sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dramas Sobre Doenças - Parte I

Os dramas sobre doenças são praticamente um subgênero que já rendeu centenas de filmes.

Nesta postagem comento cinco longas com esta temática.



O Amor Pode Dar Certo (Griffin & Phoenix, EUA, 2006) – Nota 6,5
Direção – Ed Stone
Elenco – Amanda Peet, Dermot Mulroney, Sarah Paulson, Blair Brown, Lois Smith.

Griffin (Dermot Mulroney) descobre que tem câncer em estado terminal e resolve procurar ajuda assistindo a uma aula na Universidade de Nova York sobre como lidar com a morte. No local, ele conhece Phoenix (Amanda Peet), que a princípio não fala nada, mas conforme os dois se envolvem, Griffin descobre que Phoenix também está à beira da morte. A situação é a última chance para os dois amarem antes de partir. A trama é uma trágica e ao mesmo tempo sensível história de amor, tendo como destaque a química quase natural entre o casal.

Minha Vida Sem Mim (My Life Without Me, Espanha / Canadá, 2003) – Nota 7,5
Direção – Isabel Coixet
Elenco – Sarah Polley, Scott Speedman, Deborah Harry, Mark Ruffalo, Leonor Watling, Amanda Plummer, Maria de Medeiros, Alfred Molina, Julia Richings.

Ann (Sarah Polley) é um jovem que trabalha como faxineira numa universidade para sustentar os dois filhos pequenos e o marido (Scott Speedman) que está desempregado. A família vive num trailer no quintal da casa da mãe de Ann, uma senhora amargurada (Deborah Harry). Num certo dia, Ann sofre um desmaio e após consultar um médico descobre que tenho uma doença em estágio avançado e uma previsão de apenas dois meses de vida. Ann não conta para a família e decide fazer pequenas coisas no pouco tempo que lhe resta, resolvendo colocar suas vontades em primeiro plano, algo que ela nunca fez, pois sempre pensava na família. Este drama produzido por Pedro Almodovar tem na direção de Isabel Coixet (“Fatal”) um dos pontos altos, principalmente por contar a triste história de forma sóbria, mesmo que o drama pesado seja inevitável. 

Minha Vida (My Life, EUA, 1993) – Nota 6,5
Direção – Bruce Joel Rubin
Elenco – Michael Keaton, Nicole Kidman, Haing S. Ngor, Bradley Whitford, Queen Latifah, Rebecca Schull, Michael Constantine, Lee Garlington.

Bob Jones (Michael Keaton) vive feliz com a esposa Gail (Nicole Kidman). Sua felicidade poderia ser ainda maior quando descobre que será pai, porém ao mesmo tempo recebe a noticia de que tem uma doença terminal e provavelmente não conhecerá a criança. Após assimilar a noticia, Bob decide gravar em vídeo diversas situações que considera importante que seu filho saiba, como se fosse uma conversa de pai para filho. A primeira metade deste longa é interessante, com Bob tentando deixar um legado para o filho, criando até situações divertidas, porém a parte final se transforma num inevitável drama pesado. 

Amor Fatal (Something to Live for: The Alison Gertz Story, EUA, 1992) – Nota 6
Direção – Tom McLoughlin
Elenco – Molly Ringwald, Lee Grant, Perry King, Roxana Zal, George Coe, Christopher Meloni, Kim Myers, Martin Landau.

Alison (Molly Ringwald) é uma jovem adolescente que se apaixona por um sujeito mais velho (Perry King), passa a ter relações com ele e acaba contraindo o vírus HIV. O longa é baseado na história real da jovem Alison Gertz, que após descobrir ser portadora do vírus, passa por vários estágios de sofrimento junto com sua família. O pai (Martin Landau) sofre muito e a mãe (Lee Grant) sente-se culpada por ter sido liberal. Após a aceitação da doença, Alison resolve enfrentar a situação e passa a fazer palestras em escolas para aconselhar jovens a se proteger. É um sensível drama e ao mesmo tempo uma triste história de luta produzida numa época em que esta doença assustava muito mais que nos dias de hoje. A curiosidade é ver a eterna”Garota de Rosa Shocking” Molly Ringwald num papel dramático, mesmo que em seguida sua carreira não tenha decolado. 

Falcões (Hawks, Inglaterra, 1988) – Nota 6
Direção – Robert Ellis Miller
Elenco – Timothy Dalton, Antonhy Edwards, Janet McTeer, Camille Coduri.

O jovem Deckermensky (Anthony Edwards) é internado num hospital de Londres em virtude de uma doença grave e acaba dividindo o quarto com Bancroft (Timothy Dalton), um sujeito rebelde que não aceita sua condição. Os dois sujeitos com personalidades diferentes, decidem sair do hospital e passar o tempo que resta aproveitando a vida pela cidade. Esta drama lembra um pouco o posterior e melhor “Antes de Partir”, porém é mais voltado para o drama pesado, tanto pelas crises que a dupla passa em razão da saúde, quanto pelo personagem de Timothy Dalton, que não passa empatia alguma ao espectador.  

6 comentários:

J. BRUNO disse...

Ainda não vi nenhum deles Hugo, fiquei com vontade de ver alguns pelos seus breves comentários e já estou curioso para ver a segunda parte do post!

http://sublimeirrealidade.blogspot.com.br/2012/07/pearl-jam-twenty.html

Hugo disse...

J. Bruno - Não é meu tipo de filme preferido, mas como cinéfilo que procura assistir de tudo, vi vários com este tipo de matemática. Estou preparando ainda a parte II.

Abraço

Wendell M. Alves da Costa disse...

Adoro filmes de doença :/
São neles, de uma forma ou de outra, em que as personagens adquirem conhecimento humano, e cada um possui uma grande lição de vida... 50% e A Cura são alguns dos meus preferidos!

Hugo disse...

Wendell - Tenho alguns outros do filme do gênero para postar, mas ainda não assisti estes dois que você citou.

Abraço

Jefferson C. Vendrame disse...

Tem alguns clássicos também sobre doenças, alguns bem melodramáticos inclusive. Bette Davis em 1939 estrelou VITÓRIA AMARGA, onde ela interpreta uma milionária jovem e com câncer cerebral. Também LOVE STORY na década de 70 , onde, se não me engano, um deles tem câncer também, FILADÉLFIA em 1993 abordou a AIDS e Tom Hanks merecidamente levou o Oscar, enfim, somados com a sua lista, esses também foram bem interessantes.

Parabéns pelo post Hugo

Abraço!

Hugo disse...

Jefferson - Destes que você citou eu assisti "Love Story", longa feito especificamente para emocionar o espectador e também "Filadélfia", ótimo drama de Jonathan Demme.

Abraço