quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Garota Exemplar

Garota Exemplar (Gone Girl, EUA, 2014) – Nota 8
Direção – David Fincher
Elenco – Ben Affleck, Rosamund Pike, Neil Patrick Harris, Tyler Perry, Carrie Coon, Kim Dickens, Patrick Fugit, David Clennon, Lisa Banes, Missi Pyle, Sela Ward, Emily Ratajkowski, Casey Wilson.

No dia em que completa cinco anos de casamento, Nick Dunne (Ben Affleck) chega em casa, vê alguns objetos quebrados e descobre que sua esposa Amy (Rosamund Pike) sumiu. Com o passar dos dias e o surgimento de algumas pistas, Nick se transforma no maior suspeito de ter sequestrado ou até mesmo assassinado a esposa. Esta situação é apenas a premissa de uma intrincada trama repleta de mentiras, onde o foco principal é o jogo de aparências. 

Mesmo não alcançando o mesmo nível de qualidade de trabalhos como “Zodíaco”, “Clube da Luta” e “O Curioso Caso de Benjamin Button”, o diretor David Fincher consegue transpor para as telas de forma competente o roteiro do escritor Gillian Flynn, que é baseado em seu próprio livro. 

A enorme quantidade de detalhes, as reviravoltas da trama e a complexidade dos personagens são os pontos altos do filme. O jogo das aparências que citei é retratado pelo casamento entre Nick e Amy, pela falta de caráter dos jornalistas (em especial Missy Pyle e Sela Ward), pelos hipócritas pais de Amy (David Clennon e Lisa Banes), pelo advogado de defesa metido a celebridade (Tyler Perry) e pela investigação policial contaminada pela mídia, com exceção da detetive interpretada por Kim Dickens, que junto com Carrie Coon, que faz a irmã de Affleck, são as duas personagens que tentam manter a integridade em meio as mentiras. 

Vale destacar ainda o casal principal, com Ben Affleck acertando no tom ao interpretar um sujeito de caráter duvidoso, que tenta esconder os sentimentos durante a investigação, enquanto a bela inglesa Rosamund Pike tem seu melhor momento na carreira ao criar a complexa Amy, papel que pode lhe render uma indicação ao Oscar. 

O filme perde um pouco na meia-hora final, quando o jogo de aparências atinge o limite, com situações que chegam a irritar o espectador pela falta de caráter dos personagens e principalmente a falta de coragem de um personagem específico.  

6 comentários:

Gustavo H. Razera disse...

Gostei de todo o filme, ao contrário de ti, e achei toda a parte final surpreendente e altamente cínica. Se Pike não se tornar uma grande estrela depois dessa performance incrível, o mundo provará que não funciona direito!

Marcelo Keiser disse...

Particularmente gostei do filme inteiro, e muito disso em função das inúmeras reviravoltas. Fincher é ótimo nesse quesito, embora seu trabalho sempre nos apresenta mais qualidades a cada produção.

abraço

Hugo disse...

Gustavo - Eu entendi o objetivo de Fincher com o final, mas achei irritante a forma como age ou deixar de agir o personagem de Affleck.

Marcelo - Fincher tem uma belíssima carreira, é um melhores diretores que surgiram nos últimos vinte anos.

Abraço

Amanda Aouad disse...

Entendo quando você fala que a parte final irrita, mas acho que isso faz parte do jogo e não consideraria exatamente algo ruim. É um filme feito para nos tirar do conforto mesmo.

bjs

Hugo disse...

Amanda - Eu entendi a proposta do diretor quanto ao final, realmente é para incomodar o espectador.

Bjos

Pedrita disse...

eu tb gostei muito desse filme. beijos,pedrita