sexta-feira, 7 de setembro de 2012

Waterworld - O Segredo das Águas

Waterworld – O Segredo das Águas (Waterworld, EUA, 1995) – Nota 7
Direção – Kevin Reynolds
Elenco – Kevin Costner, Dennis Hopper, Jeannie Tripplehorn, Tina Majorino, Michael Jeter, Neil Giuntoli, Zaker Mokae, Robert Joy, Jack Kehler, Jack Black.

No futuro, as calotas polares derreteram e a Terra se transformou num imenso oceano. Os sobreviventes passaram a morar em barcos e ilhas artificiais, em casas que lembram palafitas. Com esta mudança brusca na natureza, muitos humanos começaram a nascer com guelras. Um deles é Mariner (Kevin Costner) que vive negociando objetos, porém é discriminado por ser meio humano meio anfíbio e por este motivo acaba preso injustamente. Em seguida, Mariner é vendido para Helen (Jeanne Tripplehorn) que precisa de um guia para encontrar a “terra seca”, que para os sobreviventes é uma lenda de um local que não foi invadido pelas águas. Helen leva consigo a menina Enola (Tina Majorino) que tem um mapa desenhado nas costas, que indicaria o local onde ficaria a “terra seca”. O mapa chama atenção do pirata Deacon (Dennis Hopper) que junto com seus capangas também deseja encontrar o local e para isso passa a perseguir Mariner, Helen e Enola. 

Atualmente a rejeição a Kevin Costner é grande, algo parecido ao que acontece com Nicolas Cage, sendo este filme o grande motivo para a cara feia do público em relação ao ator. O filme é um daqueles casos (como “Apocalipse Now” e “O Portal do Paraíso”) em que os bastidores da produção poderiam render outro longa. Todo o problema começou em virtude da megalomania de Costner, que estava no auge da carreira após vários sucessos (“Os Intocáveis”, “Dança com Lobos”, “Wyatt Earp”). 

Com todo o poder que tinha época, ele convenceu a Universal a produzir este longa pós-apocalíptico com as filmagens no oceano, ao invés de ser em estúdio. Filmar no mar é extremamente complicado por ele ser imprevisível e aqui grande parte do cenários foram destruídos por uma tempestade tropical. O problema foi ainda maior em virtude do orçamento que era alto e que já estava estourado, o que atrasou ainda mais a produção e obrigou a Universal a colocar mais grana para finalizar o filme, que na mente de Costner seria um épico de três horas de duração. 

No início das filmagens a imprensa já divulgava problemas com o orçamento e após a destruição dos cenários a crítica cravou que o filme já era um fracasso, mesmo sem estar finalizado. Além disso, pouco antes do final das filmagens, Costner e o diretor Kevin Reyndols que eram amigos de longa data (fizeram “Fandango” e o sucesso “Robin Hood – O Princípe dos Ladrões”), brigaram e Reynolds abandonou o set (ou foi despedido por Costner, não se sabe ao certo), com Costner finalizando o longa também como diretor. 

Analisando apenas o filme, o resultado é satisfatório, a história é interessante, os créditos de abertura que simulam o globo terrestre sendo tomado pelas águas é criativo, as cenas de ação são bem filmadas e tem ainda um bom vilão, apesar de que com pelos menos trinta minutos menos o longa com certeza seria melhor. 

O fracasso gigantesco não foi merecido em relação ao filme, o que ocorreu claramente foi a resposta dos críticos ao ego de Costner, que não soube administrar a fama e entrou em rota de colisão com estes e com o próprio estúdio que gastou uma fortuna na época. Quando o filme foi lançado, o público já considerava que seria uma bomba em virtude das críticas negativas que vinham desde o ano anterior, situação que levaria para o buraco qualquer produção.      

7 comentários:

Luís disse...

Esse filme está na minha lista de obras para ver há algum tempo devido à recomendação de um amigo meu. Espero poder vê-lo logo, pelo que você comentou é válido conferi-lo.

Bússola do Terror disse...

Já faz alguns anos que vi esse filme pela última vez. Mas achei muito legal.

Amanda Aouad disse...

Nunca tive coragem de ver esse filme, e nem é por Kevin Costner em si, pois ainda tenho a imagem dele de bons filmes que marcam minha vida como Campo do Sonho e Dança com Lobos. É que a sinopse nunca me atraiu mesmo. Mas, quem sabe um dia.

bjs

Celo Silva disse...

Eu gosto do filme. Não é grande coisa mesmo e nem se justifica o vasto orçamento. Coisas da megalomania momentanea de Kevin Costner. O filme é um bom entretenimento.

Hugo disse...

Luís - Vale ser visto também por toda a controvérsia dos gastos na produção.

Bússola - É um bom filme, o problema é que foi gasto dinheiro demais.

Amanda - Também gosto dos filmes de Costner, mesmo que a maioria dos últimos trabalhos sejam medianos ou fracos.

Celo - O estúdio deu muita liberdade para Costner até que chegou num ponto sem volta, colocava-se mais dinheiro ou a produção não seria finalizada.

Abraço a todos

www.melhordesaovicente.com.br disse...

Apesar de toda a crítica negativa sobre esse filme na época, e em alguns sites agora, admiro os produtores e diretores dele, inclusive a postura de Kevin Costner em assumir o final da produção, pois filmar em estudios sempre foi deveras normal, mas no meio do oceano, e mostrando o que poderá ser uma realidade daqui a alguns séculos, foi muito bom. Tenho o filme gravado, e se tiver uma continuação, com certeza a gravarei também. Filmes que mostram a vastidão do oceano me fascinam.

Hugo disse...

Melhor de São Vicente - Filmar no oceano é uma loucura e por isso o filme ainda tem seu fãs.

Abraço