorizado os raros pacientes que imaginei estarem depressivos.
Se pudesse voltar no tempo!
Se pudesse encontra-los de novo!
Era minha falta de experiência.
Agora, com mais experiência, sinto de longe os sinais de depressão.

Hugo disse...

Luli - Apenas quem convive com a pessoa é que pode detectar estes sinais, que nem sempre são claros.

Liliane - A depressão é uma doença que podemos dizer que se "popularizou" nos últimos vinte anos. Antes disso, poucas pessoas davam a devida importância para esta situação. Acredito que mesmo a maioria dos médicos ignoravam a doença, achando que era invenção do paciente.

Bjs