segunda-feira, 22 de julho de 2013

Freud, Além da Alma

Freud, Além da Alma (Freud, EUA, 1962) – Nota 7,5
Direção – John Huston
Elenco – Montgomery Clift, Susannah York, Larry Parks, Susan Kohner, Eileen Herlie, David McCallum, Eric Portman, Fernand Ledoux.

Viena, 1885, Sigmund Freud (Montgomey Clift) é um jovem médico que tenta tratar pacientes que sofrem de histeria, porém é proibido pelo dono do hospital, o arrogante Dr. Meynert (Eric Portman), que não acredita na doença e diz que os pacientes com estes sintomas estão fingindo, pois para ele toda doença tem uma causa física. 

Para se aprofundar na sua tese de que a histeria é um problema causado pela mente, Freud vai a Paris assistir uma palestra com o médico francês Charcot (Fernand Ledoux) e volta fascinado pelo poder da hipnose. Ao apresentar sua teoria no conselho médico de Viena, Freud é ridicularizado por Meynert, mas chama a atenção do Dr. Breuer (Larry Parks), que acredita na teoria de Freud, mas tem medo de perder seu prestígio caso se aprofunde em algo que a comunidade médica não acredita. Breuer decide pagar para Freud continuar sua pesquisa e passa alguns de seus pacientes para ele, inclusive a jovem Cecily (Susanah York), que se torna a principal peça para Freud comprovar sua teoria. 

Este interessante filme do grande John Huston segue os anos mais difíceis da vida profissional de Freud, mostrando todo o processo que resultaria na teoria do Complexo do Édipo. O roteiro acompanha Freud em cada etapa do desenvolvimento de sua teoria, inclusive utilizando suas próprias experiências na infância para chegar ao conceito final. Não é um filme para todo público, a imensa quantidade de diálogos sobre mente, pensamento e inconsciente podem cansar quem não tenha interesse pelo tema. Para aqueles que gostam de analisar estas questões, o filme é obrigatório. 

Vale destacar a sóbria interpretação de Montgomery Clift em seu penúltimo papel no cinema. Clift foi um grande ator que faleceu jovem, mas deixou ótimos trabalhos em filmes como “A Tortura do Silêncio”, “Julgamento em Nuremberg”, “Um Lugar ao Sol” e “A Um Passo da Eternidade”. 

3 comentários:

disse...

Gosto muito de Montgomery Clift, que está excelente neste filme. Uma cinebiografia quase nunca é 100% verdadeira, mas esta realmente prendeu minha atenção e me ensinou muita coisa.
Abraços!

André Betioli ( D é h) disse...

Interessante!

Não conhecia esse filme, apesar de já ter escutado falar do mesmo.

Vou tentar conferir depois.

abraço.

Hugo disse...

Lê - Clif foi um bom ator que morreu cedo.

André - É interessante para conhecer um pouco mais sobre Freud.

Abraço