sexta-feira, 25 de maio de 2012

Grite, Grite Outra Vez!, Magia Negra & Semente do Diabo



Grite, Grite Outra Vez! (Scream and Scream Again!, Inglaterra, 1970) – Nota 5,5
Direção – Gordon Hessler
Elenco – Vincent Price, Christopher Lee, Peter Cushing.

O filme conta três histórias paralelas: Um cientista maluco (Vincent Price) sequestra um atleta para ser usado como cobaia numa experiência com o objetivo de criar uma raça perfeita. Enquanto isso, nas ruas de Londres um assassino mata suas vítimas e as deixa sem sangue. A terceira trama se passa num país fictício, onde um ditador comanda com mão de ferro. 

Este longa da produtora inglesa Hammer, que era especialista no gênero terror, tem um roteiro confuso e algumas passagens sem explicação. O que chama a atenção é a presença do trio principal, já que Vincent Price, Christopher Lee e Peter Cushing estavam entre os nomes mais famosos do gênero na época. Como curiosidade, dois detalhes: Apenas Christopher Lee ainda está vivo e continua na ativa com quase noventa anos de idade e o filme passou dezenas de vezes nas madrugadas da tv aberta nos oitenta.

Magia Negra (Magic, EUA, 1978) – Nota 6,5
Direção – Richard Attenborough
Elenco – Anthony Hopkins, Ann Margret, Burgess Meredith, Ed Lauter, David Ogden Stiers.

O ventríloquo Corky (Anthony Hopkins) é um homem tímido que começa a fazer sucesso com seu boneco Fats, onde mostra seu outro lado, interpretando um sujeito desbocado e sem medo. O sucesso acaba o assustando, fazendo com que ele tente fugir do seu empresário (Burgess Meredith, o treinador Mickey da série “Rocky”), voltando para sua cidade natal. Lá ele reencontra um amor da juventude (Ann Margret), hoje casada com um antigo astro do time de futebol do colégio (Ed Lauter). Aos poucos a personalidade do boneco começa a dominar a mente do perturbado Corky, que não sabe lidar com seu lado obscuro. 

Este filme de Richard Attenborough (“Ghandi”) não tem nada de magia negra, sendo na realidade um suspense que brinca com a sanidade do protagonista, muito bem interpretado por Anthony Hopkins, na época ainda um ator pouco conhecido.

Semente do Diabo (Prophecy, EUA, 1979) – Nota 5
Direção – John Frankenheimer
Elenco – Talia Shire, Robert Foxworth, Armand Assante, Richard Dysart, Victoria Racimo.

O médico Bob (Robert Foxworth) trabalha atendendo a população de um bairro pobre. Pela sua habilidade de lidar com pessoas, Bob recebe o convite de intermediar uma disputa de terras entre índios e uma indústria de papel no Estado do Maine. Bob leva sua esposa (Talia Shire) e terá de montar um relatório ambiental que será usado para decidir quem tem razão na disputa, o problema é que alguns lenhadores foram encontrados mortos e o responsável pela indústria tem certeza que os índios foram os assassinos. Por outro lado, os índios acreditam que uma espécie de monstro que vive floresta matou os lenhadores. 

Este misto de terror e denúncia ambiental foi uma grande bola fora na carreira de John Frankenheimer. O roteiro do também diretor David Seltzer é confuso ao misturar o misticismo dos índios com a poluição do meio ambiente causada pela indústria de papel, lembrando um cruzamento ruim de “O Bebê de Rosemary” com “O Monstro do Pântano”, além de criar personagens fracos, com a insossa Talia Shire (a Adrian da série “Rocky” que também é irmã do diretor Francis Ford Coppola) e o canastrão Armand Assante como o líder dos índios.   

3 comentários:

Bússola do Terror disse...

Nesse ponto, A Semente do Diabo parece ter cometido o mesmo erro de roteiro de Octaman, de 1971, em que um bando de polvos bizarros (um deles, meio humanóide) aparecem num lago do México, mas o roteiro deixa a origem das criaturas indefinida: ao mesmo tempo em que explica que as criaturas são polvos normais transformados em mutantes por radiação atômica, também mostra que um deles era um monstro que fazia parte do folcore dos índios locais.

ANTONIO NAHUD JÚNIOR disse...

Adoraria ver MAGIA NEGRA, Hugo.

O Falcão Maltês

Hugo disse...

Bússola - Não conheço este "Octaman", mas tem toda a cara de filme B. Fiquei curioso.

Antonio - Dos três é o melhor filme, apesar do título enganoso.

Abraço