quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

A Aldeia do Amaldiçoados, A Estirpe dos Malditos & A Cidade dos Amaldiçoados


A Aldeia dos Amaldiçoados (Village of the Damned, Inglaterra, 1960) – Nota 7,5
Direção – Wolf Rilla
Elenco – George Sanders, Barbara Shelley, Martin Stephens, Michael Gwynn, Laurence Naismith.

Num determinado momento, todos os habitantes de uma cidade do interior da Inglaterra desmaiam. Um oficial do exército (Michael Gwynn) perde o contato pelo telefone com seu amigo, professor Zellaby (George Sanders) e decide visitar a vila para saber o que ocorreu. Após a surpresa inicial e a chegada do exército, as pessoas acordam sem saber o que aconteceu. 

As investigações não levam a lugar algum, até que pouco tempo depois, todas as mulheres da cidade descobrem que estão grávidas, inclusive algumas que dizem não ter tido relações. Várias crianças nascem no mesmo dia, se desenvolvem rapidamente, mostram uma inteligência incomum, tem uma aparência semelhante, são loiras de olhos claros e agem de modo estranho liderados pelo garoto David (Martin Stephens). 

Este clássico do cinema de ficção B tem uma interessantíssima premissa, um desenvolvimento da trama um pouco apressado, muito provavelmente pelo baixo orçamento e a boa sacada de fazer o espectador criar sua própria teoria sobre o porquê dos acontecimentos. 

O final é forte e politicamente incorreto, o que aumenta a qualidade do longa.

A Estirpe dos Malditos (Children of the Damned, Inglaterra, 1963) – Nota 6,5
Direção – Anton M. Leader
Elenco – Ian Hendry, Alan Badel, Barbara Ferris, Alfred Burke, Sheila Allen, Clive Powell.

Em Londres, o governo inglês deseja reunir seis crianças de diferentes nacionalidades com inteligência acima da média, para serem estudadas por cientistas. As crianças estão nas embaixadas de seus respectivos países, que também desejam mantê-las sob custódia, com medo delas ser tornarem ameaças ajudando seus inimigos a desenvolverem armas. 

Com o poder de ler a mente das pessoas, as crianças se rebelam e fogem, se escondendo em uma igreja abandonada. A situação divide opiniões, principalmente de dois estudiosos. Enquanto o psiquiatra Tom (Ian Hendry) acredita que pode resolver a situação em paz, o doutor David Neville (Alan Badel) vê como única saída destruir as poderosas crianças. 

O longa original cita que acontecimentos semelhantes aos desmaios das pessoas da vila, aconteceram em outros lugares do mundo. Esta sequência mostra estas crianças que teriam nascido em consequência do fenômeno e como seus poderes foram vistos como uma ameaça pelos governos. 

O filme não tem o mesmo clima do original, o foco aqui é o cerco da igreja feito pelo exército e a crise entre os cientistas. É curioso notar que a os dois cientistas moram juntos, conversam como um casal, mostrando claramente uma relação homossexual, que por causa da época, jamais é citada no roteiro. 

É um filme que vale como curiosidade para quem assistiu ao original.    

A Cidade dos Amaldiçoados (Village of the Damned, EUA, 1995) – Nota 6
Direção – John Carpenter
Elenco – Christopher Reeve, Kirstie Alley, Linda Koslowzky, Michael Paré, Meredith Salenger, Mark Hamill, Peter Jason, Thomas Dekker.

Numa pequena cidade americana, o dr. Alan Chafee (Christopher Reeve) viaja num determinado dia, escapando do estranho fenômeno que ocorre. Todos os moradores do local desmaiam e ficam desacordados por seis horas. O governo entra em cena, enviando o exército e a dra. Susan Verner (Kirstie Alley), porém as pessoas acordam aparentemente sem problemas. 

Pouco tempo depois, dez mulheres descobrem que estão grávidas e ficam extremamente assustadas. Com medo de que as mulheres decidam abortar, a dra. Verner oferece um pacote de ajuda para todas, em troca de autorização para estudo e acompanhamento das crianças que irão nascem. A princípio as mães não aceitam a proposta, mas algo sobrenatural faz com elas mudem de ideia. 

Quando as crianças nascem, uma delas morre e a dra Verner leva o corpo para análise. Passando algum tempo, as crianças crescem e formam pares, exceto o pequeno David (Thomas Dekker), que aparentemente seria o par do bebê que nasceu morto. Mostrando uma inteligência excepcional, aos poucos as crianças passam a dominar a cidade, assustando os moradores. 

John Carpenter é um dos meus diretores favoritos, porém esta refilmagem do clássico B de 1960 é um dos seus trabalhos mais fracos, ao lado do equivocado “Memórias de um Homem Invisível”. 

A primeira parte é interessante, principalmente para quem não assistiu ao original. O suspense dos desmaios da população, a falta de explicação da situação e a atitude canalha do governo representado pela personagem de Kirstie Alley, deixam o espectador curioso, porém a partir do momento em que a trama se volta para a conspiração das crianças, o filme perde força. 

O líder das crianças interpretado por Thomas Dekker assusta com sua inexpressividade, assim como o olhar gelado das outras crianças, porém as cenas de suspense não passam emoção alguma, além da tosca sequência da autópsia. 

Como curiosidade, vemos Mark Hamill, o eterno Luke Skywalker como um reverendo que tenta enfrentar as crianças e Linda Koslowzky, a bonita sra. Paul “Crocodilo Dundee” Hogan, como a mãe do sinistro David. 

2 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

O mestre Carpenter realmente não estava em seus melhores dias ao fazer esse remake chocho. Não vi os anteriores, mas nem tenho vontade, a despeito da melhor fama.

Cumps.

Hugo disse...

Gustavo - O original é o melhor. A refilmagem de Carpenter é fraca.

Abraço