sábado, 19 de março de 2016

Felicidade

Felicidade (Happiness, EUA, 1998) – Nota 8
Direção – Todd Solondz
Elenco – Jane Adams, Dylan Baker, Lara Flynn Boyle, Philip Seymour Hoffman, Cynthia Stevenson, Camrym Manhein, Ben Gazzara, Louise Lasser, Jon Lovitz, Jared Harris.

Na primeira cena, Joy (Jane Adams) dispensa o namorado em um restaurante. A conversa aparentemente calma e educada, desnuda todas as frustrações do fim da relação. Em seguida, a trama acompanha vários personagens comuns em busca da felicidade, ao mesmo tempo em que lutam contra seus demônios pessoais. 

O foco principal está na família de Joy. Seu pai (Ben Gazzara) decide abandonar a esposa (Louise Lasser) após quarenta anos de casamento. Sua irmã Helen (Lara Flynn Boyle) é promíscua, enquanto Trish (Cynthia Stevenson) esconde a insatisfação cuidando do casal de filhos e nem imagina que seu marido Bill (Dylan Baker) é um pedófilo. A trama segue ainda o solitário Allen (Philip Seymour Hoffman) que aproveita as horas vagas se masturbando e a gordinha Kristina (Camrym Manheim) que acredita estar sendo perseguida. 

O roteiro escrito pelo próprio diretor Solondz vai além dos dramas sobre pessoas comuns, ele explora o lado obscuro da personalidade de cada um de forma cru, deixando claro que sua visão do mundo é extremamente pessimista. Solondz mistura situações engraçadas com constrangimentos, mentiras e hipocrisia, deixando o espectador desconfortável em relação as sua próprias reações para cada sequência ou diálogo. 

Por sinal, a sequência em que o personagem de Dylan Baker cria um cenário para abusar de um amigo de seu filho é um verdadeiro soco no estômago, não por explicitar algo, mas por mostrar uma pessoa aparentemente comum tendo uma atitude de um monstro, comprovando que o mal pode estar escondido em qualquer pessoa. 

Esta sequência foi motivo de conflito entre Solondz e os produtores. O diretor bateu o pé e o filme foi lançado do seu jeito, porém em poucas salas no circuito alternativo. Mesmo assim o longa se tornou cult. 

3 comentários:

Liliane de Paula disse...

E vc assistiu onde?
Parece interessante.
Gosto de histórias de vidas.
De histórias que possam ser reais.
Anotei na lista que vc me mandou.
Quem sabe encontro.

Gustavo H. Razera disse...

Incômodo.

Cumps.

Hugo disse...

Liliane - Eu assisti este filme faz um bom tempo no canal Max Prime. Hoje teria de procurar de outra forma para assistir.

Gustavo - Incômodo como quase todos os filmes de Solondz.

Abraço