quarta-feira, 26 de março de 2014

Trilogia Millenium

Os Homens que Não Amavam as Mulheres (Män Som Katar Kvinno, Suécia / Dinamarca / Alemanha / Noruega, 2009) – Nota 8,5
Direção – Niels Arden Oplev
Elenco – Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Sven Bertil Taube, Peter Andersson, Annika Hallin, Sofia Ledarp, Jacob Erickssen.

O jornalista Mikael Blomkvist (Michael Nyqyvist) é o chefe de uma revista especializada em reportagens investigativas chamada Millenium. Blomkvist está sendo processado por um poderoso empresário que alega ter sido acusado injustamente de associação a uma rede de crime organizado, sendo que na verdade o sujeito utiliza sua influência para manchar a imagem do jornalista, que acaba condenado a três anos de prisão. 

Antes de cumprir a pena, Blomkvist é procurado por outro empresário, o veterano Henrik Vanger (Sven Bertil Taube), que vive numa enorme casa no interior da Suécia e que há quarenta anos tenta descobrir o que aconteceu com sua sobrinha que desapareceu sem deixar vestígios. 

Em paralelo, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) é uma jovem hacker que trabalha para uma empresa de segurança e que investigou Blomkvist a pedido de Henrik Vanger. Lisbeth ficou presa em um sanatório por toda a adolescência, se transformando numa jovem solitária que tem o corpo coberto de piercings e tatuagens. Durante a investigação sobre o paradeiro da sobrinha de Vanger, os caminhos de Lisbeth e Blomkvist se cruzam. 

Este é com certeza o melhor filme da trilogia, principalmente pela complexa trama extremamente bem amarrada, que inclui violência, abuso sexual, ganância, corrupção e até nazismo. O que poderia se tornar um bagunça, resulta num ótimo drama policial que apresenta surpresas até o final. 

O grande destaque do elenco é a jovem Noomi Rapace, que após o trabalho nesta trilogia foi a protagonista de “Prometheus”. A atriz interpreta com perfeição a jovem que tem uma inteligência acima da média, mas que vive traumatizada pelos abusos que sofreu e por este motivo não consegue se relacionar normalmente.

Ainda não assisti a refilmagem americana para comparar.   

A Menina que Brincava com Fogo (Flickan Som Lekte Med Elden, Suécia / Dinamarca / Alemanha, 2009) – Nota 7,5
Direção – Daniel Alfredson
Elenco – Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Peter Andersson, Annika Hallin, Sofia Ledarp, Jacob Erickssen, Georgi Staykov, Anders Ahlbom, Mikael Spreitz.

Após fugir da Suécia no final do longa original, Lisbeth Salander (Noomi Rapace) decide voltar para obrigar seu tutor a declarar para a justiça que ela pode ser liberada para levar uma vida normal. Lisbeth não imagina que o sujeito tem ligação com um grupo ligado ao governo que agia ilegalmente e que tinha seu violento pai como um dos integrantes. 

O homem acaba assassinado, assim como um casal em que o homem era um jornalista que trabalhava para Mikael Bloomkvist (Michael Nyqyvist) e que estava perto de conseguir provas para incriminar pessoas influentes ligadas a este grupo. Lisbeth se torna a principal suspeita dos crimes e mesmo a distância, Blomkvist investiga o caso por conta própria para provar a inocência da amiga. 

Esta sequência foca mais no passado de Lisbeth, mostrando em flashback o sofrimento da garota no sanatório e apresenta novos personagens que carregam segredos perigosos. Além da atuação de Noomi Rapace, vale destacar a gigante assassino vivido pelo estranho Mikael Spreitz, um dos vilões mais assustadores dos últimos anos.  

A Rainha do Castelo de Ar (Luftslottet Som Sprängdes, Suécia / Dinamarca / Alemanha, 2009) – Nota 7,5
Direção – Daniel Alfredson
Elenco – Michael Nyqvist, Noomi Rapace, Lena Endre, Annika Hallin, Sofia Ledarp, Jacob Erickssen, Georgi Staykov, Anders Ahlbom, Mikael Spreitz.

Após tentar matar o pai e quase morrer nas mãos do gigante assassino (Mikael Spreitz), Lisbeth (Noomi Rapace) fica muito ferida e vai parar no hospital, onde fica sob custódia da polícia. Após tentar matar Lisbeth sem sucesso, a última chance que o grupo clandestino tem para não ser exposto é ajudar a promotoria a condenar a garota pela tentativa de assassinato. Eles utilizam até mesmo o falso testemunho do corrupto psiquiatra que manteve Lisbeth no sanatório. Para ajudar a Lisbeth, Blomkvist (Michael Nyqyvist) indica sua irmã Annika (Annika Hallin) para defender a garota no tribunal e se alia a polícia que também investiga o caso. Como consequência, Blomkvist e seus parceiros de revista passam a receber ameaças. 

O fechamento da trilogia tem como ponto principal o julgamento de Lisbeth, situação em que se descobre mais sobre o passado da garota e todos os segredos do grupo vem à tona. 

Mesmo com o original sendo o melhor da trilogia, principalmente pela história mais complexa, estas duas sequências são longas acima da média que valem a sessão. 

7 comentários:

Ana Leonilia disse...

Oi, Hugo! Essa trilogia é ótima e a atriz que faz a Lisbeth então... dá um show!

Gosto mais da versão sueca, talvez por ter visto primeiro. Mas a americana tem mais ação e efeitos.

Não li nada sobre o último filme, porque vou ler o livro ainda. Só falta esse e estou adiando o máximo, porque não queria que acabasse. ^^


Bjs ;)

Silvia Freitas disse...

não assisti a versão americana, mas gostei da sueca, a atriz é ótima.

Bjs

Hugo disse...

Ana - Também gostei muito da trilogia e da atriz. O primeiro filme é ótimo. Ainda vou conferir a versão americana.

Silvia - É um papel muito difícil e atriz se saiu muito bem.

Bjos

Gustavo disse...

Eternamente grato a essa trilogia por ter revelado ao mundo Noomi Rapace.

Hugo disse...

Gustavo - Ela tem um grande desempenho num papel complicado.

Abraço

Amanda Aouad disse...

Noomi Rapace é ótima mesmo e está excelente no papel. Gosto da trilogia feita pelos suecos, apesar de considerar a versão americana mais próxima do clima de suspense que o livro nos deixa. Gostaria de ser a trilogia completa nessa outra versão... De qualquer maneira, vale a pena mesmo conferir, assim como ler os livros.

bjs

Hugo disse...

Amanda - Não li se a versão americana fez sucesso, o que seria o empurrão para a refilmagem da trilogia completa.

Bjos