domingo, 23 de setembro de 2012

Filmes Policiais Antigos Pouco Conhecidos

Panic in the City (Panic in the City, EUA, 1968) – Nota 6
Direção – Eddie Davis
Elenco – Howard Duff, Linda Cristal, Stephen McNally, Nehemiah Persoff, Anne Jeffreys, Oscar Beregi, Dennis Hopper.

Um homem desmaia na rua e ao ser levado para um hospital morre. Os médicos atestam que o sujeito faleceu por causa de radiação. Um agente do governo (Howard Duff) é enviado para investigar o caso e descobre com a ajuda de uma cientista (Linda Cristal), que a radiação pode ter ocorrido em virtude do manuseio de um artefato nuclear. O fato dá início a uma corrida contra o tempo para descobrir onde poderá estar a bomba. 

Com cara e premissa de filme B dos anos cinquenta, o longa tem um bom início, mas se perde no desenvolvimento, inclusive no romance forçado entre o agente e a cientista. Como curiosidade, vale destacar a pequena presença de Dennis Hopper um ano antes do clássico “Sem Destino”.

Chandler (Chandler, EUA, 1971) – Nota 4,5
Direção – Paul Magwood
Elenco – Warren Oates, Leslie Caron, Alex Dreier, Mitchell Ryan, Gordon Pinsent, Charles McGraw, Gloria Grahame, Scatman Crothers, Royal Dano.

O detetive particular Chandler (Warren Oates) é contratado pela promotoria para encontrar e proteger a francesa Katherine (Leslie Caron), uma testemunha importante de um caso que envolve poderosos. A escolha do detetive ocorre porque a mulher é procurada também por assassinos e por policiais corruptos. 

O roteiro que tenta fazer suspense explicando pouco sobre o verdadeiro motivo do caso, acaba confundindo o espectador, além disso, as cenas de ação são poucas e fracas. Consta que o diretor Magwood entrou em conflito com a produtora MGM e o filme foi montado a sua revelia, inclusive se tornando o único trabalho do sujeito como diretor de cinema.  

Harry O (Harry O, EUA, 1973) – Nota 7
Direção – Jerry Thorpe
Elenco – David Janssen, Martin Sheen, Margot Kidder, Will Geer, Marianna Hill, Sal Mineo, Kathleen Lloyd.

O detetive particular Harry “O” Orwell (David Janssen) é um ex-policial que se aposentou após ser baleado. Ele vive numa casa de praia onde é procurado por Harlan Garrison (Martin Sheen), um sujeito que pertencia ao bando que atirou em Harry anos antes. Harlan deseja contratar o detetive para encontrar um casal foragido (Sal Mineo e Kathleen Lloyd), sendo que o sujeito foi quem atirou em Harry. Ele aceita o caso e se envolve numa trama que envolve violência e tráfico de drogas. 

Este telefilme foi produzido como o piloto de uma série, porém acabou não indo ao ar e a série foi cancelada. Um ano depois (1974), o produtor Jerry Thorpe conseguiu ressuscitar a ideia e a série foi ao ar por duas temporadas, com este longa sendo exibido como um episódio especial. O destaque é o protagonista vivido por David Janssen, famoso pela série “O Fugitivo” nos anos sessenta e que morreu cedo aos quarenta e oito anos em 1980. 

A Cruz dos Executores (Gli Esecutori, Itália, 1976) – Nota 6
Direção – Maurizio Lucidi
Elenco – Roger Moore, Stacy Keach, Ivo Garrani, Franco Fantasia.

Uma paróquia em San Francisco recebe uma enorme cruz vinda da Sicília, porém o padre (Ivo Garrani) descobre que o artefato foi utilizado para transportar heroína. A cruz foi enviada por um mafioso (Franco Fantasia) que era amigo de infância do padre, porém o bandido diz não saber quem escondeu as drogas. Para investigar o caso e acalmar outras famílias mafiosas que se sentiram ofendidas por alguém utilizar uma cruz em um crime, o mafioso pede ajuda a seu sobrinho, um advogado inglês (Roger Moore) que por seu lado levará um amigo (Stacy Keach), que é piloto de corridas. A questão é que dupla verá no fato a chance de lucrar descobrindo onde está o valioso carregamento de heroína. 

Esta produção segue a cartilha de vários filmes italianos da época, investindo em um ou dois astros como protagonistas e copiando as produções de Hollywood. A trama deste lembra o clássico “Operação França”, inclusive com cenas nos Estados Unidos e na Sicília (naquele filme era em Marselha), porém a qualidade é bem inferior. O resultado é razoável, tem algumas boas perseguições de carros e muita violência, misturadas com momentos de lentidão durante a investigação da dupla. 

Pânico na Multidão (Two-Minute Warning, EUA, 1976) – Nota 6,5
Direção – Larry Peerce
Elenco – Charlton Heston, John Cassavetes, Martin Balsam, Beau Bridges, Gena Rowlands, David Janssen, Jack Klugman, Marilyn Hassett, Walter Pidgeon, Mitchell Ryan, Brock Peters, Andy Sidaris.

Durante a final do Superbowl no Coliseu de Los Angeles, um homem se esconde em uma das torres e com rifle espera o momento exato para agir. Visto pelas câmeras de TV, a polícia e a SWAT são acionadas e armam um esquema para pegar o possível terrorista, sem que a multidão presente ao estádio perceba o que pode acontecer. 

História interessante, mas desenvolvida de modo arrastado, com o diretor tentando criar suspense durante a primeira hora, onde pouco acontece. Seguindo a linha dos filmes catástrofes da época, ele usa este tempo para nos apresentar a diversos personagens e seus pequenos dramas, porém sem profundidade alguma, para na meia hora final mostrar a ação. Surpreendentemente o diretor cria cenas assustadoras de uma multidão apavorada. O elenco de famosos trabalha no piloto automático, Heston, Cassavetes e Balsam não comprometem, mas não fazem nada de excepcional. Podemos deixar como destaque apenas Beau Bridges como o pai falido que tenta agradar esposa e filhos levando-os ao estádio.

Poder de Fogo (Firepower, EUA, 1979) – Nota 7
Direção – Michael Winner
Elenco – Sophia Loren, James Coburn, O. J. Simpson, Eli Wallach, Anthony Franciosa, George Grizzard, Vincent Gardenia, George Touliatos, Victor Mature, Billy Barty.

A CIA contrata um mercernário (James Coburn) para um missão clandestina: Capturar um milionário que desapareceu há muitos anos e hoje uma pista aponta para o Caribe, onde o sujeito estaria vivendo com outro nome. Para completar a missão, o mercenário leva um parceiro (O. J. Simpson) e pelo caminho cruza com a bela Adele (Sophia Loren), que também deseja encontrar o milionário, porém com o objetivo de vingança. 

Repleto de cenas de ação, com várias explosões e tiroteios, este interessante longa que tem ainda um elenco cheio de nomes famosos à época, falha apenas no roteiro um pouco confuso. A curiosidade fica por conta da escolha do elenco, consta que o diretor Michael Winner queria Charles Bronson para o papel principal, para repetir a parceria de sucesso de “Assassino a Preço Fixo” e “Desejo de Matar”. Os produtores concordaram, porém Bronson exigiu que sua esposa, a atriz inglesa Jill Ireland fosse contratanda para ser a protagonista ao seu lado, o que foi negado, já que o papel estava prometido a estrela italiana Sophia Loren. Sem acordo, os produtores contrataram James Coburn para o papel principal. 

Agência de Assassinos (Agency, EUA, 1980) – Nota 5,5
Direção – George Kaczender
Elenco – Robert Mitchum, Lee Majors, Valerie Perrine, Alexandra Stewart, Saul Rubinek, George Touliatos.

Um milionário (Robert Mitchum) compra uma agência de publicidade e rapidamente passa a substituir os funcionários por pessoas de sua confiança. O problema é que estas pessoas parecem não entender nada de publicidade. Um dos funcionários antigos (Saul Rubinek) descobre que a verdadeira intenção do milionário é inserir mensagens subliminares nas propagandas de tv, com o objetivo de favorecer políticos e corporações. O sujeito conta o fato para um amigo (Lee Majors) e os dois passam a ser perseguidos por assassinos. 

A boa premissa utiliza um tema que na época era praticamente desconhecido do grande público, a questão das mensagens subliminares, porém o resultado não passa de um filme morno, com coadjuvantes fracos, lembrando uma produção de tv. Mesmo sendo lançada como uma produção americana, o longa foi filmado no Canadá e no fundo era uma tentativa de emplacar no cinema o astro de tv Lee Majors (da série de sucesso “O Homem de Seis Milhões de Dólares”), mas nem mesmo a presença de Robert Mitchum salvou o filme. Majors continuou sua carreira basicamente como ator de tv. 

4 comentários:

Rodrigo Mendes disse...

Hugo, adorei as dicas!
Alguns aí eu nem sabia da existência...

Abraço.

Amanda Aouad disse...

Interessante mesmo. Não conheço nenhum.

bjs

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Grandes dicas, Hugo. Só conheço PÂNICO NA MULTIDÃO.
Cumprimentos cinéfilos!

O Falcão Maltês

Hugo disse...

Rodrigo e Amanda - São relíquias que eu pesco para assistir pela internet e na tv a cabo.

Antonio - Este é o mais conhecido da lista, principalmente pelo elenco cheio de rostos famosos.

Abraço a todos