quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Lion: Uma Jornada Para Casa

Lion: Uma Jornada Para Casa (Lion, Austrália / EUA / Inglaterra, 2016) – Nota 8
Direção – Garth Davis
Elenco – Dev Patel, Rooney Mara, Nicole Kidman, David Wenham, Sunny Pawar, Abhishek Bharate, Priyanka Bose.

Algumas histórias são tão inacreditáveis, que o melhor é escrever o menos possível, deixando a o espectador descobrir por ele mesmo. É o caso deste sensível longa baseado numa história real. 

O filme é dividido em duas partes. A primeira hora se passa em uma cidade do interior da Índia em 1986. A câmera segue os irmãos Guddu (Abhishek Bharate) e Saroo (Sunny Pawar). Duas crianças que lutam dia a dia em busca de pequenos trabalhos para ganhar algum dinheiro e ajudar a mãe (Priyanka Bose) que trabalha em uma espécie de pedreira, além de uma irmã bebê. Um acontecimento insólito mudará a vida de todos para sempre. 

A segunda parte da história pula para 2012, com Saroo (Dev Patel) tendo uma vida melhor, completamente diferente da pobreza na infância, porém angustiado por não ter respostas para algumas situações de seu passado. 

A primeira parte do longa é sensacional. Com extremamente sensibilidade, o diretor australiano Garth Davis conta uma história que mistura amor pela família, desespero e suspense, com destaque total para o garotinho Sunny Pawar. Seu desempenho espontâneo amolece o coração de qualquer um. 

A segunda parte perde pontos por exagerar um pouco na angústia do personagem de Dev Patel. Por mais atormentado que ele estivesse por causa de seu passado, algumas atitudes e explosões se mostram cinematográficas demais. O filme volta a crescer na meia-hora final, quando as respostas começam a surgir. 

Mesmo tendo sido produzido para emocionar, não se pode negar que a história por si só tem uma força incrível.

6 comentários:

Bruxa do 203 disse...

Gostei! Esperava um bom filme e não me decepcionei. A parte final é incrível.

Hugo disse...

Bruxa - A história é sensível.

Abraço

Liliane de Paula disse...

Já sei que vou gostar.
Como não tenho ido a cinema, vou esperar que vê de outro jeito(legal).

O que não entendo na natureza humana é essa necessidade de se descobrir quem são os pais, coisa de seu passado que na verdade é passado.
Nunca vou entende.
Não faria parte de minhas procuras.

Hugo disse...

Liliane - Neste filme, não é bem sobre saber quem são seus pais, mas algo semelhante. É consequência de uma situação completamente fora do comum.

Amanda Aouad disse...

É isso, a primeira parte é tão boa que quando chega a segunda parte fica uma sensação de perda. Ainda que o final seja emocionante, acho que o filme cai alguns pontos nessa passagem de tempo, pela escolha do recorte da busca. De qualquer maneira, é uma história forte mesmo que emociona e impressiona.

bjs

Hugo disse...

Amanda - A história é sensacional e a primeira parte beira a perfeição.

Bjos