segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Crimes em Wonderland


Crimes em Wonderland (Wonderland, EUA / Canadá, 2003) – Nota 7
Direção – James Cox
Elenco – Val Kilmer, Kate Bosworth, Dylan McDermott, Josh Lucas, Ted Levine, Carrie Fisher, Tim Blake Nelson, Janeane Garofalo, Franky G, Christina Applegate, Eric Bogosian, Natasha Gregson Wagner, Lisa Kudrow, M. C. Gainey.

Em 1981, o astro pornô John Holmes (Val Holmes) está afundado nas drogas e se envolve no assassinato de quatro pessoas dentro de uma casa na Avenida Wonderland em Los Angeles. O mandante do crime foi o palestino Eddie Nash (Eric Bogosian), dono de diversas boates na cidade e que teve sua casa assaltada pelo grupo. Holmes fica no meio da história, sendo suspeito de ter facilitado a entrada dos bandidos na casa de Nash, onde ela era freqüentador, além de também conviver na casa das pessoas assassinadas, que era um grupo de traficantes e viciados liderados pelo maluco Ron Launius (Josh Lucas). 

O longa é baseado numa história real que nunca foi totalmente esclarecida, sabe-se que John Holmes tinha acesso aos dois locais, mas como vivia drogado quase todo o tempo e Nash era um sujeito que a polícia estava de olho, Holmes acabou sendo usado pela polícia para tentar incriminar o empresário. 

Para quem não sabe, John Holmes foi o maior astro pornô dos anos setenta e dizia ter dormido com mais de quinze mil mulheres, tendo sido a inspiração do diretor Paul Thomas Anderson para o personagem Dirk Diggler que Mark Wahlberg interpretou em “Booggie Nights”, mas aqui é mostrada sua vida quando ele estava em decadência e culminaria em sua morte pela AIDS em 1988. 

O filme fica um pouco a desejar em relação a interessante história, deixando claro que um diretor com mais experiência poderia criar uma longa melhor, mas mesmo assim vale pela grande atuação de Val Kilmer. Como em “The Doors” e alguns outros papéis, aqui Kilmer mostra que é um grande ator e poderia ter tido uma carreira melhor se não fosse a escolha de papéis ruins em muitos filmes. 

Outro destaque do filme é o elenco cheio de caras conhecidas, como a bela Kate Bosworth que faz a namorada de Holmes na época, uma adolescente ingênua que não entendia o que acontecia a sua volta, Lisa Kudrow no papel da ex-esposa de Holmes, e Dylan McDermott como um motoqueiro que testemunha o crime. 

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Três é Demais


Três é Demais (Rushmore, EUA, 1998) – Nota 7,5
Direção – Wes Anderson
Elenco – Jason Schwartzman, Bill Murray, Olivia Williams, Seymour Cassel, Brian Cox, Mason Gamble, Sara Tanaka, Connie Nielsen, Luke Wilson.

O jovem Max Fischer (Jason Schwartzman) ganhou um bolsa de estudos numa escola de famílias ricas chamada Rushmore. Filho de um barbeiro (Seymour Cassel), ele esconde sua origem e participa de diversas atividades extra-curriculares, porém nas disciplinas obrigatórias seu desempenho é ruim, o que pode causar sua expulsão. Com um misto de ingenuidade e cara de pau, ele faz amizade com o industrial Herman Blume (Bill Murray), que vê em Max o filho que desejava ter, já que seus filhos gêmeos são idiotas. A inusitada amizade estremece quando os dois se apaixonam por uma professora, a viúva Rosemary Cross (Olivia Williams). 

Como nos filmes posteriores de Wes Anderson, este é um desfile de personagens diferentes e em parte depressivos, neste caso com um roteiro que coloca a frente os sentimentos de cada personagem, valorizados pela interpretação do trio central. Schwartzman acerta ao criar um jovem que ao mesmo tempo é inteligente para negociar com os adultos e ingênuo na paixão que sente pela professora. Já Bill Murray faz praticamente um preview dos papéis do sujeito de meia-idade depressivo que interpretaria em “Flores Partidas” e “Encontros e Desencontros”. A simpática e discreta Olivia Williams também está perfeita com a doce professora. 

Não sou grande fã dos trabalhos de Wes Anderson, mas considero este o mais sensível longa de sua carreira.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Exorcismo Negro


Exorcismo Negro (Brasil, 1974) – Nota 7,5
Direção – José Mojica Marins
Elenco – José Mojica Marins, Geórgia Gomide, Jofre Soares, Wanda Kosmo, Walter Stuart, Adriano Stuart, Alcione Mazzeo, Marcelo Picchi, Marisol Marins.

No rastro do sucesso de “O Exorcista” feito um ano antes, o diretor José Mojica Morins coloca ele mesmo como personagem principal deste longa. Ele vai passar um tempo na casa de campo de uma família amiga para planejar seu novo filme e no local percebe que coisas estranhas começam a acontecer cada vez que é citado o nome de seu personagem Zé do Caixão. 

Apesar de pegar carona no tema, Mojica consegue desenvolver um filme interessante, onde o suspense vai crescendo até o final na seqüência do casamento macabro e mostra que com talento e criatividade, mesmo que com pouco dinheiro, pode-se fazer um bom filme. 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

O Inferno de Dante & Volcano - A Fúria




O Inferno de Dante  (Dante’s Peak, EUA, 1997) – Nota 7
Direção – Roger Donaldson
Elenco – Pierce Brosnan, Linda Hamilton, Charles Hallahan, Grant Heslov, Elizabeth Hoffman, Tzi Ma, Lee Garlington, Peter Jason.

Na pequena cidade de Dante, um vulcão inativo começa a dar sinais de que entrará em erupção a qualquer momento. A prefeita Rachel Wando (Linda Hamilton) e o especialista em vulcões Harry Dalton (Pierce Brosnan) se unem na tentativa de avisar a população e esvaziar a cidade, porém poucas pessoas acreditam no aviso, dificultando a situação e aumentando a possibilidade de uma tragédia. 

Seguindo o rastro dos filmes catástrofes que voltaram à tona no final dos anos noventa, o bom diretor Roger Donaldson (“Sem Saída”, “A Fuga”), cria boas cenas de suspense neste longa que tem Pierce Brosnan no auge da fama, logo após sua estréia no papel de James Bond em “007 Contra Goldeneye”. Apesar de utilizar os clichês do gênero, o filme vale para quem gostou de longas como “Inferno na Torre” e “O Destino do Poseidon”.

Volcano – A Fúria (Volcano, EUA, 1997) – Nota 5,5
Direção – Mick Jackson
Elenco – Tommy Lee Jones, Anne Heche, Gaby Hoffmann, Don Cheadle, Keith David, Jacqueline Kim, John Carroll Lynch, Michael Rispoli, John Corbett, Dayton Callie, Richard Schiff.

No meio da cidade de Los Angeles um vulcão entra em erupção dando início a uma terrível catástrofe. Quando a lava ameaça destruir toda a cidade, Mike Roark (Tommy Lee Jones) a Dra. Amy Barnes (Anne Heche) lideram um grupo de pessoas que tenta desviar a lava para o oceano. Mike precisa ainda cuidar de sua filha Kelly (Gaby Hoffmann). 

Da leva de filmes catástrofe lançados na época, este é o mais fraco, tanto pela absurda história de um vulcão sob Los Angeles, quanto pela imensa quantidade de clichês, além da cenas de ação fracas. Outro erro foi a escolha de Mick Jackson para a direção, especialista em dramas e comédias com “L. A. Story” e  “Chattahooche”, ele já havia errado a mão no drama policial “O Guarda-Costas”, ficando claro que deveria ficar longe de filmes de ação. No final o longa é um grande desperdício do talento de Tommy Lee Jones.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Duro de Matar 2


Duro de Matar 2 (Die Hard 2, EUA, 1990) – Nota 8
Direção – Renny Harlin
Elenco – Bruce Willis, Bonnie Bedelia, William Sadler, Franco Nero, William Atherton, Reginald Veljohnson, John Amos, Dennis Franz, Art Evans, Fred Dalton Thompson, Tom Bower, Don Harvey, Robert Patrick, John Leguizamo, Vondie Curtis Hall, Mark Boone Junior, Colm Meaney.

Novamente é natal e o policial John McClane (Bruce Willis) desta vez está no aeroporto de Washington esperando a esposa (Boonie Bedelia) que chegará num dos próximos vôos. O problema começa quando um grupo terrorista liderado pelo Coronel Stuart (William Sadler) toma o aeroporto e ameaça explodir aviões caso o ditador do seu pais (Franco Nero) que está preso seja libertado. Como no filme anterior, John McClane entrará em conflito com os terroristas, sendo a única pessoa que poderá salvar a situação. 

Seguindo a risca o esquema do filme original, esta continuação dirigida pelo finlandês Renny Harlin (“Risco Total”, “Exorcista – O Início) fica um pouco aquém no roteiro mas é sensacional como longa de ação. Diversas sequências bem filmadas dentro do aeroporto e inclusive um cena forte para filmes de Hollywood, quando os terroristas explodem um avião lotado de passageiros em pleno ar e o herói vivido por Bruce Willis nada pode fazer. 

Outro ponto forte é o elenco, recheado de coadjuvantes conhecidos, como as voltas de William Atherton ao papel do repórter abelhudo e Reginald Veljohnson como o policial gente fina. O elenco tem ainda o hoje aposentado Dennis Franz, que ficaria famoso anos depois com o seriado “Nova York Contra o Crime”, além de Robert Patrick e John Leguizamo em pequenos papéis como parte do grupo terrorista. 

É o tipo de filme para não se preocupar muito com a história e apenas se divertir com a correria e as cenas de ação.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Premonição 3 & 4



Premonição 3 (Final Destination III, EUA, 2006) – Nota 6
Direção – James Wong
Elenco – Mary Elizabeth Winstead, Ryan Merriman, Kris Lemche, Alexz Johnson, Sam Easton, Amanda Crew.

Esta terceira parte é muita parecida com o original, que também foi dirigido por James Wong. A diferença está no ambiente, aqui a garota Wendy (Mary Elizabeth Winstead) está com namorado e amigos em um parque de diversões e assim que entra em uma montanha russa tem a visão de que um sério acidente acontecerá ali e todos morrerão. Apavorada, começa a gritar, sendo retirada do brinquedo com alguns amigos, que mesmo assim é ligado e a tragédia acontece. Como nos outros filmes, os sobreviventes são perseguidos pela morte e vários acidentes fatais acontecem. 

Mary Elizabeth Winstead praticamente repete o papel que foi de Devon Sawa no original, apenas trocando o sexo do personagem. O destaque fica para as cenas de mortes bem elaboradas, mas mesmo assim é inferior ao original.

Premonição 4 (The Final Destination, EUA, 2009) – Nota 4
Direção – David R. Ellis  
Elenco – Bobby Campo, Shantel VanSanten, Mykelti Williamson, Haley Webb, Nick Zano.

Nesta quarta e provavelmente última parte, a qualidade da série desanda, desde o péssimo elenco, passando pelo roteiro repleto de clichês e até o exagero nas cenas de mortes. 

O longa começa durante uma corrida de stock cars num autódromo vagabundo, onde diversos personagens interagem através de diálogos idiotas. Desta vez é o jovem Nick (Bobby Campo) que tem a visão de um terrível acidente durante a corrida e desesperado consegue escapar antes da tragédia junto com seus amigos e algumas outras pessoas. Lógico que a morte não se dará por vencida e eliminará um a um os sobreviventes.

Apesar de seguir a mesma fórmula dos anteriores, fica claro a falta de grana da produção, principalmente nos efeitos especiais fracos e na curta duração (em torno de 75 minutos apenas). Além disso a cena inicial que era quase um clímax nos filmes anteriores, aqui é de total exagero, com as conseqüências do acidente no autódromo sendo de um absurdo gigantesco. Fica difícil entender o que faz aqui o bom ator Mykelti Williamson (o amigo de Tom Hanks em “Forrest Gump”).


terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Códigos de Guerra


Códigos de Guerra (Windtalkers, EUA, 2002) – Nota 7
Direção – John Woo
Elenco – Nicolas Cage, Adam Beach, Peter Stormare, Noah Emmerich, Mark Ruffalo, Brian Van Holt, Martin Henderson, Roger Willie, Frances O’Connor, Christian Slater, Jason Isaacs, Holmes Osborne.

Durante a Segunda Guerra Mundial, os EUA travaram diversas batalhas no Pacífico contra os japoneses e para tentar enganá-los, o exército americano recrutou diversos índios navajos para transmitirem mensagens através de sua língua nativa. Numa destas batalhas, o sargento Joe Enders (Nicolas Cage) recebe a missão de proteger o índio Ben Yahzee (Adam Beach) e no caso do perigo de serem capturados, Joe tem a ordem de assassinar o soldado para não deixar o código navajo cair nas mãos dos japoneses. A questão é que Joe se torna amigo de Ben e começa a duvidar que possa matar o colega se for necessário. 

A carreira de John Woo em Hollywood não é tão boa quanto seus filmes produzidos em Hong Kong nos anos oitenta, para quem não conhece indico os sensacionais “Alvo Duplo I e II”, “Fervura Máxima” e “The Killer”, mas mesmo assim ele acertou em “O Alvo” com Van Damme e “A Outra Face” com Cage e Travolta. 

Este “Códigos de Guerra” é um filme mediano, competente nas cenas de ação que são a especialidade do diretor e previsível no roteiro. O legal é o bom elenco, com destaque para a interpretação de Adam Beach, que trabalhou também em “A Conquista da Honra” de Clint Eastwood e em duas temporadas de “Law & Order: SVU”.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Bombas - Filmes de Ação Absurdos

Desta vez escrevo sobre quatro filmes de ação que tem o absurdo como sua característica principal, daqueles em que a história é apenas um pequeno detalhe, onde o que vale são explosões, tiros e perseguições impossíveis.



Rotação Máxima (The Chase, EUA, 1994) – Nota 5,5
Direção – Adam Rifkin
Elenco – Charlie Sheen, Kristy Swanson, Henry Rollins, Josh Mostel, Ray Wise, Cary Elwes, Marshall Bell, Anthony Kieds, Flea.

Jack Hammond (Charlie Sheen) foi condenado injustamento à prisão perpétua, mas conseguiu fugir da cadeia e com medo de ser recapturado, acaba pegando como refém a jovem Natalie Voss (Kristy Swanson), garota rica e mimada, filha de um empresário. Rapidamente toda a polícia fica alerta para tentar capturar o sujeito, principalmente um estranho policial (o roqueiro Henry Rollins), dando início a uma caçada pelas estradas americanas. 

Filmado em ritmo acelerado, o longa é uma grande perseguição de automóveis, com direito a muitas batidas e uma história cheia de clichês, com o inocente fugitivo e a jovem apaixonada pela seqüestrador. Como curiosidade, os roqueiros Anthony Kieds e Flea do Red Hot Chilli Peppers tem uma pequena participação no longa.

Velocidade Terminal (Terminal Velocity, EUA / Canadá, 1994) – Nota 5
Direção – Deran Sarafian
Elenco – Charlie Sheen, Nastassja Kinski, James Gandolfini, Christopher McDonald.

O instrutor de paraquedismo Richard “Ditch” Brodie (Charlie Sheen) recebe a bela Chris Morrow (Nastassja Kinski) que deseja realizar um salto. Durante o salto ocorre um erro e a jovem cai para a morte. Sendo pressionado pela polícia para explicar o que houve, Ditch resolve investigar por conta própria e descobre que a jovem está viva e forjou a própria morte para fugir da máfia russa. Lógico que os bandidos descobrirão a armação e irão atrás da dupla. 

A história é cheia de clichês normais do gênero, criando uma falsa morte e a habitual perseguição com algum inocente se envolvendo por acaso. Este tipo de filme poderia até ser divertido, mas as absurdas cenas de ação tiram toda a graça, principalmente com a talvez mais mentirosa sequência já filmada da história do cinema. A sequência começa num avião quando o personagem de Charlie Sheen luta com um vilão e Nastassja Kinski está presa dentro porta-malas de um carro. O carro despenca do avião e Charlie Sheen pula em direção ao automóvel como se fosse o Superman, cai em cima do carro, abre o porta-molas, se agarra com a mocinha e dá um novo salto para aí sim abrir o paraquedas, tudo isso em pleno ar. Não é necessário comentar mais nada.

Dupla Explosiva (Ballistic: Ecks VS. Sever, EUA / Alemanha, 2002) – Nota 4
Direção – Kaos
Elenco – Antonio Banderas, Lucy Liu, Gregg Henry, Talisa Soto, Ray Park, Miguel Sandoval, Terry Chen, Roger R. Cross.

O ex-agente da CIA Ecks (Antonio Banderas), se aposentou após a morte da esposa, mas resolve voltar à ativa quando uma arma química poderosa precisa ser encontrada. Durante a missão ele reencontra uma velha inimiga, a agente Sever (Lucy Liu) que também está atrás do mesmo objetivo. Tendo um inimigo em comum, a dupla se une para tentar encontrar a arma química. 

Muito barulho e correria num filme ruim. A história é fraca, não existe química entre a dupla principal e até as cenas de ação recheadas de tiroteios exagerados não convencem. Um grande desperdício de tempo e dinheiro.

Vingança Entre Assassinos (The Tournament, Inglaterra, 2009) – Nota 6
Direção – Scott Mann
Elenco – Robert Carlyle, Kelly Hu, Ving Rhames, Ian Somerhalder, Liam Cunningham, Sebastien Foucan.

A cada sete anos acontece um torneio entre trinta assassinos do mundo inteiro. A única regra é matar todos seus oponentes, para que apenas um seja o vencedor e receba uma bolada de dez milhões de dólares. O último campeão é Joshua Harlow (Ving Rhames), que venceu o torneio do Brasil e se aposentou, porém como sua esposa foi assassinado, ele resolve voltar para disputar a nova edição na Inglaterra, com o intuito de vingança. Seus principais inimigos são chinesa Lai Lai Zhen (Kelly Hu), o americano Miles Slade (Ian Somerhalder) e o francês Anton Bogart (Sebastien Foucan). Todos os competidores tem um rastreador inserido no corpo e uma aparelho para saber a posição dos inimigos, mas com a esperteza de um dois assassinos que retira o rastreador do corpo, o aparelho acaba sendo engolido por um padre alcoólatra (Robert Carlyle), que se vê forçado a participar do torneio. 

Quem gosta de filmes de ação explosivos e absurdos, este é uma boa pedida, pois o longa é praticamente uma sequência ininterrupta de cenas de ação, algumas legais e outras exageradas. O roteiro deve ser deixado de lado, mesmo que a idéia inicial seja interessante, com o desenrolar da história sendo apenas um pretexto para a chuva de balas e perseguições.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Os Reis da Rua


Os Reis da Rua (Street Kings, EUA, 2008) – Nota 7,5
Direção – David Ayer
Elenco – Keanu Reeves, Forest Whitaker, Hugh Laurie, Chris Evans, Cedric The Entertainer, Jay Mohr, Terry Crews, Naomi Harris, Common, Martha Higareda, John Corbett, Amauri Nolasco, Noel Gugliemi.

O detetive Tom Ludlow (Keanu Reeves) é o homem de confiança do Capitão Wander (Forest Whitaker) para missões perigosas e praticamente fora da lei. Mesmo sempre sendo acobertado pelo capitão, o detetive passa por uma séria crise pessoal após a morte da esposa e a briga com o ex-parceiro (Terry Crews), que hoje ajuda a corregedoria. Querendo se vingar do parceiro, Ludlow por uma jogada do destino acaba sendo testemunha do assassinato deste e passa a ser o suspeito principal pelo Capitão Briggs (Hugh Laurie), que tenta fazer com que ele entregue todos os podres do seu departamento. 

Baseado num livro de James Ellroy, o filme segue todos os clichês do gênero (o suspeito inocente, os policiais corruptos e assassinatos), porém bem integrados a trama que flui com qualidade, além dos bons nomes do elenco, com destaque para o charme cínico do personagem de Forest Whitaker. 

Para quem gosta do gênero é uma boa diversão.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

O Discurso do Rei


O Discurso do Rei (The King’s Speech, EUA / Inglaterra / Austrália, 2010) – Nota 8
Direção – Tom Hooper
Elenco – Colin Firth, Geoffrey Rush, Helena Bonham Carter, Guy Pearce, Michael Gambon, Timothy Spall, Claire Bloom, Jennifer Ehle, Derek Jacobi, Eve Best, Anthony Andrews.

O longa mostra a vida do Duque de York (Colin Firth), filho do Rei George V (Michael Gambon), desde 1925 quando ele passa vergonha ao gaguejar num discurso dentro do estádio de Wembley, até 1939 quando já se tornou o Rei George VI e precisa discursar pelo rádio para o povo inglês e suas colônias com objetivo de prepará-los para Segunda Guerra que estava começando. Neste meio tempo, ainda como Duque, ele procura ajuda com diversos médicos para curar a gagueira, mas encontra esperança apenas com Lionel Rogue (Geoffrey Rush), um sujeito amante da obra de Shakespeare e ator frustrado, que com métodos pouco ortodoxos e trabalhando a auto-estima, consegue fazer com que o Duque melhore sua dicção. 

A bela interpretação de Colin Firth mostra a cada palavra balbuciada toda a angústia e insegurança do personagem ao ter de falar em público ou mesmo para uma conversa mais séria, com o agravante de ser da família real e ter a obrigação de ser um orador. A interpretação de Geoffrey Rush se casa perfeitamente, ao criar um sujeito correto e que brinca com a formalidade da família real. 

O diretor Tom Hooper fez um interessante filme sobre as conseqüências do Apartheid na sociedade sul-africana chamado “Sombras do Passado”, no original “Dust”, com Hilary Swank e Chiwetel Ejiofor nos papéis principais. 

Este “O Discurso do Rei” é correto e vale principalmente pela atuação da dupla principal.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Filmes Produzidos para a TV - Robert Urich

Muitos atores que ficaram famosos em séries de tv tentaram a sorte no cinema e alguns como Tom Selleck e Ted Danson chegaram a fazer sucesso mas não ser tornaram astros e voltaram para a tv. Outros como o "MacGyver" Richard Dean Anderson, David Hasselhoff ("Baywatch) e Ed O'Neill ("Married With Children") apesar da fama na tv, pouco fizeram no cinema e se mantiveram acomodados em outras séries.

Nesta postagem cito quatro filmes produzidos para tv e estrelados por Robert Urich, astro que se enquadra neste grupo que fez toda a carreira na tv. Urich começou no início dos anos setenta com pequenas participações em diversas séries, até ficar famoso como coadjuvante em "S. W. A. T." que era estrelada por Steve Forrest. Em seguida Urich trabalhou em diversas séries, mas teve sucesso apenas em duas. Primeiro em "Vegas", que foi ao ar de 1979 a 1981 e onde ele interpretava um detetive particular que trabalhava em Las Vegas, num seriado semelhante a "Magnum" com Tom Selleck, que era rodado no Havaí. Seu outro trabalho de sucesso foi em "Spenser For Hire", onde novamente interpretava um detetive particular e tinha como co-protagonista o ator negro Avery Brooks. No final dos anos noventa sua carreira já estava em baixa, além de estar gordo e sem a pinta de galã de outrora, ele estrelou uma nova versão da série "Love Boat" e naufragou após oito episódios. Nesta época inclusive seus filmes feitos para tv são fracos. Urich faleceu cedo, aos cinquenta e cinco anos em 2002.


Condenado Pela Memória (Murder by Night, EUA, 1989) – Nota 6
Direção – Paul Lynch
Elenco – Robert Urich, Kay Lenz, Jim Metzler, Michael Ironside.
Um homem (Robert Urich) é encontrado desacordado num local onde aconteceu um crime e após ser reanimado afirma não se lembrar de nada, nem mesmo seu nome. Está amnésia faz com que ele seja o principal suspeito na investigação do detetive Carl Madsen (Michael Ironside), sendo examinado pela psicóloga Karen Hicks (Kay Lenz) na tentativa de descobrirem a verdade. Filme policial feito para a TV, com um razoável suspense e alguma qualidade, tendo a forte presença de Michael Ironside,

Fé Cega (Blind Faith, EUA, 1990) – Nota 6
Direção – Paul Wendkos
Elenco – Robert Urich, Joanna Kerns, David Barry Gray, Jay Underwood, Johnny Galecki, Dennis Farina, Joe Spano, Doris Roberts, Robin Strasser, William Forsythe, Gordon Clapp, Kevin Dunn.
O vendedor de seguros Rob Marshall (Robert Urich) parece ter a familia perfeita, mas quando sua esposa (Joanna Kerns) é assassinada, o mundo da familia desaba. E quando Rob se torna suspeito, a principio os três filhos do casal acreditam na inocência do pai, porém com as investigações e as atitudes de Rob perante a lei, começam a gerar desconfiança nos filhos e alguns segredos vem à tona. Mesmo com as limitações de uma produção para a tv, o filme é um bom drama policial que prende a atenção do espectador mantendo a dúvida sobre a culpa ou não do pai.

Pouso de Emergência (Final Descent, EUA, 1997) – Nota 4
Direção – Mike Robe
Elenco – Robert Urich, Annette O’Toole, John DeLancie, Jim Byrnes, Ken Pogue, Blu Mankuma.
Um avião de passageiros colide com uma pequena aeronave e avariado preciso pousar antes que acabe o combustível. O piloto Glen “Lucky” Singer é o responsável pelo avião e terá de lidar com sua namorada (Annette O’Toole) que está no vôo e com as ordens vindas da torre de controle para conseguir salvar os passageiros. Telefilme com algum suspense e efeitos especiais meia-boca, com cara de episódio de seriado.     

A Última Viagem (Final Run, EUA, 1999) – Nota 4
Direção – Armand Mastroianni
Elenco – Robert Urich, Patricia Kalember, John DeLancie, Cathy Lee Crosby, Udo Kier.
Em sua viagem inaugural, um trem controlado por computador sofre uma pane e o piloto de avião Glen “Lucky” Singer (Robert Urich) é o único homem que poderá controlar o trem e salvar os passageiros. Este longa é uma espécie de continuação de “Pouso de Emergência”, onde a tragédia agora está a ponto de acontecer em um trem e novamente o personagem de Robert Urich terá de ser o herói. 

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

1408


1408 (1408, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Mikael Hafstrom
Elenco – John Cusack, Samuel L. Jackson, Mary McCormack, Tony Shalhoub, Len Cariou, Isiah Whitlock Jr.

O escritor de romances Mike Enslin (John Cusack) decide mudar seu estilo e escrever um livro sobre fenômenos paranormais. Como uma espécie de pesquisa de campo, ele vai até Nova York e se hospeda no Dolphin Hotel, quarto 1408, local conhecido pelas presença de espíritos malignos e que o gerente Gerald Olin (Samuel L. Jackson) alerta que cinqüenta e seis pessoas já morreram neste quarto. Duvidando e interessado em seu livro, Mike se tranca no quarto, dando início a uma assustadora jornada. 

O diretor Mikael Hafstrom do ótimo “Ondskan – Raízes do Mal” adapta aqui com competência um livro de Stephen King dando ênfase ao sustos sem apelar para o sangue. Mesmo não sendo um grande filme, prende atenção e as cenas do personagem de John Cusack dentro quarto são interessantes, em virtude de muitas vezes não deixar claro quando algo realmente acontece ou se é apenas uma alucinação do personagem.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

007 - Os Diamantes São Eternos


007 – Os Diamantes São Eternos (Diamons Are Forever, Inglaterra, 1971) – Nota 7
Direção – Guy Hamilton
Elenco – Sean Connery, Jill St. John, Charles Gray, Lana Wood, Jimmy Dean, Bruce Cabot, Bernard Lee, Lois Maxwell, Desmond Llewellyn, Norman Burton.

Após sua esposa ser assassinada no filme anterior, James Bond (Sean Connery) sai em busca de Blofeld (Charles Gray), chefe da organização criminosa Spectre, para se vingar. Bond acaba matando um sujeito acreditando ser Blofeld, porém numa investigação sobre tráfico de diamantes que começa na África do Sul, passa pela Holanda e termina nos EUA, ele terá uma grande surpresa ao saber quem está por trás do esquema criminoso. 

Após o fracasso de Geroge Lazenby em “A Serviço Secreto de Sua Majestade”, os produtores Harry Saltzman e Albert R. Broccoli abriram os bolsos e pagaram uma fortuna na época para Sean Connery voltar ao papel. 

O filme segue a risca o estilo Bond, com locações pelo mundo, boas cenas de ação e um super vilão, mas não está entre os melhores da série. 

É curioso saber que o vilão Blofeld aparece em vários filmes da série Bond e interpretado sempre por atores diferentes, entre eles Max Von Sydow, Telly Savalas e o meu favorito, Donald Pleasence. 

Depois do longa, Sean Connery afirmou que nunca voltaria ao papel, mas acabou estrelando”Nunca Mais Outra Vez” em 1983, um filme com o personagem James Bond, mas que não pertence a série oficial.

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

O Lobisomen


O Lobisomen (The Wolfman, EUA, 2010) – Nota 6,5
Direção – Joe Johnston
Elenco – Benício Del Toro, Anthony Hopkins, Emily Blunt, Hugo Weaving, Art Malik, Geraldine Chaplin.

No final do século XIX, o ator Lawrence Talbot (Benício Del Toro) recebe um carta da noiva de seu irmão, a bela Gwen Conliffe (Emily Blunt), informando que seu irmão morreu após ser atacado por uma criatura desconhecida. Afastado de casa por muitos anos, Lawrence retorna para tentar descobrir o que houve e reencontra seu pai, o distante John Talbot (Anthony Hopkins), com quem nunca teve uma boa relação. Um novo ataque acontece num campo de ciganos e desta vez o inspetor Abberline (Hugo Weaving) desconfia que o responsável seja o próprio Lawrence, que se feriu com gravidade, mas ficou totalmente curado rapidamente. 

O longa é uma refilmagem do clássico da Universal de 1941 (filme que ainda não assisti) e acaba seguindo o caminho de por exemplo “Van Helsing”, deixando a história em segundo plano e dando ênfase aos efeitos especiais, que por sinal são ótimos. 

Apesar dos nomes de peso de Del Toro e Anthony Hopkins, o melhor do filme é a parte técnica, que tem nomes como Milena Canonero no figurino e o grande maquiador Rick Baker, responsável pela transformação da criatura aqui e no já clássico “Um Lobisomen Americano em Londres” de John Landis. 

Temos ainda a inconfundível trilha sonora de Danny Elfman, colaborador habitual de Tim Burton. Como dica, para quem gosta de música dos anos oitenta, procure os trabalhos de grupo Oingo Bongo, o qual Elfman era vocalista e emplacou vários hits na época.

No geral é um filme razoável, daqueles que se esquece facilmente e com resultado inferior ao que prometia.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Histórias de Cinema


Os amigos e amigas que visitam sempre o blog estão acostumados a ler resenhas sobre filmes de diversas épocas. Não estou velho (rs), mas há mais de vinte e cinco vou ao cinema, hoje com menos frequência, mas a paixão pelos filmes continua na tv e em dvd.

Nesta postagem contarei algumas pequenas histórias sobre fatos que passei em salas de cinema e como foi a descoberta por esta paixão.

A primeira vez que fui ao cinema foi em 1984 e assisti "Passagem para a Índia", o último filme do grande diretor David Lean, que na época eu tinha a mínima idéia de quem seria. Naquele tempo levar filhos ao cinema não era algo tão comum como nos dias de hoje, onde nos períodos de férias os cinemas são tomados por filmes infantis. No início dos anos oitenta a única opção para as crianças era uma vez ao ano quando "Os Trapalhões" lançavam seu longa e por este motivo eles foram campeões de bilheteria no país durante muitos anos. Lembro que apenas outros dois desenhos animados foram lançados por aqui nos cinemas na época, o primeiro por volta de 1981 foi "Bernardo e Bianca" e depois em 1985 chegou "Fievel - Um Conto Americano", que era uma produção de Spielberg.

Voltando a "Passagem para Índia", a escolha para assistir este drama foi um chute, eu e alguns amigos de escola escolhemos por ter sido um filme indicado ao Oscar. A história foi legal mesmo para alguém de treze anos, apesar de ser um drama que entendi completamente anos depois apenas, mas o que me chamou atenção foi a grande tela e o clima de uma sala de cinema, algo único. Um mundo novo que se abria.

Eu assisti este filme no Cine Ipiranga no centro de SP, a foto da postagem é da grandiosa entrada do cinema que está fechado há vários anos. Quem conhece apenas os Multiplex de shopping e não teve o prazer de um ver um filme numa sala destas, não tem idéia do que perdeu. A tela era enorme e a capacidade em torno de 400 pessoas, além de amplo hall, escadas que lembravam uma grande mansão, era um outro mundo.

Além desta bela sala de cinema, o centro de SP tinha diversas outras com grande capacidade de público, como o Cine Comodoro na Av. São João que era conhecido como Cinerama em virtude da tela gigante, os cines Marabá, Paysandu e o incrível Cine Espacial, onde a sala era redonda com três telas. Em qualquer lugar que a pessoa sentasse, ela veria apenas uma tela. Um formato totalmente diferente.

Outras duas salas magníficas eram o Liberty e o Bristol na Av. Paulista. Estas salas ficavam dentro do Center 3, onde hoje funcionam várias salas do Cinemark, sem o mesmo charme. Na região da Paulista haviam ainda o Cine Paulistano quase na esquina da Brigadeiro Luís Antônio, o Gemini e o Gazeta, onde existiam três salas se hoje foram transformadas em um teatro e no Cine Reserva Cultural.

Passei por várias situações nestes anos. Lembro que nos anos oitenta a censura ainda existia e eu com quatorze anos queria assistir "O Exterminador do Futuro" que tinha censura para dezesseis. Fui sozinho ao antigo Cine Olido, comprei o ingresso e entrei torcendo para que ninguém me parasse.

Na época assisti vários clássicos como "De Volta para o Futuro", "Um Tira da Pesada", "Indiana Jones e o Templo da Perdição", "Rambo", "O Feitiço de Áquila" e vários outros.

Já nos anos noventa tive oportunidade de ver algumas pré-estréias, como o caso de "Cães de Aluguel". Consegui os convites em uma promoção e não tinha menor a idéia do grande filme que assistiria. Quem era Quentini Tarantino? Foi uma grande descoberta.

Tive outras duas histórias confusas de pré-estréias. Fui ver "Vanilla Sky" numa sessão exclusiva sábado pela manhã, porém esqueceram de avisar o responsável pela projeção e com sala lotada não tinha quem colocar o filme para rodar. A sessão atrasou uma hora e meia. Numa outra vez ganhei convites de uma rádio para assistir "8 MM" e num certo momento o filme ficou louco, a história mudou completamente e todos perceberam que havia algo errado. Alguém trocou os rolos do filmes e pulou uma parte, cortando em torno de trinta minutos do filme. O povo reclamou, as luzes se acenderam e foi uma grande bagunça. A única vez que sai do cinema sem ver todo o filme.

Convido todos para contarem suas histórias ligadas ao cinema.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

X-Men Origens - Wolverine


X-Men Origens: Wolverine (X-Men Origins: Wolverine, EUA, 2009) – Nota 7
Direção – Gavin Hood
Elenco – Hugh Jackman, Liev Schreiber, Danny Huston, Ryan Reynolds, Will i Am, Lynn Collins, Kevin Durand, Domini Monaghan, Taylor Kitsch, Daniel Henney, Patrick Stewart.

Este prequel mostra a origem de Wolverine (Hugh Jackman) e Dentes de Sabre (Liev Schreiber), que a história mostra serem irmãos. Tudo começa em 1845 no Canadá, quando o garoto James num ataque de fúria após ser pai ser assassinado, utiliza suas garras para matar o autor do crime, Thomas Logan que na realidade é seu pai verdadeiro. Na fuga ele recebe a companhia de Victor Creed, filho de Logan e por conseqüência seu irmão. A partir daí os irmãos participam de diversas guerras e com seus poderes conseguem se manter jovens. 

Durante a guerra do Vietnã, após um ataque de fúria Victor, os dois são condenados a morte, porém sobrevivem ao fuzilamento e são recrutados pelo Coronel William Stryker (Danny Huston), que os convida para participarem de um grupo de elite do exército, apenas com soldados que tenham poderes. Após algum tempo, James que adotou o sobrenome Logan, se rebela e deixa o grupo, mas após seis anos, volta a ser procurado pelo Coronel porque os antigos soldados do grupo estão sendo assassinados. 

A boa história é inteligente e ajuda na compreensão do surgimento de Wolverine, sua relação com o irmão e o início das experiências do governo com mutantes. As cenas de ação são bem elaboradas e na minha opinião eleva o nível da série após o confuso terceiro filme, que trazia uma quantidade imensa de mutantes e alguns mal desenvolvidos, em virtude do pouco tempo que aparecem em cena. Não chega a ser tão bom quanto o segundo filme, nem mesmo quanto ao original, mas é competente e diverte.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

A Marca da Maldade


A Marca da Maldade (Touch of Evil, EUA, 1958) – Nota 8,5
Direção – Orson Welles
Elenco – Charlton Heston, Janet Leigh, Orson Welles, Joseph Calleia, Akim Tamiroff, Joanna Moore, Ray Collins, Dennis Weaver, Valentin de Vargas.

Esta grande obra de Orson Welles começa com um sensacional plano seqüência que mostra o policial mexicano Vargas (Charlton Heston) atravessando a fronteira para os EUA com sua esposa americana Susan (Janet Leigh), ao mesmo tempo em que um carro com uma figura famosa da região passa ao seu lado com um bomba, até que em certo momento ela é detonada. O atentado dá  início a uma investigação que mexerá com figuras poderosas e gente do submundo, além de colocar o preconceito racial como um dos temas principais. 

O honesto policial Vargas será convidado a acompanhar o caso, porém farão de tudo para deixá-lo de mãos atadas em virtude dele ser mexicano, principalmente nas atitudes do Capitão Hank Quinlan (um obeso e soturno Orson Welles) que considera ser intocável em virtude do seu cargo e por este motivo também superior aos mexicanos. A questão é que ao longo da história toda a sujeira que envolvem os personagens virá a tona. 

Sem dúvida uma das grandes obras Welles, que mostra a ambigüidade de seus personagens e até mesmo daqueles que sabendo o mal que estão causando, querem acreditar que estão agindo corretamente. 

Na época do lançamento, Welles brigou com o estúdio que cortou algumas cenas das versão lançada nos cinemas, mas mesmo assim a obra se tornou um clássico.

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O Sol da Meia-Noite & Moscou em Nova York


Nos anos oitenta o comunismo ainda existia e parecia forte, como a "Guerra Fria" era uma tema presente, Hollywood não ficou de fora e vários filmes criticando o regime soviético foram produzidos. Aqui eu escrevo sobre dois destes filmes, uma comédia e um drama. 

Sol da Meia-Noite (White Nights, EUA, 1985) – Nota 6,5
Direção – Taylor Hackford
Elenco – Mikhail Baryshnikov, Gregory Hines, Isabella Rossellini, Jerzy Skolimowski, Helen Mirren, Geraldine Page, John Glover, Maryam D’Abo.

O bailarino russo Nikolai Rodchenko (Mikhail Bayshnikov) vive exilado nos EUA, porém durante uma viagem ao Japão onde se apresentaria, seu avião é obrigado a pousar em território soviético em virtude de um emergência, onde ele acaba sendo detido pela KGB, a polícia secreta soviética. O coronel Chaiko (o também diretor polonês Jerzy Skolimowski) envia Rodchenko para a Sibéria, onde terá de conviver com o americano Raymond Greenwood (Gregory Hines), um dançarino amador que fugiu para a União Soviética para não lutar na Guerra do Vietnã e se casou com uma bela russa (Isabella Rossellini). A princípio o relacionamento entre os desertores é confuso, mas aos poucos eles criam uma amizade em virtude do amor à dança, oaa que colocará a vida de ambos em perigo. 

Este longa é claramente uma propaganda contra a União Soviética, produzido numa época pré-Perestroika e utilizando duas figuras famosas que fugiram de seus países, tanto o russo Baryshnikov, quanto o polonês Skolimowski, desertaram e se naturalizaram americanos. Além do talento de Baryshnikov para a dança, outro destaque é também o desempenho do falecido Gregory Hines, especialista em sapateado, que aqui mostra todo seu talento na arte. 

O longa ganhou o Oscar de Melhor Canção com “Say You, Say Me” interpretada por Lionel Ritchie. Não é um grande filme e hoje após o final do comunismo se mostra envelhecido, mas vale para quem gosta de cenas de dança clássica bem coreografadas.

Moscou em Nova York (Moscow on the Hudson, EUA, 1984) – Nota 6
Direção – Paul Mazursky
Elenco – Robin Williams, Maria Conchita Alonso, Cleavant Derricks, Alejandro Rey, Elya Baskin, Paul Mazursky.

O saxofonista russo Vladimir Ivanoff (Robin Williams) viaja à Nova Yok com o Circo de Moscou para uma apresentação. O palhaço Anatoly (Elya Baskin) tem a intenção de fugir e ficar morando nos EUA. O problema é que após planejar a fuga, Anatoly tem uma crise nervosa e não consegue levar o plano até o fim, porém Vladimir acabou desertando no lugar dele com a ajuda de um segurança de uma grande loja de departamentos (Cleavant Derricks). 

A partir daí o roteiro mostra a dificuldade de Vladimir em conseguir a cidadania americana e as diferenças na questão cultural. Ele se envolve com a italiana Lucia (a venezuelana Maria Conchita Alonso), que também sonha em viver legalizada no país. 

O diretor Paul Mazursky mistura drama e comédia para fazer uma crítica ao comunismo soviético, que acabaria poucos anos depois e a dificuldade dos imigrantes ilegais em viver no país. Robin Williams faz um carregado sotaque russo para criar um personagem simpático e praticamente carregar o filme nas costas. 

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

O Lutador


O Lutador (The Wrestler, EUA / França, 2008) – Nota 8
Direção – Darren Aronofsky
Elenco – Mickey Rourke, Marisa Tomei, Evan Rachel Wood, Mark Margolis, Todd Barry.

Nos anos oitenta, Randy “The Ram” Robinson (Mickey Rourke) era um famoso astro da luta livre e hoje vinte anos depois, ainda luta para ganhar a vida, porém vive sozinho, sofre para pagar o aluguel e toma aos montes esteróides para manter os músculos e analgésicos para suportar a dor após tantos anos de esforço. 

Mesmo veterano, Randy vai ao extremo na lutas com o objetivo de animar o público, porém após um violento combate, ele tem um ataque cardíaco e quase morre. Alertado pelos médicos que se voltar a lutar poderá morrer, Randy tenta resolver sua vida fora dos ringues, primeiro tentando iniciar um romance com a stripper Cassidy (Marisa Tomei), depois arrumando um emprego num supermercado e por último procurando se reaproximar da filha (Evan Rachel Wood), a quem ele abandonou anos atrás, mas logo perceberá que a vida comum pode ser mais difícil que dentro dos ringues. 

O bom diretor Darren Aronofsky volta a acertar a mão após o confuso “A Fonte” e entrega um longa que lembra os dramas dirigidos por Clint Eastwood, onde um personagem veterano e castigado pela vida tenta se reerguer, valorizado ainda mais pela grande interpretação de Mickey Rourke.  

Por sinal, Rourke está perfeito em todos os sentidos, desde o remorso na fala ao tentar se reaproximar da filha, passando pelos ataques de raiva e até por seu rosto deformado após diversas cirurgias plásticas feitas na vida real, que acabaram por dar realismo ao rosto de um lutador calejado. Além disso, Rourke apresenta uma ótima forma nas cenas de luta, principalmente para um sujeito com tantos problemas como ele e que na época já estava com cinqüenta e seis anos. 

Para finalizar, outro destaque deste belo drama é a forma de Marisa Tomei, perfeita tanto na interpretação como na forma física demonstrada em cenas ousadas, que muitas atrizes recusariam.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Grande Noite


A Grande Noite (Big Night, EUA, 1996) – Nota 7,5
Direção – Campbell Scott & Stanley Tucci
Elenco – Stanley Tucci, Tony Shalhoub, Minnie Driver, Ian Holm, Isabella Rossellini, Campbell Scott, Marc Anthony, Liev Schreiber, Allison Janney, Christine Tucci, Larry Block,  Caroline Aaron.

Nos anos cinquenta os irmãos Primo (Tony Shalhoub) e Secondo (Stanley Tucci) são italianos que foram para América em busca do sonho de ter o próprio restaurante. Eles conseguem abrir o restaurante, porém com poucos freqüentadores e dívidas, o sonho parece estar se transformando num pesadelo. Até que Pascal (Ian Holm), dono de um restaurante de sucesso, promete levar ao estabelecimento dos irmãos um famoso cantor da época, para uma “Grande Noite”. 

O longa mostra as diferenças entre os irmãos, enquanto Primo é o chef especialista em pratos requintados da cozinha italiana, Secondo é a voz da razão, que tenta persuadir o irmão a criar pratos mais simples, o que atrairia mais clientes ao local e consequentemente dinheiro. Esta disputa entre a arte e o capitalismo é apenas uma das pitadas deste sensível filme que tem na comida um dos personagens mais importantes. 

A direção a quatro mãos dos atores Campbell Scott e Stanley Tucci é competente, ajudada e muito pela bela interpretação de Tony Shalhoub, anos antes de ficar famoso com a série “Monk”. 

Filme obrigatório para os fãs de comida italiana e de uma sensível história sobre um sonho.


terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

O Som do Coração


O Som do Coração (August Rush, EUA, 2007) – Nota 7
Direção – Kirsten Sheridan
Elenco – Freddie Highmore, Keri Russell, Jonathan Rhys Meyers, Terrence Howard, Robin Williams, William Sadler, Marian Seldes, Mykelti Williamson, Leon Thomas III, Alex O’Loughlin, Ronald Guttman.

O garoto Evan Taylor (Freddie Highmore de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”) vive num orfanato com a esperança de encontrar seus pais. O garoto diz que se comunica com os país cada vez que ouve uma música. Num certo dia, após conversar com um assistente social (Terrence Howard) que lhe dá seu telefone caso Evan precise, o garoto resolve fugir do orfanato e ir em busca de seus pais em Nova York. Evan pensa em pedir ajuda ao assistente, mas uma desencontro faz com que ele se perca e acabe encontrando refúgio num velho teatro onde vivem garotos que tocam pelas ruas e são explorados por Wizard (Robin Williams). Em paralelo, é mostrado o que aconteceu com seus pais (Keri Russell e Jonathan Rhys Meyers), que também foram separados pelo destino e vivem angustiados sentindo que falta algo em suas vidas. 

O roteiro do também diretor Nick Castle (“O Último Guerreiro das Estrelas”, “O Garoto que Podia Voar”) é uma fábula que usa a música como ponto de união de três vidas. A personagem de Keri Russell é uma estrela da música clássica, Jonathan Rhys Meyers vocalista de uma banda de rock e garoto Freddie Highmore sabe que a música é sua salvação e aos poucos descobre seu incrível talento. 

O ponto negativo é a direção da irlandesa Sheridan, que utiliza cortes abruptos, lembrando filmes feitos para a TV, algumas vezes deixando a impressão de que pulou alguma cena ou passagem. Outro questão é o desperdício do bom Terrence Howard, que aparece pouco e praticamente acaba esquecido ao final da trama. É o tipo de história que nas mãos de um Tim Burton renderia algo bem mais interessante, como por exemplo “Peixe Grande” e “Edward Mãos de Tesoura”.  

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Desafiando o Assassino


Desafiando o Assassino (Mr. Majestyk, EUA, 1974) – Nota 7
Direção – Richard Fleischer
Elenco – Charles Bronson, Al Lettieri, Linda Cristal, Lee Purcell, Paul Koslo, Alejandro Rey.

O ex-combatente do Vietnã Vince Majestyk (Charles Bronson) vive com sua namorada Nancy (Linda Cristal) numa fazenda onde planta melancias. Majestyk prefere contratar mexicanos para a colheita, o que desagrada um agenciador de trabalhadores, Bobby Kopas (Paul Koslo) que entra em conflito com o fazendeiro e por sua amizade com alguns policiais corruptos, acaba conseguindo que prendam Majestyk. Na cadeia, Majestyk tenta atrapalhar a fuga de um assassino da Máfia, Frank Renda (Al Lettieri) e por este motivo acaba sendo libertado. Como o assassino consegue fugir, logo ele voltará com seu bando pronto se vingar. 

Este longa faz parte da safra de bons filmes que Bronson estrelou durante a década de setenta, sendo os principais “Assassino a Preço Fixo”, “O Telefone”, “Cinco Dias de Conspiração” e “Desejo de Matar”, quase sempre interpretando o herói durão de poucas palavras. 

Muitos lembram de Charles Bronson apenas pelos filmes de ação ruins estrelados nos anos oitenta, com o astro já em final de carreira, mas sua filmografia antes disso é interessante pelos filmes citados e ainda pelos clássicos em que trabalhou quase sempre como coadjuvante, como “Fugindo do Inferno”, “Sete Homens e um Destino” e “Os Doze Condenados”. 

O longa “Desafiando o Assassino” tem como destaque a direção de Richard Fleischer, que fez clássicos como “20.000 Léguas Submarinas” e “Tora! Tora! Tora!”, além de uma cena curiosa onde o vilão destrói uma colheita inteira de melancias com uma rajada de balas.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Regras da Vida


Regras da Vida (The Cider House Rules, EUA, 1999) – Nota 7,5
Direção – Lasse Hallstrom
Elenco – Tobey Maguire, Charlize Theron, Michael Caine, Delroy Lindo, Paul Rudd, Jane Alexander, Kathy Baker, Erykah Badu, Kieran Culkin, Kate Nelligan, Heavy D, K. Todd Freeman, Paz de la Huerta, J. K. Simmons, Evan Parke.

Numa pequena cidade do Maine, o médico Wilbur Larch (Michael Caine) é o responsável por um orfanato, onde diversas crianças esperam a chance de serem adotadas. Carinhoso com todas as crianças, o Dr. Larch criou quase como filho o jovem Homer Wells (Tobey Maguire) e o ensinou a profissão de médico. Mesmo estando feliz no lugar, Homer tem vontade de conhecer o mundo e a chance aparece quando um casal vai ao orfanato para o médico ministrar um aborto na jovem. 

O casal é formardo pelo piloto da aeronáutica Wally (Paul  Rudd) e a bela Candy (Charlize Theron), que fazem amizade com o jovem e o levam para outra cidade, onde este aceita trabalhar na fazenda da mãe de Wally para colher maçãs. Como a história se passa nos anos quarenta, no meio da 2º Guerra Mundial, Wally acaba tendo de voltar para batalha e deixa sua noiva Candy, que por sua vez se apaixona por Homer. 

Este longa é o típico drama clássico, que além do triângulo amoroso, é sensível ao mostrar a tristeza das crianças abandonadas pelos pais e ainda conta uma história paralela onde o personagem de Tobey Maguire se envolve com os problemas de pai (Delroy Lindo) e filha (a cantora Erykah Badu) que trabalham como coletores de maçã. 

O roteiro é inteligente ao colocar em debate a questão do aborto com a história ambientada numa época em que era um tabu ainda maior e deixa ainda uma mensagem onde pequenas mentiras podem ser usadas para o bem. 

Um filme sensível, assim como a maioria dos trabalhos da carreira do diretor Hallstrom (“Chocolate” e “Sempre ao Seu Lado”).

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Diário de um Skin


Diário de um Skin (Diario de um Skin, Espanha, 2005) – Nota 7
Direção – Jacobo Rispa
Elenco – Tristan Ulloa, Juana Acosta, Pedro Casablanc, Gines Garcia Millan, Fernando Cayo.

Em Madrid, o jornalista Antonio Salas (Tristan Ulloa) é especialista em reportagens investigativas e após ter filmado disfarçado um encontro com dois traficantes de crianças, seu parceiro de trabalho é espancado brutalmente por um grupo de neonazistas e morre. Os assassinos ainda levam as fitas com a filmagem do encontro. Inconformado, Antonio resolve se infiltrar no grupo neonazista, tendo ajuda apenas de um policial (Gines Garcia Millan) para descobrir os assassinos do amigo. Aos poucos Antonio vai ganhando a confiança dos líderes do grupo e descobre que estes tem ligações também com o tráfico de mulheres e crianças. 

Este longa produzido para tv espanhola é baseado no livro do jornalista que usa o pseudônimo de Antonio Salas, que conseguiu se infiltrar entre os neonazistas e hoje vive escondido, mantendo a identidade em segredo. 

O filme é interessante e o tema polêmico, mostrando como estes extremistas estão infiltrados nas torcidas de futebol e mesmo pregando ódio aos estrangeiros e outras minorias, lucra com a prostituição. 

O ponto que deixa dúvidas sobre a total veracidade da história é a rapidez com que o protagonista consegue ser aceito e chegar próximo aos líderes, no filme este tempo são de apenas dois meses, mas isso não diminui a força da denúncia.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

O Psicólogo


O Psicólogo (Shrink, EUA, 2009) – Nota 6,5
Direção – Jonas Pate
Elenco – Kevin Spacey, Mark Webber, Keke Palmer, Saffron Burrows, Robin Williams, Jack Huston, Pell James, Dallas Roberts, Jesse Plemons, Robert Loggia, Clayton Rohner.

Henry Carter (Kevin Spacey) é o “Psiquiatra das Estrelas” em Hollywood, porém sua vida está um caos. Após o suicídio da esposa, Henry entre em depressão e fuma maconha o dia todo. A situação é complicada porque ele precisa atender diversos pacientes diariamente, como um agente de atores famosos (Dallas Roberts), uma atriz em crise com o marido (Saffron Burrows), um homem casado (Robin Williams) que ama a esposa mas pensa em sexo com outras mulheres o dia inteiro e um amigo (Mark Webber). Quando seu pai (Robert Loggia) que também é psiquiatra passa o caso de uma adolescente (Keke Palmer) que sofre após o suídicio da mãe, ele percebe que pode curar sua dor ajudando a garota. 

O roteiro brinca criando personagens que são os esteriótipos de Hollywood, tanto os famosos que se envolvem com drogas e casamentos furados, como aqueles desejam alcançar o sucesso, como o roteirista sem idéias e a jovem que deseja ser cineasta. Apesar dos personagens serem simpáticos, a história fica presa neste esquema e não decola. O melhor do filme é a interpretação de Spacey e o resultado geral apenas mediano. 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Igual a Tudo na Vida


Igual a Tudo na Vida (Anything Else, EUA, 2003) – Nota 6,5
Direção – Woody Allen
Elenco – Woody Allen, Jason Biggs, Christina Ricci, Danny DeVito, Stockard Channing, KaDee Strickland, Jimmy Fallon, Fisher Stevens, Adrian Grenier, Erica Leerhsen, William Hill.

Jerry Falk (Jason Biggs) escreve piadas para comediantes que atuam em stand-up e tem a intenção de se tornar escritor sério. Conversando direto com a câmera, ele conta sua vida desde o momento em que estava para se casar com Brooke (KaDee Strickland) e a abandona ao se apaixonar pela instável Amanda (Christina Ricci), com quem acaba indo morar. 

Sendo um sujeito inseguro, ele somente percebe como sua vida está travada em virtude de suas relações quando conhece o falastrão David Dobel (Woody Allen). Dobel é um professor que também escreve piadas para comediantes e tem teorias malucas sobre tudo, mas que acaba abrindo os olhos de David, que é traído por Amanda, se trata com um psicólogo que não fala nada e tem ainda um agente (Danny DeVito) que não o ajuda na carreira. 

Como em todos os seus filmes, o ponto forte são os diálogos, principalmente aqueles em participa o próprio personagem de Woody Allen que dispara teorias e frase engraçadas, porém o que atrapalha são os personagens chatos interpretados por Jason Biggs e Christina Ricci, mesmo que bem interpretados. Fica difícil simpatizar com o palerma Jerry, quando vemos facilmente tudo que está errado na vida do rapaz e ele fecha os olhos. O detalhe é que Jason Biggs foi a escolha certa para o sujeito panaca.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

A Mosca - 1958, 1986 & 1989



A Mosca da Cabeça Branca (The Fly, EUA, 1958) – Nota 7
Direção – Kurt Neumann
Elenco – David Hedison, Patricia Owens, Vincent Price, Herbert Marshall, Kathleen Freeman.

A história começa com Helene (Patricia Owens) avisando seu cunhado François (Vincent Price) que seu marido Andre (David Hedison) se matou. A partir daí conheceremos a história em flashback, começando com os irmãos François e Andre trabalhando como cientistas numa máquina de teletransporte sem muito sucesso. Num certo momento Andre resolve ser a cobaia, mas quando entra na máquina uma mosca o acompanha. O experimento dá certo em parte, pois o matéria de Andre e da mosca se misturam, com o sujeito ficando com a cabeça e um braço da mosca. A única chance de reverter a situação é André encontrar a mosca que ficou com parte do seu corpo e voltar os dois para máquina. 

Este longa de pequeno orçamento e efeitos especiais precários, ganhou status de cult com o tempo, principalmente após a refilmagem de David Croneneberg. O destaque além da insólita história vai também para o elenco, que tem o grande Vincent Price e o astro do seriado “Viagem ao Fundo Mar” David Hedison, que aqui em início de carreira assina como Al Hedison.

A Mosca (The Fly, EUA, 1986) – Nota 7,5
Direção – David Cronenberg
Elenco – Jeff Goldblum, Geena Davis, John Getz.

O cientista Seth Brundle (Jeff Goldblum) testa uma máquina de teletransporte e após algumas falhas, acredita ter finalmente conseguido sucesso e resolve ser a própria cobaia. Ao entrar na máquina, Seth não percebe que uma mosca o acompanhou. A experiência dá certo para alegria do cientista, porém após algum tempo ele percebe mudanças, primeiro aumentam sua agilidade, força e alguns outros sentidos, o que supreende sua namorada, a jornalista Veronica (Geena Davis), o problema começa quando seu corpo apresenta estranhas mutações, cada vez piores e mais assustadores. 

O diretor David Cronenberg especialista em filmes de terror, apresenta aqui uma nova versão para clássico de ficção B “ A Mosca da Cabeça Branca”, trocando a sugestão pela terror explícito, fazendo ainda um paralelo com o lado negro que em tese todo ser humano tem e que necessita de um gatilho para aflorar. Um bom e ao mesmo assustador longa que marcou época.

A Mosca 2 (The Fly II, EUA, 1989) – Nota 5,5
Direção – Chris Wallas
Elenco – Eric Stoltz, Daphne Zuniga, John Getz, Lee Richardson, Harley Cross, Gary Chalk, Marie Lee.

Martin Brundle (Eric Stoltz) é filho do cientista que se transformou em mosca no filme anterior e ao completer cinco anos de idade já tem a aparência de um adulto. Ele herdou a mutação dos genes do pai e se tornou alvo de estudo de cientistas antes que sua transformação seja completa, o que parece ser impossível de reverter. 

Com o sucesso do filme de Cronenberg, ficou claro que um continuação era questão de tempo. As sequências para filmes de sucesso se transformaram em algo comum nos anos oitenta e em muitos casos resultaram em cópias fracas ou até mesmo histórias sem ligação alguma com o original. 

Esta sequência dirigida por Chris Wallas, o responsável pela maquiagem no filme original e em outros longas de terror, tem bons efeitos especiais apenas, com uma história fraca e sem o charme assustador da obra de Cronenberg. 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Zona Verde


Zona Verde (Green Zone, França / EUA / Espanha / Inglaterra, 2010) – Nota 7,5
Direção – Paul Greengrass
Elenco – Matt Damon, Greg Kinnear, Brendan Gleeson, Amy Ryan, Khalid Abdalla, Jason Isaacs, Igal Naor.

Em 2003, logo após a Invasão no Iraque, o oficial Roy Miller (Matt Damon) é encarregado de localizar as armas químicas escondidas por Sadam Hussein e seus generais, porém a cada missão que não chega a lugar algum, ele percebe que algo está errado. Durante uma destas missões, seu grupo é procurado por um iraquiano chamado Freddy (Khalid Abdalla de “O Caçador de Pipas”), que diz ter visto uma reunião do alto comando de Sadam Hussein numa casa perto daquele local. Miller leva alguns homens e descobre que ali estava o general Al Rawi (Igal Naor), um dos líderes mais procurados pelos americanos, porém o sujeito consegue escapar. A questão é que o general é importante demais, todos querem encontrá-lo, um chefão do Pentágono (Greg Kinnear) e um agente da Cia (Brendan Gleeson), deixando claro haver muita sujeira escondida por trás daquela guerra. 

O longa de Paul Grengrass se baseia num livro sobre a “Zona Verde”, um cinturão de segurança criado pelos americanos em Bagdá, onde tudo parecia bem, porém ao redor e no restante do país a violência não poupava ninguém, além da falta de água, comida e eletricidade. 

O diretor novamente faz parceira com Matt Damon, assim como na consagrada série “Bourne” e filmou este longa no seu estilo, com um misto de documentário com câmera na mão e cenas de ação realistas, conseguindo novamente um resultado satisfatório. 

Mesmo sendo uma obra de ficção, o roteiro toca fundo nas mentiras utilizadas pelo governo americano para invadir o Iraque e depois no absurdos erros em nome da democracia.