segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ninfomaníaca: Volumes I e II


Ninfomaníaca: Volume I (Nymphomaniac: Vol. I, Dinamarca / Alemanha / França / Bélgica / Inglaterra, 2013) – Nota 7,5
Direção – Lars von Trier
Elenco – Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Christian Slater, Uma Thurman, Sophie Kennedy Clark, Connie Nielsen, Ananya Berg.

O solitário Seligman (Stellan Skarsgard) encontra uma mulher (Charlotte Gainsbourg) machucada e desmaiada em um beco. Ele decide levá-la para casa e quando ela acorda, conta que seu nome é Joe e que está naquela situação por ser uma pessoa ruim. A declaração deixa Seligman intrigado, que em seguida questiona o porquê. Este diálogo dá início a uma espécie de confissão de Joe, que decide contar a história de sua vida, principalmente as diversas aventuras sexuais. 

Este primeira parte da polêmica obra de Lars von Trier é a melhor, principalmente na relação criada entre Joe e Seligman, que lembra muito uma confissão católica, com Seligman apresentando as características de um padre, enquanto Joe é a pecadora. São interessantes as analogias que Seligman encontra para as histórias contadas por Joe, sejam as técnicas de pescaria ou as comparações religiosas. 

Vale destacar a desinibida atuação da estreante francesa Stacy Martin no papel da jovem Joe, que seduz vários homens em sequências sem erotismo algum, onde a busca pelo prazer é o ponto principal, mesmo que seja algo quase impossível dela alcançar. 

A melhor sequência é a participação de Uma Thurman, que rouba o filme no pouco tempo em que aparece na tela.

Ninfomaníaca: Volume II (Nymphomaniac: Vol. II, Dinamarca / Alemanha / França / Bélgica / Inglaterra, 2013) – Nota 7
Direção – Lars von Trier
Elenco – Charlotte Gainsbourg, Stellan Skarsgard, Stacy Martin, Shia LaBeouf, Jamie Bell, Willem Dafoe, Mia Goth, Jean Marc Barr, Michael Pass, Ananya Berg.

Esta sequência começa exatamente de onde parou o original, com Joe (Charlotte Gainsbourg) contando para Seligman (Stellan Skarsgard) como foi sua vida de casada quando ainda era jovem (interpretada por Stacy Martin) com o confuso Jerome (Shia LaBeouf). A relação fica complicada quando Jerome não consegue satisfazê-la sexualmente e abre as portas para que Joe tenha outros amantes. A relação entre o casal fica cada vez pior, principalmente após Joe (agora interpretada por Charlotte Gainsbourg) se envolve com K (Jamie Bell), um sujeito masoquista, violento e cheio de regras. O capítulo final em que Joe cria uma relação de trabalho com L (Willem Dafoe) e se envolve com a jovem P (Mia Goth), muda um pouco o rumo da trama e faz o filme perder alguns pontos. 

Apesar das várias cenas de nu frontal em close e das sequências de sexo e sadomasoquismo, pela propaganda eu esperava algo ainda mais polêmico, mas no geral mesmo sendo extremamente ousado, não chega a ser tão forte e exagerado como “Anticristo” por exemplo. 

A sequência mais marcante deste longa é cena do interrogatório com o francês Jean Marc Barr. A cena final também não deixa espectador algum indiferente. 

No geral, são dois bons filmes com a marca do diretor, que sabe muito bem promover seus trabalhos.

4 comentários:

Kleiton Gonçalves Bezerra Alves disse...

Verei pela Uma Thurman.

Hugo disse...

Kleiton - A sequência com Uma Thurman é muito boa.

Abraço

Rodrigo Mendes disse...

Adorei a primeira parte e não me incomodou o didatismo que muitos dizem, mas o desfecho me decepcionou.

Abrç.

Hugo disse...

Rodrigo - O desfecho foi mais uma forma para criar discussão.

Abraço