sábado, 16 de maio de 2015

Sniper Americano

Sniper Americano (American Sniper, EUA, 2014) – Nota 8
Direção – Clint Eastwood
Elenco – Bradley Cooper, Sienna Miller, Luke Grimes, Jake McDorman, Kevin Lacz, Kyle Gallner, Keir O’Donnell, Sammy Sheik, Eric Close, Mido Hamada.

Considerado o maior atirador de elite da história americana, Chris Kyle (Bradley Cooper) tem sua vida muito bem retratada neste drama de guerra dirigido por Clint Eastwood. 

Kyle era um cowboy de rodeio quando decidiu se alistar para ser um Navy Seal após os atentados de 11 de Setembro, impulsionado pelo patriotismo exacerbado do país e dele próprio, fato mostrado em flashbacks de sua infância, quando fora influenciado pelo discurso bélico do pai. A partir daí, o roteiro acompanha os quatro “tours” que Kyle faz como soldado ao Iraque, enfrentando situações absurdas e se tornando uma verdadeira máquina de matar. 

O roteiro também acompanha suas idas e vindas para casa e como a violência da guerra afetou sua vida familiar, principalmente seu casamento com Taya (Sienna Miller). Infelizmente, o roteiro deixa de lado seu relacionamento com o irmão (Keir O’Donnell), fato mostrado rapidamente em uma sequência no aeroporto. 

Para muitos, o que incomoda no filme é o aparente teor nacionalista da história, que na minha opinião se mostra um reflexo do pensamento e da vida do personagem principal, mesmo sendo um valor distorcido pela violência. Assim como milhares de jovens que estavam sem rumo na vida, Chris Kyle abraçou a vida militar como um modo de fazer parte de algo importante. Em seu pensamento a ideia seria defender o país do terrorismo, mesmo que os verdadeiros interesses da invasão ao Iraque tenham sido políticos e financeiros. 

Não se pode deixar de destacar o talento de Clint Eastwood nas ótimas sequências de ação repletas de violência e suspense, assim como a complexa interpretação de Bradley Cooper, que consegue passar todos os sentimentos de seu personagem, seja na frieza demonstrada nos combates, nos diálogos com a esposa e na falta de palavras quase constrangedora na cena em que um soldado o agradece por ele ter salvo sua vida. 

Assim como em “Guerra ao Terror”, este filme leva o espectador ao meio do conflito no Iraque de uma forma violenta e realista.

3 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Totalmente de acordo.

Paola Sánchez disse...
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Pedrita disse...

realmente é um bom filme. sim, mostra um lado da história. não dá pra achar que tudo era aquela mansidão toda no iraque. e que os americanos eram todos bonzinhos. mas clint eastwood arrasou, é bem dirigido, editado. muito bem feitas as cenas de guerra. é só assistir com ressalvas e pensamento crítico que o filme é muito bom. realmente o nacionalismo do protagonista incomoda. ele acha que realmente deve algo ao país. não sabe olhar além do próprio universo americano. e assustador a tranquilidade com armas desde pequeno e que também passou para o filho. horror dos horrores esse hábito americando de colecionar armas, usar armas, mesmo na infância e nos dias de hoje. beijos, pedrita