domingo, 23 de outubro de 2016

A Força do Mal & Willie Boy


A Força do Mal (Force of Evil, EUA, 1948) – Nota 7,5
Direção – Abraham Polonsky
Elenco – John Garfield, Thomas Gomez, Marie Windsor, Beatrice Pearson, Howland Chamberlain, Roy Roberts, Paul Fix.

Joe Morse (John Garfield) é um ambicioso advogado que presta serviços para o empresário corrupto Ben Tucker (Roy Roberts). Para se tornar sócio do sujeito, Joe precisa executar um meticuloso plano. Fraudar o sorteio de uma loteria clandestina no Dia da Independência Americana e assim causar a quebra de bancos clandestinos que aceitam apostas. O problema maior é que um dos bancos pertence ao seu próprio irmão, Leo Morse (Thomas Gomez), que não aceita parceria. A ganância e a falta de caráter de Joe resultarão em consequências trágicas para os envolvidos. 

Este competente drama noir é muito mais lembrado por ser o primeiro trabalho do roteirista Abraham Polonsky como diretor. Logo em seguida, Polonsky foi perseguido acusado de ser comunista, entrando na lista negra de Hollywood. Durante vinte e um anos, ele escreveu roteiros sem assumir os créditos, voltando a dirigir um longa apenas em 1969 com o drama “Willie Boy” protagonizado por Robert Redford e Robert Blake. 

Willie Boy (Tell Them Willie Boy Is Here, EUA, 1969) – Nota 7
Direção – Abraham Polonski
Elenco – Robert Redford, Katharine Ross, Robert Blake, Susan Clark, Barry Sullivan, John Vernon, Charles McGraw.

Após alguns anos longe, o índio Willie Boy (Robert Blake) retorna a reserva onde nasceu. Vestido como homem branco, seu objetivo é reencontrar a bela Lola (Katharine Ross) e enfrentar o pai da jovem que o odeia. Após uma discussão, Willie mata o homem para se defender e passa a ser perseguido pelo xerife Cooper (Robert Redford), que por sua vez tem um caso com a dra. Elizabeth (Susan Clark), que é uma espécie de líder a favor dos índios da reserva. 

Abraham Polonsky escolheu uma história real ocorrida em 1909 para retornar à direção depois de vinte e um anos afastado. Mesmo bem diferente, nas entrelinhas o exílio e a posterior perseguição que Willie Boy sofre pode ser considerada uma parábola do sofrimento de Polonsky durante os anos em que foi boicotado por Hollywood. O ponto principal do filme é a história. Como western, o filme perde pontos por causa do ritmo lento. Hoje vale mais como uma curiosidade cinematográfica. 

5 comentários:

Liliane de Paula disse...

Só me interessaria o filme com Robert Redford. Por ele.
Não gosto de histórias de, e com índios.
Atendi tantos indios podre de preguiça, quando morei e trabalhei em Brasília, que de índios quero distância.

Rodrigo Mendes disse...

Li sobre Abraham Polonsky justamente porque pesquisava sobre a temida blacklist, mas infelizmente ainda não assisti a nenhum filme seu como diretor. Boas dicas!

Abraço.

Hugo disse...

Liliane - O filme com Redford é apenas razoável, teve maior importância na época do lançamento.

Rodrigo - A perseguição abortou sua carreira. No final foram poucos trabalhos como diretor e roteirista.

Abraço

Gustavo H. Razera disse...

Também achei o noir de Polonsky competente, nada mais. Já li que ele é 'poético', mas não consegui enxergar essa poesia toda.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - Também não vi nada poético, mesmo sendo um bom filme.

Abraço