segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Kiefer Sutherland

Antes de se consagrar como Jack Bauer, A carreira de Kiefer Sutherland teve altos e baixos. Após alguns pequenos papéis nos anos oitenta, Sutherland chamou atenção por atuações como vilão em "Conta Comigo" e "Os Garotos Perdidos". A carreira deslanchou e teve seu auge em 1990 com o sucesso de "Linha Mortal" e o noivado com Julia Roberts.

Tudo começou a desabar quando Julia Roberts o abandonou dias antes do casamento. Em seguida, filmes como "Hospital de Heróis" e "O Silêncio do Lago" fracassaram, restando ao ator papéis de coadjuvantes em grandes produções ou de protagonista em filmes menores sem grande qualidade.

Quando sua carreira parecia condenada a mediocridade, surgiu a chance na série "24 Horas" e o personagem de Jack Bauer o transformou novamente em astro.

Nesta postagem comento alguns fracassos da carreira de Sutherland.

Procura-se (Woman Wanted, EUA, 2000) – Nota 6
Direção – Kiefer Sutherland (Alan Smithee)
Elenco – Holly Hunter, Kiefer Sutherland, Michael Moriarty, Carrie Preston.

Este drama familiar tem como personagem principal a governanta Emma (Holly Hunter), que aceita um emprego na casa do professor viúvo Richard (Michael Moriarty), que vive com o filho problemático Wendell (Kiefer Sutherland). Após pouco tempo, percebe-se que os três personagens tem problemas, a relação entre pai e filho praticamente não existe e a governanta tem um passado triste com seu ex-marido. Este mar de sofrimentos fará com que eles se aproximem e tentem esquecer o passado. 

Dirigido pela ator Kiefer Sutherland, esta obra é um pouco arrastada e apesar dos dramas da história, o filme não empolga. Os momentos que deveriam ter emoção são frios demais, além disso, provavelmente deve ter ocorrido algum problema entre Sutherland e os produtores, pois ele assina o filme utilizando o famoso pseudônimo Alan Smithee. Para quem não sabe, este pseudônimo foi criado nos anos sessenta, sendo utilizado quando o diretor não aceita a intromissão do produtor na montagem final do filme. Com certeza você já assistiu algum filme dirigido por Alan Smithee.

Quase Sem Destino (Flashback, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – Franco Amurri
Elenco – Dennis Hopper, Kiefer Sutherland, Carol Kane, Paul Dooley, Cliff DeYoung, Richard Masur, Michael McKean.

O agente do FBI John Buckner (Kiefer Sutherland) é encarregado de levar para uma prisão federal o fugitivo Huey Walker (Dennis Hopper), um hippie que fora condenado por um atentado nos anos sessenta. Buckner é um sujeito totalmente correto, que segue a risca as regras do FBI. Mesmo assim, o malandro Huey consegue enganá-lo durante a viagem de trem e foge, para desespero de Buckner que precisa recapturá-lo para manter a carreira. 

Mesmo longe de ser um grande filme, a premissa é uma ótima sacada, ao colocar o ícone da rebeldia Dennis Hopper como o hippie fora de época, sujeito que parece não ter saído dos anos sessenta, em contraste com o careta Buckner, que tenta deixar de lado seu passado de filho de um casal de hippies. Este diferença de personalidades gera alguns bons momentos, assim como a trilha sonora recheada de clássicos dos anos sessenta, como a marcante “Born To Be Wild”, consagrada em “Sem Destino”, obra cult de Dennis Hopper.

Renegados Pela Justiça (Renegades, EUA, 1989) – Nota 5
Direção – Jack Sholder
Elenco – Kiefer Sutherland, Lou Diamond Phillips, Jami Gertz, Robert Knepper, Bill Smitrovich, Clark Johnson, Floyd Red Crow Westerman.

Buster McHenry (Kiefer Sutherland) é um policial que consegue se infiltrar em uma quadrilha de assaltantes. Quando o bando assalta um banco e mata duas pessoas, Buster fica a um passo de se tornar criminoso. Para piorar, eles roubam uma lança indígena considerada sagrada. Um jovem índio (Lou Diamond Phillips) toma para si a missão de recuperar a lança. 

Com uma trama absurda e uma fraca direção de Jack Sholder (do péssimo “A Hora do Pesadelo II” e do cult “The Hidden – O Escondido”), o filme tem como único destaque as cenas de ação. É o típico filme descartável dos anos oitenta.

A Sombra do Desejo (The Last Days of Frank Fly, EUA, 1996) – Nota 5,5
Direção – Peter Markle
Elenco – Dennis Hopper, Kiefer Sutherland, Daryl Hannah, Michael Madsen, Tia Carrere, Dayton Callie.

Frank (Dennis Hopper) é um subalterno da Máfia sempre desrespeitado pelo chefão Sal (Michael Madsen) e seu comparsa Vic (Dayton Callie). Quando Frank é enviado ao set de um filme pornô dirigido por Joey (Kiefer Sutherland), sujeito que foi obrigado a aceitar o trabalho por dever dinheiro para Sal, ele conhece a bela atriz Margareth (Daryl Hannah), por quem se apaixona. Margareth tentou ser atriz séria, mas se afundou nas drogas e prostituição, se tornando propriedade do violento Sal. Para salvar a garota, Frank cria um plano para eliminar Sal com a ajuda de Joey e Margareth, porém as coisas não acontecem como o planejado. 

A trama repleta de traições e mentiras, que poderia lembrar um filme noir, na verdade resulta numa história confusa com personagens caricatos. Além do roteiro ruim escrito pelo ator Dayton Callie, a direção de Peter Markle, com carreira apenas em séries e telefilmes, também não ajuda.

Visões Perigosas (After Alice, Inglaterra / Canadá / Alemanha, 2000) – Nota 5,5
Direção – Paul Marcus
Elenco – Kiefer Sutherland, Henry Czerny, Polly Walker, Gary Hudson.

O detetive Mickey (Kiefer Sutherland) está no limite. Bebe e fuma demais, atormentado por visões dos crimes que investiga. Mickey fica ainda mais confuso quando um serial killer apelidado de Jabberwocky voltar a atacar após um hiato de dez anos. Em meio a investigação, Mickey conhece uma doutora (Polly Walker) especialista em paranormalidade, que o ajuda a entender o porque de suas visões. 

Mesmo tendo um razoável clima de suspense, o longa perde força com uma trama confusa que parece um episódio esticado de seriado de tv. O espectador que gosta do gênero não terá dificuldades em descobrir a identidade do assassino. 

A Hora da Morte (The Killing Time, EUA, 1987) – Nota 5,5
Direção – Rick King
Elenco – Beau Bridges, Kiefer Sutherland, Wayne Rodgers, Joe Don Baker, Camelia Kath, Michael Madsen.

Um psicopata (Kiefer Sutherland) assassina um sujeito que seguia para uma cidade costeira da Califórnia, onde tomaria posse como assistente do xerife. O maluco decide tomar o lugar da vítima e se apresenta no local. Ele toma posse do cargo, mas não imagina que o xerife (Beau Bridges) tem uma amante (Camelia Kath) e que o casal tem um plano para assassinar o marido da adúltera (Wayne Rodgers) e incriminá-lo. 

A trama cheia de mentiras e traições tinha potencial para render um bom filme, assim como o elenco competente, porém o ritmo arrastado e a falta de talento do diretor Rick King comprometem muito o resultado. 

2 comentários:

Pedrita disse...

eu gosto bastante desse ator. beijos, pedrita

Hugo disse...

Pedrita - Kiefer é um sujeito carismático, mas já fez vários filmes ruins tb.

Bjos