quinta-feira, 14 de novembro de 2013

M, O Vampiro de Dusseldorf

M, O Vampiro de Dusseldorf (M, Alemanha, 1931) – Nota 8,5
Direção – Fritz Lang
Elenco – Peter Lorre, Otto Wernick, Theodor Loos.

Em Dusseldorf na Alemanha, várias crianças desaparecem causando pânico na população, situação que coloca todos os policiais em ação na investigação. Na ânsia para conseguir pistas, os policiais passam a pressionar todos os frequentadores do submundo. Clubes, boates e bares se tornam alvos da polícia, fato que começa a atrapalhar os negócios ilegais dos chefões do crime da cidade. Este se reúnem e para tentar solucionar o problema decidem localizar o psicopata por conta própria. Eles oferecem dinheiro para os mendigos, ambulantes e pequenos criminosos para vigiarem a cidade e agirem assim que surgisse algum suspeito. 

Esta clássico absoluto foi um dos primeiros filmes alemães falados, que segue o estilo expressionista, porém diferente de outros trabalhos do gênero que utilizavam o sobrenatural como tema, aqui a trama é totalmente realista e polêmica. 

O diretor Fritz Lang se baseou na história real de um psicopata assassino de crianças para criar um filme que vai além do tema. O roteiro mostra o desespero da população que passa a acusar qualquer pessoa que tenha alguma atitude suspeita, foca na expressão de medo das mães e ousa ainda ao mostrar o assassino como um doente que sabe que tem um problema, mas não tem forças para combatê-lo. 

Por sinal, a interpretação de Peter Lorre como o psicopata é ótima. O ator que ficaria conhecido por personagens sinistros em clássicos como “Casablanca” e “Relíquia Macabra”, aqui já demonstrava talento e assustava com seus olhos arregalados. 

Finalizando, o grande Fritz Lang que já havia feito clássicos do cinema mudo como “Dr. Mabuse” e “Metropolis”, logo entraria em conflito com o partido nazista e deixaria a Alemanha para viver nos Estados Unidos onde faria uma bela carreira, com destaque para filmes como “O Diabo Feito Mulher” e “Os Corruptos”.

4 comentários:

bruno knott disse...

Clássico total. Meu preferido do Fritz Lang! Várias cenas marcantes aqui, como aquela do balão nos fios de luz.

E ainda nos faz pensar bastante sobre o que é dito no ato final.

Hugo disse...

Bruno - São vários cenas marcantes, como logo no início quando vemos apenas a silhueta do assassino sobre a palavra "morder".

Abraço

Fernando Terroso disse...

Muito clássico !

Hugo disse...

Fernando - Clássico absoluto.

Abraço