sábado, 31 de dezembro de 2011

Dia 17 - Brasileirão

Cidade de Deus (Brasil, 2002) – Nota 10
Direção – Fernando Meirelles
Elenco – Alexandre Rodrigues, Leandro Firmino da Hora, Matheus Nachtergaele, Seu Jorge, Phellippe Haagensen, Johnathan Haagensen, Douglas Silva, Graziela Moretto, Alice Braga, Gero Camilo.

O cinema brasileiro passou por fases complicadas com poucos filmes de qualidade como nos anos noventa ou durante os anos setenta em que as chamadas pornochanchadas dominavam o mercado, por este motivo são relativamente poucos os grandes filmes brasileiros. Posso citar como exemplo de qualidade filmes como “O Assalto ao Trem Pagador”, “Central do Brasil’ e os dois “Tropa de Elite”, porém vejo “Cidade de Deus” com o grande marco do nosso cinema. 

O longa é baseado num livro de Paulo Lins que mostra o crescimento da favela Cidade de Deus no Rio de Janeiro durante o período de 1960 a 1980 e diversos personagens (alguns reais) ligados ao crime. A história começa no início dos anos sessenta mostrando alguns bandidos que eram vistos como heróis por parte dos moradores, principalmente as crianças que ao crescer se tornariam líderes do tráfico no local. 

O ponto alto da história se passa nos anos setenta, quando a favela já cresceu muito e o tráfico é dominado pelo violento Zé Pequeno (Leandro Firmino da Hora) em parceria com Bené (Phellippe Haagensen). Zé Pequeno tem como inimigo Sandro Cenoura (Matheus Nachtergaele), porém Bené tenta manter a paz entre eles. A siuação explode quando Bené é assassinado e entra em cena Mané Galinha (Seu Jorge) que fora humilhado por Zé Pequeno e decide se vingar, tornando a favela um verdadeiro campo de guerra. No meio desta guerra vive Buscapé (Alexandre Rodrigues), que descobre a fotografia e percebe que este trabalho pode levá-lo a uma vida melhor, longe da violência. 

Os personagens são riquíssimos e muito bem explorados pelo ótimo roteiro de Bráulio Mantovani, apoiados numa sensacional montagem de Daniel Rezende e na fotografia de César Charlone, todos indicados merecidamente ao Oscar, além da direção de Meirelles. 

O filme abriu as portas de Hollywood ao diretor Fernando Meirelles, que em seguida faria dois ótimos filmes, os dramas “O Jardineiro Fiel” e “Ensaio Sobre a Cegueira”.

5 comentários:

Celo Silva disse...

Grande momento do cinema nacional, gosto muito desse tb. Lançou um olhar especial para realizadores brasileiros.

Thomás R. Boeira disse...

Fernando Meirelles é um grande diretor e Cidade de Deus é incrível.

E ainda há pessoas que não gostam do nosso cinema, que é riquíssimo.

Abraço,
Thomás
http://brazilianmovieguy.blogspot.com/

Hugo disse...

Celo - Mostrou que o cinema brasileiro pode fazer sucesso mundialmente.

Thomás - Nos últimos dez anos a situação melhorou bastante. Aumentou a quantidade de produções e junto a qualidade.

Abraço

Amanda Aouad disse...

De fato, aqui o cinema nacional deu uma guinada.

bjs

Hugo disse...

Amanda - Este filme mostrou que o cinema brasileiro poderia voltar ser importante e ter mercado no exterior.

Bjos