quinta-feira, 10 de janeiro de 2019

Frank e o Robô

Frank e o Robô (Robot & Frank, EUA, 2012) – Nota 7
Direção – Jake Schreier
Elenco – Frank Langella, Peter Sarsgaard, Susan Sarandon, James Marsden, Liv Tyler, Jeremy Strong, Jeremy Sisto, Ana Gasteyer, Katherine Waterston, Bonnie Bentley.

Em um futuro próximo, Frank (Frank Langella) é um idoso que foi ladrão na juventude e que hoje vive solitário numa casa na região rural de uma pequena cidade. 

Cansado por ter de viajar semanalmente para visitar o pai, Hunter (James Marsden) compra um robô (voz de Peter Sarsgaard) para cuidar do velho, que aos poucos demonstra problemas de esquecimento. 

A princípio Frank não quer aceitar a ajuda, até ele descobrir que o robô pode ir além de fazer comida ou limpar a casa. Ele decide ensinar o robô a abrir fechaduras e o transforma em parceiro para cometer roubos na cidade. 

O criativo roteiro mistura ficção, policial, pitadas de comédia e até drama familiar neste interessante longa. A questão da solidão e dos problemas da terceira idade são mostradas de forma sensível, assim como a bizarra relação de amizade que nasce entre o protagonista e o robô. 

O roteiro critica também a questão do excesso de tecnologia através da velha biblioteca pública que é digitalizada e termina tratada como um museu. 

O ótimo Frank Langella está perfeito como o sujeito que começa a sentir que está perdendo o controle de sua vida e que precisa aproveitar os últimos momentos de lucidez, mesmo que suas atitudes passem longe da honestidade.

5 comentários:

Liliane de Paula disse...

Deve ser muito interessante.
Já imagino esse bom ator fazendo esse papel.
Gosto desse ator.
Com quase 80 anos fez um filme muito bonito (Yout in Oregon)em que a solidão na terceira idade é real.
Bjs

Liliane de Paula disse...

Hugo, assisti ontem "Em pedaços".
Muito bom.
Comentei

Hugo disse...

Liliane - Frank Langella tem uma sensível atuação.

Legal, também gostei bastante de "Em Pedaços".

Luli Ap disse...

Parece ser um roteiro bem diferente e criativo.
Já favoritei aqui.
Solidão é uma realidade no mundo corrido em que vivemos, deve ser bem impactante na terceira idade.

Hugo disse...

Luli - Criativo é a palavra correto. Foi uma agradável surpresa este filme.

Bjs