sábado, 10 de outubro de 2015

Caráter

Caráter (Karakter, Holanda / Bélgica, 1997) – Nota 8
Direção – Mike van Diem
Elenco – Jan Decleir, Fedja van Huet, Betty Schuurman, Tamar van den Dop, Victor Low, Hans Kesting.

Rotterdam, Holanda, década de vinte. O jovem advogado Jacob Willem Katadreuffe (Fedja van Huet) é preso como suspeito da morte de um magistrado linha dura chamado Dreverhaven (Jan Decleir). Interrogado pelo chefe de polícia, o jovem conta sua história de vida desde o nascimento, para que o homem entenda sua ligação com a vítima. Em flashback, o espectador verá passo a passo os acontecimentos até a fatídica noite. 

Esta fascinante história sobre família, egos, frustrações e sentimentos não correspondidos venceu merecidamente o Oscar de Filme Estrangeiro em 1998, derrotando inclusive o brasileiro “O Que É Isso Companheiro?”. 

O longa tem vários pontos de destaque, começando pela ótima reconstituição de época, tanto no figurino, quanto nas casas e nos móveis, tudo realçado pela fotografia escura explorando as ruas estreitas e o tempo nublado da cidade. 

O ótimo roteiro é valorizado pela interpretação do competente elenco. O jovem Fedja van Huet é ambicioso e orgulhoso, porém tenta manter intacto seu caráter nas atitudes. Sua mãe interpretada por Betty Schuurman é um verdadeiro enigma que esconde todo e qualquer sentimento. O magistrado vivido por Jan Decleir é sinistro. Ele utiliza seu poder para despejar devedores de suas casas e cumprir ordens judiciais, sem jamais demonstrar remorso. A única coisa que ele não consegue possuir se torna uma obsessão, despertando seu eterno ódio. 

Como informação, o veterano Jan Decleir é o protagonista de outra ótima co-produção Holanda/Bélgica chamada “O Caso Alzheimer”. 

4 comentários:

Pedrita disse...

eu sou apaixonada por esse filme. é incrível. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - É um ótimo drama.

Bjos

Kleiton Gonçalves disse...

Dreverhaven, na verdade, é um Oficial de Justiça. Por conta da tradução, vejo muita gente resenhando o filme como se ele fosse um magistrado.
Grande filme.
Abraços!!!

Hugo disse...

Kleiton - Você tem razão, eu fui no embalo da tradução.

Abraço