sexta-feira, 25 de maio de 2018

A Mente que Mente

A Mente que Mente (The Great Buck Howard, EUA, 2008) – Nota 7
Direção – Sean McGinly
Elenco – John Malkovich, Colin Hanks, Emily Blunt, Ricky Jay, Steve Zahn, Tom Hanks, Griffin Dunne, Debra Monk, Adam Scott, Patrick Fischler, Wallace Langham.

Desmotivado com o curso de direito, Troy (Colin Hanks) abandona a universidade e sonha em se tornar escritor. Para pagar as contas, ele consegue um emprego como secretário do “mentalista” Buck Howard (John Malkovich), um sujeito que teve fama décadas atrás quando era convidado assíduo do programa de Johnny Carson. 

Esquecido pela mídia, Buck ganha a vida fazendo apresentações em pequenos teatros pelo país. Seu jeito peculiar de tratar as pessoas, suas manias e o sonho de voltar a ser famoso causam diversos problemas para Troy, que mesmo assim cria uma empatia pelo sujeito. A chance de voltar ao topo aparece de forma inusitada. 

O título nacional e o cartaz passam a impressão de ser uma comédia rasgada, porém o conteúdo se mostra bem mais interessante. O roteiro explora situações engraçadas criadas pela forma de agir do protagonista, mas também foca no tema das pessoas que por algum tempo tiveram fama e que depois foram obrigadas a conviver com o anonimato ou pelo menos com um número pequeno de fãs. 

Buck Howard é aquele sujeito que não acredita em “modernizar” seu show, para ele o que funciona deve continuar sendo feito da mesma maneira. O ápice de seu show é a forma como encontra seu dinheiro do cachê que ele mesmo pede para alguém da plateia esconder durante o intervalo. Até o final fica a dúvida se aquilo é real ou se existe alguma picaretagem que somente o protagonista sabe como funciona. 

A atuação de John Malkovich eleva a qualidade do longa. Ele consegue passar dignidade para um personagem extremamente excêntrico.

4 comentários:

Liliane de Paula disse...

Que nome interessante de filme.
Não sou fã do ator John Malkovich porque acho que ele tem cara de doido e sempre me assusta.
Só por isso.
Mas talvez isso seja o estilo dele, como ator.
Já vi muitos filmes e acho que ele mantem sempre aquele olhar assustador, para mim.
Em Ligações Perigosas, A troca, Gritos de Silêncio, foi alguns dos bons filmes que assisti dele.
Império do Sol do Steven Spielberg é um filme que até hoje tenho vontade de rever e não consigo.
Aquela criança perdida (Christin Bale) doi até hoje em mim, como mãe.
E John Malkovich estava lá com seu olhar assutador.

Sim, os presentes de Luli foram lindos e uteis.
Quem sabe aprendo com catalogar e resenhar os filmes e livros vistos.
Vc precisa responder como cataloga(ordem alfabética?/ Por diretor?/ Por ator?
E os presentes que ganhei de vc, estão aqui para serem revisto quando tiver tempo, Hugo.

Hugo disse...

Liliane - Todos estes filmes que você citou são muito bons. Gosto das atuações de Malkovich, a cara de maluco é um diferencial.

Luli Ap disse...

Olá Hugo
Gosto do John Malkovich e esse filme parece interessante por tratar da empatia e tb dos minutos de fama que para permanecerem em alta precisam ser reinventados.
Para pessoas que vivem da mídia deve ser difícil lidar com o esquecimento.
Vou anotar aqui.
Bjs Luli

Hugo disse...

Luli - Sem dúvida. O filme retrata esta situação de uma forma leve.

Bjos