sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos

Mulheres à Beira de um Ataque de Nervos (Mujeres al Borde de um Ataque de Nervios, Espanha, 1988) – Nota 7,5
Direção – Pedro Almodovar
Elenco – Carmen Maura, Antonio Banderas, Julieta Serrano, Maria Barranco, Rossy de Palma, Fernando Guillen, Kiti Manver.

Em Madri, a atriz Pepa Marcos (Carmen Maura) está deprimida por ter sido abandonada pelo amante, o também ator Ivan (Fernando Guillen). Tentando descobrir onde está o sujeito, que ao parece deve viajar naquele dia, Pepa o procura no estúdio onde trabalham, telefona para casa do amante e discute com a esposa dele (Julieta Serrano) e por fim decide colocar a cobertura onde mora para alugar, pensando em morar em outro local e esquecer o sujeito. 

O problema é que várias situações inusitadas acontecerão naquele dia. Pepa receberá a visita da ingênua amiga Candela (Maria Barranco) que se apaixonou por um terrorista, do casal Marisa (Rossy de Palma) e Carlos (Antonio Banderas) que pretende alugar o imóvel, com o detalhe de Carlos ser filho de Ivan, a esposa de Ivan e por fim a polícia em busca de informações sobre o terrorista. Junte a estes personagens uma advogada feminista, uma recepcionista curiosa, uma vizinha testemunha de Jeová e um taxista que dirige um carro todo enfeitado chamado de “Mambo Taxi”. 

Almodovar chamou a atenção da crítica com dois trabalhos anteriores estrelados por Antonio Banderas, os polêmicos “Matador” e “A Lei do Desejo”, mas foi com este “Mulheres” que ele se tornou mundialmente conhecido. O seu roteiro é perfeito ao misturar comédia pastelão, nonsense e dramalhão que lembra as novelas de uma forma engraçada, onde o exagero e o kitsch se tornam agradáveis. 

Mesmo sendo um estilo que não está entre os meus preferidos, é impossível não rir com algumas sequências, como a do gazpacho e a ridícula perseguição entre moto e táxi. 

Outro destaque é a atuação de Carmen Maura, ótima como a mulher totalmente neurótica por causa do amante. 

O resultado é um longa divertido e mais leve que os trabalhos habituais de Almodovar. 

4 comentários:

Rodrigo Mendes disse...

Um dos melhores Almodóvar da fase anos 80!

Abs.

Gilberto Carlos disse...

Com certeza, este é um dos melhores filmes da fase "escrachada" de Almodóvar, apesar que eu gosto mais dele em sua fase mais série.

Celo Silva disse...

Um dos poucos Almodóvar que não assisti, preciso resolver isso.

Hugo disse...

Rodrigo - O mais divertido.

Gilberto - Também prefiro os dramas de Almodovar.

Celo - Assista, se você gosta de comédia nonsense, o filme é uma boa escolha.

Abraço