terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Mazer Runner: Correr ou Morrer

Maze Runner: Correr ou Morrer (The Maze Runner, EUA / Canadá / Inglaterra, 2014) – Nota 7,5
Direção – Wes Ball
Elenco – Dylan O’Brien, Aml Ameen, Ki Hong Lee, Blake Cooper, Thomas Brodie Sangster, Will Poulter, Dexter Darden, Kaya Scodelario, Patricia Clarkson, Don McManus.

Um elevador sobe em alta velocidade carregando um jovem desesperado (Dylan O’Brien). Chegando ao destino, a porta é aberta e o jovem é recebido por vários outros garotos. A princípio assustado, sem saber como chegou ali e sem lembrar o próprio nome, o jovem é recepcionado por Alby (Aml Ameen), que tenta explicar o que se passa.

Alby também não sabe como chegou ao local, que é uma enorme clareira rodeada de gigantescos muros que se abrem durante o dia e fecham a noite. Não demora para o garoto lembrar que seu nome é Thomas e também mostrar seu lado questionador. Mesmo com Alby explicando que por trás dos muros existe um labirinto e violentas criaturas, Thomas não se conforma em aceitar a situação, tendo o objetivo de fugir dali a qualquer custo. 

Seguindo o filão das adaptações de livros infanto-juvenis, esta nova franquia apresenta uma trama interessante, cheia de surpresas que são reveladas aos poucos, inclusive deixando o inevitável gancho para a sequência que já está sendo filmada. 

É necessário citar que o roteiro tem falhas, vemos algumas situações que não se encaixam e uma cena dramática que se mostra piegas no meio da sequência final de ação. 

A premissa dos jovens presos em um local sem saber como chegaram ali e o labirinto repleto de armadilhas que muda de formato todo dia, é uma variação do ótimo filme B “Cubo”, dirigido pelo canadense Vincenzo Natali em 1997. 

Naquele filme, seis pessoas desconhecidas acordavam dentro de um quarto com janelas para outros quartos, sendo que várias destas passagens escondiam armadilhas. Depois de um tempo, eles descobriam que estavam dentro de um cubo que se movia mudando de posição após determinado tempo. 

O filme de Natali era uma ficção de baixo orçamento extremamente criativa, enquanto “Maze Runner” é uma grande produção, com uma trama mais complexa que deixou os espectadores curiosos para a sequência. Para quem gostou de “Maze Runner”, vale dar uma espiada em “Cubo”.

6 comentários:

Amanda Aouad disse...

Boa dica de O Cubo, vou procurar. Quanto a Mazer Runner não é ruim, mas achei um filme meio sem alma, mais do mesmo. E começa bem, com bastante tensão, mas vai se perdendo.

bjs

Gustavo H. Razera disse...

Não vi CUBO, mas achei esse filme a melhor surpresa de 2014. Melhor produção 'young adult' desde o Harry Potter 3-5. É tenso, violento, cheio de conflitos, ameaças gravíssimas se fechando sobre os personagens, o elenco é eficiente, o desenho de produção fantástico, o final emocionante. Nota 9!

Marcelo Keiser disse...

Achei que o final quase arruinou tudo. Faltou algo. Mas ainda pode render um bom material para o futuro, bem mais do que promete a franquia "Divergente". O negócio é esperar para ver.

abraço

http://marcelokeiser.blogspot.com.br/2014/12/critica-maze-runner-correr-ou-morrer-um.html

bruno knott disse...

achei a primeira meia hora deste filme algo muito bom, envolvente e cheio de suspense. depois repetiu vários clichês do gênero, mas pelo menos conseguiu me deixar com vontade de acompanhar a sequência.

Hugo disse...

Amanda - Eu fiquei surpreso, esperava um filme ruim, mas mesmo com as falhas o resultado e interessante.

Gustavo - Não gostei da cena dramática no final, mas o restante foi bem legal e estou curioso para a sequência.

Marcelo - Ainda assisti "Divergente" para comparar.

Bruno - Espero que a sequência pelo menos mantenha o nível.

Abraço

Pedrita disse...

realmente funciona. o q gosto mais é parecer video game cheio de fases. mas há vários furos realmente. beijos, pedrita