quinta-feira, 3 de agosto de 2017

O Círculo

O Círculo (The Circle, Emirados Árabes Unidos / EUA, 2017) – Nota 6,5
Direção – James Ponsoldt
Elenco – Emma Watson, Tom Hanks, Karen Gillan, John Boyega, Ellar Coltrane, Bill Paxton, Glenne Headly, Patton Oswalt.

A jovem Mae (Emma Watson) fica eufórica quando sua amiga Annie (Karen Gillan) consegue para ela uma entrevista na maior empresa de tecnologia do mundo chamada The Circle. Mae é aprovada e começa a trabalhar no setor de atendimento. 

Ela se surpreende com a grandiosidade da empresa, com a importância que os colaboradores dão para o relacionamento interpessoal, para o interesse de algumas pessoas em ajudar seu pai (Bill Paxton) que sofre com um doença degenerativa e pelo carisma do fundador Eamon Bailey (Tom Hanks). Ao mesmo tempo em que Mae percebe que os produtos da empresa visam um domínio global, ela se deixa levar pelo ego e pelas vantagens pessoais. 

O roteiro escrito pelo diretor James Ponsoldt apresenta uma premissa interessantíssima. A crítica as grandes empresas de tecnologia (Google e Facebook principalmente) que visam um controle exagerado das informações é extremamente atual, porém o problema é que o roteiro se perde à partir do momento em que se transforma numa espécie de Big Brother. Surgem as alfinetadas contra os patrulheiros virtuais, o perigo da exposição exagerada e outras situações relacionadas ao assunto, mas sem qualquer tipo de aprofundamento. 

Voltando a primeira parte do longa, um ponto extremamente bem pensado é a forma como a protagonista é tratada assim que começa a trabalhar. Quem trabalha ou trabalhou em uma grande empresa com certeza presenciou ou até sentiu na pele a pressão exercida para “fazer parte do time”, muitas vezes disfarçada de sorrisos e palavras de apoio, quando na verdade o objetivo é “domar” o colaborador, evitando qualquer tipo de questionamento ou rebeldia. 

O elenco não se destaca. A bela Emma Watson não chega a comprometer, mas não também não brilha, enquanto Tom Hanks parece apenas se divertir enquanto espera receber o cachê pelo trabalho. 

Finalizando, se nossas urnas eletrônicas são merecidamente questionadas, imagine se algum dia nosso voto fosse computado direto pelo perfil do Facebook ou do Google? En determinado momento o roteiro coloca a possibilidade em discussão, fato que parece absurdo, mas que não é impossível ocorrer no futuro.

6 comentários:

Marcelo Keiser disse...

Os últimos três filmes que assisti do Tom Hanks foram uma incógnita. Vamos ver esse! Realmente a premissa parece interessante e vale uma boa conferida. Em breve...

abraço

Hugo disse...

Marcelo - A premissa é melhor que o filme. O roteiro se perde na segunda parte.

Abraço

Liliane de Paula disse...

Não acho interessante.
Acho que para mim é uma perda de tempo.
Parece um filme complicado.

Hugo disse...

Liliane - A premissa é ótima. O filme inteiro apenas razoável.

Amanda Aouad disse...

Pois é, ele abre essa possibilidade do voto no Facebook ou Google, mas não aprofunda a discussão, como não aprofunda muitas outras questões. Um filme que prometia mais.

bjs

Hugo disse...

Amanda - É uma pena, o potencial da premissa era enorme.

Bjos