quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Terráqueos

Terráqueos (Erathlings, EUA, 2005) – Nota 7,5
Direção – Shaun Monson
Narração – Joaquin Phoenix
Documentário 

O diretor Shaun Monson reuniu uma coletânea de imagens, em grande parte gravadas com câmeras escondidas, que mostram como os seres humanos tratam os animais de forma terrível, como se fossem objetos, sendo que nossa sociedade é totalmente dependente dos animais. 

O documentário é dividido em cinco partes: Animais de estimação, comida, vestuário, entretenimento e pesquisas científicas. Em todas estas situações o diretor mostra como os animais são tratados com crueldade. São cenas absurdas que chocam pela total falta de sentimento de pessoas envolvidas que podem ser consideradas psicopatas. 

Confesso que em várias partes usei o fast forward. Logo na questão dos animais de estimação fiquei com um nó na garganta. Os terríveis criadouros de cães são comparados aos campos de concentração nazistas, com os pobres animais ficando presos em pequenas jaulas, situação que leva muitos deles a loucura. 

O documentário segue mostrando como funcionam os criadores e abatedouros, onde vacas, porcos e galinhas vivem amontoados até o momento de serem executados. Vemos ainda cenas de caça onde os animais são vítimas para serem utilizados na confecção de roupas, as corridas de cavalo e cães, onde o que vale é o lucro com as apostas, os domadores de circo que batem em animais para adestrá-los e finalizando com as pesquisas científicas que muitas vezes utilizam animais vivos como cobaias. 

Fica claro que o documentário foi feito com o objetivo de chocar, utilizando as piores imagens possíveis de maus tratos aos animais, situações que não merecem perdão para os envolvidos, porém, infelizmente esta dependência do ser humano em relação aos animais continuará existindo, não vejo como isso possa mudar. Por outro lado, acredito que existam formas de minimizar este sofrimento, a questão é como fazer isso?

Resumindo, é um documentário pesado que faz o espectador refletir sobre suas atitudes de consumo.

5 comentários:

KA disse...

Eu não consegui assistir, Hugo. Sou extremamente sensível para esta questão. Não como carne há 10 anos, venho substituindo o leite pelo de soja e tento não usar produto originados deste tipo abuso. Mas é muito difícil, realmente, se abster de produtos que tenham sido testados ou originados do sofrimento de animais por pura falta de vontade da indústria, sobretudo a brasileira. Na Europa há muito mais preocupação com a questão e avanços significativos, inclusive nas pesquisas e estudos médicos.
Até porque o uso dos animais como cobais para testes pode ser ineficiente, como foi o caso da Talidomida.
Bom, falei demais. Me empolgo com este assunto. Acho que as pessoas que ainda não pensaram no sofrimento dos animais devem assistir este tipo de documentário para, ao menos, refletir sobre o modelo de uso dos animais na sociedade. Afinal, não somos todos animais.
"Olhe no fundo dos olhos de um animal e, por um momento, troque de lugar com ele. A vida dele se tornará tão preciosa quanto a sua e você se tornará tão vulnerável quanto ele. Agora sorria, se você acredita que todos os animais merecem nosso respeito e nossa proteção, pois em determinado ponto eles são nós e nós somos eles." Philip Ochoa.
abs

Emerson disse...

Um documentário extremamente forte, assisti uma vez e não pretendo assistir de novo...realmente para se refletir...

Luís disse...

Talvez a coisa mais verdadeira no seu texto seja o fato de que se trata de um documentário muito pesado. Eu mesmo fiquei bastante incomodado enquanto eu o via, quase desisti, mas, com esforço, segurança a ânsia e o descontentamento, terminei.

Hugo disse...

Ka - É uma situação difícil, somos dependentes dos animais. A questão é tentar minimizar o sofrimento deles.

Emerson - Foi difícil assistir até o final.

Luís - Meu sentimento foi o mesmo.

Abraço

KA disse...

Hugo, sim, somos dependentes. Mas com um pouco de boa vontade, podemos ir reduzindo esta dependência, é questão de evolução. A questão é que a sociedade é tão egoista que não é capaz nem de mudar um simples hábito como o das sacolinhas plásticas. Quanta reclamação por conta de uma questão tão simples...Documentários fortes, como este, precisam ser feitos. Embora, no fundo, eu não acredite que a humanidade - em geral - consiga despertar para a consciência de que o planeta é um todo. A maioria das pessoas, simplesmente, não se importa. Triste e desanimador.
abs