terça-feira, 29 de maio de 2018

Paterno

Paterno (Paterno, EUA, 2018) – Nota 7,5
Direção – Barry Levinson
Elenco – Al Pacino, Riley Keough, Kathy Baker, Annie Parisse, Greg Grunberg, Larry Mitchell, Jim Johnson, Peter Jacobson.

Novembro de 2011. O lendário treinador Joe Paterno (Al Pacino) atinge a incrível marca de 409 vitórias com a equipe de futebol americano da universidade de Penn State. 

Dias depois, seu antigo assistente técnico Jerry Sandusky (Jim Johnson) é detido acusado de abuso sexual contra garotos entre 1998 e 2001. O escândalo gera duras consequências para reitor e vice-reitor da universidade. 

A princípio, Joe Paterno é visto como alguém que foi enganado pelo amigo, porém aos poucos surge a dúvida se ele ficou calado mesmo sabendo dos abusos. 

Esta produção da HBO detalha os bastidores e as consequências do terrível escândalo que abalou a universidade de Pen State. O foco do roteiro não está nos abusos de Sandusky, que foram comprovados no julgamento, mas na questão ética e moral que manchou a vida do treinador Joe Paterno. 

Na época do escândalo, Paterno tinha 84 anos de idade e era considerado um exemplo para os alunos. Ele trabalhava na universidade há 61 anos e como treinador há 46. A boa atuação de Al Pacino ajuda a entender a situação. As lembranças já um pouco confusas por causa da idade e a clara tentativa de não se envolver no assunto são bem exploradas pelo ator em sequências que mostram alguém incomodado por algo que nem ele mesmo entende. 

Os erros cometidos pela direção da universidade e por pessoas próximas ao abusador que não souberam lidar com a situação, transformaram muitos deles em pequenos vilões. 

É um filme triste sobre um tipo terrível de crime que muitas vezes fica impune por causa da vergonha da vítima em denunciar e pelo silêncio das testemunhas.

4 comentários:

Liliane de Paula disse...

Acho que esse filme está aberto para os assinantes HBO.
Lembro que vi e que não tive interesse porque era sobre luta.

Eu penso que a pessoa abusada não denuncia porque não quer.
Tira algum proveito.
Não consigo entender e aceitar que seja medo.
Até porque denunciar anos depois é até desonesto com outras vítimas.

Hugo disse...

Liliane - O filme não é sobre luta. O personagem de Al Pacino é um técnico de futebol americano.

Luli Ap disse...

Olá Hugo
O filme é representativo numa época de tantos escândalos relacionados ao tema.
Confesso que apesar de não me surpreender que o assédio exista no esporte, fiquei chocada com a quantidade e pelos relatos impressionantes.
Tb me assusta que a ideia de impunidade não é prerrogativa daqui por exemplo, muita gente em muitos lugares do mundo se sentiam intocáveis
E siiiiim é terrível pensar que tb tinha quem sabia e não fazia nada para mudar o horror da situação.
Faz tempo que não vejo nada com o Al Pacino.
Já anotei aqui.
Bjs Luli

Hugo disse...

Luli - Este tipo de abuso infelizmente ocorre no mundo inteiro. Hoje com a facilidade em expor estes crimes é que estamos vendo a grande quantidade de escândalos.

Vale citar que Al Pacino tem um bom desempenho.

Bjos