quarta-feira, 10 de junho de 2015

Para Sempre Alice

Para Sempre Alice (Still Alice, EUA / França, 2014) – Nota 7,5
Direção – Richard Glatzer & Wash Westmoreland
Elenco – Julianne Moore, Alec Baldwin, Kristen Stewart, Kate Bosworth, Hunter Parrish, Shane McRae.

Após completar cinquenta anos de idade, Alice (Julianne Moore) começa a ter lapsos de memória. Com uma vida intelectual ativa, trabalhando como palestrante e com uma sólida carreira como professora na Universidade de Columbia em Nova York, Alice decide procurar um neurologista. Após alguns exames, Alice é diagnosticada como o Mal de Alzheimer, fato raro para uma pessoa na sua idade. A partir daí, o roteiro segue os passos da decadência física e intelectual da protagonista, além de sua relação com os filhos e com o marido (Alec Baldwin) que é um renomado pesquisador. 

Filmes sobre doenças são sempre depressivos e tem o objetivo de fazer o espectador se emocionar com a luta de algum personagem, porém este longa, que deu um merecido Oscar de Melhor Atriz para Julianne Moore, muda um pouco o foco. 

O roteiro é quase um manual sobre as fases do terrível de Mal de Alzheimer. A forma como a doença é mostrada está muito próxima da realidade. Tenho uma pessoa da família sofrendo desta doença e passando por situações semelhantes as enfrentadas pela personagem de Julianne Moore. A luta para lembrar de coisas e palavras, a repetição das falas e a desorientação dentro da própria casa são fatos comuns nesta situação. 

O filme em si é didático e quase episódico. Vemos uma determinada situação e em seguida o roteiro dá um salto no tempo para chegar na próxima fase da doença. 

O ponto alto é sem dúvida a interpretação de Julianne Moore, que se entrega ao papel de forma assustadora. 

O único momento em que a emoção aflora um pouco mais, é durante a palestra em que a protagonista fala sobre sua doença. 

Como informação, o diretor Richard Glatzer sofria também de uma doença degenerativa e por este motivo teve como co-diretor seu parceiro Wash Westmoreland. Glatzer faleceu em março deste ano.

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

O filme tem mesmo essa estrutura pulada, episódica, mas acho que funcionou bem pois deu para perceber a devastação mental sofrida pela protagonista. Uma obra sensível.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - Concordo, a escolha do diretor funcionou bem e o retrato do sofrimento da personagem chegou bem próxima da realidade.

Abraço