sábado, 18 de maio de 2013

Bombas - Atores Famosos, Filmes Ruins - Parte IV

Hoje comento mais quatro filmes ruins protagonizados por famosos.

Hancock (Hancock, EUA, 2008) – Nota 5,5
Direção – Peter Berg
Elenco – Will Smith, Charlize Theron, Jason Bateman, Jae Head, Eddie Marsan.

John Hancock (Will Smith) é um super herói decadente e alcoólatra, que a cada salvamento deixa um rastro de destruição pelo caminho. Quando ele salva o relações públicas Ray (Jason Bateman), este vê em Hancock um potencial cliente, mesmo com sujeito tendo uma péssima reputação com a população. O relutante herói acaba aceitando a ajuda de Ray, mesmo com a esposa do sujeito, Mary (Charlize Theron) sendo totalmente contra. A primeira ação de Ray é fazer com que Hancock aceite ir para a prisão, conforme deseja uma promotora pública, acreditando que rapidamente os crimes aumentarão e todos pedirão a sua soltura. 

Fica difícil comentar mais sobre a trama, que a princípio deixa a impressão de que seria um filme de ação com humor negro, que iria explorar o mal comportamento do herói, porém o roteiro dá uma guinada e transforma a história numa maluca salada russa, que mistura imortalidade, amnésia e pitadas de drama até o final tipicamente hollywoodiano, no pior sentido. Basicamente, tentaram criar uma reviravolta na história através de um segredo absurdo, colocando como pontos principais os efeitos especiais e o carisma de Will Smith, o que acabou sendo pouco para salvar o longa.  

A Jurada (The Juror, EUA, 1996) – Nota 5
Direção – Brian Gibson
Elenco – Demi Moore, Alec Baldwin, Joseph Gordon Levitt, Anne Heche, James Gandolfini, Lindsay Crouse, Tony Lo Bianco, Michael Constantine, Matt Craven, Michael Rispoli.

A artísta plastica Annie Laird (Demi Moore) é escolhida para participar do juri no julgamento de um chefão mafioso (Tony Lo Bianco). O que por si só seria algo desconfortável, se torna um pesadelo quando um sujeito ligado ao mafioso (Alec Baldwin) ameaça Annie e seu filho pequeno (Joseph Gordon Levitt) para que ela convença os outros jurados a absolver o réu. 

Repleto de clichês, este longa foi produzido quando Demi Moore estava no auge da carreira, após o sucesso de filmes como “Proposta Indecente” e “Assédio Sexual”, porém este “A Jurada” marcou o início do declínio da carreira da atriz, que no mesmo ano fez o péssimo “Striptease”. O longa tem até alguns momentos interessantes de tensão, o problema principal é o roteiro totalmente previsível com várias soluções absurdas. 

Divisão de Homicídios (Hollywood Homicides, EUA, 2003) – Nota 5
Direção – Ron Shelton
Elenco – Harrison Ford, Josh Hartnett, Lena Olin, Bruce Greenwood, Isaiah Washington, Lolita Davidovich, Keith David, Master P, Dwight Yoakam, Martin Landau, Lou Diamond Phillips, Gladys Knight, Kurupt, Eric Idle, Robert Wagner.

Em Los Angeles, a dupla de detetives Joe Gavilan (Harrison Ford) e K. C. Calden (Josh Hartnett) estão mais preocupados em suas carreiras paralelas do que no trabalho de policial. O veterano Gavilan que está prestes a se aposentar, dedica boa parte do seu tempo na tentativa de vender imóveis, enquanto o jovem Calden deseja se tornar ator. Quando a dupla tem a missão de investigar o assassinato de um cantor de rap, eles veem a chance de alavancar suas carreiras paralelas através do contato com pessoas influentes do mundo do showbiz. 

Misturar policial com comédia já rendeu bons filmes como “Um Tira da Pesada” e “Assalto Sobre Trilhos”, porém vários outros longas do gênero se perderam na tentativa de fazer graça com a ação policial, sendo o caso deste equivocado trabalho do bom diretor Ron Shelton. Shelton que é um especialista em filmes sobre esporte (“Cobb – A Lenda”, “O Jogo da Paixão” e “Homens Brancos Não Sabem Enterrar”), erra feio ao criar situações sem graça e uma trama policial muito fraca, sem contar que nem mesmo o carisma de Harrison Ford ajuda, deixando a impressão de que o ator está desconfortável. O resultado é um total desperdício do bom elenco. 

Invasão de Privacidade (Sliver, EUA, 1993) – Nota 4
Direção – Phillip Noyce
Elenco – Sharon Stone, William Baldwin, Tom Berenger, Polly Walker, Martin Landau, Colleen Camp, CCH Pounder.

A editora de livros Carly Norris (Sharon Stone) muda para um moderno edifício em Nova York, onde rapidamente se envolve com o misterioso Zeke (William Baldwin), que é dono do prédio e que colocou câmeras em todos os apartamentos para vigiar a vida dos moradores, sem que eles saibam. Ao mesmo tempo, Carly flerta com o escritor Jack Landsford (Tom Berenger), que também mora no local. Carly descobre ainda que algumas mulheres foram assassinados no edifício. Após alguns fatos, ela passa a desconfiar que o assassino possa ser Zeke ou Jack. 

O estrondoso sucesso de “Instinto Selvagem” fez com que os produtores tivessem pressa em utilizar a imagem de Sharon Stone como símbolo sexual e para isso não pouparam dinheiro, mas erraram completamente na escolha do filme. Os produtores pagaram uma fortuna pelo roteiro escrito pelo húngaro Joe Eszterhas, que também escreveu “Instinto Selvagem”, mas provavelmente não leram a história absurda e arrastada escrita pelo sujeito. A escolha do australiano Philip Noyce para a direção foi outro erro, ele que havia comandado o interessante “Jogos Patrióticos” no ano anterior, pouco pode fazer com um roteiro ruim. Para completar, o elenco não ajuda, os canastrões William Baldwin e Tom Berenger tem desempenhos abaixo da crítica. O filme teve uma razoável bilheteria em virtude das cenas quentes com Sharon Stone, mas por outro lado foi massacrado pela crítica, que colocou em dúvida a carreira da atriz.           

2 comentários:

Amanda Aouad disse...

Caprichou nas bombas dessa vez, heim?

bjs

Hugo disse...

Amanda - Esta postagem foi dedicado aos famosos com escolhas ruins de filmes.

Bjos