sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Inferno na Torre

Inferno na Torre (The Towering Inferno, EUA, 1974) – Nota 8
Direção – John Guillermin
Elenco – Paul Newman, Steve McQueen, William Holden, Faye Dunaway, Robert Vaughn, Fred Astaire, Jennifer Jones, O. J. Simpson, Robert Wagner, Susan Blakely, Richard Chamberlain, Dabney Coleman.

O sucesso de “Aeroporto” em 1970 deu início ao chamado “Cinema Catástrofe”, que rendeu várias produções até 1980, tendo neste “Inferno na Torre” seu melhor e mais famoso filme do gênero. 

O grande nome associado ao gênero foi o do produtor Irwin Allen. Veterano da tv, Allen era famoso por séries como “Túnel do Tempo”, “Viagem ao Fundo do Mar” e “Perdidos no Espaço”. Ele também já havia produzido filmes de ficção B no anos sessenta e percebendo o potencial dos filmes catástrofe, em 1972 comandou o sucesso “O Destino do Poseidon” protagonizado por Gene Hackman e Ernest Borgnine. 

Em seguida, Allen investiu forte em “Inferno na Torre”, escalando um elenco de estrelas encabeçado por Paul Newman e Steve McQueen. Sei que muitos críticos não gostam do filme, mas eu considero um ótimo divertimento, com certeza está na minha lista de favoritos. 

A trama se passa na festa de inauguração de um arranha-céu de 138 andares, que ocorre no último andar do edifício. Na primeira parte, o roteiro faz uma apresentação dos convidados e mostra alguns pequenos dramas. O arquiteto responsável pelo projeto (Paul Newman) tem divergências com o dono do empreendimento (William Holden) por causa da participação do genro ganancioso (Richard Chamberlaind) nas decisões. Entre os convidados, estão a amante do arquiteto (Faye Dunaway), um senador (Robert Vaughn) e um casal de idosos (Fred Astaire e Jennifer Jones). 

Quando começa o incêndio, pessoa alguma percebe, porém assim que fogo se alastra, os convidados ficam desesperados e tentam fugir do local de todas as formas, causando brigas e mortes. O arquiteto tenta acalmar as pessoas e organizar uma forma de saírem do edifício. Enquanto isso, do lado de fora, os bombeiros liderados pelo chefe Mike O’Hallorhan (Steve McQueen) tentam conter o fogo e subir pelas escadas para tentar salvar os convidados. 

Algumas sequências são marcantes, como o cabo de aço que tenta tirar as pessoas do edifício, a cena do elevador panorâmico e a engenhosa solução no clímax do filme. 

É uma ótima diversão para quem gosta do gênero. 

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Concordo que tenha uma ou outra cena boa (sem falar no elenco estrelado), mas francamente, achei todo o aspecto visual do filme mofado e o obrigatório "drama humano" bem desinteressante.

Hugo disse...

Gustavo - O visual dos filmes dos anos setenta geralmente se mostram estranhos nos dias atuais, isso eu concordo.

Talvez seja minha memória afetiva, mas gosto muito deste filme, mesmo com as falhas.

Abraço

Red Dust disse...

É um filme marcante. Já o vi há uns (bons) anos e continuo a recordar-me dele...

Um abraço!!!

Hugo disse...

Red - Na minha opinião é o melhor filme do cinema catástrofe dos anos setenta.

Abraço