sábado, 10 de dezembro de 2011

Che - Parte I

Che – Parte I (Che: Part One, França/Espanha/EUA, 2008) – Nota 8
Direção – Steven Soderbergh
Elenco – Benicio Del Toro, Demian Bichir, Santiago Cabrera, Catalina Sandino Moreno, Jsu Garcia, Rodrigo Santoro, Julia Ormond, Yul Vazquez, Jorge Perugorria, Victor Rasuk.

O diretor Steven Soderbergh e o astro Benicio Del Toro se uniram para adaptar o livro de memórias do mito Ernesto “Che” Guevara para o cinema e o resultado foi dividido em dois filmes. 

Esta primeira parte foca basicamente a revolução liderada por Fidel Castro (Demian Bichir) para derrubada do governo de Fulgêncio Batista em Cuba, mostrada pelos olhos e co-liderança de Che (Benicio Del Toro). 

A história começa em 1956 no México, quando o então médico Che é apresentado ao exilado cubano Fidel Castro em uma pequena reunião com outros cubanos, onde a idéia seria planejar o início de uma revolução. Pouco tempo depois tempo um grupo segue do México para Cuba clandestinamente utilizando um barco e se instala no meio da floresta num local chamado Sierra Maestra, onde iniciam um treinamento junto com outros cubanos que são contra o governo de Batista. Em menos de três anos aquele grupo se transforma num exército, com adesão de muitos camponeses e aos poucos vão tomando cidade por cidade, até chegar em Havana. 

Como o filme é baseado nas memórias do próprio Che, fica clara a simpatia dos envolvidos com o personagem, mas mesmo assim o roteiro não deixa de mostrar o lado violento do mito, que matou muitos soldados na luta e inclusive rebeldes desertores, tudo em nome da revolução. 

A caracterização de Fidel deixa claro a força do homem, que é mostrado como um líder que via na luta armada a única chance de derrubar o governo e libertar o povo cubano, pena que ele mesmo quando chegou ao poder, não foi capaz de instalar uma democracia no país. 

4 comentários:

Marcelo Keiser disse...

Particularmente gosto mais do filme Diarios de Motocicleta, onde mostra a construção do carater revolucionario de Che Guevara dotado de sensibilidade e consciencia. Ainda mais por sua abordagem suave e hilaria de sua cruzada de descoberta pela America junto ao seu fiel amigo Alberto Granado.
Abraço

Celo Silva disse...

Gosto dessa primeira parte tb, apesar de ter um ritmo um pouco lento q incomoda um pouco, quero ver a parte 2, q me desanimou um pouco por causa das criticas ruins.

Hugo disse...

Marcelo - Também gosto de "Diários da Motocicleta", um belo filme, porém acredito que a construção do personagem no filme de Sodebergh esteja mais próxima da realidade, de quem realmente foi Che.

Celo - Também não assisti a parte II ainda, mas mesmo com as críticas ruins pretendo conferir. A história do personagem já vale a sessão.

Abraço

O Projeccionista disse...

Dos dois, este é o melhor, sem dúvida. São dois filmes um bocado diferentes mas que acabam por se complementar. E vale bem a pena vê-los. Benicio Del Toro encarna como ninguém o Che revolucionário.

Abraço