domingo, 17 de julho de 2016

45 Anos

45 Anos (45 Years, Inglaterra, 2015) – Nota 7,5
Direção – Andrew Haigh
Elenco – Charlotte Rampling, Tom Courtenay, Geraldine James, Dolly Wells.

Na semana em que estão se preparando para a festa de comemoração de 45 anos de casamento, o casal Kate (Charlotte Rampling) e Geoff (Tom Courtenay) recebe uma notícia que mexe com o relacionamento. 

Um carta endereçada a Geoff informa que o corpo de uma ex-namorada foi encontrado congelado nos Alpes Suíços. Mesmo com o acidente que vitimou a garota tendo ocorrido há mais de cinquenta anos, o fato novo abala Geoff e faz vir à tona alguns segredos. 

Relacionamentos são complicados, por mais que pessoas vivam juntas por décadas, sempre existirão altos e baixos. Este sensível longa aborda o tema de uma forma sóbria, mostrando que mesmo algo ocorrido há muitos anos pode abalar a estrutura de um casamento aparentemente perfeito. 

O roteiro toca em vários temas ligados ao casamento. O casal vive numa bela casa em uma área rural com um cão. Eles não tem filhos, seus alicerces estão fincados na relação a dois, por isso a história da ex-namorada se torna maior do que realmente é. A convivência com amigos que falam de filhos e netos também é algo que incomoda. Além disso, remoer o passado faz com que eles percebam que estão no final da vida e que as chances de mudarem o rumo praticamente inexiste. 

A solidão e a vida pacata do casal é pontuada por uma narrativa sem trilha sonora. As músicas que tocam no decorrer do filme são incidentais, como na cena de dança na sala da casa, no passeio de carro e na festa da parte final. 

É basicamente um filme sobre relacionamentos, vida a dois e terceira idade, com destaque para os sensíveis desempenhos de Charlotte Rampling e Tom Courtenay.

7 comentários:

Liliane de Paula disse...

Já vi que esse filme é belíssimo.
eu sempre penso que ter ciúmes de um passado do qual a gente não fazia parte é até burrice.
Mas sei que incomoda.
Vou tentar assistir nos sites que vc indicou.
Até agora não tive sucesso mas acho que por conta da conexão.

Hugo disse...

Liliane - É uma história sensível e humana.

A conexão precisa ser boa, senão fica impossível assistir algo on line.

Gustavo H. Razera disse...

O último parágrafo resume perfeitamente o que é o filme, o qual infelizmente não me comoveu. Ainda assim, vale para quem é fã da dupla principal.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - Também não me emocionou, achei até uma narrativa fria, mas gostei do enfoque sobre relacionamentos e terceira idade.

Abraço,

Amanda Aouad disse...

É um filme interessante, com belas atuações e a problematização da terceira idade como você aponta. Mas, o que vale o filme mesmo é a cena final, a maneira como ela vai mudando a expressão a medida que presta atenção na letra da música que sempre foi "a do casal" e a ficha vai caindo, é sensacional.

bjs

Marília Tasso disse...

Drama melancólico lindíssimo. Charlotte Rampling está sublime, suas expressões conforme o desenrolar é o grande destaque.

Hugo disse...

Amanda - Realmente a cena final é marcante, assim que a atuação do casal principal.

Marília - Em algumas cenas ela mostra muito sem falar nada, apenas com o olhar.

Bjos