sábado, 17 de janeiro de 2015

Sem Evidências

Sem Evidências (Devil’s Not, EUA, 2013) – Nota 7
Direção – Atom Egoyan
Elenco – Colin Firth, Reese Whiterspoon, Alessandro Nivola, James Hamrick, Dane DeHaan, Seth Meriwether, Kristopher Higgins, Kevin Durand, Amy Ryan, Rex Linn, Robert Baker, Bruce Greenwood, Mireille Enos, Elias Koteas, Matt Letscher, Julie Ivey.

Em 1993, numa pequena cidade do Arkansas, três garotos desparecem e depois de alguns dias seus corpos são encontrados num local conhecido como “Devil’s Not”, uma espécie de pântano no meio da floresta. 

A polícia pressionada para solucionar o caso, deixa várias pistas de lado e baseando-se na duvidosa confissão de um jovem com problemas mentais, decide que ele e outros dois adolescentes são os culpados. Um dos garotos (James Hamrick) é arredio, se veste de preto e diz gostar de estudar bruxaria, o que faz com que a polícia acredite que a mortes das crianças estejam ligadas a um ritual de magia negra. 

Vendo que a situação poderia levar três jovens possivelmente inocentes para o corredor da morte, o investigado particular Ron Lax (Colin Firth) se une aos advogados de defesa e passa a investigar o caso por contra própria, descobrindo fatos que foram omitidos pela polícia. 

O diretor canadense Atom Egoyan se baseou no famoso caso real dos “Três Garotos de West Memphis”, para contar os bastidores do processo, o péssimo trabalho da polícia e o pré-julgamento da mídia que influenciou diretamente o juri e até o mesmo juiz. 

Eu ainda não tive oportunidade de conferir o documento que a HBO produziu sobre o caso real. É um doc chamado “Paradise Lost”, que foi dividido em três partes e tem um total de seis horas e meia de duração. 

As duas horas de filme tentam condensar a grande quantidade de informações que vieram à tona durante o julgamento, como a faca com sangue encontrada com um dos pais das crianças mortas e que nunca fui periciada, o jovem perturbado que fugiu da cidade após o desaparecimento das crianças, a estelionatária que forjou um depoimento falso do filho pequeno para não ter que cumprir pena e várias outras situações que contaminaram o processo, mas que foram ignoradas pela justiça. 

No filme, vale destacar a atuação contida de Colin Firth como o decidido investigador e a surpreendente Reese Whiterspoon como a sofrida mãe de uma das crianças mortas. 

É bom citar que o estilo de Egoyan é até certo ponto frio, a narrativa chega a ser lenta em alguns momentos e seus personagens geralmente são pessoas sofridas ou que escondem segredos. 

Longe de ser um grande filme, vale a sessão para quem deseja saber um pouco mais sobre uma sinistra história real.

4 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Em pleno acordo. O filme não é tão horrível quanto os críticos disseram.

Hugo disse...

Gustavo - O estilo de Egoyan não agrada ao grande público e a parte da crítica.

Abraço

Amanda Aouad disse...

A mim não agradou mesmo. Acho a história forte, com grande potencial, mas mal desenvolvida.

bjs

Hugo disse...

Amanda - Nas mãos de um diretor melhor poderia render um ótimo drama policial.

Bjos