segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Mapas Para as Estrelas

Mapas Para as Estrelas (Maps to the Stars, Canadá / França / Alemanha / Estados Unidos, 2014) – Nota 6
Direção – David Cronenberg
Elenco – Julianne Moore, Mia Wasikowska, John Cusack, Evan Bird, Olivia Williams, Robert Pattinson, Sarah Gadon.

Havana Seagrand (Julianne Moore) é uma atriz fútil e temperamental que está obcecada em conseguir o papel que foi de sua mãe (Sarah Gadon em flashbacks e alucinações) em um filme produzido décadas atrás. Ela também faz terapia com o guru Stafford Weiss (John Cusack) para tentar superar os abusos que alega ter sofrido da própria mãe. 

Por outro lado, Weiss vive um casamento frio com Christina (Olivia Williams), que tem como único objetivo administrar a carreira de ator do filho adolescente Benjie (Evan Bird), um garoto que trata pessimamente todos ao seu redor e que se recupera do vício em drogas. 

Estes castelos de areia desmoronam quando entra em cena Agatha Weiss (Mia Wasikowska), irmã desequilibrada de Benjie que foi expulsa de casa pelo pai e que se envolve com um motorista de limousine que deseja ser ator (Robert Pattinson). 

O excêntrico diretor canadense David Cronenberg volta sua câmera para o mundo das aparências e futilidades em que vivem as pessoas ligadas a Hollywood. Todos os personagens aqui são egoístas ou desequilibrados, utilizando suas relações em vantagem própria, tratando o outro apenas como escada. 

O cinema já abordou este tema de várias formas, a diferença aqui está nos personagens exagerados ao estilo de David Cronenberg. É um filme em que o espectador mantém distância dos personagens, que se mostram pessoas desagradáveis, quase caricaturas. Esta falta de empatia resulta em um longa estranho, sendo um dos mais fracos da carreira do diretor.

6 comentários:

Liliane de Paula disse...

Não vou gostar.
Vi ontem um Documentário sobre Liv Ullman e Ingmar Bergman.
Um casamento que nem durou muito tempo.

Hugo disse...

Liliane - Este doc eu não assisti.

Amanda Aouad disse...

É um filme incômodo, com exageros, mas que segue o ponto de vista do diretor. Pelo menos não podemos acusar David Cronenberg de não ser honesto a seus próprios princípios.

bjs

Gustavo H. Razera disse...

Também não gostei.

Cumps.

Hugo disse...

Amanda - Sem dúvida, ele segue seu estilo, mas o filme é fraquinho.

Gustavo - Desta vez ele errou a mão.

Abraço

Pedrita disse...

eu sou muito fã desse diretor e amei esse filme. há inúmeras camadas além do que estamos vendo. inicialmente parece que a atriz é fútil e quer o papel que foi da mãe. mas os segredos que mudam toda a trama. na verdade ela foi abusada sexualmente pela mãe e tem sérios traumas por isso o que caracteriza sua obsessão em fazer o papel da mãe. mapa para as estrelas é um filme muito feminino. ela claramente foi abusada e uma terapia com um não terapeuta, com um oportunista, só piora a situação dela. muito trágico. a impressão inicial é a da futilidade, mas é muito, mas muito mais profundo que isso. claramente o menino é uma alusão aos desajustes do ator que fez esqueceram de mim. ele é igualmente sugado pelo pai sanguessuga, ambicioso e oportunista. triste demais a história da menina que tentou suicídio com o irmão e que foi abandonada ainda criança pelos pais. ela vai a um reformatório com somente 10 anos e nunca, mas nunca, os pais a visitaram ou deram qualquer apoio ou afeto. fingiram que ela não existia. uma criança. muito triste. grande filme, muita profundidade. beijos, pedrita