sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Filmes Policiais Brasileiros

República de Assassinos (Brasil, 1979) – Nota 7    
Direção – Miguel Faria Jr.
Elenco – Tarcísio Meira, Sandra Bréa, Anselmo Vasconcelos, Silvia Bandeira, José Lewgoy, Tonico Pereira, Ítalo Rossi, Paulo Villaça, Milton Moraes, Ivan de Almeida, José Dumont, Elba Ramalho.

Mateus Romeiro (Tarcísio Meira) é o líder de um grupo de extermínio formado por policiais de elite. Conhecidos como “Homens de Aço”, o grupo age à margem da lei respaldado por políticos. Suas mortes são assinadas com o símbolo de uma caveira deixada na cena do crime. O grupo ainda é glorificado por um jornalista (José Lewgoy) e por parte da população, até que os crimes começam a chamar a atenção da promotoria. 

Baseado livremente na história do “Esquadrão da Morte” liderado pelo policial Mariel Mariscot, que nos anos setenta assassinou um grande número de delinquentes, este longa é com certeza um dos melhores filmes policiais brasileiros. 

Além da crítica à polícia, o roteiro solta farpas para os políticos e a mídia que apoiavam a situação.Vale ainda destacar que assim como Mariscot que teve envolvimento com atrizes, o personagem de Tarcísio Meira é casado, tem um affair com um atriz (a falecida Sandra Bréa), sem contar uma cena com o travesti interpretado por Anselmo Vasconcelos. Por sinal, Vasconcelos faz com competência um papel que poucos atores aceitariam, tendo inclusive uma cena de forte apelo sexual com o ator Tonico Pereira. 

É um filme ousado na temática que merece não ser esquecido.   

O Caso Cláudia (Brasil, 1979) – Nota 6,5
Direção – Miguel Borges
Elenco – Kátia D’Angelo, Jonas Bloch, Carlos Eduardo Dolabella, Roberto Bonfim, Luís Armando Queiróz, Nuno Leal Maia, Claudio Correa e Castro, Rogério Fróes, Jorge Cherques, Reinaldo Gonzaga, Lilian Stavik.

Baseado numa história real ocorrida em 1977 no Rio de Janeiro, este longa altera os nomes dos envolvidos num crime na alta sociedade carioca. 

Um simples operário vê um carro jogar um enorme pacote nas pedras na beira do mar. O sujeito telefona de forma anônima para o polícia, que decide averiguar e encontra o corpo da jovem Cláudia. O detetive Guerra (Roberto Bonfim), que se torna o responsável pela investigação, descobre que o carro visto no local pertence a empresa de Pierre Dorf (Jonas Bloch), um milionário suspeito de ligação com o tráfico internacional de drogas. Mesmo sem apoio dos superiores que temem a influência do milionário com poderosos, Guerra se junta ao jornalista Seixas (Carlos Eduardo Dolabella) para apertar cerco e juntar provas contra o sujeito. 

O filme é fiel ao acontecimento real, tem bons atores, mas peca pela falta de recursos que o cinema brasileiro tinha na época. A maioria dos filmes policiais produzidos entre o final dos anos setenta até a fim Embrafilme no início dos noventa, hoje se mostram datados no estilo da narrativa, na trilha sonora e na falta de qualidade dos diálogos. 

O Sequestro (Brasil, 1981) – Nota 6
Direção – Victor di Mello
Elenco – Milton Moraes, Jorge Dória, Carlo Mossy, Adriano Reys, Helena Ramos, Gracinda Couto, Myriam Pérsia, Otávio Augusto.

Chegando em casa, Pedro (Adriano Reys) encontra a esposa (Helena Ramos) e seus filhos desesperados vendo um bandido sequestrar o filho menor chamado Zezinho. O meliante consegue fugir e estranhamente a polícia descobre que ocorreu o crime pelo noticiário da tv. Os policiais Argola (Milton Moraes) e Vilarinho (Carlo Mossy) são os responsáveis pela investigação, sendo comandados pelo delegado Marcondes (Jorge Dória). Após entrevistar algumas testemunhas, os policiais percebem que a trama é mais complicada do que parece, principalmente pelo pedido de resgate feito através de um bilhete. Os bandidos solicitam uma fortuna, porém a família passa por dificuldades financeiras. 

Produzido na época em que o país estava no final da ditadura, este longa aproveita o medo que as pessoas tinham da polícia para contar uma intrincada história onde a tortura é um dos pontos principais. As testemunhas são pressionadas de todas as formas, algumas são torturadas com cassetetes, porradas e até choque elétrico. 

Como era comum nos filmes da época, algumas cenas gratuitas de sexo simulado são inseridas na trama, em especial uma em que a personagem de Helena Ramos aparece nua na praia com alguns homens. 

Como curiosidade, os créditos finais dedicam o filme ao policial americano Serpico e todos os policiais honestos, diferente dos personagens corruptos apresentados no longa. 

Condenado à Liberdade (Brasil, 2001) – Nota 5
Direção – Emiliano Ribeiro
Elenco – André Gonçalves, Antônio Pompêo, Milla Christie, Othon Bastos, Cássia Kiss, Nathália Timberg, Odilon Wagner, Anselmo Vasconcelos, Isabel Ampudia.

Em Brasília, Mauro Vilhena (Othon Bastos) é o advogado de uma empresa acusada de assassinar índios na Amazônia para explorar madeira. Quando ele e sua esposa Beatriz (Cássia Kiss) são assassinados dentro de casa, seu filho Maurinho (André Gonçalves) se torna o principal suspeito por ter uma relação conturbada com o casal, principalmente por causa do namoro com Angela (Milla Christie). Lopes (Antônio Pompêo) é o delegado responsável por investigar o caso e que tem certeza da culpa do garoto. 

Assim como o recente e péssimo “Federal”, este longa foi uma tentativa frustrada de utilizar o cenário das famílias ricas e influentes de Brasília para criar uma trama policial. A premissa do assassinato dos índios citado no início do longa é praticamente esquecida no desenrolar da trama, assim como a investigação da jornalista interpretada por Isabel Ampudia que não chega a lugar algum. O roteiro se perde em meio aos clichês do gênero e as atuações ruins, principalmente do protagonista André Gonçalves.

2 comentários:

renatocinema disse...

Não sei o melhor....o pior que eu assisti foi Federal. Achei um lixo.

abraços

Hugo disse...

Renato - Eu comentei sobre "Federal" numa postagem antiga e realmente é um filme muito ruim.

Abraço